Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil

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A Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB) é a Executiva dos estudantes do curso de Agronomia do Brasil. É a representação/organização/entidade máxima dos estudantes de agronomia do país e traz algumas reflexões em relação à formação profissional, visando a construção de uma sociedade mais justa e que pense de forma mais profunda a realidade e a produção no campo brasileiro[1] . É a executiva de curso mais antiga do Brasil.

É integrante da Confederação Latino-Americana e Caribenha de Estudantes de Agronomia - CONCLAEA[2] através do Congresso Latino-Americano e Caribenho de Entidades Estudantis de Agronomia - CLACEEA. Participa do Fórum de Executivas de Cursos - FENEX, da Via Campesina[3] e da União Nacional dos Estudantes - UNE .

História[editar | editar código-fonte]

Primeiros Anos (1950-1964)[editar | editar código-fonte]

A organização dos estudantes de agronomia remonta aos anos 50 quando foi criada a União Nacional dos Estudantes de Agronomia e Veterinária do Brasil (UEAVB). A separação dos cursos de agronomia e medicina veterinária só ocorreu em 1955 com a criação do Diretório Central dos Estudantes de Agronomia do Brasil (DCEAB).

Clandestinidade (1964-1972)[editar | editar código-fonte]

O DCEAB passou, como várias das entidades estudantis, a sofrer forte repressão dos militares após o golpe militar de 1964. Em 1968 durante a fase de maior repressão aos movimentos sociais e estudantis contrários ao golpe, o DCEAB cai na clandestinidade através do ato institucional número 5 (AI-5) que não permitia a reunião de pessoas para fins políticos. Durante essa época, ocorreu forte repressão aos estudantes, muitos líderes foram presos e boa parte do material histórico da época foi roubado. No período que vai de 1968 a 1971 as atividades dos estudantes de agronomia foram praticamente inexistentes.

Fundação da Feab (1972 - ?)[editar | editar código-fonte]

Em 13 de agosto de 1972, durante o XV CONEEA, corajosamente retirou-se da clandestinidade a organização nacional dos estudantes de agronomia, reconstruindo a entidade agora denominada Federação dos Estudantes de Engenharia Agronômica do Brasil - FEEAB. Depois em 1989, alterou-se o nome para Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil - FEAB. É a entidade máxima dos estudantes de Agronomia do Brasil. Esta Federação atualmente representa em torno de 160 escolas de agronomia, tendo em torno de 60000 estudantes (valores subestimados). Em 1992, a Unesco concedeu à FEAB o prêmio de “Iniciativa revolucionária da juventude latino-americana” pela idealização do Estágio Interdisciplinar de Vivências - EIV.[4] Os estágios são organizados ainda hoje e permitem aos estudantes conhecer a realidade agrária no país, a luta do MST e a necessidade da aliança campo-cidade e protagonismo da juventude na luta por Reforma Agrária Popular. Em 2007 a FEAB viveu um momento de grandes mudanças, sendo uma delas a saída da UNE - entidade que a federação compôs historicamente - votada no 50º CONEA. Somente no 56º CONEA, em Campos dos Goytacazes - RJ, em sua plenária final, ficou decidido em votação a volta à União Nacional dos Estudantes.[5]

No novo momento de lutas que está colocado, a FEAB aponta em suas bandeiras, para a necessidade de estar cada vez mais presente na base dos estudantes, disputando seu espaço, através da luta ideológica dentro da universidade. A pauta da formação profissional, base da organização estudantil de área, que vem sendo debatida nos últimos encontros de maneira cada vez mais qualificada, foi uma vez mais discutida no 56º CONEA e colocada para os próximos períodos como tema central na disputa da universidade e para o diálogo com a base estudantil, com a campanha da Curricularização da Extensão, disputando os diversos setores da universidade.[6]

Bandeiras de Luta[editar | editar código-fonte]

As bandeiras sintetizam as lutas empreendidas pela FEAB. São elas:

  • Educação
  • Universidade
  • Agroecologia
  • Relações Internacionais
  • Movimentos Sociais
  • Ciência e Tecnologia
  • Juventude, Cultura e Valores
  • Gênero e Sexualidade

Organização[editar | editar código-fonte]

A FEAB possui uma estrutura horizontal. Em sua estrutura estão presentes a Coordenação Nacional, as Coordenações Regionais e os Núcleos de Trabalho Permanente (NTP’s).

Atuais Coordenações[editar | editar código-fonte]

  • Coordenação Nacional – UFSM - RS
  • Coordenação Regional I – Cerro Largo - RS
  • Coordenação Regional II – Curitiba - PR
  • Coordenação Regional III – Campos dos Goytacazes - RJ
  • Coordenação Regional IV – Cuiabá - MT
  • Coordenação Regional V – Fortaleza -PB
  • Coordenação Regional VI – Belém - PA
  • Coordenação Regional VII – Piracicaba - SP
  • Coordenação Regional VIII – Aracaju - SE

Atuais Núcleos de Trabalho Permanente (NTP)[editar | editar código-fonte]

Eventos[editar | editar código-fonte]

A FEAB realiza, diversos eventos envolvendo os estudantes de agronomia com objetivos específicos, podemos citar o CONEA (Congresso Nacional dos Estudantes de Agronomia) que é a instância máxima de deliberação, e também promove outros eventos tais como a PNEB (Plenária Nacional de Entidades de Base) e a PS (Plenária de Superintendência) que ocorrem anualmente, EREA (Encontro Regional de Estudantes de Agronomia), e o ERA (Encontro Regional de Agroecologia). Já realizou em outros momentos SENAPPPA, CBICA, CEPECT, e inaugurou junto a FAEAB os Encontros Brasileiros de Agricultura Alternativa - EBAA (hoje os herdeiros são o Congresso Brasileiro de Agroecologia e ENA).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

  • FEAB - Blog da FEAB