Família imperial brasileira

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Família Imperial Brasileira
Orléans e Bragança

Armas da Família Imperial Brasileira
País: Flag of Empire of Brazil (1870-1889).svg Império do Brasil
Dinastia de origem: Casa de Bragança
Casa de Orléans
Títulos: Imperador do Brasil
Fundador: Pedro I do Brasil Fundador dos Bragança brasileiros
Isabel do Brasil Fundadora dos Orléans e Bragança (Atual linhagem)
Último soberano: Pedro II do Brasil
Atual soberano: Luís I do Brasil de jure
Ano de fundação: 1822
Etnia: Caucasianos
Linhagem secundária: Ramo de Saxe-Coburgo e Bragança
A família imperial do Segundo Reinado, por volta de 1870. Da esquerda para a direita: conde d'Eu, D. Pedro II, D. Teresa Cristina e a princesa Isabel. Foto por Alberto Henschel.

Casa Imperial Brasileira

COA Dinasty Orleães-Bragança.svg

S.A.I.R. o Chefe da Casa Imperial do Brasil (Imperador de jure)


A Casa Imperial do Brasil, ou Família Imperial Brasileira, ou Casa Imperial Brasileira ou Casa de Bragança do Brasil, teve sua origem na Família Real Portuguesa, descendendo diretamente da Casa de Bragança, em comunhão com as casas de Habsburgo e de Bourbon.

Fundada por D. Pedro de Alcântara de Bragança, até então Príncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves e Príncipe Regente do Brasil (representando seu pai, Dom João VI), a Casa Imperial Brasileira foi soberana de 1822, quando D. Pedro de Alcântara proclamou a independência do território brasileiro, até 1889, quando da proclamação da república brasileira. Dom Pedro de Alcântara, então, proclamou-se Imperador do Brasil, sendo aclamado em todo o território. Tendo sido organizada dois anos depois da independência a constituição do Império do Brasil de 1824 - a primeira carta constitucional brasileira -, sendo o Imperador, segundo a mesma, o chefe de estado e chefe de governo do Império brasileiro, bem como o chefe do Poder Moderador e do Poder Executivo.

Seguindo a tradição das monarquias ibéricas, é considerado membro da família imperial brasileira os parentes mais próximos do imperador do Brasil, desconsiderando-se aqueles que renunciaram a seus direitos dinásticos. Com a proclamação da república brasileira em 1889, e consequente extinção do Império do Brasil nessa data, foi criado o título de Chefe da Casa Imperial do Brasil para o herdeiro aparente ao extinto trono, sendo considerados, de jure, como membros da família imperial brasileira os parentes mais próximos do Chefe da Casa Imperial, desconsiderando-se aqueles que renunciaram a seus direitos dinásticos.

Imperadores do Brasil[editar | editar código-fonte]

Foram imperadores do Império do Brasil:

Foram imperatrizes do Império do Brasil:

Orléans-Bragança[editar | editar código-fonte]

Com o casamento de D. Isabel do Brasil (a herdeira de Dom Pedro II, o último imperador do Brasil de facto) com Gastão de Orléans, conde d'Eu (neto do último Rei de França, Luís Filipe I), em 1864, a Casa Imperial associa-se à Casa de Orléans, iniciando o atual ramo dinástico do Brasil, embora este nunca tenha reinado: os Orléans e Bragança (ou Orleães e Bragança), denominação oficial até hoje da dinastia brasileira. Embora a adoção deste sobrenome - Orléans e Bragança - não se aplica a outros descendentes da família que não sejam descendentes directos deste casamento, sendo que os descendentes dos outros filhos do último imperador - Dom Pedro II -, e dos dois outros monarcas - Dom Pedro I e Dom João VI -, só detém o sobrenome Bragança ou este em conjunto com outro nome. Entretanto, alguns dos descendentes já não ostentam mais o sobrenome por questões de casamento.

Exílio[editar | editar código-fonte]

Com a proclamação da república brasileira em 15 de novembro de 1889, a família imperial seguiu para o exílio na França e Áustria-Hungria. Na comitiva que acompanha a família imperial, estavam André Rebouças, o conde de Carapebus, o barão de Loreto e sua esposa, D. Maria Amanda Paranaguá Dória, o visconde de Ouro Preto e seu filho, o conde de Afonso Celso.

