Feira de Santana

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Município de Feira de Santana
"FSA"
"Feira"
"Portal do Sertão"
"Cidade Princesa"
"Princesa do Sertão"
Vista parcial de Feira de Santana

Vista parcial de Feira de Santana
Bandeira de Feira de Santana
Brasão de Feira de Santana
Bandeira Brasão
Hino
Fundação Vila criada em 13 de novembro de 1832 (181 anos),[1] município criado em 9 de maio de 1833 (181 anos)[2] e instalado em 11 de setembro de 1833 (181 anos),[1] [2] elevado à condição de cidade em 18 de setembro de 1873 (141 anos)[2]
Gentílico feirense
Lema Omnem Potestatem Feirenses
"Todo Poder aos Feirenses"
Padroeiro(a) Sant'ana
Prefeito(a) José Ronaldo de Carvalho (DEM)
(2013–2016)
Localização
Localização de Feira de Santana
Localização de Feira de Santana na Bahia
Feira de Santana está localizado em: Brasil
Feira de Santana
Localização de Feira de Santana no Brasil
12° 16' 01" S 38° 58' 01" O12° 16' 01" S 38° 58' 01" O
Unidade federativa  Bahia
Mesorregião Centro Norte Baiano IBGE/2014[3]
Microrregião Feira de Santana IBGE/2014[3]
Região metropolitana Feira de Santana
Municípios limítrofes Santa Bárbara, Santanópolis, Tanquinho, Candeal, Antônio Cardoso, São Gonçalo dos Campos, Santo Amaro, Coração de Maria, Anguera, Serra Preta, Ipecaetá, e Conceição do Jacuípe
Distância até a capital
Características geográficas
Área 1 337,993 km² [4]
População 612 000 hab. (BA: 2º) –  IBGE/2014[5]
Densidade 457,4 hab./km²
Altitude 234 m
Clima Semiárido quente BSh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,712 alto PNUD/2010[6]
Gini 0,60 PNUD/2010[7]
PIB R$ 8,270,807,000 bilhões (BR: 73º) – IBGE/2011[8]
PIB per capita R$ 14,704 55 IBGE/2011[8]
Página oficial
Prefeitura www.feiradesantana.ba.gov.br

Feira de Santana é um município brasileiro do Estado da Bahia situado a 108 quilômetros de sua capital, Salvador, a qual se liga através da BR-324. Feira, como comumente é apelidada, é a segunda cidade mais populosa do estado e maior cidade do interior nordestino em população, ou seja, é a maior cidade do interior das regiões Norte/Nordeste/Centro Oeste e Sul do Brasil, e é também a sexta maior cidade do interior do país, e com uma população maior que oito capitais estaduais.[9] Na Hierarquia urbana do Brasil, Feira de Santana é uma Capital regional e sede da maior região metropolitana do interior nordestino, a Região Metropolitana de Feira de Santana, que concentra cerca de 914 650 habitantes. Feira de Santana é uma cidade consolidada no vale do Rio Jacuípe, na borda ocidental do Recôncavo, a oeste dos planaltos semi-áridos. O distrito do centro de Feira de Santana está localizado imediatamente a leste da confluência dos planaltos acidentados com o Rio Jacuípe e as planícies que se limitam com a zona da mata a leste, a cerca de 45km de distancia do Oceano Atlântico. O meridiano 39° oeste de Greenwich passa através da região central da cidade.[10] [11]

Feira de Santana é o principal centro urbano, político, educacional, tecnológico, econômico, imobiliário, industrial, financeiro, administrativo, cultural e comercial do interior da Bahia e um dos principais do Nordeste, exercendo influência sobre centenas de municípios do estado. Além de maior, é também a principal e mais influente cidade do interior da região Nordeste. Feira de Santana foi a primeira cidade da América Latina a ter um plano diretor para planejar seu desenvolvimento e Infraestrutura, foi eleita pela revista Gazeta Mercantil a cidade mais dinâmica do país acima de 550 mil habitantes, e foi destacada no jornal Folha de Londrina como uma das cidades que mais crescem no país atualmente.[12] [13]

Localiza-se a 12º16'00" de latitude sul e 38º58'00" de longitude oeste, a uma altitude de 234 metros. Sua população recenseada pela estimativa do IBGE em 2014 é de 612 000 habitantes, sendo a única Cidade grande do interior do Norte, Nordeste e Centro Oeste do país, assim definida pelo IBGE na rede urbana do Brasil.[5] [14] [15] [16]

Feira de Santana tendo o 73º maior produto interno bruto (PIB) municipal da nação, o terceiro maior na Bahia e o maior do interior do Nordeste, com 8,27 bilhões de reais, é um importante centro industrial e comercial do Brasil, com um grande poder de compra e um forte comércio. Feira de Santana exerce um alto nível de influência econômica, comercial e política na Bahia e na região Nordeste brasileira. É sede de grandes empresas como a Le Biscuit, Paradise Indústria Aeronáutica, R.Carvalho, L.Marquezzo, Brasfrut, entre outras. A cidade é conhecida mundialmente por sediar o maior carnaval fora de época do país, a Micareta de Feira. Destaca-se também festejos como o São João de São José, São Pedro de Humildes, festa de Nossa Senhora de Sant'Ana, a ExpoFeira (uma das maiores feira de exposição agropecuária do Nordeste), além de ter importantes monumentos, como o monumento do caminhoneiro que representa a importância rodoviária do município, a estátua do tropeiro (um dos símbolos da cidade fundada por tropeiros comerciantes no século XIX), o Relógio Rotary, a Igreja Senhor dos Passos em estilo gótico, o museu parque do saber que possui um planetário de última geração, com apenas outro existente na América Latina localizado em Buenos Aires (Argentina), o Observatório Astronômico Antares e o Feiraguai, um dos três maiores centros de comércio de produtos piratas e importados do país, em sua maioria chineses, perdendo apenas para a 25 de março em São Paulo e a feira do Paraguai em Brasília.[17] [18] [19]

Feira de Santana é um grande polo educacional, possui um bom ensino de base e fundamental, e algumas das melhores escolas particulares do país, como o Colégio Helyos e Acesso, é sede da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), e possui mais de 30 Faculdades particulares, e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Ainda no ensino superior, a cidade conta também com instituições de educação tecnológica como o Instituto Federal da Bahia (IFBA) e o Centro de Educação Tecnológica do Estado da Bahia (CETEB). Feira de Santana possui mais escolas que várias capitais do país como Natal, Aracaju, Florianópolis, Maceió, Cuiabá, João Pessoa, entre outras.[20]

Feira de Santana apresenta um grande crescimento em seus índices sociais, seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), medido pelas Nações Unidas é de 0,712 (alto), possuindo uma qualidade de vida superior a 72,24% dos municípios brasileiros.

Localizada em uma zona de transição entre o agreste e o Sertão baiano, a cidade ganhou de Ruy Barbosa, o Águia de Haia, a alcunha de "Princesa do Sertão".[21] Há também outros cognomes: "Porta Áurea da Bahia" (Pedro Calmon), "Cidade Patriótica" (Heroína Maria Quitéria), "Cidade Escola" (Padre Ovídio de São Boaventura), "Cidade Formosa e Bendita" (Poetisa Georgina Erismann), "Nova York Nordestina" (secretário de cultura e lazer Jailton Batista), "Cidade Progresso" (Jânio Quadros), e possui alguns dos melhores índices baianos: o segundo maior acesso à rede de esgoto do estado; o maior centro de abastecimento do Norte-Nordeste; além de internet gratuita à população, fornecida em diversas partes do centro da cidade, no conjunto Feira V (ao lado da Capela São Francisco de Assis), na rodoviária municipal, no aeroporto, na biblioteca municipal, e em várias praças da cidade, servindo cerca de 50 mil usuários diários em média no município. A cidade é um grande centro de referência regional na área da saúde, conta com vários Hospitais públicos e particulares, alem de dezenas de postos de saúde, UPAs e centros médicos espalhados por toda cidade, Feira de Santana possui mais estabelecimentos de saúde que algumas capitais como Aracaju, Maceió e Cuiabá, a saúde e a educação municipal de Feira de Santana possui parceria tecnológica com a Microsoft.[22] [23] [24] [25] [26] [27] [28]

A cidade encontra-se no principal entroncamento rodoviário do Norte-Nordeste brasileiro, e o segundo do Brasil, atrás apenas de São Paulo, é onde ocorre o encontro das BRs 101, 116 e 324, além de várias rodovias estaduais, funcionando como ponto de passagem para o tráfego que vem do Sul, Sudeste e do Centro-Oeste que se dirige para Salvador e outras capitais e importantes cidades nordestinas. Graças a esta posição privilegiada, possui um importante e diversificado setor de comércio e serviços, além de indústrias de transformação, alimentícias, química, materiais elétricos, materiais de transporte, na produção de biodiesel, mecânica, e aeronáutico. A partir dos anos 1970, o perfil econômico feirense cresceu progressivamente, tendo evoluído para um importante e diversificado centro industrial, logístico e econômico regional, até se tornar uma das principais cidades do interior do Brasil.[29] [30]

História[editar | editar código-fonte]

A cidade sofreu uma grande urbanização a partir da década de 1960, na foto vista do Bairro Kalilândia

No século XVII, O sesmeiro João Peixoto Viegas (cristão-novo) funda a Vila de São José das Itapororocas. Deste modo o povoamento da urbe original foi no Morgado dos Peixoto Viegas, na sede da paróquia de São José das Itapororocas. Porém no em 1846 a sede da urbe é transferida para A Fazenda que recebia o nome de Santana dos Olhos D'Água que por e ali passava a estrada das boiadas, onde passava-se com o gado que deveria ser vendido em Salvador, Cachoeira e Santo Amaro. Os donos daquela fazenda eram católicos fervorosos e construíram uma capela em louvor a Nossa Senhora Santana e São Domingos. Com o movimento de vaqueiros e viajantes, formou-se uma feirinha. Quando da sua fundação no século XVIII os poucos moradores existentes saciavam sua sede com a água existente nos "Olhos D'Água", fonte localizada na fazenda dos colonizadores Portugueses e fundadores da cidade: Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandoa, e ainda nos diversos minadouros e tanques da cidade. Afirma-se que o grande propulsor do desenvolvimento feirense foi a atividade pecuária.

As primeiras medidas para transformar no que é hoje Feira de Santana começaram com a criação da vila em 13 de novembro de 1832. O Município e a Vila foram criados no dia 9 de maio de 1833,[31] quando o governo elevou o então povoado a Vila, com a denominação de Villa do Arraial de Feira de Sant’Anna, com o território desmembrado de Cachoeira, constituídas pelas freguesias de São José das Itapororocas (sede), Sagrado Coração de Jesus do Perdão e Santana do Camisão, atual município de Ipirá.

