Faixa de Caprivi

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Faixa de Caprivi no nordeste da Namíbia
Localização da Região de Caprivi no mapa da Namíbia

A Faixa de Caprivi (Caprivi Strip em inglês, Caprivizipfel em alemão, antigamente Itenge) é um estreito corredor terrestre na forma de cabo de frigideira, com cerca de 450 km de comprimento e largura de 30 km, situado no nordeste da Namíbia e que permite ligar a região de Caprivi ao resto do território namibiano. É assim nomeada em honra do chanceler alemão Leo von Caprivi.

História[editar | editar código-fonte]

A Faixa de Caprivi foi criada pelo Tratado de Helgoland-Zanzibar assinado em 1 de Julho de 1890 entre a Alemanha e o Reino Unido. O tratado permitia à colónia alemã do Sudoeste Africano o acesso a um dos grandes rios africanos, o Rio Zambeze, e conseqüentemente ao Oceano Índico. A partir de 1972, a Faixa de Caprivi fez parte do bantustão de Kavangoland e em 1990 foi incluída em duas das novas regiões namíbianas: Kavango e Caprivi.

Durante a Guerra Civil da Rodésia (1970-1979) e a altura das operações do ANC contra o governo do apartheid na África do Sul (1965-1994), a região do Caprivi foi utilizada por diversos grupos armados.

Conflito de Caprivi[editar | editar código-fonte]

O conflito de Caprivi envolveu num conflito armado na Namíbia entre o Exército de Libertação de Caprivi (ELC), um grupo rebelde visando a secessão da Faixa de Caprivi, e o governo da Namíbia. Sua erupção principal ocorreu em 2 de Agosto de 1999, quando o ELC lançou um ataque em Katima Mulilo, ocupando a estação de rádio estatal e atacando uma delegacia de polícia, um posto fronteiriço de Wanella, e uma base do exército. As forças armadas da Namíbia anularam a tentativa de secessão dentro de poucos dias.[1]

Importância estratégica[editar | editar código-fonte]

A Faixa de Caprivi prolonga a Namíbia até ao Rio Zambeze.

A zona é rica em minerais, vegetação e uma fauna numerosa e variada.

O acesso ao rio Zambeze confere-lhe potencial para a inclusão em rotas comerciais até à África Austral, mas os caprichos do rio, os rápidos e as cataratas, além da instabilidade política, têm adiado o desenvolvimento económico e comercial da região.

Referências