Expedição (armazém)

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A expedição é uma actividade de armazém que se realiza depois de a mercadoria ser devidamente embalada e inclui as seguintes tarefas (Tompkins et al., 1996, p. 393):

  • Verificar se aquilo que o cliente pediu está pronto para ser expedido;
  • Preparar os documentos da remessa (informação relativa aos artigos embalados, local para onde vão ser enviados);
  • Pesagem, para determinar os custos de envio da mercadoria;
  • Juntar as encomendas por operador logístico (transportadora);
  • Carregar os caminhões (tarefa muitas vezes realizada pelo transportador).

Actividade de expedição[editar | editar código-fonte]

Podem ocorrer no planejamento da expedição de materiais do armazém, se as transportadoras logísticas que intervêm nesta actividade não forem devidamente escolhidas. A posição das transportadoras e as suas características, são fatores importantes que influenciam a expedição, de tal modo que as transportadoras são vistas como parte integrante do armazém. Sub consequentemente todas as tarefas da transportadora são incluídas no planeamento da expedição. A actividade de expedição começa e acaba quando a transportadora passa a linha da propriedade do armazém (Tompkins et al., 1996, p. 394-395).

As actividades necessárias para a expedição são:

  • Agregar e embalar a encomenda;
  • Ordenar e verificar a encomenda;
  • Comparar a guia de remessa com a encomenda;
  • Identificar o veículo;
  • Bloquear as rodas do veículo;
  • Posicionar e fixar a dockboard;
  • Carregar o veículo;

entregar documentação necessaria ao motorista;

  • Despachar o veículo.

Os requisitos do armazém para a expedição são:

  • Área suficiente para ordenar as encomendas;
  • Escritório para guarda informações sobre os artigos expedidos e encomendas dos clientes;
  • Área suficiente para estacionamento e manobra dos veículos;
  • Existência de dockboards para facilitar o carregamento dos veículos.

Algumas características importantes do armazém para a expedição:

  • Fluxo de materiais linear entre os veículos, zona de ordenação de mercadoria e áreas de armazenagem;
  • Fluxo contínuo sem paragens (congestionamentos) excessivos;
  • Uma área concentrada de operações, que minimize a movimentação de materiais e aumente a eficiência da supervisão;
  • Movimentação eficiente de materiais;
  • Operações seguras;
  • Minimização de estragos;
  • Fácil de limpar.

Princípios da expedição[editar | editar código-fonte]

Muitos dos princípios que se aplicam na recepção também podem ser aplicados na expedição, mas no sentido contrário (na recepção os produtos entram no armazém e na expedição os produtos saem). Os seguintes princípios servem como guia da actividade de expedição por forma a dar-lhe uma maior dinâmica. Estes pretendem simplificar o fluxo de material para a expedição e garantir que através do mínimo trabalho os requisitos são satisfeitos. Os princípios da expedição são (Tompkins et al., 1996, p. 400-402):

  • Seleccionar unidades de movimentação eficientes em termos de custo e espaço:
    • Para caixas soltas - paletes de madeira, de metal (têm como características a durabilidade e capacidade de carga), de plástico ( têm como características a durabilidade, limpeza e a cor) e paletes que encaixam umas nas outras (têm como características a poupança de espaço, mas não são duráveis nem suportam objectos pesados).
    • Para artigos avulso - tabuleiros empilháveis ou rebatíveis e caixas de cartão. Os factores de selecção da opção mais apropriada incluem o impacto ambiental, custo inicial, ciclo de vida, limpeza e o nível de protecção do produto.
  • Minimizar os estragos no produto
    • Agrupar e acondicionar artigos avulsos em caixas ou tabuleiros. Para além de existir um carga unitária para mover os materiais, o artigo deve ser acondicionado dentro da unidade de carga. Para os artigos soltos em caixas ou tabuleiros isso pode ser feito com esferovite, plásticos com bolhas, jornal e almofadas de ar.
    • Agrupar e acondicionar as caixas soltas em paletes. O processo mais popular é embrulhar as caixas na palete com tela plástica, mas também podem ser usadas cintas de várias qualidades.
    • Agrupar e acondicionar as paletes soltas nos camiões. O método mais comum são placas de espuma e madeira.
  • Eliminar a preparação da expedição e carregar directamente os caminhões. Tal como acontece na recepção a actividade da expedição que usa mais mão-de-obra e espaço é a preparação. Para facilitar a carga directa das paletes nos caminhões podem usar-se empilhadoras (manuais ou com mastro) para retirar as paletes do armazém e carregar os veículos evitando a preparação.
  • Usar prateleiras para minimizar as necessidades de área necessárias para a preparação da expedição. Se for necessário preparar a carga, as necessidades de área podem ser minimizadas fazendo a preparação em prateleiras.
  • Dar instruções aos condutores sobre os percursos dentro das instalações com o mínimo de burocracia e de tempo. Para melhor a gestão da expedição e dos condutores dos caminhões, podem ser fornecidos smart cards aos condutores e pontos de acesso on-line ao estado da encomenda e disponibilidade de acesso aos cais.

Planejamento do espaço para a expedição[editar | editar código-fonte]

As tarefas necessárias para a determinação do espaço necessário para a expedição são (Tompkins et al., 1996, p. 402-407):

  • Determinar o que é que é expedido. Informações sobre o quê, quando e quanto vai ser expedido podem ser obtidas a partir de relatórios de expedições anteriores (no caso de existirem), ou caso sejam expedições que nunca tenham tido lugar naquele armazém, são feitos estudos de mercado para obter informações sobre o número de carregamentos e de encomendas que vão ser expedidas. A partir destas informações escolhem-se as transportadoras de acordo com as especificações desejadas.
  • Determinar o número e o tipo de docas. Se o número de saídas das transportadoras da doca seguir uma distribuição regular (Poisson) e se estas não variarem com o tempo, devem ser feitas análises para determinar o número e tipo de docas para serem utilizadas nesta actividade. Se o número de saídas da doca variar com a hora, dia da semana ou com o número de caminhões à espera, devem ser feitas simulações para esse cálculo.
  • Determinar os requisitos de espaço dentro do armazém para a expedição. O espaço interior do armazém têm de ter em conta locais tais como:
  1. Espaços de conveniência pessoal;
  2. Escritórios;
  3. Espaços para guardar equipamentos de manutenção e transporte de material para movimentação de cargas;
  4. Locais para acondicionar dispositivos para coleta e tratamento do lixo;
  5. Locais de descanso;
  6. Espaço para guardar paletes e materiais para embalar.

Tendências que visam a melhoria da expedição[editar | editar código-fonte]

Tendências que visam a melhoria da actividade de expedição (Mulcahy, 1994, p. 4.2):

  • Política Just in time;
  • Computadores, códigos de barra e GPS;
  • Novos equipamentos para descarregar e carregar;

Referências[editar | editar código-fonte]

  • TOMPKINS, James A. et al. - Facilities plaining. 2ª ed. Nova Iorque: John Wiley & Sons, 1996. ISBN 978-0-471-00252-9
  • MULCAHY, David E. - Warehouse distribution and operations handbook. Nova Iorque: McGraw-Hill, 1994. ISBN 978-0-07-044002-9

Ver também[editar | editar código-fonte]