A Lei provincial nº 1.320, de 16 de junho de 1873 elevou a vila à categoria de cidade, como o nome de Comercial Cidade de Feira de Sant'Anna. Há controvérsias quanto à data de emancipação do município. Segundo o IBGE, sua criação se deu por decreto de 13/11/1832. Para a assembleia legislativa do estado ocorreu em 13/01/1833. Já a prefeitura oficializou a data de 09/05/1833. É preciso que a câmara proceda uma pesquisa definitiva para esclarecer essa dúvida.[32]

A arborização do município deu-se em 1888. Consta, ainda, que as praças e ruas existentes foram alargadas e iluminadas com 120 lâmpadas. A iluminação era feita por um motor dinamarquês. O crescente ritmo de desenvolvimento do povoado exigiu a construção de ruas largas, onde começaram a ser instaladas casas comerciais em grande quantidade, para atender à população que crescia somada a chegada de brasileiros e estrangeiros que adotaram Feira de Santana como moradia.[33]

Feira de Santana, "a Princesa do Sertão", como foi apelidada por Ruy Barbosa, em 1919, traz, então, desde suas raízes, características que ainda hoje fazem parte de seu cotidiano: a religiosidade de seu povo, a situação de entroncamento de estradas, e as intensas atividades econômicas. Durante as décadas de 1931 e 1940, Feira de Santana passou por uma série de transformações que atuaram sobre o Município, permitindo uma modernização de caráter, a princípio, econômico, a qual repercutiu sobre as feições agrárias que possuía até então. Em abril de 1937, a cidade realizou uma das primeiras festas de Micareta do país. No ano de 1957, quando Feira de Santana já havia sido batizada definitivamente com este nome que prevalece até os dias atuais, encanou-se a água que era captada da Lagoa Grande, localizada perto do hoje conhecido bairro Santo Antônio dos Prazeres. Esse processo de desenvolvimento cultural e econômico foi ainda maior durante os anos 40, 50 e 60.[34] [35]

Maria Quitéria, heroína da independência da Bahia, conhecida como "Joana d'Arc brasileira", nasceu em São José das Itapororocas, na comarca de Nossa Senhora do Rosário do Porto de Cachoeira, atual distrito que leva o seu nome, no município de Feira de Santana.

A partir da década de 1960 a cidade intensificou seu crescimento demográfico. A população da cidade que era de 131.707 pessoas no censo de 1970, mais que quadruplicou em 40 anos, com uma média de crescimento populacional de 4,76% ao ano, porcentagem de crescimento inclusive maior do que a da maioria das capitais brasileiras no mesmo período, quando a média nacional era de 3,6%.[36] De fato, quem morou na cidade desde a década de 1970 se lembra que a urbanização da cidade começava a transpor a Avenida do Contorno, havia poucas linhas de ônibus se comparado aos números atuais, não havia distinção entre bairros residenciais e comerciais na cidade, edificações com altura de no máximo cinco andares, além de não haver significativos núcleos industriais, e nem existia universidade e nem aeroporto na cidade.[37]

Novas entidades e realizações surgiram então: a fundação da Associação Comercial e do Feira Tênis Clube, a abertura de estradas municipais, o início da construção e conclusão da nova Rodovia Feira-Salvador, a inauguração da Radio Sociedade de Feira de Santana, pavimentação de ruas arteriais da cidade, a construção da Biblioteca Municipal e do Matadouro Municipal, a inauguração do Fórum Felinto Bastos, da atual Estação Rodoviária e do Parque Agropecuário João Martins da Silva.[38] Em 1967 foi fundado o Centro das Indústrias de Feira de Santana, e em 1970 criou-se em Feira de Santana o Centro Industrial do Subaé (CIS),[39] que apoia as indústrias instaladas proporcionando meios para que as novas indústrias sejam ampliadas. A recepção de indústrias e sequenciais ganhos de infraestrutura no município desde então fizeram a cidade ter características benéficas e maléficas de grandes centros urbanos, como por um lado a demanda de mão-de-obra especializada, acentuação na desigualdade social, aumento de ocorrências policiais, congestionamentos de trânsito nas áreas centrais da cidade, e por outro lado, ampliação de cursos de ensino superior (privados e públicos), expansão do saneamento e do transporte público, etc; ou seja, a cidade ganhou típicas características de uma capital regional.[40] [41]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

  1. O sesmeiro João Peixoto Viegas que era cristão-novo (judeu sefardita convertido ao catolicismo) se instala neste sertão que pertencia aos índios Paiaiás, e funda uma sesmaria para a criação de gado. Funda a vila de São José das Itapororocas, em 1619;
  2. É construída a primeira casa, um sobrado de cal e pedra, e a primeira Igreja, esta em homenagem a São José;
  3. O casal português Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandoa compram a fazenda Olhos D'Água, entre 1705 e 1710 e doam 100 braças em quadra de terra, para edificar uma capela, no alto da Boa Vista, na abrangência das Praças Mons. Galvão e Padre Ovídio, próxima a Estrada Real; esse fato é considerado a fundação de Feira de Santana.
  4. Feira de Sant'Anna torna-se povoado em 1819;
  5. D. Pedro I recebe um abaixo-assinado solicitando a enaltação do povoado em Vila, e aprova;
  6. Cria-se em 1846 a Paróquia de Santana;
  7. D. Pedro II visita Feira de Sant'Anna a fim de ver pessoalmente as famosas feiras de gado;
  8. Em 1873 a vila vira cidade e ganha o nome de "Cidade Comercial de Feira de Sant'Anna";
  9. Em 1931, no governo de Getúlio Vargas, a cidade ganha o nome de "Feira" de forma inopinada;
  10. Em 1938, possivelmente, por causa do protesto popular, a cidade passa a se chamar definitivamente: "Feira de Santana".

Geografia[editar | editar código-fonte]

Em relação à hidrografia, os principais elementos são: Rio Subaé, o menos caudaloso do município, porém permanente. O Rio Pojuca, o Jacuípe, diversas lagoas, alguns riachos e várias fontes nativas. O solo contém: argila, caulim, areias, arenitos, granulitos e minerais. Destes elementos são explorados apenas: areia, argila e pedras para construção que também são, industrialmente transformadas em várias espécies de britas e tipos de pedra. Feira de Santana está a 234 metros acima do nível do mar tendo como referência a Igreja Senhor dos Passos, embora o ponto mais alto da cidade seja o alto do Cruzeiro no bairro Jardim Cruzeiro. O relevo é um conjunto de tabuleiros, planaltos e esplanadas. Nota-se no município a presença de algumas serras: Serra da Agulha, Cágado, Serra Grande, São José, Branco, Santa Maria e Serra do Boqueirão. Nenhuma destas ultrapassa os 300 metros de altura. A cidade possui 133.799 hectares e 1 362,880 quilômetros quadrados (516,60 sq mi).

Clima[editar | editar código-fonte]

Gráfico climático para Feira de Santana
J F M A M J J A S O N D
 
 
72
 
31
20
 
 
74
 
30
20
 
 
111
 
30
20
 
 
145
 
29
19
 
 
191
 
28
18
 
 
122
 
26
17
 
 
143
 
26
16
 
 
82
 
26
16
 
 
73
 
28
17
 
 
58
 
29
18
 
 
110
 
30
19
 
 
81
 
30
20
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: Tempo Agora

O clima da cidade é o semiárido quente, apenas a parte sudeste e sul do município tem um clima tropical semiúmido. A cidade é influenciada por massas de ar quentes provenientes do Atlântico e massas de ar frias vindas do Sul do Brasil. No verão é quente e seco, com máximas entre 33°C e 37°C, e com mínimas entre 20°C e 23°C. No inverno é frio e chuvoso, com máximas entre 21°C e 26°C, e mínimas entre 12°C e 18°C. O Índice de aridez é de 32,0%, hídrico: -19,0 mm e umidade 46% (média anual). A precipitação média anual é de apenas 848 mm. A cidade enfrenta periodicamente longos períodos de seca.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período entre 1961 e 2013, a menor temperatura já registrada em Feira de Santana foi de 11,6 ºC em 18 de janeiro de 2001,[42] e a maior atingiu 39,4 ºC em 12 de fevereiro de 1961.[43] Os maiores acumulados de chuva registrados em 24 horas foram de 100,3 milímetros em 25 de novembro de 2005 e 100 milímetros em 17 de março de 2011,[44] e o maior volume registrado em um mês foi de 349,6 milímetros em março de 1963.[45]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A Estepe (Caatinga no Brasil) de clima Tropical semiárido, é a vegetação predominante no município de Feira de Santana

A Vegetação está relacionada com as chuvas de outono e inverno. É constituída de matas tropicais no lado sudeste e sul do município, que se transformam em cerrados, à medida que se aproxima do centro, zona leste e nordeste da cidade. A caatinga, de solo raso, predomina no norte e oeste. A vegetação é xerófila (de região seca) do tipo Estepe, com arbustos espinhosos (mandacaru, xique-xique, palma e outros cactáceos) e de gramíneas ralas que acumulam água e têm raízes profundas. A vegetação predominante é a caatinga (Estepe) semi árida.

Localização[editar | editar código-fonte]

O município de Feira de Santana está localizado na zona de planície entre o Recôncavo baiano e os tabuleiros semiáridos do nordeste baiano. Faz divisa com doze municípios: Anguera (oeste); Antônio Cardoso (sul); Candeal (norte); Conceição do Jacuípe (leste); Coração de Maria (leste); Ipecaetá (oeste); Santa Bárbara (norte); Santanópolis (leste); Santo Amaro da Purificação (leste); São Gonçalo dos Campos (sul); Serra Preta (oeste); e Tanquinho (norte).

Paisagem típica dos arredores da cidade, uma zona de transição do agreste (ao leste da cidade) para o sertão (ao oeste da cidade).

Feira de Santana está localizada geograficamente e culturalmente no Sertão baiano, na zona econômica do Paraguassu, e na Mesorregião do Centro-Norte Baiano[46] [47] , mais antes da sua fundação a região onde hoje se localiza a cidade era de forte ligação cultural e econômica com o Recôncavo Baiano, quando a cidade foi fundada em 1832 houve um desmembramento do território até então pertencente ao município de Nossa Senhora do Rosário do Porto de Cachoeira atual cidade de Cachoeira, ao longo do tempo as influencia culturais do Sertão se tornaram mais influentes na cidade assim como as próprias características da sua população[48] , enquanto o Recôncavo Baiano é formado por cidades históricas com população de maioria Negra e cultura de raiz predominantemente Africana, Feira de Santana foi povoada por migrantes vindos do interior da Bahia e de todo o Brasil que a partir de então se misturaram etnicamente e culturalmente[49] , a tradição dos tropeiros e do sertanejo se enraizou na cidade de maneira que Feira se tornou uma das maiores e principais representantes da cultura sertaneja em todo o Nordeste, conhecida como o Portal do Sertão, Feira de Santana é o ponto de divisão sócio-cultural entre o recôncavo e o interior do estado[50] , esse ponto onde Feira se localiza é o encontro de grandes regiões Culturais e Históricas do estado: Recôncavo (Leste e Sul), Região do médio Paraguassu (Oeste e Sudoeste), região do Nordeste Baiano (Leste e Nordeste) e Região Sisaleira (Norte e Noroeste), a sua região metropolitana possui cidades integrantes de todas estas regiões citadas, fazendo de Feira de Santana um importante pólo de encontro cultural e histórico da Bahia alem de exercer forte influencia econômica sobre essas regiões.[51] [52] [53] Em Feira de Santana o Sol nasce as 05:30 da manhã e se põe as 18:15 da tarde. Sua Latitude é 12° 16’ S e a Longitude é 38° 58’ W. Está Localizada no fuso horário de Brasília, a diferença da Hora Normal comparada à UTC/GMT é de -3 horas e o horário de verão não é utilizado.

Vista do Skyline de Feira de Santana, a partir do edifício Metropolitan Center

Região metropolitana[editar | editar código-fonte]

Os municípios atualmente incorporados à Região Metropolitana de Feira de Santana estão representados em cor vermelha, e os municípios a serem anexados na próxima rodada de expansão estão em cor laranja.

Por meio do protocolamento de um projeto pelo deputado federal Colbert Martins[54] iniciou-se o movimento para criação da região metropolitana centrada em Feira. Em 18 de junho de 2011 a Assembleia Legislativa da Bahia aprovou a criação da região, a primeira região metropolitana do estado fora da capital,[55] [56] e em 6 de julho do mesmo ano o governador Jaques Wagner sancionou o projeto, criando-a oficialmente. A Região Metropolitana de Feira de Santana (RMFS) entrou em vigor já no dia 7 de julho de 2011 pela Lei Complementar nº 35[57] [58] [59] .

