Exploração (socioeconomia)

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Em política econômica, economia, e sociologia, a exploração envolve um relacionamento social persistente no qual certas pessoas são maltratadas ou usadas de maneira injusta para o beneficio de outros. Isto corresponde a um conceito ético de exploração, isto é, o tratamento do seres humanos como meio para um determinado fim — ou como meros "objetos". Em termos diferentes, "exploração" se refere ao uso de pessoas como uma fonte de recursos, com pouca ou nenhuma consideração pelo seu bem-estar.

Mais frequentemente, a palavra exploração é usada para se referir a exploração econômica; isto é, o ato de usar o trabalho de outras pessoas sem oferecer a elas uma compensação adequada. Há duas grandes perspectivas na exploração econômica:

  • organizacional ou exploração em "micro-nível": em grande parte pelo pensamento econômico das tradições liberais, a maioria das teorias de exploração se centralizam no poder da economia de mercado das organizações dentro do cenário do mercado. Algumas teorias neoclássicas indicam que a exploração não é baseada no poder da economia de mercado.
  • estrutural ou exploração em "macro-nível" : teorias neo-clássicas focalizam a exploração por largos grupos da sociedade mesmo (ou especialmente) no contexto de mercado livre. Na teoria Marxista indicam a classe capitalista inteira como um entidade exploração, e ao capitalismo como um sistema baseado na exploração.

Teorias sobre a exploração[editar | editar código-fonte]

O foco da maioria das afirmações sobre a existência de exploração dizem que ela é um fenômeno sócio-econômico onde as pessoas comercializam o seu trabalho ou submissão a uma entidade poderosa, tais como o estado, uma corporação ou qualquer outra empresa privada. Algumas teorias de exploração (Marxista, neoliberal) são estruturais, enquanto outras são organizacionais (neo-clássica).

Teoria Marxista[editar | editar código-fonte]

Ver em: Graus da exploração

No Marxismo, os vários tipos de exploração descritas por outras teorias (veja mais abaixo) são normalmente chamadas de "super-exploração" — explorações que vão além dos padrões normais de exploração que prevalecem na sociedade capitalista. Enquanto outras teorias enfatizam a exploração de um indivíduo por uma organização (ou vice versa), a teoria Marxista esta principalmente preocupada com a exploração de um segmento inteiro ou classe da sociedade por outra. Este tipo de exploração é visto como sendo uma característica inerente e elemento chave do capitalismo e dos mercados livres. De fato, Em Das Kapital, Karl Marx assume a sua existência como conseqüência dos mercados competidores e dos mercados puramente competitivos. De forma geral, ele argumenta que quanto maior a "liberdade" do mercado, maior é a força do capital, e maior e a escala de exploração. O problema é percebido no contexto estrutural em que os mercados livres se operam (detalhado abaixo). A solução proposta é a abolição do capitalismo e sua substituição por algo melhor, não-explorador, sistema de produção e distribuição (primeiro socialismo, e então, após um determinado período de tempo, comunismo).

Na visão dos Marxistas, a exploração "normal" está baseada em três características estruturais da sociedade capitalista:

  1. A propriedade dos meios de produção por uma pequena minoria da sociedade, os capitalistas;
  2. A inabilidade dos que não tem propriedade (os trabalhadores, proletariado) para sobreviver sem vender a sua força de trabalho aos capitalistas (em outras palavras, sem ser empregados como trabalhadores assalariados);
  3. O estado, que usa sua força para proteger de forma parcial a distribuição do poder e propriedade na sociedade.

Por causa destas instituições feitas pelo homem, trabalhadores tem pouca ou nenhuma escolha além de pagar aos capitalistas o Mais-valia (lucros, interesse, e aluguéis) em troca da sobrevivência. Eles entram para o reino da produção, onde eles produzem mercadorias, permitindo que seus empregadores adquiram o valor excedente como lucro. São ameaçados sempre pelo “exército de desempregados". Em suma, o lucro ganho pelo capitalista é a diferença entre o valor do produto feito pelo trabalhador e o salário real que o trabalhador recebe; ou seja o capitalismo funciona na base de pagar trabalhadores menos do que o produto do seu trabalho vale. Para saber mais deste ponto de vista, ver a discussão do Teoria do valor-trabalho.

