Experimento Rosenhan

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O Experimento Rosenhan foi um famoso experimento sobre a validade do diagnóstico psiquiátrico que realizou o psicólogo David Rosenhan em 1972. Os resultados foram publicados na revista Science com o título "On being sane in insane places" ("Sobre estar sadio em lugares insanos")[1] .

O estudo de Rosenhan teve duas partes. A primeira usou colaboradores sadios, chamados de "pseudopacientes", os quais simularam alucinações sonoras numa tentativa de obter a admissão em doze hospitais psiquiátricos de cinco estados dos Estados Unidos. A segunda parte consistiu em pedir às instituições psiquiátricas que tentassem detetar os "pseudopacientes". No primeiro caso, nenhum pseudopaciente foi detectado. No segundo, o hospital catalogou de impostores uma grande quantidade de pacientes reais. O estudo é considerado como uma importante crítica ao diagnóstico psiquiátrico.

O experimento[editar | editar código-fonte]

Rosenhan foi ele mesmo um pseudopaciente. Além dele tinha três psicólogos, um pediatra, um psiquiatra, um pintor e uma dona de casa, sendo cinco homens e três mulheres. Nenhum deles tinha sido considerado com problemas mentais e possuíam um vida bem estabelecida. Os pseudopacientes tentaram internação em doze hospitais diferentes. O único sintoma que os eles podiam nomear era que ouviam vozes, não muito claras, falando "vazio", "oco" e "baque". Imediatamente depois da admissão os pseudopacientes cessaram de simular qualquer sintoma, mas alguns estavam um pouco nervosos durante um curto período porque nenhum deles achava que iria ser internado e pensavam que a sua simulação seria descoberta logo, ficando expostos como fraudadores.

Todos os pseudopacientes foram internados, onze com diagnóstico de esquizofrenia e um com psicose maníaco-depressiva, ficando internados entre 7 e 52 dias, com uma média de 19 dias. Apesar de que as equipes médicas não detectaram a simulação, 35 de 118 pacientes expressaram sua suspeita, alguns enfaticamente: "você não está louco, você é um jornalista ou um professor universitário que está checando o hospital". Comportamentos normais, como tomar notas, foram catalogados de sintomas da doença.

Depois de realizada a primeira fase, uma prestigiosa instituição desafiou Rosenhan a mandar pseudopacientes, assegurando que seriam descobertos. Rosenhan aceitou o desafio. A instituição catalogou 41 pacientes com impostores e 42 como suspeitos, sobre um total de 193 pacientes, mas Rosenhan falou que não tinha mandado nenhum.

Referências

  1. Rosenhan D.L.. (1973). "On being sane in insane places". Science 179 (70): 250--258 pp.. DOI:10.1126/science.179.4070.250. PMID 4683124.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]