Com uma população total de 732 754 habitantes, a Região Metropolitana de Feira de Santana engloba por enquanto seis municípios: Amélia Rodrigues, Conceição da Feira, Conceição do Jacuípe, Tanquinho, São Gonçalo dos Campos e Feira de Santana. Durante a segunda fase de incorporação da RMFS, será incluída as cidades de Anguera, Antônio Cardoso, Candeal, Coração de Maria, Ipecaetá, Irará, Santa Bárbara, Santanópolis, Serra Preta e Riachão do Jacuípe. Após a segunda fase, a região metropolitana contará com uma população de cerca de 914 650 habitantes.

Principal da RMFS, a conurbação de Feira com o povoado de Tapera (do município de São Gonçalo dos Campos) é muito evidente, e pode também ser visto por mapas de satélite, uma vez que várias residências de classe média ocupam toda extensão da avenida Subaé, avenida que liga o bairro Tomba (em Feira) ao povoado de Tapera, em São Gonçalo dos Campos. Possui uma área de 1 363 km², sendo reconhecida como o portal do sertão por estar situada no início do agreste baiano. A sede possui 111 km². A região leste e sudeste de Feira de Santana está avançando cada vez mais em direção aos municípios vizinhos de Coração de Maria e Conceição do Jacuípe.[60]

Extremamente estratégica a Região Metropolitana de Feira de Santana é composta por municípios de diversas sub regiões da Bahia: Amelia Rodrigues, São Gonçalo dos Campos, Conceição da Feira e Conceição do Jacuípe, pertencentes ao Recôncavo Baiano; Antonio Cardoso, Anguera, Serra Preta e Ipecaetá, pertencentes ao baixo e médio Paraguassu; Coração de Maria, Irará, Santanópolis e Santa Barbara, pertencentes ao Nordeste Baiano; Candeal e Riachão do Jacuípe, pertencentes a Região Sisaleira; e Feira de Santana se localiza no centro, sendo um ponto de encontro entre estas importantes sub regiões econômicas da Bahia.

Salvador e Feira de Santana estão separadas por cerca de 109 km. Contudo, suas regiões metropolitanas são vizinhas, uma vez que Amélia Rodrigues, integrante da RMFS, limita-se com São Sebastião do Passé, integrante da Região Metropolitana de Salvador.

Vista de Feira de Santana a partir do bairro Santa Mônica

Demografia[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com 416,03 habitantes a cada km², seu crescimento populacional é de 6,70% ao ano.

Em números, a cidade que tinha cerca de 4000 habitantes quando da visita do então Imperador D. Pedro II atualmente conta com cerca de 606 139 moradores, de acordo com os números do Censo de 2013, Feira de Santana ocupa a segunda posição em população do estado atrás da capital Salvador, equivalente ao somatório da terceira cidade Vitória da Conquista com 336 937 habitantes e a quarta Camaçari com 275 575 habitantes. É a 11ª maior cidade do Nordeste, e a 34ª colocada no ranking nacional, maior que oito capitais: Cuiabá, Vitória, Florianópolis, Rio Branco, Palmas, Porto Velho, Boa Vista e Macapá. Dentro da divisão regional do REGIC - Regiões de Influência das Cidades, constituída em regiões funcionais urbanas, publicadas pelo IBGE em 1987 e 2003, Feira de Santana é classificada como capital regional, abrangendo mais de cem municípios com população de mais de 3 milhões de habitantes, e uma área de 99.538 Km2, representando 20,72% do total de habitantes do Estado da Bahia, 23.02% dos municípios do estado, 27.88% da área territorial do Estado. É também a cidade mais populosa do interior do Norte, Nordeste, Centro Oeste e Sul do Brasil, a sexta maior cidade do interior do país ficando atras apenas de Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Uberlândia e Sorocaba, e a 68º maior cidade da América do Sul, com uma região metropolitana de mais de 732 754 habitantes é o maior aglomerado urbano do interior do Norte-Nordeste, quando concluída, a Região Metropolitana de Feira de Santana contará com cerca de 914 650 habitantes. A população de Feira de Santana cresce em média 80 a 120 mil habitantes por década, um numero bastante expressivo. Cerca de 91,7% da população do município vive na zona urbana e apenas 8,3% na zona rural, 52,72% da população do município são mulheres, e 47,42% são homens. Feira de Santana é a cidade que proporcionalmente melhor oferece oportunidades de trabalho, empreendedorismo e educação superior acima da média do estado da Bahia, sendo estes, os principais motivos para intensa migração a cidade. A população de Feira é predominantemente de meia idade. [61] [62] [63] [64]

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Feira de Santana é considerado alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), seu valor é de 0,712 (censo de 2010), Feira de Santana ocupa a 1546ª posição, em relação aos 5.565 municípios do Brasil, sendo que 1545 (27,76%) municípios estão em situação melhor e 4.020 (72,24%) municípios estão em situação igual ou pior. Em relação aos 417 outros municípios da Bahia, Feira de Santana ocupa a 5ª posição, sendo que 4 (0,96%) municípios estão em situação melhor e 413 (99,04%) municípios estão em situação pior. A renda per capita é de R$13,350,80, o índice de pobreza é de 15,75%, Analfabetismo 11,25%, desemprego 8,6%, índice de Gini é de 60,79 (2010), Longevidade ou esperança de vida ao nascer de 74,2 anos. A cidade possui a maioria dos indicadores altos em relação a média nacional e da região Nordeste. O IDH-M passou de 0,585 (médio) em 2000 para 0,712 (alto) em 2010 - uma taxa de crescimento de 21,71%. [65]

Etnias
A população Feirense é bastante miscigenada, em decorrência das correntes migratórias advindas de todas as regiões do país, a maior parte da população é Parda/Mestiça resultado da mistura histórica entre Brancos de origem Portuguesa e Negros de origem Africana, a população Parda Feirense assim como em todo Brasil apresenta diversas características físicas variando tons de pele mais claros e mais escuros e em maior grau o tom de pele intermediário a famosa pele café com leite, os cabelos também variam entre os liso, semi-liso e crespo dependendo da proximidade de seus descendentes, os Pardos são culturalmente diversificados, demostram interesses sociais e culturais tanto para o lado Branco quanto para o lado Negro. Os Brancos formam o segundo grupo racial da cidade, tem forte participação social, politica e cultural na cidade, a maior parte dos Brancos Feirenses são de origem portuguesa, muitos Brancos Feirenses descendem de Holandeses e Espanhóis resultado da migração de Pernambucanos e de Baianos de algumas regiões do interior para cidade, o interior da Bahia possui um grande numero de brancos descendentes de Europeus principalmente Portugueses, e muitos deles migraram e continuam migrando para Feira de Santana, sendo os sertanejos baianos o principal grupo de migrantes em Feira de Santana, como o Sertão baiano houve pouca escravidão africana o elemento negro embora seja numeroso não é predominante nessa sub região baiana, onde na maioria das cidades predomina uma maioria parda, seguidos dos brancos. A partir das décadas de 1960 e 1970 aumentou o numero de migrantes vindos do Sul e Sudeste do Brasil, contribuindo com o aumento de Brancos descendentes de Italianos, Alemães, Eslavos, Nórdicos e etc. Os Negros formam o terceiro grupo racial da cidade, porem os afrodescendentes formam o maior grupo étnico do município considerando cada origem isoladamente, a cidade conta com algumas comunidades quilombolas principalmente no distrito da Matinha, a cultura afro é também muito popular e influente na cidade, a maior parte da população negra feirenses é originária do Recôncavo baiano, os negros são maioria absoluta nos distritos da cidade (com exceção do distrito sede). Os Asiáticos recentemente vem se destacando entre os grupos étnicos da cidade, a maioria são de origem Chinesa e Coreana e algumas famílias de Japoneses, os chineses feirenses se dedicam principalmente ao comércio. A população Indígena é quase inexistente, sendo que geralmente nem são incluídos no senso da cidade, a maior parte dos índios que estudam na UEFS são originários do norte da Bahia. A população Parda predomina em grande parte dos bairros da cidade e são uma grande minoria nos distritos, os Brancos são predominantes em bairros centrais e da zona leste, onde predominam bairros nobres e de classe média alta, e são uma grande minoria nos bairros e conjuntos de classe média da cidade, e pouco numerosos nos distritos. Os Negros são predominantes nos distritos da zona rural do município, em bairros pobres, e marcam uma grande presença em bairros de classe média.

A população de Feira de Santana vem sempre mudando seu aspecto gradativamente de acordo com as correntes migratórias, quem viveu na cidade nas décadas de 1950 até 1970 viu uma ampla maioria da sua população Parda e Branca reduzir, e viu nas ultimas três décadas a população negra aumentar enormemente. Feira de Santana possui uma proporção de cada cor/raça bastante equilibrado, e é considerada uma cidade sem definição étnica/racial majoritária, assim como a grande maioria das cidades do Brasil e do mundo onde predomina uma população de migrantes e imigrantes.[66] [67] [68] [69]

De acordo com um estudo genético autossômico feito pela Universidade Católica de Brasília, publicado no American Journal of Human Biology, a herança genética europeia é a predominante no Brasil, respondendo por volta de 80% do total, sendo que no Sul esse percentual sobe para 90%. Os resultados também mostravam que, no Brasil, indicadores de aparência física, como cor da pele, dos olhos e dos cabelos, têm relativamente pouca relação com a ascendência de cada pessoa (ou seja, o fenótipo de uma pessoa não indica claramente o seu genótipo). De acordo com esse estudo, a contribuição europeia responde por 77,40% da ancestralidade dos Nordestinos, a africana 13,60% e a indígena 8,90%. Em Feira de Santana a ancestralidade Europeia representa cerca de 65% da população, 30% é Africana e 5% outras.[70] [71] [72] [73]

Composição Racial
Cor/Raça Percentagem[74]
Pardos 55,84%
Brancos 23,07%
Negros 20,01%
Asiáticos 1,0%
Outras 0,2%

Migração[editar | editar código-fonte]

Feira de Santana é uma cidade de migrantes, cerca de metade da população não nasceu na cidade, o forte fluxo migratório resultado da posição privilegiada e do crescimento econômico em todos os setores da economia atraiu e continua atraindo a Feira de Santana um grande numero de migrantes de todo país. A principio os comerciantes de gado e sua famílias que viajavam de norte a sul do Brasil foram os primeiros a se estabelecerem na cidade em seus primórdios, logo depois vieram grupos de Nordestinos principalmente do Ceará, Maranhão e Paraíba, que ao se dirigirem para São Paulo, muitos acabaram ficando em Feira de Santana, investiram e prosperaram, alguns bairros antigos da cidade como o Jardim Acácia, Queimadinha, Santo Antônio dos Prazeres e Chácara São Cosme, possui grande numero de descendentes de Pernambucanos, Cearenses e Paraibanos, entre outros Nordestinos. Com a expansão das rodovias a partir da década de 1960 e a industrialização a partir dá década de 1970 a cidade viveu uma nova onda de migração que aumentou enormemente a população da cidade em poucos anos, a partir desse período vieram migrantes do Sul e Sudeste do país, como Paulistas, Paranaenses, Gaúchos, Mineiros e Cariocas, que juntamente com outros migrantes Nordestinos e do interior da Bahia se misturaram e formaram a atual configuração da população Feirenses.[75] [76]

A maior parte dos migrantes que residem em Feira de Santana são do próprio estado da Bahia, originários principalmente das regiões do alto e médio Paraguaçu, Mesorregião do Nordeste Baiano, Região Sisaleira, Recôncavo Baiano, entre os migrantes das demais regiões do Brasil destacam-se os Pernambucanos, Paulistas, Cearenses, Paraibanos, Gaúchos e Mineiros. Já em relação ao estrangeiros Feira de Santana nunca recebeu um numero significativo de imigrantes de outros países, recentemente esse quadro vem mudando com o grande fluxo migratório de Chineses e Coreanos.[77] [78]

Pobreza e desigualdade[editar | editar código-fonte]

Favela no bairro Queimadinha.

