Exposição Internacional de Londres (1862)

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A Exposição Internacional de 1862, mais conhecida pela Great London Exposition (Grande Exposição de Londres), foi uma exposição mundial realizada entre 1 de Maio e 1 de Novembro de 1862, junto aos jardins da Royal Horticultural Society, South Kensington, Londres, Inglaterra, no local onde actualmente se ergue um conjunto de museus que inclui o Natural History Museum e o Museu da Ciência de Londres.

História[editar | editar código-fonte]

A exposição foi organizada com o apoio da Royal Society of Arts, Manufactures and Trade e atraiu mais de 28 000 expositores, oriundos de 36 países, representando um largo espectro de indústrias, tecnologias e artes. No conjunto, a exposição foi vista por 6,1 milhões de visitantes, o que correspondeu a £ 459 632 de receita, ligeiramente acima do seu custos, que foi de £ 458 842, deixando um lucro total de £ 790, ao tempo uma quantia significativa.

A exposição ocupou uma área de 9 hectares de terreno, no centro da qual foi implantado um edifício especialmente projectado para o efeito pelo capitão Francis Fowke (1823–1865) e construído por Charles Lucas, Thomas Lucas e por Sir John Kelk, num investimento de £300 000 coberto pelos lucros da Exposição Universal de 1851. O edifício consistia numa nave principal com duas alas contíguas, instaladas perpendicularmente, destinadas a maquinaria e equipamentos agrários. As alas foram demolidas após o fim da Exposição. A fachada da nave principal, que se abria sobre a Cromwell Road, tinha 351 m de comprimento, ornamentada por dois domos em cristal, cada um dos quais com 79 m de altura.

Apesar de serem ao tempo conter os maiores domos do Mundo, o seu efeito não foi considerado por muito como suficientemente impressionante:a organização do baguio O Parlamento britânico não aprovou o desejo do governo de o adquirir, razão pela qual foi desmontado, sendo parte dos seus materiais utilizados para a construção do Alexandra Palace.

A exposições presentes incluíam maquinaria diversa, entre a qual parte de máquina analítica de Charles Babbage, máquinas para fábricas de tecidos de algodão e motores marítimos da empresa de Henry Maudslay. Estavam também presentes exposições de bens tão diversos como tapetes, tecidos, esculturas,, mobiliário, louças, talheres e papel de parede. Os trabalhos de artes decorativas apresentados por William Morris, através da sua firma Morris, Marshall, Faulkner & Co. atraíram muita atenção.

Entre as novidades apresentadas, contou-se o uso de cautchu para a produção de borracha e o processo de Bessemer para produção de aço.

William England liderou uma equipa de fotógrafos equipados para fotografia estereoscópica, que incluía William Russell Sedgfield e Stephen Thompson, que produziu uma série de 350 vistas estereoscópicas da Exposição para venda pela London Stereoscopic Company. Essas imagens mantiveram para a posteridade um visão tridimensional bem vívida daquilo que foi a exposição.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • The Exhibition Building of 1862, Survey of London: volume 38: South Kensington Museums Area (1975), pp. 137-147.
  • Hollingshead, John, A Concise History of the International Exhibition of 1862. Its Rise and Progress, its Building and Features and a Summary of all Former Exhibitions, London, 1862.
  • Hunt, Robert , Handbook of the Industrial Department of the Universal Exhibition 1862, 2 vols., London, 1862.
  • Dishon, Dalit, South Kensington's forgotten palace : the 1862 International Exhibition Building, PhD thesis, University of London, 2006. 3 vols.
  • Tongue, Michael (2006) Expo 1862, Discovery Books

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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