Extinção do Devoniano Superior

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A extinção do Devoniano ou extinção massiva do Devoniano , é considerada a terceira mais intensa das extinções massivas a ser registrada na história da vida na Terra e atingiu o que é considerada como a "idade dos peixes", coincidente com a expansão da vegetação terrestre. Suas causas são ainda não conhecidas, atribuídas conjecturalmente a sucessivos impactos meteoríticos de grande escala, glaciação e diminuição da temperatura global, redução do dióxido de carbono e anoxia dos oceanos e outras massas d'água.

Entre estes fatores, ganha mais suporte entre os autores a queda acentuada da temperatura conjunta com a anoxia dos mares[1] , mas o debate sobre a questão se mantém nos meios especializados. Esta extinção massiva, diferentemente de outras extinções não se situa no final de um período geológico, no caso, na transição do período Devoniano para o Carbonífero, mas é situada na fase final do Devoniano (Frasniano e Famenniano), aproximadamente entre 377 e 362 milhões de anos atrás.Os peixes placodermos,como o Dunkleosteus,desapareceram nesta extinção em massa.

Discute-se se foi um evento para padrões da paleontologia instantâneo ou prolongado, com duração de dois a três milhões de anos. Seus efeitos se deram predominantemente sobre a vida marinha, com destaque para as então baixas latitudes. Havendo no período Devoniano, pelo menos hoje conhecidas, setenta famílias de peixes, apenas dezessete deslas sobreviveram e passaram ao Carbonífero.[2] Ainda que os dados deste período, pela sua própria datação não sejam suficientemente volumosos, estima-se que foram eliminadas 14 a 38% das famílias, 50 a 57% dos gêneros marinhos e 70 a 83% das espécies marinhas[3] [1] (Gibbs, 2001; McGhee Jr., 1996), predominantemente os amonóides, braquiópodes, briozoários, conodontes, corais, estromatoporóides, foraminíferos bentônicos e trilobitas[4] . É citado que foi afetado até 90 % do fitoplancton.[1] É registrada ainda significativa diminuição da vegetação terrestre, evidenciando-se marcante declínio dos esporos fossilizados, embora os autores considerem que esta diminuição deu-se em período e tempo mais longo que a da extinção em massa claramente definida.[1] Não existem significativos registros dos efeitos desta extinção sobre os vertebrados terrestres, embora tal evento tenha ocorrido quando estes estavam tomando os ambientes de terra seca.[5]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d McGhee Jr., G.R. 1996. The Late Devonian mass extinction – the Frasnian/Famennian crisis. New York, Columbia University Press, 303 p.
  2. Benton, M.J. 2005. Vertebrate Paleontology. 3 ed. Oxford, Blackwell Publication, 455 p.
  3. Gibbs, W.W. 2001. On the termination of species. Scientific American, 285(5): 28-37.
  4. Hallan,A. 1992. Phanerozoic sea-level changes. New York, Columbia University Press, 266 p.
  5. Ibsen de Gusmão Câmara; Extinção e o Registro Fóssil; Anuário do Instituto de Geociências - UFRJ
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