Cavalcanti

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Armas dos Cavalcanti de Florença, armas em vermelho e prata, como as do ramo Brasileiro da família.

Cavalcanti é um apelido de família de remota origem norte-italiana ou padânica com origens na idade meso-medieval no Sacro Império ou I reich segundo sites de genealogia italianos e florentinos/toscanos. A grafia Cavalcante, também comum, é uma tentativa de aportuguesamento.

A origem italiana desta família encontra-se em Florença (na verdade os primeiros Cavalcantis emigrados do Sacro Império se concentraram na região de Florença, uma das mais importantes cidades do mundo na era moderna, em aspectos econômicos e políticos), de onde em meados do século XVI um de seus membros, Filippo Cavalcanti,[1] transferiu-se para Portugal e depois para o Brasil.

Fillipo Cavalcanti era filho de Giovanni Cavalcanti, um grande comerciante florentino (espécie de banqueiro) que tinha uma Casa de Moeda em Londres, tendo como um de seus ilustres clientes o rei Henrique VIII, com quem trocava correspondências e tinha boa afinidade. Os Cavalcantis gozavam, em Florença, de boas relações, bem como de bons contatos em grandes cortes europeias.

Muitos se questionam[necessário esclarecer] quanto à razão que teria levado Fillipo Cavalcanti, filho de um grande negociante florentino, a abandonar o céu da Toscana para abrigar-se no Brasil, em Pernambuco. Há teorias[necessário esclarecer] que afirmam que o momento político em Florença não era dos melhores para a família Cavalcanti, dada a tentativa de assassinato de mais um dos Medicis, o grão-duque Cosimo I, pela família Pazzi, com participação de um dos parentes de Fillipo, Bartolomeu Cavalcanti. Assim, considerando esta situação, para evitar perseguições e também considerando o crescimento do Novo Mundo com o negócio do açúcar, Fillipo resolveu migrar para a colônia portuguesa em alta, o Brasil, mais especificamente a sua então província mais rica: Pernambuco.

Já na América, casou-se com Dona Catarina de Albuquerque, neta de Lopo de Albuquerque e filha de Jerónimo de Albuquerque com a nativa americana do tronco tupi batizada em português como Maria do Espírito Santo Arcoverde, a Pocanhontas precursora.

O casal teve onze filhos, que geraram numerosa descendência hoje espalhada por todo o Brasil (via migrações em séculos posteriores), especialmente no Nordeste Sulamericano (primeiro no Nordeste Oriental, seguido pelo Central e Setentrional principalmente). É uma das maiores descendências de origem eurasiana fora do mainland eurasiano, mas como muitas famílias emigradas de origem eurasiana nas Américas o grau de preservação genomica varia muito entre clãs, famílias, troncos intra-familiares, e indivíduos. Sendo, igualmente considerada, a maior família do Brasil, isso porque, conforme afirma Carlos Barata, presidente do Colégio Brasileiro de Genealogia, tem um único tronco, ao contrário, por exemplo, dos Silvas que, embora mais numerosos, são originários de vários troncos.

Os Cavalcantis têm somado grandes posições e ilustrações desde então, com nomes como Chico Buarque de Holanda (descendente dos Holanda Cavalcanti), o escritor Ariano Suassuna (Suassuna foi o nome de um engenho dos Cavalcantis) e o jurista Evandro Lins e Silva. Todos, por sua vez, são primos distantes de PC (Cavalcanti) Farias, do comediante Tom Cavalcante e de outros milhões que tornaram os Cavalcantis uma família brasileiríssima.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]