Falácia do espantalho
A falácia do homem de palha (também falácia do espantalho) é um argumento em que a pessoa ignora a posição do adversário no debate e substitui por uma versão distorcida e exagerada, e que representa de forma errada esta posição.1 2 A falácia existe quando a distorção é proposital, de forma a tornar o argumento mais facilmente refutável, ou quando é acidental, quando quem usa a falácia não entendeu o argumento que quer refutar.2
Nesta falácia, a refutação é feita contra um argumento criado por quem está atacando o argumento original, e não é uma refutação deste argumento original.2 Para alguém que não esteja familiarizado com o argumento original, a refutação pode parecer válida, como refutação daquele argumento.2
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Formato [editar]
Uma das formas desta falácia tem a seguinte forma:1
- Pessoa A defende o argumento X
- Pessoa B apresenta o argumento Y, como se fosse da pessoa A (pois Y é uma versão distorcida de X)
- Pessoa B ataca a posição Y
- Logo, o argumento atribuido à pessoa A é falso
- Logo, X é falso
Exemplo [editar]
O Cardeal William Levada, chefe da Congregação para a Doutrina da Fé, do Vaticano, declarou que Richard Dawkins e outros argumentaram que a Teoria da Evolução prova que Deus não existe; um argumento que é absurdo. Esta, porém, é uma falácia do espantalho, porque a posição de Dawkins é que a Teoria da Evolução torna o Ateísmo uma ideia intelectualmente respeitável, ou seja, se existe Evolução, uma visão Naturalista do mundo é logicamente aceitável.2
Referências
Ver também [editar]
- Advogado do diabo, outra manobra usada em discussões
Ligações externas [editar]
- Argumentos Extraviados por Fredric Litto. Acessado em 28 de julho de 2007.
- Como Evitar Falácias
- Guia das Falácias