Fat′h Ali Shah Qajar

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Fat‘ḥ-‘Alī Shāh Qājār (variações: Fathalishah, Fathali Shah, Fath Ali Shah) (em farsi]]:فتح على شاه قاجار)‎ (5 de setembro de 177223 de outubro de 1834) foi o segundo xá do Império Qajar, governando de 17 de junho de 1797 até sua morte.

Era filho de Hossein Qoli Khan Qajar e sobrinho de Agha Muḥammad Khān Qājār. Foi inicialmente governador da província de Pars e subiu ao trono após o assassinato de seu tio, em 1797.

Nascido "Bābā Khān", foi coroado com o nome de Fat′h Ali Shah. Começou seu governo suspeitando de seu chanceler, Hajji Ebrahim Khan Kalantar, e ordenou a sua execução. Kalantar tinha sido chanceler para os governantes Zand e Qajar por cerca de quinze anos.

Grande parte do seu reinado foi marcado pelo ressurgimento da arte persa, sobretudo da pintura, e por uma cultura cortesã profundamente elaborada, marcada por uma rígida etiqueta. Durante seu reinado, retratos de grande escala, pintados em óleo sobre tela atingiram uma escala anteriormente desconhecida, sob qualquer outra dinastia islâmica, em grande parte devido ao seu patrocínio pessoal.

Fat′h Ali também criou diversas regalias, incluindo tronos para coroações o "Takht-e-Nāderī" (em persa: تخت نادری) ou Trono Naderi, que seria usado também por soberanos que o sucederam e a "Tāj-i-Kīyānī" (em persa: تاج كيانى) ou Coroa Kiani, uma modificação da coroa do mesmo nome usada por seu tio, Agha Mohammad Khan.

Durante seu reinado, o império perdeu as províncias setentrionais em favor da Rússia.

Guerras russo-persas[editar | editar código-fonte]

Durante o primeiro periodo do reinado de Fath' Ali, o Império Russo assumiu o controle da Geórgia então reivindicada pelos persas.

A invasão da Geórgia em 1804 ordenada por Fath' Ali Shah, sob pressão do clero xiita, desencadeou a guerra russo-persa, que durou até 1813.

Napoleão I recebe o embaixador da Pérsia no castelo de Finkenstein (obra de François-Henri Mulard, 1810).

As primeiras vitórias iranianas deveriam ceder o passo à superioridade tecnológica russa. A Rússia intensificou a campanha, e o Irã não conseguiu obter ajuda britânica conforme previa o acordo militar que havia sido firmado com o objetivo de fazer frente aos avanços de Napoleão Bonaparte. Assim, o Irã voltou-se para a França, conseguindo estabelecer uma aliança através do tratado de Finkenstein (1807). Todavia, pouco depois Napoleão firmou a paz com a Rússia, enquanto um enviado britânico prometeu ajuda - promessa pouco depois retirada. Assim, as tropas russas invadiram Tabriz em 1813 e a Pérsia foi obrigada a assinar o tratado de Golestan.

Outra guerra entre a Rússia e a Pérsia teria lugar entre 1826 e 1828, cujo desfecho foi mais uma vez favorável à Russia, com o tratado de Turkmanchay. Dessa forma, o Irã perdeu todos seus territórios no norte do Cáucaso, no rio Aras. Após o reinado de Fat‘ḥ-‘Alī Shāh, já na segunda metade do século XIX, a Rússia forçaria os Qajars a abandonarem todas as pretensões territoriais na Ásia Central, e os britânicos, por duas vezes, desembarcariam suas tropas no Irã, para impedir os Qajars de reivindicarem Herat, perdida depois da queda dos Safávidas. Pelo Tratado de Paris, de 1857, que pôs fim à Guerra Anglo-Persa, o Irã entregaria Herat e os territórios que hoje compõem o Afeganistão, ao Império Britânico.

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