Cerca de 15,75% da população de Feira de Santana vive abaixo da linha da pobreza, um numero relativamente baixo a nível de Nordeste. A pobreza em Feira de Santana assim como em todo o Brasil atinge principalmente as classes menos favorecidas como Negros, migrantes sem qualificação profissional e razoavelmente os Pardos. O índice de Gini é de 60,79 (2010). A extrema pobreza (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70,00) passou de 21,51% em 1991 para 14,74% em 2000 e para apenas 5,38% em 2010.

A população pobre de Feira de Santana se concentra em bairros de classe baixa e favelas como Rocinha, Vietnã, Parque Lagoa do Subaé, Rua Nova, George Américo, Jussara, entre outros, e em expansão de bairros de classe média e conjuntos como o parque Tamandarí, Gabriela, Homero, Queimadinha e a famosa expansão do Feira IX. Feira de Santana não possui grandes favelas em encostas de morros como na maioria das grandes cidades, a maior parte dos bairros pobres e das favelas é em terreno plano e possui boa infra estrutura como: rua pavimentadas, iluminação, rede de água, esgoto, postos de saúde e transporte publico, uma minoria das favelas Feirenses carece de infraestrutura.[79] [80]

Segurança e criminalidade[editar | editar código-fonte]

Até a década de 1990 Feira de Santana era uma cidade relativamente tranquila com índices de criminalidade baixos, a partir dos anos 2000 esse índice foi aumentando gradativamente impulsionado principalmente pelo tráfico de drogas, nos últimos anos Feira de Santana passou a ter um numero elevado de assassinatos, roubos e assaltos, embora esteja havendo reduções, os números ainda são preocupantes e assustam a população feirense, os bairros mais violentos da cidade são: Queimadinha, Rua Nova, Mangabeira, Santo Antônio dos Prazeres, Tomba e Aviário.[81]

Quase todos os assassinatos em Feira de Santana envolve pessoas ligadas ao tráfico de drogas e com passagem pela policia, entre as chamadas pessoas de bem o numero é bem pequeno, mas há uma preocupação por parte da sociedade feirense dessa violência migrar para as pessoas de bem como já aconteceu em outros grandes centros urbanos do país. Em Feira de Santana há politicas públicas para combater a violência e o trafico de drogas, como o aumento de policiais nas ruas, policiais a paisana, criação de módulos da Policia em praças e pontos estratégicos, a ampliação do presidio regional localizado no bairro Aviário, e Bases comunitárias de segurança, estas funcionam semelhante as bases de pacificação das favelas do Rio de Janeiro, a primeira foi instalada no final de 2012 no bairro George Américo até então o mais violento da cidade, após a instalação da base houve poucos assassinatos no bairro, a Policia de Feira de Santana já confirmou novas bases em bairros violentos como a Rua Nova, o objetivo é vencer o tráfico de drogas é reduzir os índices de violência para os próximos anos e permanecer de maneira baixa, estável e controlável. A grande maioria das vítimas são jovens da periferia de 15 a 27 anos, e cerca de 97% das pessoas assassinadas em Feira de Santana são Negros, o que é resultado das graves desigualdades sócio-raciais existente na cidade.[82] [83]

Religião[editar | editar código-fonte]

Catedral Metropolitana de Sant'Ana, localizada ao encontro das ruas Conselheiro Franco com Góes Calmon.
Igreja Senhor dos Passos em estilo gótico, na avenida Getúlio Vargas.

Católicos[editar | editar código-fonte]

A Arquidiocese de Feira de Santana (Archidioecesis Fori S. Annae) é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no estado da Bahia, a qual serve a sociedade de Feira de Santana.[84] Possui como atual arcebispo Don Itamar Vian.

A arquidiocese possui 37 paróquias na região metropolitana, sendo que duas foranias têm paróquias exclusivamente no município.[85] São elas:

Forania 1 Forania 2
Nome da paróquia Bairro, conjunto ou distrito Nome da paróquia Bairro, conjunto ou distrito
Paróquia Catedral Senhora Santana Centro Paróquia Nossa Senhora das Graças Cidade Nova
Paróquia Senhor dos Passos Centro Paróquia Todos os Santos Queimadinha
Paróquia Santo Antônio Capuchinhos Paróquia São José Operário Campo Limpo
Paróquia Senhor do Bonfim Jardim Cruzeiro Paróquia Santíssima Trindade Feira X
Paróquia Nossa Senhora de Fátima Caseb Paróquia São Francisco de Assis Gabriela
Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Tomba Paróquia Nossa Senhora Aparecida Feira IX
Paróquia Cristo Redentor Jomafa Paróquia São José das Itapororocas Distrito de Maria Quitéria
Paróquia Imaculada Conceição Conceição II Paróquia Bem Aventurado João Paulo II Conjunto João Paulo II

Evangélicos históricos[editar | editar código-fonte]

A Primeira Igreja Batista, Primeira Igreja Batista Fundamentalista, Igreja Batista Boas Novas, Igreja Batista Ebenézer, Igreja Batista do Sobradinho,Igreja Batista Moria, Igreja Batista Memorial e a Igreja Batista Pampalona possuem templos que congregam muitos fiéis. Os Batistas possuem um Seminário para formação de Teólogos que, na maioria das vezes, são consagrados a pastor, outros servindo como Educadores Cristãos, Musicistas etc. A primeira igreja evangélica de Feira de Santana foi fundada em 1937 pelo missionário Roderick Gillanders, tal personagem já fazia missões nos arredores da cidade, e hoje a atuante Primeira Igreja Batista Fundamentalista é fruto desse trabalho. Períodos de perseguição pelos católicos e ameaças. Em maio de 1945, foi fundada em Feira de Santana a Primeira Igreja Presbiteriana. O seu primeiro nome foi Igreja Unida, pois abrigava qualquer denominação genuinamente evangélica existente na cidade até então. Essa denominação evangélica teve vários pastores consagrados aos ministério como o Pastor Reverendo Josué da Silva Mello, que foi candidato a prefeito de Feira de Santana e o Reverendo João Dias de Araújo, ambos da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. Temos ainda a Igreja Batista da Avenida, e a Batista Central situadas na Av Getulio Vargas. Dos batistas de renovação espiritual a mais atuante e a Igreja Batista Missionaria Internacional, que atua em células desde 1989.E a Igreja Batista Independente Filadélfia, fundada pelo Bispo Edivaldo Santana Couto, fundador de cerca de 50 igrejas da mesma denominação pelo Estado da Bahia, atualmente dirigida pelo Pastor, psicólogo e professor Antônio José Pimentel Santos.[86]

Pentecostais[editar | editar código-fonte]

Divaldo Pereira Franco considerado um dos maiores médiuns e oradores espíritas de todos os tempos, é natural de Feira de Santana

Entre os pentecostais históricos podemos destacar a presença marcante da Assembleia de Deus distribuída em diversos ministérios, sendo o principal o da ADEFS com cerca de 25 mil membros e com mais de 200 congregações.[carece de fontes?]

Neo-pentecostais[editar | editar código-fonte]

Os neo-pentecostais são atuantes na sociedade, destacando, entre eles, a Igreja do Evangelho Quadrangular, Deus é Amor, O Brasil Para Cristo, Igreja Internacional da Graça, Igreja Universal do Reino de Deus, com um número enorme de membros.[carece de fontes?]

Outras religiões[editar | editar código-fonte]

Existem várias correntes religiosas e filosóficas em Feira de Santana. Podemos destacar:

Composição Religiosa
Religião Percentagem[74]
Catolicismo 57,15%
Protestantismo 25,15%
Sem Religião 12,27%
Testemunhas de Jeová 1,3%
Espiritismo 1,0%
Outras Religiões 3,1%

Política[editar | editar código-fonte]

Paço Municipal Maria Quitéria, sede da Prefeitura de Feira de Santana, construído na década de 1920 pelos coronéis Bernadino da Silva Bahia e Arnold Silva.[87]
Câmara Municipal de Feira de Santana, no bairro Kalilândia, o órgão legislativo do município.
Postscript-viewer-blue.svgVer também a categoria: Prefeitos de Feira de Santana
Poder Executivo
O primeiro intendente, a partir da Proclamação da República, foi Joaquim de Melo Sampaio (Cargo equivalente ao atual Prefeito).
Poder Legislativo
Os vereadores do município trabalham em uma Câmara Municipal localizada na rua Visconde do Rio Branco, no bairro Kalilândia, próximo à avenida Getúlio Vargas.[88] [89]
Poder Judiciário
A cidade é sede da comarca que leva o mesmo nome, com dois municípios: Feira de Santana e Tanquinho. É também sede de uma subseção judiciária federal que engloba 73 municípios. A Justiça estadual funciona no Fórum Filinto Bastos, com dezesseis juízes de Direito, ao passo que a Justiça Federal funciona em prédio provisório na Alameda Santos, no Caseb, inaugurado em 2002 com um único juiz federal, Carlos Mascarenhas e hoje com duas juízas federais, Lilian Botelho e Karin Weh.

A cidade também é sede da Promotoria Regional, na Avenida Getúlio Vargas, onde funciona o Ministério Público Estadual.

O Ministério Público Federal instalado em 2006 na cidade atende a 73 municípios da subseção. O primeiro procurador da República lotado em Feira de Santana foi Vladimir Aras.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

A Bandeira foi feita por D. Jackson Berenguer Prado, o primeiro bispo da cidade, em 19 de dezembro de 1968. As cores da bandeira são: branca com traços vermelhos e verdes, tendo no centro o brasão da cidade, encimado por uma coroa, vendo-se ao lado uma cesta de frutas, ânforas, um berrante, um pião ladeado, por um pé de milho e outro de fumo. O Brasão de armas foi feito juntamente com a bandeira pelo mesmo D. Jackson Prado.

Relações externas[editar | editar código-fonte]

A visita de Yoani Sánchez a Feira de Santana em 2013 representou um marco na história politica da cidade.

Em 2013 Feira de Santana recebeu a visita da blogueira Cubana Yoani Sánchez. Em 2007 ela começou trabalhos para divulgar críticas ao sistema politico de Cuba. Em 2012 ela recebeu passagens doadas por um grupo de Feirenses que em visita a Cuba incentivou ela a vir ao Brasil, sendo o primeiro país visitado pela Jornalista Cubana. Em 18 de fevereiro de 2013 Yoani chega em Feira de Santana para o lançamento do documentário "Conexão Cuba-Honduras", juntamente com o cineasta Dado Galvão e o senador da republica Eduardo Suplicy. O primeiro encontro foi no Museu Parque do Saber na noite do dia 18 de fevereiro, e o segundo apenas para jornalistas no teatro da CDL, dia 19, e a noite um debate livre ao público no espaço Olympo no campus da Faculdade UNEF. A cubana foi recebida com intensos protestos de grupos de estudantes pró Cuba, o protesto foi tão intenso o que impediu o lançamento do documentário. Os estudantes gritavam, vaiavam, e diziam palavras de ordem. A noite, em seu blog, Yoani escreveu sobre os acontecimentos em Feira de Santana: O piquete de extremistas que impediu a projeção do filme de Dado Galvão em Feira de Santana era algo mais do que uma soma de adeptos incondicionais do governo cubano...Repetiam um roteiro idêntico e guiado, sem ter a menor intenção de escutar a réplica que eu poderia lhes dar. Gritavam, interrompiam, num momento tornaram-se violentos e de vez em quando exibiam um coro de palavras de ordem dessas que já não são ditas nem em Cuba. Feira de Santana foi a primeira cidade do mundo a receber a sua visita. Apesar dos protestos agressivos que marcaram o evento, a visita de Yoani Sánchez a Feira de Santana foi um marco na história política da cidade.[90] [91]