Algumas teorias do imperialismo Marxista estendem este tipo da teoria estrutural da exploração, a exploração de países pobres pelo países capitalistas ricos (ou por corporações internacionais). Alguns Marxistas-feministas usam a teoria Marxiana para compreender as relações de exploração do patriarcado, enquanto outros veem esse tipo de exploração como um tipo análogo de Marxian existente no racismo institucional.

teorias neoclássica[editar | editar código-fonte]

Na economia neoclássica, a exploração é organizacional, explicada usando a teoria micro econômica. É um tipo de falha de mercado, um desvio da visão ideal do capitalismo. O mais comum tipo de exploração neo-clássico é o Monopsônio ou monopólio. Estes exploradores têm poder de negociação. Este tipo da exploração foi supostamente abolido pela propagação da competição entre mercados. Outras teorias neo clássica vão além da simples exploração organizacional. Primeiramente, um outro tipo de explorador é o “agente empregado” (empregado) que tira vantagem do (empregador) “principal” a quem o emprega ou, sob circunstâncias de pouca informação (ver: problema do agente-principal). Por exemplo, um vendedor individualisticamente pode se “esquivar” do trabalho, violando o contrato de trabalho. Similarmente, um alto executivo pode por ganância fraudar ou encobrir com esperteza seus atos se que contrapõem aos interesses dos acionistas. Este tipo da exploração esta além do escopo do mercados, e dentro burocracia das organizações incorporadas ou governamentais. É frequentemente muito difícil de se resolver usando a competição dos mercados mas é sim preferivelmente usando a monitoração dos empregados ou gerência, acordos de Cálculo de risco compartilhado, contrato de fiança, ect.

Um último tipo de explorador neo clássico é a pirataria que toma vantagens de outros que pagam pela produção de um bem publico. Por exemplo, alguém pode se recusar a pagar pela defesa nacional ou os direitos de propriedade de algo embora ele ou ela se beneficie destes bens publicas. Este tipo de exploração é encorajado pela Economia de mercado. A solução, no caso do exemplo acima, está em introduzir impostos para pagar por bens públicos, melhor que confiar em voluntários (e desconfiar de) doações.

Teorias do liberalismo social[editar | editar código-fonte]

Para outros, exemplos, um número de "neo liberais", a exploração coexistem naturalmente no mercado livre. Como na teoria Marxista, o problema é estrutural mais que organizacional: dado sua posição especial na sociedade (que controla um recurso importante), um grupo de interesses pode deslocar a distribuição de renda em seu sentido, empobrecendo o resto, mesmo que seu papel não sirva a nenhuma finalidade razoável. Quando Henry George indicou aos latifundiários, John Maynard Keynes viu os rentiers (non-working owners of financial wealth) as fitting this picture. Os primeiros recebem o aluguel da terra quando o segundo recebe o interesse, mesmo que, de acordo com os proponentes desta teoria, não contribuam nada à sociedade. Possuem meramente um determinado recurso e têm a habilidade de fazer dinheiro com esse recurso sem realmente fazer nenhum trabalho eles mesmos. Quando George argumentava por um “imposto único” substituindo o aluguel de uma propriedade resolveria este problema, Keynes defendeu que as taxas de interesse poderiam tender a zero.

Em alguns pontos, estas teorias são similares a Marxista e essa discutida acima. Entretanto, elas tratam do poder e da influência de interesses especiais na sociedade (dentro da classe capitalista) mais que em tratar das diferenças estruturais na luta de classe definidas no Marxismo. Quando Marx viu a exploração como um aumento da quantidade total de produção na sociedade capitalista, a exploração nestas teorias representa uma forma de desperdício ou ineficiência, que prejudica o crescimento do capitalismo. Conseqüentemente, de acordo com este ponto de vista, abolir o aluguel ou o interesse faria o capitalismo operar muito melhor.