No governo do então presidente da República dos Estados Unidos do Brasil, Epitácio Pessoa, em 1921, foi revogada a lei do Banimento, e, por conseguinte, os membros da família imperial puderam retornar ao solo brasileiro. A ocasião foi aproveitada para repatriar os restos mortais do último imperador e de sua consorte.

Disputa dinástica[editar | editar código-fonte]

Entre os descendentes do casamento entre D. Isabel e o conde d'Eu, ou seja, os Orléans e Bragança, existem dois ramos dinásticos que disputam o extinto trono imperial brasileiro.

Os descendentes do primogênito do casal, D. Pedro de Alcântara de Orléans e Bragança, são chamados de ramo de Petrópolis, ao passo que os descendentes de seu irmão, segundo filho do casal, D. Luís Maria Filipe de Orléans e Bragança, são chamados de ramo de Vassouras, detentores atuais de jure do título de príncipe Imperial do Brasil e da chefia da Casa Imperial Brasileira.

O atual chefe da Casa Imperial é D. Luís Gastão de Orléans e Bragança, e seu irmão, D. Bertrand Maria de Orléans e Bragança, o atual príncipe Imperial — ambos oriundos do ramo de Vassouras e bisnetos da princesa Isabel.

Família Imperial[editar | editar código-fonte]

Primeiro reinado[editar | editar código-fonte]

À data da abdicação de Dom Pedro I, em 1831, esta era a composição da família imperial brasileira:

  1. Sua Majestade Imperial, D. Pedro I, imperador do Brasil
  2. Sua Majestade Imperial, D. Amélia, imperatriz do Brasil
  3. Sua Alteza Imperial, D. Pedro, príncipe imperial do Brasil
  4. Sua Alteza Imperial, D. Maria, princesa do Grão-Pará
  5. Sua Alteza, D. Januária, princesa do Brasil
  6. Sua Alteza, D. Paula Mariana, princesa do Brasil
  7. Sua Alteza, D. Francisca, princesa do Brasil

Segundo reinado[editar | editar código-fonte]

À data da proclamação da república do Brasil, esta era a composição da família imperial brasileira:

  1. Sua Majestade Imperial, D. Pedro II, imperador do Brasil
  2. Sua Majestade Imperial, D. Teresa Cristina, imperatriz do Brasil
  3. Sua Alteza Imperial, D. Isabel, princesa imperial do Brasil
  4. Sua Alteza Imperial, D. Pedro de Alcântara, príncipe do Grão-Pará
  5. Sua Alteza Imperial, D. Gastão de Orléans, príncipe imperial consorte
  6. Sua Alteza, D. Luís Maria, príncipe do Brasil
  7. Sua Alteza, D. Antônio Gastão, príncipe do Brasil
  8. Sua Alteza, Pedro Augusto, príncipe de Saxe-Coburgo-Gota
  9. Sua Alteza, Augusto Leopoldo, príncipe de Saxe-Coburgo-Gota

Pós-proclamação da república brasileira[editar | editar código-fonte]

Atualmente, de jure, a família imperial é composta pelas seguintes pessoas:

  1. Sua Alteza Imperial e Real, D. Luís Gastão de Orléans e Bragança, chefe da casa imperial brasileira
  2. Sua Alteza Imperial e Real, D. Bertrand Maria José de Orléans e Bragança, príncipe imperial do Brasil e de Orléans-Bragança
  3. Sua Alteza, D. Antônio João de Orléans e Bragança, príncipe do Brasil e de Orléans-Bragança
  4. Sua Alteza, D. Rafael Antônio de Orléans e Bragança, príncipe do Brasil e de Orléans-Bragança
  5. Sua Alteza, D. Amélia Maria de Orléans e Bragança, princesa do Brasil e de Orléans-Bragança
  6. Sua Alteza, D. Maria Gabriela de Orléans Bragança, princesa do Brasil e de Orléans-Bragança
  7. Sua Alteza, D. Isabel Maria Josefa de Orléans e Bragança, princesa do Brasil e de Orléans-Bragança

Brasões[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • Site da Casa Imperial do Brasil (Site administrado por D. Luís Gastão e D. Bertrand Maria de Orléans e Bragança, respectivamente, de jure, chefe da casa imperial brasileira e príncipe imperial do Brasil, ambos membros do ramo dinástico de Vassouras)