Em 2012 Feira de Santana recebeu pela segunda vez a visita do cônsul Norte Americano Alfred Boll, que apresentou as intenções norte-americanas na Região Metropolitana de Feira de Santana. Com o tema "Fazendo Negócios com os Estados Unidos", e ainda teve a participação do representante do Departamento Comercial do Governo Americano, Renato Sabaine. O interesse norte-americano pela Bahia, especialmente por Feira de Santana, só reforça o momento de crescimento econômico pelo qual a cidade passa, nos campos econômico, cultural, desportivo e comercial. Boll ainda afirmou que os Estados Unidos reconhecem Feira de Santana como uma das principais cidades do Brasil, garantindo possibilidade de intercâmbios de estudantes, professores e profissionais técnico-administrativos. Para o setor empresarial, há perspectivas para realização de investimentos americanos em Feira de Santana, e a abertura de mercado para setores produtivos da região. O encontro reforçou as relações politicas e econômicas entre Feira de Santana e os Estados Unidos.[92] [93] [94]

Em 2013 Feira de Santana foi apresentada como campo de investimento na Espanha, a expectativa da prefeitura é de a longo prazo atrair investimentos de diversos setores da industria Espanhola para Feira de Santana, no Smart City Expo World Congress (Congresso Cidades Inteligentes) realizado em Barcelona, Feira de Santana foi destacada como um grande polo de atração de negócios não apenas por parte de empresários espanhóis, mas de todo o mundo. Após fazer geminação com a cidade chinesa de Linyi, Feira de Santana se tornou alvo importante na Bahia para atração de investimentos chineses na área comercial, industrial e de tecnologia.[95]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Mapa dos noves distritos em diferentes cores. A Região Central está em

azul claro, enquanto a área da Região Central dentro da avenida do Contorno está em

azul escuro. Matinha está em

cor laranja, Tiquaruçu está de

rosa, Jaguara está de

verde, Governador João Durval Carneiro está em

amarelo, Bonfim de Feira está em

lilás, Humildes está em

marrom, Jaíba está em

cinzae Maria Quitéria está em

vermelho.

Feira de Santana é dividida em bairros, sub-bairros e distritos. Existe até uma marchinha popular na cidade, que é: Eu tinha uma Asa Branca que fugiu do Aviário, hoje sobrevoa o Aeroporto e sempre pousa nas galhas das Baraúnas, em cujas sombras estaciono a minha Brasília.

Os bairros mais populosos da cidade são: Tomba, Campo Limpo, Muchila, Conceição, Brasília, Mangabeira, Calumbi, Queimadinha, Gabriela e Parque Ipê.

A cidade também possui vários conjuntos habitacionais com o prenome Feira, são eles: Feira IV (pertencente ao bairro Pedra do Descanso), Feira V (pertencente ao bairro Mangabeira), Feira VI (pertencente ao bairro Campo Limpo), Feira VII (pertencente ao bairro Tomba), Feira IX (pertencente ao bairro Calumbi) e Feira X (pertencente ao bairro Muchila).

A cidade conta com numerosos bairros e sub-bairros de classe média alta e nobre, entre eles estão: Santa Mônica, Santa Mônica 2,Muchila, Parque Getúlio Vargas, SIM, Brasília, Ponto Central, Capuchinhos, Kalilândia, Serraria Brasil, Jardim Cruzeiro, Conjunto ACM, entre outros.

Entre os bairros e sub-bairros de classe média, destacam-se: Parque Panorama, Conjunto Jomafa, Conjunto Luís Eduardo Magalhães, Estação Nova, , Conceição, Sobradinho, Cidade Nova, Conjunto João Paulo II, Pampalona, Eucalipto, , DNER, Vila Olímpia, Conjunto Feira IV, Conjunto Feira V, Conjunto Feira VI, Conjunto Feira VII, Conjunto Feira IX, Cruzeiro, partes da Queimadinha, Conjunto Coronel José Pinto, Jardim Acácia, Conjunto Feira X, Campo Limpo, Tomba, Parque Ipê, , entre outros.

Entre os bairros pobres, destacam-se: Conjunto George Américo, Conjunto Viveiros, Conjunto Jussara, Gabriela II, Gabriela III, Conjunto Bom Viver, Parque Lagoa do Subaé, Queimadinha (região de invasão da Lagoa do Prato Raso), Galileia, Nova Esperança, Expansão do Conjunto Feira IX, Parque Tamandarí, entre outros.

Bairros Industriais: CIS Tomba, CIS BR 324 e CIS Norte

A cidade conta também com centenas e numerosos condomínios residenciais fechados localizados em todos os cantos da cidade, os condomínios já mudaram completamente a paisagem urbana do município. O Vila Olímpia, por exemplo, localizado na zona oeste, no Bairro Pedra do Descanso, é inteiramente formado por um conjunto de condomínios fechados; os bairros Mangabeira e Alto do Papagaio possuem numerosos condomínios residenciais, muitos deles de alto luxo como o Lagune Ville e Bella Vittá. Na região conhecida como Agrovila, pertencente ao bairro Mangabeira, e no bairro Conceição há numerosos conjuntos e condomínios populares do Programa Habitacional Minha Casa, Minha Vida. De longe, o bairro SIM é a maior frente imobiliária do município; o bairro, localizado na zona leste, possui dezenas de condomínios ao longo da Avenida Artêmia Pires, com destaque para o Terra Nova I e II Rodobens; entre os de alto padrão, tem a Reserva Guyrá e o Village Damha I e II, este último da Damha Urbanizadora, presente em vários estados do país e pioneira na Bahia. Há também os luxuosos condomínios da Alphaville I e II na zona oeste da cidade localizado no bairro Vale do Jacuípe próximo ao rio do mesmo nome. Com uma Mancha Urbana formada predominantemente por casas residenciais, Feira de Santana não possui uma grande aglomeração de prédios, o que é incomum para uma cidade do seu porte e até para cidades com metade de sua população. Porém, forma uma característica urbana única no país para uma cidade do seu tamanho.

Feira de Santana possui oito distritos, os quais são: Bonfim de Feira (oeste), Governador João Durval Carneiro (oeste), Humildes (leste), Jaguara (norte), Jaíba (leste), Maria Quitéria (norte), Matinha (norte) e Tiquaruçu (norte). Os distritos mais populosos são Maria Quitéria, com mais de 15 mil habitantes e Humildes com cerca de 14,5 mil habitantes, e os menos populosos são Bonfim de Feira e Governador João Durval, ambos com cerca de 4000 habitantes.[96]

Skyline de Feira de Santana visto a partir do viaduto da Avenida João Durval

Economia[editar | editar código-fonte]

Inscrição na entrada do Centro Industrial de Subaé(CIS Tomba).
Os aviões monomotores e ultraleves produzidos pela Paradise em Feira de Santana, são exportados principalmente para os Estados Unidos e Austrália.[97]
Franquia da McDonald's em Feira de Santana

São poucos, hoje no Brasil, os municípios com os índices de crescimentos que se verificam em Feira de Santana. Sendo, desde a sua fundação, um lugar destinado ao desenvolvimento, o município é o segundo maior centro urbano da Bahia, o maior do interior do Norte-Nordeste e um dos mais importantes do país. Feira de Santana como cidade grande de nível médio metropolitana, assim definida pelo IBGE, durante boa parte de sua historia, atuava como parte de um sistema urbano primaz, dependente de Salvador, a partir da segunda metade do século XX a cidade passou a ser um pólo de atividades econômicas e sociais, passando a exercer influencia sobre centenas de municípios da região. Atualmente Feira de Santana possui um PIB de 8,27 Bilhões de reais, sendo o município com maior PIB do interior do Norte/Nordeste do Brasil.[98]

O comércio é o principal motor da economia Feirense, responsável por grande parte de seu produto interno bruto, desde de suas origens a cidade ainda mantém as tradições comerciais muito fortes.[99]

A indústria vem em segundo lugar, responsável por uma parcela importante do PIB municipal, a cidade conta com três grandes pólos industriais: CIFS, CIS Tomba e CIS BR 324, e está prestes a receber o CIS Norte, possui milhares de fabricas não apenas nos pólos, mas espalhados por diversos cantos da cidade. A indústria de Feira de Santana é bastante diversificada e se destaca na produção de diversos produtos como: alimentícios, material de transporte, materiais elétricos, mecânica, química, utensílios domésticos, vestuário, têxtil, móveis, máquinas e equipamentos, autopeças, bebidas, papel e papelão, e até aeronáutico.

A agricultura é responsável por apenas uma pequena parcela da economia da cidade, a população rural é pequena, mas produz uma quantidade significativa de produtos, a cidade possui um grande rebanho bovino, a praça de Feira de Santana figura entre as cinco maiores do Brasil em volume de negócios, obviamente devido a sua forte vocação pecuária que remonta desde a sua fundação. Feira de Santana se destaca na criação de asininos (1ª posição nacional), equinos e coelhos (2ª posição nacional), a cidade é também grande produtora de frangos, ovos e leite.

Feira de Santana com tamanha diversificação de negócios vem incorporando desde da segunda metade do século XX, uma importância econômica que age como pólo gravitacional na confluência da produção e distribuição de bens e serviços, transformando-se num eixo básico da região, expandindo suas atividades às áreas do recôncavo, agreste, semi-árido baiano, e atingindo outros estados da federação. Portadora de uma economia diversificada, Feira de Santana é uma cidade de atração demográfica, polo educacional, de geração de emprego, renda, e de grandes oportunidades de negócios em todos os setores de atividades econômicas, principalmente no imobiliário, comercial e industrial. Está em implantação o pólo de logística, onde atenderá a demanda de todo o Norte e Nordeste do país, além de outras regiões do mesmo, o município de Feira de Santana também conta com boa infra-estrutura e concentra todos os investimentos de ampliação e implantação dos principais suportes econômicos, o comércio, os serviços e a indústria de transformação. Feira de Santana exerce papel proeminente em uma ampla região da Bahia pelo fato de possuir uma importante economia de aglomeração e se constituir em um entroncamento por onde circulam mercadorias oriundas do Sul/Sudeste do Brasil para o Nordeste e vice-versa e das várias regiões do próprio Estado. Segundo o censo empresarial, existem mais de 4.292 estabelecimentos na cidade, sendo 81,4% deles de varejo e 18,6% de atacado, gerando 23.207 empregos diretos e mais de 75 mil indiretos e sua participação no PIB brasileiro cresceu 21,19% nos últimos anos[100] . O município é o terceiro maior arrecadador de ICMS do Estado da Bahia e o segundo maior no ranking IPC na Bahia, o maior do interior do Norte/Nordeste e Centro Oeste e o 47º do Brasil com um consumo de mais de 7,771 bilhões ao ano (2013)[101] , com PIB per - capita/ano de R$ 14.704,55 e PIB total de 8,27 bilhões, é o município mais rico de todo interior da região Nordeste, o 3º mais rico da Bahia, o 12º mais rico do Nordeste, e o 73º mais rico do país.[102] [103] [104]

Industrialização[editar | editar código-fonte]

O Ex-Presidente Lula da Silva inaugura fábrica da Nestle no CIS BR 324 em Feira de Santana, em 9 de fevereiro de 2007.
A Heineken uma das maiores marcas de cervejas do mundo possui fábrica em Feira de Santana no CIS Tomba.[105]

O município recebeu uma intensa industrialização a partir da década de 1970, quando houve um grande crescimento da indústria automobilística no Brasil, ao mesmo tempo que a população da cidade crescia em demasia. O entroncamento viário (eixo das BRs 101, 116 e 324) e baixo custo das terras (se comparado com Salvador) atraiu diversas empresas industriais, que acabaram por formar o Centro Industrial de Subaé (CIS) e o Centro das Indústrias de Feira de Santana (CIFS).