Exploração em países em desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Países em Desenvolvimento (normalmente chamados de "países do terceiro mundo " ou "países pobres") são o foco de muito debate quanto as questões de exploração, particularmente no contexto da economia global.

O tipo principal da exploração vista como prevalecendo no terceiro mundo é exploração corporativa. Por exemplo, se alega que existe o uso trabalho infantil e e sweatshops a fim de baratear a manufatura de produtos nos países em desenvolvimento, pagando seus trabalhadores salarios mais baixos do que aqueles que prevalecem dentro dos países desenvolvidos (onde os produtos são vendidos). Isto, é discutivel, pois é-insuficiente permitir que os trabalhadores alcancem o padrão de vida local do subsistência idêntico ao primeiro mundo se as horas de trabalho forem observadas, pois eles precisariam trabalhar por muito mais tempo do que no primeiro mundo. Discute-se também que as condições do trabalho nestas fábricas do países em desenvolvimento são muito menos seguras e muito mais insalubres do que as do primeiro mundo. Por exemplo, os observadores apontam casos onde os empregados eram incapazes de escapar das fábricas que se incendiaram; e &mdash assim morrendo; por causa de portas trancadas, um sinal comum que as condições do suor existentes. O fogo da fábrica no triângulo de Shirtwaist de 1911 foi um outro exemplo, mas ocorreu nos E.U.A., assim que primeiro mundo daquela época era equivalente ao terceiro mundo de hoje.

As responsáveis pelas relações publicas das corporações argumentam que, na ausência da coerção, a única maneira que as corporações podem asegurar fontes adequadas de trabalho é oferecer os salários e os benefícios superiores às opções pre-existentes, e que a presença dos trabalhadores em fábricas corporadas indica que as fábricas apresentam as opções que são vistas como o &mdash melhor; pelos próprios &mdash trabalhadores; do que as outras opções disponíveis (ver princípio da preferência revelada). Se a “exploração” para-se, as “vítimas” seriam muito maiores.

Uma resposta comum é que esta é falsidade, é o porque das empresas estarem de fato "explorando" pessoas pelos termos dos padrões humanos desiguais (que aplicam padrões mais baixos a seus trabalhadores do terceiro mundo do que aqueles do primeiro mundo). Além disso, o argumento, de que os povos escolheram trabalhar por salários baixos e circunstâncias inseguras é porque a sua alternativa é a fome ou catar o lixo nas lixeiras (“as opções pre-existêntes”), estas não podem ser vistas como qualquer tipo de “escolha livre” da sua parte. Este ponto de vista discute também que se uma companhia pretender vender seus produtos no primeiro mundo, deve pagar seus trabalhadores nos padrões do primeiro mundo.

Depois deste ponto de vista, alguns propuseram que nos Estados Unidos da América o governo deve exigir que os negócios em países extrangeiros adiram as mesmas condições de trabalho, ambiente, saúde, e aos padrões de segurança existem nos E.U.A. antes que seja permitido negociar com os E.U.A. (isto foi advogado por Howard Dean, por exemplo). Eles acreditam que tais padrões melhorariam a qualidade de vida em nações menos desenvolvidas. De acordo com outras fontes, entretanto, isto prejudicaria as economias de nações menos desenvolvidas desanimando os E.U.A. de negociar com eles. Milton Friedman é um economista que pensa tal política teria esse efeito. [1]

Grupos que se vêem como opositores da exploração global também indicam os efeitos secundários, tais como a liquidação do subsídio governamental ao milho nos mercados de mundo em desenvolvimento forçou fazendeiros de subsistência a perderem as suas terras, emigrando para as cidades ou cruzando as fronteiras a fim de sobreviver. Mais geralmente, alguma tipo de regulamento internacional de corporações multinacionais é usado, tais como o sanção aos padrões trabalhistas da Organização Internacional do Trabalho.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]