Falsete

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Ciclo glótico das cordas vocais funcionando em falsete.

Falsete ( Do italiano falsetto = "tom falso") é o registro vocal por meio da qual o cantor emite, de modo controlado (não natural, por isso "falso"), sons mais agudos ou mais graves que os da sua faixa de freqüência acústica natural (tessitura).

É assim chamada por depender diretamente do conjunto de músculos intrínsecos da laringe. É especialmente usada por cantores do sexo masculino para alcançar os registros de contralto (alto), meio-soprano e, eventualmente, de soprano. No falsete, a voz é gerada numa região da garganta que não permite um controle tão preciso de tom quanto é o controle natural do cantor. Dessa forma, é necessário um treinamento especial para que o uso de falsete não prejudique a execução da peça musical. Bem empregada, com conhecimento e domínio, confere efeitos especiais admiráveis e, portanto, beleza adicional, ao canto.

Anatomia[editar | editar código-fonte]

Sob o aspecto anatômico, falsete é um modo particular de vibração das pregas (cordas) vocais que permite ao cantor emitir a nota mais aguda com menor esforço, ou, alternativamente, emitir uma nota mais aguda que se conseguiria com esforço normal. Produz-se por estiramento das cordas vocais em seguida à inclinação da cartilagem tireóidea, que gera vibração por justaposição das cordas ao invés de por batimento.

Esse modo de emissão pode resultar de um efeito intencional ou tão-somente reflexo da laringe, que é forçada a emitir sons mais agudos do que faria naturalmente (inclusive quando se acha sob estresse), protegendo-se por emitir os sons em falsete (falsetto). Os cantores passam então a treinar sua emissão musical técnica, de modo a controlar a zona de passagem, dos agudos em voz plena para os correspondentes em falsete, obtendo, assim, o chamado "falsetom" (italiano falsettone), técnica frequentemente utilizada na ópera barroca.

Uso na música em geral[editar | editar código-fonte]

A técnica nasceu na música barroca e gregoriana de onde foi se desenvolvendo. Operas já fora do contexto barroco usam falsete em certas partes de algumas peças. Uns dos principais cantores a chamar atenção para esta técnica vocal são o cantor independente Simon Curtis e o vocalista dos Bee Gees, Barry Gibb, cuja voz alcança o falsete na grande maioria das músicas do grupo.

Hoje em dia, é uma técnica muito difundida no meio dos músicos de Heavy Metal e seus sub-gêneros (Power Metal, Metal Melódico e etc...). Um dos grandes expoentes do gênero e talvez o maior representante da técnica é o vocalista King Diamond. Ele é mais conhecido por utilizar sua grande extensão vocal. Outro artista conhecido por usar essa técnica é o cantor pop Justin Timberlake, e o vocalista do Maroon 5, Adam Levine.

No Brasil, foi utilizada com grande sucesso pelas duplas sertanejas Bob & Robison e Rony & Robson, dentre outras.