FIA GT
| FIA GT | |
|---|---|
| Categoria | Grand tourer |
| País ou região | Internacional |
| Temporada inaugural | 1997 |
| Temporada final | 2009 |
| Último piloto campeão | GT1: Michael Bartels, Andrea Bertolini GT2: Richard Westbrook |
| Última equipe campeã | GT1: Vitaphone Racing Team GT2: AF Corse |
| Fabricante da equipe campeã | GT2: Ferrari |
| Site oficial | www.fiagt.com |
FIA GT foi um campeonato de corrida de carros grand tourer organizado pela Stéphane Ratel Organisation (SRO) e a Fédération Internationale de l'Automobile (FIA). O campeonato era disputado principalmente na Europa, mas visitou circuitos em outros continentes. Ao final da temporada 2009, o campeonato foi substituído pelo Campeonato Mundial FIA GT1.
Índice |
[editar] História
Em 1997, devido ao crescente interesse de fabricantes como Mercedes-Benz, Porsche e Panoz, a FIA assumiu o controle do campeonato BPR Global GT Series que vinha crescendo em popularidade, padronizou o limite das corridas em 500 km ao invés das quatro horas tradicionais, liberalizou os regulamentos técnicos e deixou os direitos comerciais com um dos fundadores da série BPR, Stéphane Ratel, que conseguiu apoio televisivo da estação pan-européia Eurosport. Os novos fabricantes construiram homologation specials, carros de corrida que aproveitavam as novas regras, e desenvolveram praticamente protótipos, com produção de cerca de 25 carros. Chrysler, Lister e Marcos, sem interesse no aumento dos custos, passaram a disputar a classe GT2.
Nos dois primeiros anos de competição, a Mercedes dominou a categoria e os outros fabricantes deixaram do campeonato ao final da temporada de 1998. Assim o Viper se tornou o carro dominante do campeonato, com o já ultrapassado Porsche 993 GT2 e Lister Storm oferecendo alguma resistência.
Àquela altura, no entanto, já não havia uma categoria mais acessível para pilotos amadores, e isso levou à criação da classe (categoria) N-GT em 2000. Apesar de atrair carros de um número maior de fabricantes, a nova categoria se viu invadida por Porsches e Ferraris, apesar disso, os custos de operação menores garantiram um número equilibrado de competidores. Para aumentar o prestígio do campeonato, a SRO adicionou as 24 Horas de Spa, anteriormente uma prova de carros de turismo, ao calendário, onde se tornou a prova mais importante. A FIA também baniu o envolvimento direto dos fabricantes, apesar do tratamento especial que alguns ainda recebem.
Ao final da temporada 2004, a FIA renomeou as classes para GT1 e GT2, e liberalizou as regras da classe GT1, permitindo "supercarros". Apesar dessa medida ter sido tomada para acomodar o Saleen S7, o maior beneficiado foi o Maserati MC12, o que levou a FIA a impôr limitações aerodinâmicas ao carro italiano. Apesar disso, graças ao sistema de penalidades com lastros, a disputa pelo campeonato dificilmente fica restrita a um carro dominante. O nível de competição permaneceu disputado, e pilotos sem grande experiência competitiva disputam vitórias com pilotos profissionais, alguns com experiência na Fórmula 1.
Depois da temporada 2009, a SRO anunciou que as duas categorias do FIA GT, GT1 e GT2, seriam divididas em campeonatos distintos. A categoria GT1 se tornaria um campeonato mundial com etapas ao redor do planeta. Carros elegíveis à categoria GT1 apenas poderiam disputar o Campeonato Mundial FIA GT1. Haviam planos para a categoria GT2 ter um campeonato próprio, exclusivamente com etapas na Europa, a ser chamada de Campeonato Europeu FIA GT2, mas o campeonato foi cancelado.
[editar] Campeões
[editar] Ver também
- FIA GT1 World Championship
- Gran Turismo
- BPR Global GT Series
- World Sportscar Championship
- GTR - FIA GT Racing Game
- GTR - FIA GT Racing Game 2