Explosão demográfica

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Explosão demográfica é o aumento elevado e repentino da população de seres humanos. É freqüentemente associada a avanços tecnológicos, tendo a maior delas ocorrido no século XX da era cristã.

O aumento brusco da população leva a um aumento também brusco do território ocupado, e tem alguns efeitos ambientais e econômico-sociais catastróficos, daí a comparação com uma explosão.

As explosões demográficas são observadas em duas situações:

  • a introdução de novas tecnologias que reduzam a mortalidade (aumento na produção de alimentos ou cura de doenças importantes);
  • em períodos de guerra ou grandes calamidades, em que a sobrevivência da sociedade está ameaçada, registra-se importantes aumentos das taxas de natalidade. Neste caso, a "explosão" também é chamada de baby boom.

Antes da Era Contemporânea, não era comum a contagem populacional, mas os pesquisadores sabem com relativa certeza que houve algumas explosões demográficas em certos pontos do globo:

Todas estas mudanças estão relacionadas ao aumento da produtividade agrícola, e portanto à maior oferta de alimentos. É bem sabido que o ser humano, quando bem alimentado, tem o sistema imunológico fortalecido, resistindo melhor a doenças e vivendo por mais tempo. Como a taxa de natalidade, regida por outros fatores, se mantém estável, o resultado é o aumento do número de seres humanos vivos.

Contudo, até o século XIX, a mortalidade ainda era extremamente elevada para os padrões atuais, pois a humanidade não tinha recursos suficientes para combater grande parte das doenças.

As grandes descobertas do século XX, como a penicilina, as vacinas, os antibióticos, a assepsia das mãos e dos ferimentos, diminuíram bruscamente o índice de mortalidade. Como a natalidade não foi reduzida, o resultado foi o aumento do crescimento vegetativo. Por volta de 1930, a população mundial atinge 2 bilhões de pessoas, sendo 100 milhões na Europa. Mais tarde, houve uma repetição do que ocorreu na Europa nos países do 3º mundo.

Algumas das causas:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Huberman, Leo. História da Riqueza do Homem, Zahar Editores, 1981.