Extinção em massa

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A definição exata de uma extinção em massa é arbitrária, porém, podemos definir como um acontecimento relativamente comum no registo geológico que se caracteriza pelo decréscimo da biodiversidade através da extinção excepcionalmente alta de vários grupos ou, em outras palavras, uma redução acentuada na diversidade e abundancia de vida macroscópica. Essa perda de diversidade ocorre quando a taxa de extinção é maior que a taxa de especiação.

Desde que surgiu vida na Terra, várias extinções em massa excederam significativamente a taxa de extinção de fundo. Extinção de fundo são extinções que estão ocorrendo o tempo todo, mesmo quando a taxa de extinção não é muito alta. Assim, as extinções em massa observada, não passam de um momento extremo de um contínuo de taxas de extinção. Todas as divisões da escala de tempo geológico são marcadas por critérios estratigráficos que se baseiam no estudo de extinções em massa. O fenómeno é parte essencial da hipótese do equilíbrio pontuado proposta por Stephen Jay Gould e Niles Eldredge.

Apesar de ser um fenómeno usual (considerando o tempo geológico), houve diversos eventos de extinção massiva particularmente violentos (ver lista em baixo), que vitimaram mais de metade das formas de vida. Estes episódios estão normalmente associados à formação ou divisão de super-continentes, isto é, quando no decurso da deriva continental várias massas de terra se juntam para formar um único continente, ou quando este se separa noutros. A extinção permo-triássica, por exemplo, ocorreu durante a formação da Pangeia e a extinção K-T está associada à abertura do Oceano Atlântico.E Três extinções,inclusive as duas maiores, estão associadas a grandes áreas de rochas depositadas após erupção vulcânicas .

Atualmente, parece improvável que cada fator atue como fator geral para a extinção em massa. As causas para as extinções em massa variam de evento para evento, se bem que há normalmente fatores em comum entre eles o que sugere que sejam resultado não de um mas uma combinação de fenómenos. Entre as causas mais citadas, destacam-se teorias de impactos de asteróides, erupções vulcânicas de basaltos continentais, alterações climáticas, mudanças na forma dos continente por causa dos movimentos tectônicos das placas, mudanças no nível do mar, explosões de estrelas que lancem radiação nociva para a Terra, entre outras.

História[editar | editar código-fonte]

No início do século XIX que as transições de fauna, que agora reconhecemos como extinção em massa, foram descobertas, quando também foram estabelecidas os estágios principais e as subfases do documentário fóssil.

Lyell, duvidava que as transições de fauna observadas fossem realmente catastróficas, na década de 1830 e Darwin prosseguiu nessa linha de pensamento. Porém, mais tarde, a datação geológica absoluta mostrou que a transição de fauna não correspondiam aos hiatos no documentário fóssil com Lyell propôs, pareciam ser verdadeiras extinções em massa.

Eventos ocorridos[editar | editar código-fonte]

A Terra já passou por diversas extinções em massa, algumas de proporções devastadoras, levando ao desaparecimento completo de diversas espécies, e outras menores, no qual foram extintos somente alguns grupos de seres vivos.Porém, diferentes paleontólogos, identificam diferentes extinções em massa na história da vida. Alguns identificam duas, três, quatro ou até mesmo cinco grandes extinções em massa.

A extinção em massa, por sua vez, acelerou a evolução da vida da Terra. O evento de extinção eliminou o antigo grupo dominante e abriu espaço para um novo grupo habitar. Após de toda extinção em massa, há uma irradiação adaptativa, onde um pequeno número de espécies ancestrais de uma táxon se diversifica em um número maior de espécies descententes, ocupando uma variedade mais ampla de nichos ecológicos. A tal fenômeno é dado o nome de efeito gargalo.