A principal região industrial de Feira de Santana é o Centro Industrial de Subaé (CIS), localizados no bairro Tomba e na BR-324, considerado um três maiores centros industriais da Bahia, atrás apenas do Polo de Camaçari e o Centro Industrial de Aratu em Simões Filho/Candeias. O local atrai grandes empresas por conta de incentivos fiscais, por conta dos baixos salários que um trabalhador baiano recebe em relação aos das regiões Sul e Sudeste, e pela localização privilegiada (fica em rotas comerciais próximas ao Sudeste). Feira de Santana também é o primeiro município do interior (ou seja, cidade não capital) do nordeste a abrigar uma unidade da Defensoria Pública Federal. A indústria de Feira de Santana é bastante diversificada e se destaca na produção de diversos produtos como: alimentícios, material de transporte, materiais elétricos, mecânica, química, utensílios domésticos, vestuário, têxtil, móveis, máquinas e equipamentos, autopeças, bebidas, papel e papelão, e até aeronáutico.[106] [107]

A cidade está situada em uma área industrial que se estende desde o litoral ao Agreste entre o Centro Industrial do Subaé e o Centro Industrial de Camaçari. Após esta zona industrial receber corporações como a Dagris, a Petrobras e a Brasil Ecodiesel, a empresa Orbitrade, que é o maior produtor de mamona do Brasil, também abriu um complexo industrial para produção de biodiesel no município feirense. Feira de Santana é sede da Paradise Indústria Aeronáutica, que produz aviões de pequeno porte e ultraleves, a maior parte da produção é exportada principalmente para os Estados Unidos, Austrália e África do Sul.[108] [109]

A cidade conta com unidades da Pirelli Pneus, Jossan da Bahia, Vipal Borrachas, Heineken, Seara Alimentos, Brasfrut, Nestlé, Refrigerantes da Bahia, Coca Cola, Siemens, Locarpe Embalagens, Parmalat, Avigro, Scandinavian Furniture, Química Geral do Nordeste, Denver Impermeabilizantes, Perdigão, Avipal Nordeste, Kaiser, Klabin, Mondial, Acelor, Vonder, Yazaki, PepsiCo, Paradise, Belgo Bekaert, Rigesa, Orbitrade, G-Ligth, Placo, Tama, entre muitas outras empresas. A cidade tem como hidrelétrica mais próxima a Barragem da Pedra do Cavalo, no Rio Paraguaçu.[110] [111] [112]

Feira de Santana está próxima de receber seu terceiro grande centro industrial, com a criação do chamado CIS Norte, as margens da BR 116 norte a partir do bairro Novo Horizonte, com a implantação do CIS Norte, juntamente com os já existentes e consolidados, CIS Tomba e o CIS BR 324, Feira de Santana se tornará um dos maiores aglomerados industriais do país.[113]

Turismo e lazer[editar | editar código-fonte]

Um dos locais turísticos, o Monumento ao Caminhoneiro, fica na Avenida Presidente Dutra e é rodeado por bares, vendedores ambulantes, e casas de artesanato.
A cantora Pop/Axé Claudia Leitte, uma das grandes estrelas da Micareta de Feira.
Observatório Astronômico Antares, localizado no bairro Jardim Cruzeiro.
Feira de Santana é um dos maiores polos de festas juninas do estado da Bahia.[114]
Boulevard Shopping Feira de Santana, um dos maiores Shopping center do interior do Norte-Nordeste.
Relogio Rotary localizado na Avenida Getúlio Vargas.
Abóbora Gigante no Centro de Cultura Amélio Amorim.

Feira de Santana é famosa também por suas festas típicas, como a da Senhora Sant'Ana, na segunda quinzena de julho, com bumba-meu-boi, segura-a-véia, burrinha e outros folguedos populares; a Micareta, conhecida como Carnaval fora de época, comemorada na cidade 15 dias após a Páscoa;[115] [34] o Festival de Violeiros, em setembro; e a Corrida de Jegues, em novembro. A cidade tem como principais pontos turísticos a estátua do "Vaqueiro", símbolo que representa a cidade, já que foi fundada originalmente por vaqueiros que atravessavam aquela região levando seus gados; a Igreja Senhor do Passos, localizada no centro da cidade, e uma das maiores da região; o Mercado de Arte, (vale lembrar que o Mercado de Arte antes de ser o famoso Centro cultural da cidade foi o grande centro de comercialização de todos os produtos se constituindo na maior feira livre do Nordeste logo se transferindo para o Centro de Abastecimento), local onde são exibidos e comercializados produtos artesanais, produzidos por artistas da cidade e proximidades; o "Feiraguai", espécie de centro comercial, composto por centenas de camelôs, que comercializam produtos importados como eletroeletrônicos, roupas, calçados, brinquedos, artigos para casa e escritório e outros, que em sua maioria são importados do China; o Observatório Astronômico Antares,[116] situado no bairro do Jardim Cruzeiro e atualmente administrado pela UEFS, As Igrejas Senhor dos Passos (em estilo gótico), Nossa Senhora dos Remédios e a Catedral de Santana (Matriz), monumento à heroína Maria Quitéria, e o Paço Municipal.

Micareta de Feira[editar | editar código-fonte]

Micareta é o nome que no Brasil é denominado o "carnaval fora de época". O nome micareta deriva-se de uma festa francesa, Mi-carême, e desde os anos noventa vem se espalhando por várias capitais e cidades brasileiras. Micarême era uma festa que acontecia na França, desde o século XV, em meio ao período de quarenta dias de penitência da Igreja Católica. De origem Francesa, a palavra significa literalmente "meio da quaresma".

A Micareta de Feira é a primeira da História, foi criada em 1937 por um grupo de feirenses inconformados pela não realização do Carnaval, impossibilitado por fortes chuvas. Com o passar do tempo, a festa se tornou uma das maiores manifestações populares do interior da Bahia e do Brasil, a partir do sucesso de sua realização em Feira de Santana. O primeiro dia da Micareta da “Princesa do Sertão” ocorreu no dia 27 de março de 1937, com diversos bailes nos tradicionais clubes da cidade e nas sedes das filarmônicas feirenses, sendo as principais a 25 de Março e Vitória. Grupos folclóricos e bandinhas como: Filhos do Sol, As Melindrosas, Zé Pereira, Cruz Vermelha, Flor do Carnaval, entre outros, animavam as vias do centro da cidade onde os foliões desfilavam com suas fantasias ou mascarados. A festa teve como palco inicial as ruas Conselheiro Franco - antiga rua Direita - Tertuliano Carneiro e tinha como ponto central as Praças da Bandeira e João Pedreira onde foi coroada, pelas autoridades da época, a primeira Rainha da Micareta que foi a foliã Eunira Boaventura, acompanhada de suas princesas. A escolha da rainha e princesas aconteceu através de uma acirrada, mas agradável disputa. Era um verdadeiro concurso de Miss. O rei Momo, a princípio, era o do carnaval de Salvador. Só em 1975 que ocorreu a primeira disputa para quem teria a honra de ficar com chaves da cidade durante os três dias de folia.

Só em 1954 que houve a primeira participação de um trio elétrico, o Patury, criado por Péricles Soledade em parceria com José Urbano Cerqueira, um fabricante de instrumentos da época. O sucesso do “trio Patury” foi tão grande que nos anos seguintes outros trios de Salvador – Tapajós, Jacaré, Ypiranga – foram convidados para animar a festa.

Há alguns anos o circuito da Micareta foi transferido do centro da cidade para a avenida Presidente Dutra, que ganhou o nome de “Circuito Maneca Ferreira”. A Micareta de Feira de Santana, além de ser uma festa lúdica é também uma grande fonte de negócios onde restaurantes, hotéis e o comércio em geral, têm sua demanda aquecida.[117] [115]

A micareta de Feira ainda é considerado a principal do Brasil atrai em 4 dias oficiais de festa 1,5 milhoes de folioes , embora receba muitas críticas devido a pouca inovação e as atrações serem repetitivas, a população de Feira quer uma nova reforma na Micareta da cidade , maior atenção da mídia e turistas estrangeiros em maior número.[118] [119]

Festas Juninas[editar | editar código-fonte]

Os festejos juninos de Feira de Santana ocorrem de forma fragmentada ao longo do mês de junho com intervalos entre um festejo e outro, por ser uma cidade de cultura predominantemente nordestina/sertaneja, os festejos juninos de Feira são muito tradicionais tornando o município um dos maiores polos de Festa junina da Bahia[120] . O São João em Feira de Santana começa no inicio do mês de Junho com as chamadas festas paroquiais realizadas pelas paróquias Católicas de cada Bairro da cidade, os chamados Forrós Paroquiais se estendem até meados do mês de Junho, ainda em meados de Junho ocorre o Arraiá do Comercio realizado no centro da cidade dura cerca de uma semana e conta com dezenas de atrações locais e regionais e com um publico médio, há também diversos Forrós particulares de várias instituições que são realizados em diversos ambientes da cidade. Entre os dias 21 e 23 de junho ocorre o famoso São João de São José no Distrito de Maria Quitéria e o Arraiá de São Vicente no distrito de Tiquaruçu, ambos eventos contam com grandes atrações e grande público, entre os dias 28 e 30 de Junho ocorre as comemorações de São Pedro nos distritos de Bomfim de Feira, Jaíba e Humildes, o São Pedro de Humildes é um dos mais tradicionais do Nordeste conta sempre com grandes atrações e grande público. A seca dos últimos anos que vem assolando o Sertão da Bahia afeta os festejos juninos de Feira de Santana e diversos municípios da região, havendo redução de investimento nos eventos e consequentemente redução do público.[121]

Shoppings[editar | editar código-fonte]

Apesar da tradição comercial, Feira de Santana ainda carece de shopping centers, o maior shopping da cidade é o Boulevard Shopping Feira de Santana, localizado na Avenida João Durval entre as zonas leste e central da cidade, conta com cerca de 200 lojas e 31.715 m² de ABL, é um dos maiores do interior do Norte-Nordeste[122] , o Boulevard Shopping Feira é o principal espaço de lazer de Feira de Santana, um Shopping funcional e moderno que é referência comercial e de lazer para vários municípios vizinhos possui salas de cinema 3D, grandes marcas de lojas, um prédio empresarial envidraçado de 21 andares chamado Multiplace, e um Hotel Ibis com cerca de 10 andares integrado ao shopping. Os demais Shoppings da cidade se destaca o quase falido Shopping Jomafa no centro da cidade, com cerca de 60 lojas, há dezenas de galerias e mini shoppings no centro como o Luciana Center, Galeria Carmac, Maria Luíza, Kalilândia Shopping, o Millenium Mall, na Avenida Fraga Maia zona norte da cidade, e o famoso Arnold Silva Plaza, um mini Shopping a céu aberto que se destaca como um dos cartões postais da cidade. [123]

Foi anunciado em 2014 a construção do segundo grande shopping da cidade, localizado na avenida Noide Cerqueira, no bairro SIM, zona leste da cidade. [124] [125] [126]

Áreas verdes[editar | editar código-fonte]

Entre os locais de lazer verdes estão o parque da cidade Frei José Monteiro localizado no Conjunto Fraternidade no extremo sul da cidade, é a principal área verde do município, há o parque da lagoa, localizado no bairro Baraúnas as margens da avenida José Falcão. Está em construção o parque da Lagoa Grande na zona leste da cidade, que promete ser o maior espaço de lazer da cidade, há também a represa no distrito de Jaguara. O clima semiárido e a forte urbanização da cidade que cobriu imensas lagoas proporciona pouco lazer ligado a áreas verdes, e as margens do rio Jacuípe ainda é pouco explorado para o turismo.[127]

Clubes sociais[editar | editar código-fonte]

Feira de Santana possui vários Clubes sociais entre eles estão o Feira Tênis clube, o mais tradicional da cidade, porem obsoleto, será transformado em outro espaço de lazer voltado ao atletismo e lazer de jovens e idosos, tem o clube do SESC, AABB entre outros, o principal Clube social da cidade fica localizado em sua região metropolitana, no município de São Gonçalo dos Campos, o Águas Claras Place Club que mistura club social com um pequeno parque aquático.[128]

