Fabaceae

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Como ler uma caixa taxonómicaFabaceae
Alfafa (Medicago sativa)

Alfafa (Medicago sativa)
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Fabales
Família: Fabaceae
Lindl.
Subfamílias
Caesalpinioideae
Faboideae
Mimosoideae
Wikispecies
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Fabaceae é uma das maiores famílias botânicas, também conhecida como Leguminosae (leguminosas), de ampla distribuição geográfica. Uma característica típica dessa família é a ocorrência do fruto do tipo legume, também conhecido como vagem, exclusivo desse grupo.[1] É subdividida em 3 subfamílias com características morfológicas muito distintas: Faboideae (ou Papilionoideae), Caesalpinioideae e Mimosoideae. A variação no nome se deve à possibilidade de uso de nomes alternativos consagrados em algumas famílias botânicas, regra prevista no Código Internacional de Botânica.

Houve durante certo tempo uma confusão a respeito de se tratar o grupo como uma única família (Leguminosae/Fabaceae) composta por três subfamílias (Faboideae/Papilionoideae, Mimosoideae, Caesalpinioideae) ou ainda como três famílias separadamente (Fabaceae/Mimosaceae/Caesalpiniaceae). Estudos filogenéticos demonstraram a origem evolutiva comum do grupo, indicando que seria mais apropriadamente tratado como uma única família. Atualmente os sistemas que trazem as três subfamílias como famílias separadas estão em desuso e os nomes Fabaceae/Mimosaceae/Caesalpiniaceae devem ser evitados.

É a terceira maior família de Angiospermae, após Asteraceae e Orchidaceae, compreendendo 727 gêneros e 19 325 espécies. As Leguminosae ocorrem em quase todas as regiões do mundo, excetuando-se as árticas e antárticas e em algumas ilhas. A família é considerada como a de maior riqueza de espécies arbóreas nas florestas neotropicais, além de haver grande número de táxons endêmicos nesta região. Alguns ecossistemas brasileiros são centros de diversidade para o grupo e muitas das espécies são exclusivas destes ambientes. No Brasil ocorrem cerca de 220 genêros e 2736 espécies.

Uma das hipóteses de surgimento do nome do Brasil diz que ele é originário da árvore pau-brasil (Caesalpinia echinata) pertencente subfamília Caesalpinioideae (ou Caesalpiniaceae), nativo da Mata Atlântica.

Utilização[editar | editar código-fonte]

Uma característica ecológica importante da família é a simbiose de suas raízes com bactérias do gênero Rhizobium e semelhantes, que fixam o nitrogênio da atmosfera. Os nódulos nitrificantes são encontrados principalmente na subfamília Papilionoideae e em menor quantidade em Mimosoideae. Por isso, algumas espécies são utilizadas para a melhoria de solos agrícolas. Tem grande importância econômica pela produção de alimentos como: soja (Glycine max), ervilha (Pisum sativum), feijão (Phaseolus vulgaris), alfafa (Medicago sativa) e Grão-de-bico (Cicer arietinum), sendo também usadas na forragem como a alfafa e outros gêneros como (Desmodium) e (Stylosanthes). Também têm grande potencial ornamental, sendo a principal família utilizada na arborização urbana no Brasil com o flamboyant (Delonix regia), a pata-de-vaca (Bauhinia variegata), o sombreiro (Clitoria fairchildiana) e a (Tipuana). Em regiões temperadas o (Lupinus) é um gênero muito utilizado em ornamentação de jardins. Também produzem madeiras de ótima qualidade como o Jacarandá (Dalbergia nigra), utilizado na manufatura do corpo de instrumentos de corda, como o violino. Diversos outros gêneros tem aplicação na indústria madeireira como a cerejeira (Amburana cearensis), o jatobá (Hymenaea spp), o angelim (Hymenolobium spp), a sucupira (Pterodon emarginatus) etc. A presença de muitos compostos secundários e metabólitos também tem grande importância econômica, permitindo que compostos produzidos pelas leguminosas sejam utilizados na fabricação de gomas, corantes, espessantes, medicamentos, resinas e pesticidas.

Informações botânicas[editar | editar código-fonte]

Folha e hábito[editar | editar código-fonte]

Em geral as folhas são alternas e compostas, podem ser pinadas, bipinadas, trifoliolares e digitadas. Há presença de estípulas que podem ser de tamanho e persistência variados, em alguns gêneros essa estípula é transformada em espinho. Na base da folha e dos folíolos existem articulações chamadas, respectivamente, de pulvinos e pulvínulos. Algumas espécies do gênero Mimosa usam essas articulações para movimentar-se rapidamente em resposta a agentes externos, alguns autores denominam essas plantas como sensitivas.

São de hábito variado podendo ser herbáceas, trepadeiras, arbustivas e arbóreas.

Flor[editar | editar código-fonte]

Suas flores são andróginas, zigomórfa ou actinomorfas, heteroclamídeas. O cálice gamossépalo ou raramente dialissépalo, com prefloração aberta, valvar ou imbricada. Androceu tipicamente com 10 estames, alguns gêneros podem ter em maior ou menor número. Gineceu de ovário súpero, unicarpelar, unilocular, às vezes divididos por falsos séptos, em geral multiovulado (em geral 10 óvulos) com placentação parietal.

Fruto[editar | editar código-fonte]

O fruto é mais comumente do tipo legume, monocarpelar, seco e deiscente. O legume ainda pode ser carnoso e indeiscente. Outros tipos de frutos também são encontrados na família, como drupas (Andira), sâmaras (Machaerium), legumes samaróides (Dalbergia), lomentos (Aeschynomene), craspédios (Mimosa) e outros.

Gêneros[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Inpa lança guia de plantas leguminosas do Alto Rio Negro Agência FAPESP. Página visitada em 12 de junho de 2013.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Lewis, G., Schrire, B., Mackinder, B. & Lock, M. 2005. Legumes of the World. Royal Botanic Gardens, Kew.
  • Polhill, R. M. & Raven, P. H. (eds). 1981. Advances in Legume Systematics - Part 1. Royal Botanic Gardens. Kew.
  • Queiroz, L.P. 2009. Leguminosas da Caatinga. Universidade Estadual de Feira de Santana, Royal Botanic Gardens, Kew e Associação de Plantas do Nordeste. Feira de Santana.
  • Souza, Vinicius Castro. Botânica Sistemática: Guia ilustrado para identificação das famílias de Fanerógamas nativas e exóticas no Brasil, baseado em APG II/ Vinicius Castro Souza, Harri Lorenzi. 2º ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2008.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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