Fátima Lopes (estilista)

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Fátima Lopes.
Fátima Lopes com a modelo Cristina Möhler na feira Portojóia, na Exponor.

Fátima Lopes (Funchal, 8 de Março de 1965) é uma estilista portuguesa.

Natural da ilha da Madeira, Fátima Lopes cresceu na cidade do Funchal. Desde criança revelou um interesse pelo mundo da moda e durante a sua adolescência, insatisfeita com a roupa que era vendida no Funchal, começou a criar roupas para si própria. Graças à sua fluência em línguas estrangeiras, trabalhou no Funchal como guia turística de uma agência de viagens.

Em 1990 mudou-se para Lisboa com o objectivo de prosseguir uma carreira como estilista. Nesta cidade abriu com uma amiga uma loja chamada "Versus", onde vendia essencialmente roupa de criadores internacionais. Em 1992 o nome da loja mudou para "Fátima Lopes". Em Setembro do mesmo ano participou como criadora num espectáculo de moda realizado num convento de Lisboa, onde as suas propostas foram bem acolhidas.

Em 1994 mostra as suas roupas pela primeira vez no "Salon du Prêt-à-Porter Feminin" em Paris. No ano seguinte participa no grande evento de moda nacional, o "Portugal Fashion". Entre 1996 e 1998, Fátima começa a desenhar sapatos e carteiras dirigidos quer ao público feminino, quer ao público masculino.

Em 1996 abre a sua primeira loja internacional, situada na cidade de Paris.

Desde 1999 participa duas vezes por ano no Salão da Moda de Paris, sendo actualmente a única portuguesa presente. Em 2000 causa grande atenção mediática por desfilar na capital francesa o mais caro biquini em ouro e diamantes, avaliado em cerca de um milhão de dólares.

Em 2002 foi convidada pela Mattel a criar uma boneca Barbie, tendo decidido reproduzir na boneca o biquini de ouro e diamantes que usou em Paris. Em 2003 abriu a sua primeira loja de roupa nos Estados Unidos, situada na cidade de Los Angeles.

Em 2010 apresentou o programa da sic "À Procura do sonho"Face model of the eyear 2010"

Uso de peles verdadeiras[editar | editar código-fonte]

Fátima Lopes tem defendido publicamente a utilização de peles verdadeiras na indústria da moda, o que tem originado vários protestos por parte dos defensores dos direitos dos animais. Deu, aliás, entrevistas onde defende o uso de peles verdadeiras, dizendo que "Nunca disse que era contra as peles verdadeiras. Pelo contrário, sou a favor". A respeito de uma colecção que apresentou em Paris, no âmbito do Portugal Fashion, disse "Não há nada falso. É tudo verdadeiro desde as raposas aos visons.".[1] Posteriormente, voltou a prestar declarações públicas onde afirmava que "a fase contra as peles já acabou"[2] e classificava os protestos dos defensores dos direitos dos animais como "um disparate".

Referências bibliográficas

  1. Correio da Manhã, 28 de Fevereiro de 2005
  2. 24 Horas", 5 de Março de 2005

Ligações externas[editar | editar código-fonte]