Museus[editar | editar código-fonte]

A cidade possui os seguintes museus: Galeria de Artes Carlo Barbosa, Museu Antares de Ciência e Tecnologia, Museu Casa do Sertão, Museu Regional de Arte, Museu de Arte Contemporânea - MAC, e o Museu Parque do Saber Dival da Silva Pitombo, que é um museu de ciências, que também fala da história e cultura de Feira de Santana. O museu apresenta o Teatro Virtual, cuja tecnologia empregada possibilita a proteção de diversos tipos de vídeos em uma cúpula de 13m de diâmetro, com capacidade para 165 lugares por sessão, além de uma ampla área para exposição, foyer e estacionamento. O equipamento utilizado no Teatro Virtual do Museu Parque do Saber é o ZKP4 Quinto, um sistema de projetores que emprega tecnologia de feixe de fibra ótica, laser, lente e processamento de imagens digitais. O ZKP4 Quinto é o sétimo instalado no mundo e o primeiro da América Latina (o segundo foi implantado em Buenos Aires, Argentina), presente no: Kuwait, Coreia do Sul, Texas, Illinois, Áustria e Alemanha. Dispõe de um sistema de som Dolby 5.1 Digital utilizado nas apresentações. Sua cúpula de 13m é a maior das instalações até então implementadas para este projetor. Apresentações em formato de cúpula-completa 360º x 180º são possíveis graças a este modelo, além da possibilidade de transmissão ao vivo.[129] [130]

Teatro e música[editar | editar código-fonte]

A cidade possui sete teatros: Teatro Ângela Oliveira, Teatro da CDL, Teatro de Arena do CUCA, Teatro do Centro de Cultura Amélio Amorim, Teatro Frei Félix De Pacatuba, Teatro Margarida Ribeiro e Teatro Universitário do CUCA. Entre os espaços de musicas estão o Feira Music Hall, Estação da Musica, Kabanas, A Garagem, e o versátil Parque de Exposições.[131]

Night[editar | editar código-fonte]

A chamada Night Feirense é composta por casas de Shows, bares e Baladas, o principal espaço de lazer noturno da cidade é a boemia Rua São Domingos no bairro Santa Monica, seguido do Conjunto Feira VI que possui dezenas de bares, e o Ville Gourmet. Os principais espaços de lazer noturno da cidade são: Johnny Walker Club, The King, Mariposa, The House, Casa Massapê, entre outros. Há na cidade dezenas de pizzarias, churrascarias, redes de fast-foods, e casas especializadas em cozinhas locais, regionais e estrangeiras como a Italiana, Japonesa, Árabe e Chinesa. Bares com musica ao vivo também são muito populares na cidade.[132]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Hospital Estadual da Criança, um dos maiores Hospitais pediátricos do Brasil.

Feira de Santana é um grande polo regional da área da saúde, a cidade conta com dezenas de Hospitais públicos e privados, são eles: Hospital geral Clériston Andrade, Hospital Estadual da Criança, Hospital municipal da Criança, Hospital da Mulher, Hospital Dom Pedro, EMEC, HTO, Hospital São Mateus, Casa de Saúde Santana, Maternidade Stela Gomes entre outros. A cidade conta também com dezenas de postos de saúde de bairros, Policlínicas, Clinicas de diversas áreas da saúde e centros médicos modernos como o Premier Medical Business, Meddi Center ou IHEF (antiga Só Baby), Centro Médico Sawaya entre outros. E foi anunciado em 2013 a construção de um novo Hospital Regional com mais de 200 leitos. Com as UPAs e mais esses avanços Feira de Santana se afirma como Centro de Referência em Saúde no Nordeste do país. [133]

O Sistema Saúde Digital desenvolvido pela Prefeitura de Feira de Santana nos últimos anos é um dos quatro melhores projetos da área de tecnologia em serviço público do país, foi implantado em parceria tecnológica com a gigante Microsoft, uma das maiores empresas do mundo no ramo de tecnologia, o sistema reduz as dificuldades de acesso aos serviços de saúde na cidade, melhoras no atendimento tanto na qualidade quanto na agilidade, o sistema recebeu diversas premiações nacionais e tem destaque Internacional, colocando o sistema de Saúde de Feira de Santana entre os mais modernos e eficientes do Brasil.[134] [135] [136]

A mortalidade infantil (mortalidade de crianças com menos de um ano) em Feira de Santana reduziu 52%, passando de 32,8 por mil nascidos vivos em 2000 para 15,6 por mil nascidos vivos em 2010. Segundo os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, a mortalidade infantil para o Brasil deve estar abaixo de 17,9 óbitos por mil em 2015. Em 2010, as taxas de mortalidade infantil do estado e do país eram 21,7 e 16,7 por mil nascidos vivos, respectivamente. A esperança de vida ao nascer é o indicador utilizado para compor a dimensão Longevidade do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM). Em Feira de Santana, a esperança de vida ao nascer aumentou 13,0 anos nas últimas duas décadas, passando de 61,2 anos em 1991 para 67,9 anos em 2000, e para 74,2 anos em 2010, superior a esperança de vida ao nascer média da Bahia que é de 72 anos e do Brasil que é de 73,9 anos.

A cidade possui 318 estabelecimentos de saúde, são 207 privados e 111 públicos, dos quais 105 são municipais e 6 estaduais, entre os privados 37 possui parceria de atendimento pelo SUS. Feira de Santana Possui mais estabelecimentos de saúde que algumas capitais do país, como Aracaju, Maceió, Cuiabá, ente outras.[137] [138]

Educação[editar | editar código-fonte]

Biblioteca Municipal Arnold F. Silva
A partir de 2014 as escolas Municipais de Feira de Santana passaram a disponibilizar Tablets para os professores.[139]

Feira de Santana é o maior polo educacional da Bahia e uma das cidades do país que mais se destacam no quesito educacional. O Colégio Helyos conquistou o 7º lugar no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2013, o 1º lugar na Bahia e em todesa região Norte/Nordeste/Centro Oeste e Sul do Brasil. Na rede privada , o destaque são o Colégio Castro Alves,Colégio Acesso, Colégio Hélyos, Colégio Santo Antônio, Colégio Genêsis. Na rede pública, o destaque é o Colégio da Polícia Militar sempre consegue o primeiro lugar no ENEM das escolas públicas de Feira de Santana. Entre os colégios públicos Estaduais tem destaque o Colégio Gastão Guimarães, Colégio Rotary, Eliana Boaventura, Polivalente, Ecassa, Professora Tecla Mello, Carmem Andrade, Coriolano Carvalho, Godofredo Filho, entre outros. E entre escolas públicas municipais tem destaque a escola Jonatas Telles, Alvaro Pereira Boaventura, Joselito Amorim, entre outras. Há também escolas católicas, como o Colégio Santo Antônio[140] e uma parceiria da prefeitura com o SENAI. A cidade possui algumas importantes Bibliotecas como a Biblioteca Municipal, Biblioteca do CUCA, Biblioteca da UEFS, Biblioteca Monteiro Lobato, entre outras. A cidade possui 673 escolas no total de acordo com os dados de 2010, um numero de escolas maior que o de várias capitais do país, como Aracaju, João Pessoa, Natal, Maceió, Florianópolis, Cuiabá, entre outras.[141] [142]

Feira de Santana é um grande centro universitário, possuindo duas universidades públicas, a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) com sede no próprio município, a Universidade Aberta do Brasil (UAB) e a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), localizado temporariamente no prédio do Instituto de Educação e Desenvolvimento, no bairro Sim[143] [144] , e em implantação no terreno da Fundação de Apoio ao Menor de Feira de Santana (Famfs),[145] [146] disponibilizando no município cursos nas áreas de graduação e pós-graduação, como Bacharelado Interdisciplinar em Energia e Sustentabilidade, Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Química, Engenharia de Petróleo e Gás, Mestrado em Planejamento e Gestão Energética, Mestrado em Energia e Sustentabilidade. Está em estudo a criação da Universidade Federal de Feira de Santana (UniFeira).[147] [148] [149]

O Projeto Feira cidade Digital vem colocando a Educação de Feira de Santana em um nível ainda mais elevado, Feira de Santana é a única cidade do Brasil que executa todos os projetos de educação elaborados da Microsoft, tornando esse tipo de investimento uma grande realidade na cidade, Feira de Santana ao contrario do restante do Brasil, segue um plano tecnológico nas áreas da educação e saúde de curto, médio e longo prazo, ganhando destaque nacional e internacional.[150]

O analfabetismo em Feira de Santana é de apenas 11,25%, um numero baixo em relação a grande parte das cidades Nordestinas. A proporção de crianças e jovens frequentando ou tendo completado determinados ciclos indica uma grande evolução na educação nos últimos anos. No período de 2000 a 2010, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola cresceu 14,36% e no de período 1991 e 2000, 72,33%. A proporção de crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental cresceu 57,74% entre 2000 e 2010 e 86,57% entre 1991 e 2000. A proporção de jovens entre 15 e 17 anos com ensino fundamental completo cresceu 65,03% no período de 2000 a 2010 e 96,12% no período de 1991 a 2000. E a proporção de jovens entre 18 e 20 anos com ensino médio completo cresceu 87,11% entre 2000 e 2010 e 76,42% entre 1991 e 2000. Em 2010, 56,26% dos alunos entre 6 e 14 anos de Feira de Santana estavam cursando o ensino fundamental regular na série correta para a idade. Em 2000 eram 46,08% e, em 1991, 25,75%. Entre os jovens de 15 a 17 anos, 23,02% estavam cursando o ensino médio regular sem atraso. Em 2000 eram 13,75% e, em 1991, 4,97%. Entre os alunos de 18 a 24 anos, 11,01% estavam cursando o ensino superior em 2010, 4,13% em 2000 e 2,55% em 1991, em 2010 , 2,62% das crianças de 6 a 14 anos não frequentavam a escola, percentual que, entre os jovens de 15 a 17 anos atingia 13,31%. Em 2010, 57,59% da população de 18 anos ou mais de idade tinha completado o ensino fundamental e 40,83% o ensino médio. Em Bahia, 46,07% e 31,32% respectivamente. Esse indicador carrega uma grande inércia, em função do peso das gerações mais antigas e de menos escolaridade. A taxa de analfabetismo da população de 18 anos ou mais diminuiu 12,43% nas últimas duas décadas. [151] [152]

A UEFS está entre as 15 melhores Universidades Brasileiras, e a primeira do Norte-Nordeste em geral, de acordo com o Ministério da Educação, que divulgou o ranking baseado na porcentagem de cursos com nota 5 na avaliação do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), em geral é a 9º colocada do Nordeste e a 60º do Brasil. A Universidade também se destaca pelo seu investimento em pesquisa e desenvolvimento, e pelo intercambio com estudantes estrangeiros.[153] [154]

A UEFS é considerada pelo MEC e ENADE a 15° melhor Universidade do Brasil, e a primeira do Norte-Nordeste em cursos com a nota 5, e a 9º melhor do Nordeste e a 60º do país.[155]


Universidades em Feira de Santana:[156] [157] [158] Instituições públicas de ensino superior

  • Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)
  • Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB)
  • Universidade Aberta do Brasil (UAB) a distancia pública

Instituições privadas de ensino superior (graduação e pós graduação)

  • Universidade de Salvador UNIFACS campus feira
  • Unidade de Ensino Superior de Feira de Santana (UNEF)
  • Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC)
  • Faculdade Anísio Teixeira (FAT)
  • Centro Universitário Leonardo da Vinci (Uniasselvi)
  • Faculdade Nobre (FAN)
  • Escola de Negócios do Estado da Bahia (ENEB)
  • Universidade Norte do Paraná (UNOPAR)
  • Universidade Anhanguera (UNIDERP)
  • Universidade de Santo Amaro (UNISA)
  • Unidade de Ensino Superior Integrado (UNESI)
  • Faculdade Pitágoras
  • Faculdade Unidas de Feira de Santana (FUFS)
  • Faculdade São Vicente
  • Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA)
  • Faculdade de direito Damásio de Jesus
  • Centro Universitário Claretiano
  • Centro Universitário Internacional (UNINTER)
  • Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul)
  • Universidade Paulista (UNIP)
  • Seminário Teológico Batista do Nordeste
  • Faculdade Católica de Feira de Santana (FAFS)
  • Faculdade Teológica e Cultural da Bahia (FATEC)
  • Faculdade Regional da Bahia (UNIRB)
  • Instituto Einstein de Ensino e Pesquisa (INESP)
  • Universidade Tiradentes (UNIT)
  • Faculdade Educacional da Lapa (FAEL)
  • Instituto Pró Saber (Parceria com a FINOM) pós
  • Centro de Pós Graduação Faculdade Montenegro pós
  • Universidade Católica de Salvador (UCSAL) pós
  • Instituto Gastão Guimarães pós
  • UNIJORGE pós

Instituições públicas de educação tecnológica

  • Instituto Federal da Bahia (IFBA)
  • Centro de Educação Tecnológica do Estado da Bahia (CETEB)

Ciência e tecnologia[editar | editar código-fonte]

Feira de Santana está entre as cidades do Brasil que se destaca em Biotecnologia.