Maiores extinções em massa[editar | editar código-fonte]

As extinções em massa de grandes proporções normalmente marcam a mudança de um período da história. Por exemplo, a extinção do Cambriano marcou a passagem do período Cambriano para o Ordoviciano. A partir do Ordoviciano, os eventos de extinção foram no Ordoviciano superior, no Devoniano superior, no fim do Permiano, no Triássico superior e no fim do Cretáceo. Às vezes, são chamados de “os cinco grandes”.

Mas três destes “cinco grandes” deixaram margem a dúvidas, as do Ordoviano superior, Devoniano superior e a do triássico superior. Sendo as extinções em massa mais importantes a do fim do Permiano e a do fim do Cretáceo.

  • Extinção Cambriana - marca o fim do Cambriano. Extinguiu principalmente, diversas espécies de equinodermos braquiópodes e conodontes. No entanto, as evidências são pobres demais para que se possa dizer com certeza se as taxas de extinção foram excepcionalmente altas em alguma época daquele período.
  • Extinção do Ordoviciano (444 Ma) - ocorrida no fim do Ordoviciano, vitimou sobretudo trilobites, braquiópodes, crinoides e equinoides; provavelmente resultante de uma erupção de raios gama que atingiu a Terra, fazendo a atmosfera alterar-se, deixando passar os raios UV, e provocando uma era glacial;
  • Extinção do Devoniano superior (360 Ma) - na Devoniano superior / Carbonífero inferior, evento gradual que vitimou cerca de 70% da vida marinha, sobretudo corais e estromatoporóides. Os placodermos desapareceram neste evento.
  • Extinção Permiana (251 Ma) - a maior de todas as extinções em massa, que fez desaparecer cerca de 96% dos géneros marinhos e 50% das famílias existentes; desaparecimento total das trilobites.[1]
  • Extinção do Triássico-Jurássico (200 Ma).Cerca de 20% de todas as famílias marinhas e de arcossauros (com exceção dos dinossauros) foram extintas, o mesmo ocorreu com os grandes anfíbios da época.
  • Extinção K-T (65,5 Ma) - mais conhecida pelo desaparecimento dos dinossauros. Acredita-se ter destruído 60% da vida na Terra.
  • Extinção do Holoceno - é o nome dado ao evento recente de extinções de plantas e animais perpetrado pelo ser humano, logo tal extinção distingue das demais por ocorrer sob intermédio da civilização humana e não por ocasiões biogeoquímicas ou cósmicas (como no caso do asteroide da extinção K-T), fatores externos a vida. A validade deste evento como um extinção em massa é debatido pela comunidade científica, sendo concluído muitas vezes que tal evento, apesar de chamar a atenção do ser humano, não possui magnitude suficiente para ser comparado as outros 5 grandes eventos de extinções em massa.

Rumo a uma nova extinção em massa[editar | editar código-fonte]

Diversos pesquisadores sugerem que a Terra está passando por uma sexta extinção em massa. E isso está ocorrendo por causa da perda de habitat das espécies para construções, agricultura e pecuária; pela poluição da água (afluentes domésticos e industriais), do solo (agrotóxicos) e do ar (fumaças de queimadas e combustão de carros e indústrias); espécies invasoras; mudanças climáticas, entre outros.

As extinções em massa passadas, ocorreram por causa de fenômenos naturais com citados acima. Porém são os humanos que estão causando a extinção em massa atual. Se as tendência atuais continuarem a metade de todas as espécies de vida da Terra se extinguirão em menos de 100 anos.

A descoberta de novas espécies indica que ainda se sabe pouco sobre a biodiversidade da Terra, e muitas espécies já extinguiram e estão extinguindo sem ao menos serem descobertas. E a velocidade em que as espécies estão sendo perdidas é mais alta do que qualquer outra vista anteriormente. Os cientistas classificaram a perda da biodiversidade como um problema ambiental mais grave do que a destruição da camada de ozônio, aquecimento global ou poluição e contaminação.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ridley, Mark.Evolução. 3° ed. Porto Alegre: Artmed, 2006. cap 23

disponível em: <http://www.wwiuma.org.br/ext_emmassa.htm>. acesso em 11 de junho de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]