Fábio Máximo

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Estátua de Quinto Fábio Máximo, Palácio de Schönbrunn, Viena.

Quinto Fábio Máximo (em latim: Quintus Fabius Maximus; Roma ca. 275 a.C. — Roma, 203 a.C.), chamado de Cunctator (o que adia), foi um político e militar romano. Foi nomeado cônsul em cinco ocasiões (233 a.C.,215 a.C., 214 a.C. e 208 a.C.), e ditador em outras duas (221 a.C.? - 219 a.C. e 217 a.C. Também ocupou o censorado em 230 a.C.

A sua alcunho Cunctator significa "o que adia" em latim, e faz referência às suas táticas utilizadas durante a Segunda Guerra Púnica para deter Aníbal.


Origem familiar[editar | editar código-fonte]

Sua família dizia ser descendente de Fábio, filho que Hércules teve com uma ninfa (ou uma mulher nativa), à beira do rio Tibre.[1] Outros, porém, diziam que o nome da família era Fodii, pois eles capturavam animais selvagens em buracos-armadilhas; à época de Plutarco, a palavra latina fossae significava fossa, e o verbo fodere significava cavar; com o tempo, por uma troca de letras, a família passou a se chamar Fabii.[2] [Nota 1]

Os Fabii produziram grandes homens, sendo um dos mais importantes chamado de Rullus (Quinto Fábio Máximo Ruliano), de quem Fábio Máximo era a quarta geração.[2]

Carreira política e militar[editar | editar código-fonte]

Participou provavelmente na Primeira Guerra Púnica, embora não existam pormenores acerca do seu papel na contenda. No final da guerra, avançou depressa na sua carreira política. Serviu duas vezes como cônsul e questor, e em 218 a.C. fez parte da embaixada enviada a Cartago. Foi ele que declarou a guerra formalmente depois da captura de Sagunto por parte de Aníbal. O senado romano nomeou-o ditador em junho de 217 a.C., após o desastre do lago Trasimeno. Algo inusual, pois os ditadores eram normalmente eleitos pelos cônsules.

Fábio era ciente da superioridade militar cartaginesa e, quando Aníbal invadiu a península Itálica, evitou enfrentar o general cartaginês em batalha campal. Em lugar disso, manteve as suas tropas próximas ao exército de Aníbal, fustigando-as constantemente numa guerra de desgaste.

Mas o povo romano não ficou impressionado com esta estratégia defensiva, dando ao ditador o apelido de cunctator. Isto vinha unido à sua rivalidade política com o magister equitum Minúcio, quem somente admitiu o seu comando após ver como Fábio salvava a sua vida num ataque de Aníbal.

Quando finalizou a sua ditadura, devolveu-lhe a autoridade aos cônsules Cneu Servílio Gêmino e Marco Atílio Régulo, e no ano seguinte (AC|216|x}}) foram eleitos Lúcio Emílio Paulo e Caio Terêncio Varrão. Após estes dois cônsules serem derrotados por Aníbal em Canas no mesmo ano, o senado advertiu a inteligência das táticas fabianas e o apelido Cunctator converteu-se num título honorífico.

O sucesso militar de Fábio foi pequeno, à parte da reconquista de Tarento em 209 a.C. Foi nomeado cônsul em outras duas ocasiões, posteriormente à sua ditadura. Contudo, opunha-se ao jovem Cipião o Africano, que queria levar a guerra até a província da África Proconsular.

Com o tempo converteu-se numa figura legendária, modelo de romano valente e tenaz. De acordo a Ênio, unus homo nobis cunctando restituit rem - Um homem restituiu o nosso estado adiando.

Legado[editar | editar código-fonte]

Em 1883 um grupo de simpatizantes socialistas fundou na Inglaterra a Sociedade Fabiana, como objetivo de trabalhar em favor da reforma social e por em movimento uma engenharia social que consideravam mais justas. Os fabianos, em oposição aos socialistas que pregavam a luta direta contra o capitalismo, acreditam na evolução gradual da sociedade para o socialismo, para isto praticam um trabalho discreto e reformas graduais na sociedade que, em sua opinião, levarão pouco a pouco ao socialismo. A sociedade Fabiana continua seus trabalhos nos dias atuais, igual a seu mentor Quinto Fabio Máximo, evitando o confronto direto com um adversário mais poderoso, cumpriu a maioria de seus objetivos uma vez a que grande parte de suas reformas propostas foram postas em praticas durante o século XX, como o Estado de bem-estar social . [carece de fontes?]

Notas e referências

Notas

  1. O verbo em latim fodere não deve ser confundido com o latim vultar futuere, que deu origem ao verbo em português foder; alguns analistas, porém, consideram que fodere e futere eram o mesmo verbo

Referências

  1. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Fábio Máximo, 1.1
  2. a b Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Fábio Máximo, 1.2

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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