Expedição Roncador-Xingu

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A Expedição Roncador-Xingu foi uma parte do processo de interiorizacão do Brasil, a Marcha para o Oeste, criada em 1943 pelo governo de Getúlio Vargas. Para chefiar a expedição foi nomeado o Coronel Flaviano de Mattos Vanique, que recrutou cerca de quarenta sertanejos oriundos da região do atual Mato Grosso para se incorporarem à expedição.

Sabendo desta, os irmãos Vilas-Boas decidiram participar como sertanejos, mas foram barrados por terem um "alto nível de conhecimento" para um sertanejo. Eles então voltaram tempos depois com barbas por fazer, mal vestidos e dizendo serem analfabetos: foram logo aceitos.

Os irmãos Vilas-Boas passaram cerca de trinta e cinco anos no Brasil Central e contribuíram de maneira expressiva para o conhecimento da região e para a preservação do local. Catalogaram cerca de cinco mil indígenas e várias tribos. Criaram algumas cidades como postos de base (pontos de entruncamento) na região, como a cidade de Nova Xavantina. Criaram também o Parque Indígena do Xingu.

Com o afastamento do Coronel Flaviano Mattos, em 1945, pelo presidente Eurico Gaspar Dutra, a Expedição Roncador-Xingu passou a ser chefiada pelos irmãos Vilas-Boas. A chefia dos irmãos mudou o caráter da Marcha para o Oeste, que tinha tudo para ser uma expedição violenta, mas se tornou uma expedição de contato baseado no ideal do Marechal Cândido Rondon: "Morrer se preciso, matar nunca".

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