Em Feira de Santana esta área é coberta por atividades de várias instituições. Entre elas estão o Instituto Federal da Bahia (IFBA), SENAI e o Centro de Educação Tecnológica do Estado da Bahia (CETEB), que oferecem cursos de diversos níveis ligados a eletrônica, Telecomunicações, informática, Edificações, Design e Mecânica. Tem a EAEFS – Centro de Educação Tecnológica que oferece cursos de Enfermagem, Segurança do Trabalho, Massoterapia, entre outros e a ESATER - Centro de formação tecnológica. A cidade possui diversos programas de educação tecnológica como O NTE-03 (Núcleo de Educação Tecnológica), que propõe disseminar e fomentar o uso das tecnologias da informação e comunicação - TIC - nas unidades escolares da rede pública, com vistas a contribuir para a melhoria da qualidade da educação, contando com uma equipe de especialistas na área de informática educativa. Os profissionais que trabalham nos NTE são especialmente capacitados para auxiliar as escolas em todas as fases do processo de incorporação das novas tecnologias. Portanto, o NTE é o parceiro mais próximo da escola no processo de inclusão digital, prestando orientação aos diretores, professores e alunos, quanto ao uso e aplicação das novas tecnologias.[159] O Departamento de Tecnologia da Universidade Estadual de Feira de Santana (DTEC) é responsável pela área de tecnologia, sendo fundado em 1982 devido ao curso de Engenharia Civil, diversos cursos de graduação, Bacharelado e Mestrado são oferecidos como Engenharia Civil, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Computação, Engenharia Ambiental e Biotecnologia. A UFRB que está em fase de implantação irá oferecer cursos ligados a Sustentabilidade, Petróleo e Gás, arquitetura e urbanismo e etc, sendo que alguns são pioneiros no Nordeste, há uma forte possibilidade de Feira de Santana se tornar um grande polo tecnológico na área de Sustentabilidade.[160]

As faculdade particulares como a FTC, FAT, FAN, Uniasselvi, FUFS, UNIFACS e UNINTER também oferecem cursos de graduação e pós-graduação em algumas áreas de tecnologia como Gestão da Tecnologia da Informação, Segurança no Trabalho, Logística, Gestão de Recursos Humanos, Comércio Exterior, Sistemas de Redes de Informática, Engenharia Mecânica, Biomedicina e Técnico em Radiologia.[161] [162]

Cidade Digital

O projeto Feira Digital foi implantado pela prefeitura de Feira de Santana em 2010 e atua nas áreas da Educação, Saúde e Segurança, o projeto possui parceria tecnológica com a Microsoft.

A iniciativa na área de Segurança Pública é um dos serviços apoiados em tecnologia oferecidos aos cidadãos de Feira de Santana. O Sistema Saúde Digital, por exemplo, conta com uma infraestrutura de comunicação sem fio de alta velocidade, que permite a interligação dos setores da prefeitura e unidades de saúde da zona urbana e rural, bem como o monitoramento das informações sobre os pacientes na recepção, durante o atendimento médico ou em qualquer outra unidade da rede.

A Saúde e a educação de Feira de Santana possui parceria tecnológica com a Microsoft, gigante mundial do setor de tecnologia e informática.[163]

No setor da Educação, os responsáveis por alunos da rede municipal consultam o boletim e a frequência escolar via internet, e as aulas têm o auxílio da lousa digital. Está prevista a implantação do controle de horário de chegada e saída dos estudantes por meio da impressão digital, e a utilização de Tablets por alunos e professores.

Há um Programa de formação, acompanhamento e preparação de alunos para o mercado de trabalho. Inicialmente contando com os cursos de Atendimento Telefônico, Atendimento ao Cliente, Entrevista de emprego, entre outros. Toda a proposta contempla o uso das TIC (tecnologias de informação e comunicação) a partir da realidade e necessidades do que tem de mais atual no mercado de trabalho. O ônibus digital leva internet e cursos gratuitos com certificado Microsoft para bairros pobres onde a população carente não tem acesso a internet ou condições financeiras para cursos e compra de equipamentos. Há dezenas de torres que oferece internet gratuita de alta velocidade para milhares de Feirenses diariamente em locais públicos.

A cidade dispõe ainda de dezenas de centros digitais espalhados por toda cidade e distritos, que executam 11 projetos voltados para informática, como Alfabetização Digital, Acessibilidade, Tecnologia nas Nuvens, Manual da Governança Amiga, Habilidades em Tecnologia, Soluções da Microsoft para Educação, entre outros.[164] [165]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Transporte urbano[editar | editar código-fonte]
Ônibus do sistema de transporte da cidade.
Vans alimentadoras que fazem transporte gratuito para os Terminais Norte e Sul da cidade.

O sistema de transporte coletivo é formado pelo Sistema Integrado de Transporte (SIT), que padroniza as linhas municipais, e também estabelece os terminais de transbordo, onde há uma confluência das linhas municipais. A cidade possui 3 terminais de integração, são eles: Terminal Norte, Terminal Sul e Terminal Central. O Terminal Central, por ser maior, possui um movimento diário de mais de 80 mil passageiros. Serão construídos mais dois terminais de integração: Terminal Oeste, no bairro Pampalona, e o Terminal Leste, no bairro SIM, somando assim 5 no total. O Sistema Integrado de Transportes (SIT) é baseado no sistema de transporte de Curitiba, a grande maioria dos veículos possui elevadores para facilitar o acesso a pessoas deficientes, GPS, ônibus articulados e bilhetagem eletrônica. A frota é composta por cerca de 225 ônibus e 55 vans, o sistema é composto por cerca de 101 linhas, há linhas também para os distritos da cidade. Em breve, o município incluirá a categoria de ônibus metropolitanos para a conexão entre Feira e os municípios da Região Metropolitana de Feira de Santana. Cerca de 100 mil pessoas por dia e 3 milhões por mês utilizam o transporte coletivo urbano da cidade. Existem duas empresas, a Princesinha e 18 de Setembro, ambas pertencentes a Sincol.[166] [167] [168] [169]

Os ônibus do município fazem as seguintes linhas:

  1. As Linhas Troncais fazem a ligação entre os três terminais indo de norte a sul. Por exemplo: 001 Cidade Nova/CIS via Terminal Central; 002 Cidade Nova CIS/Av. João Durval via Shopping Boulevard; 004 Pampalona/CIS via Terminal Central; 008 CIS/Rodoviária via Terminal Central
  2. As Linhas Alimentadoras fazem a ligação entre Bairro/Terminal Central. Por exemplo: 017 Conjunto Feira IX; 018 Aviário via 35º BI; 020 Conjunto Feira VII via Av. João Durval; 026 Subaé via Santa Mônica; 061 Asa Branca via Pampalona; 066 Conceição I via Parque Brasil; 070 George Américo; 072 Conjunto João Paulo via Av. Maria Quitéria; 075 Jardim Cruzeiro; 085 Santo Antônio via Av. Getúlio Vargas; 088 UEFS via Sobradinho; 103 Mangabeira/Alto do Papagaio via Av. João Durval; etc

Os ônibus coletivos de Feira de Santana são de cor branca e faixas largas laterais com as cores da Prefeitura verde e vermelha.

O SIT de Feira de Santana é administrado pelo Sincol, Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Feira de Santana, foi fundado no inicio da década de 1990, com o objetivo de formalizar a representatividade das empresas que operam o serviço de transporte na cidade, o sistema é informatizado, sendo também de responsabilidade do Sincol fazer a operação do SBE – Sistema de Bilhetagem Eletrônica. Recentemente a Sincol vem recebendo pesadas críticas por má administração, transporte ineficaz e passagens abusivas.

Ônibus articulado do SIT de Feira de Santana.

Em 2014 foram iniciadas as obras do BRT(Bus Rapid Transit) para integrar mais o sistema de transporte coletivo da cidade, consiste na implantação de duas linhas exclusivas de transporte coletivo nas avenidas Getúlio Vargas e João Durval Carneiro, cortando o Anel do Contorno. O sistema conta com predomínio de ônibus articulados e ônibus biarticulado, com capacidade para mais de 270 passageiros, com o objetivo de tornar o transporte urbano da cidade mais rápido, ágil e com grande capacidade de pessoas. Várias cidades do Brasil e do mundo já adotaram o BRT como um meio de transporte coletivo mais barato do que um sistema de metrô, como Curitiba, Goiânia, Bogotá, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Los Angeles. O BRT tem a mesma capacidade de transporte de passageiros de um sistema de veículo leve sobre trilhos (VLT). O primeiro BRT foi implantado em 1979, na cidade de Curitiba.[170]


Transporte escolar e alternativo[editar | editar código-fonte]

Transportes escolares de Feira de Santana

Em Feira de Santana existe o transporte alternativo, que é formado por Vans de vários modelos com faixas laterais da cor da bandeira da cidade, que faz o transporte de passageiros para bairros mais longínquos e distritos, o transporte alternativo da cidade é independente do Sincol e estabelece preços de passagem e regras de acordo com cada uma empresa, há na cidade muitas vans para cidades próximas, como o transporte por ônibus rodoviário para cidades limítrofes é obsoleto e subutilizado, as vans dominam o transporte para essas cidades partido de Feira de Santana e vice versa, embora ofereça conforto e rapidez, o transporte alternativo recebe pesadas críticas por preços abusivos de passagem, alta velocidade em rodovias e superlotações.

O transporte Escolar é realizado de três formas, há linhas municipais com ônibus de cor azul e branco, que em geral, levam alunos dos distritos e zona rural para colégios na cidade, há os ônibus distribuídos pelo governo estadual e federal, que são amarelos, semelhante aos escolares estadunidenses, e realizam a mesma tarefa dos escolares municipais, em municípios próximos, os ônibus escolares municipais e estaduais são usados para o transporte de estudantes universitários que estudam nas universidades feirenses.

Dentro da cidade, o transporte escolar é dominado pelas vans particulares, estas cobram um determinado valor para transportar alunos, em geral de escolas particulares, alunos das escolas públicas dentro da cidade não são beneficiados com transporte gratuito, mas pagam meia passagem para deslocamento com ônibus coletivos do SIT.

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

BR 324 no trecho duplicado entre Feira de Santana e a capital Salvador.
Complexo de Viadutos no Cruzamento da Avenida Transnordestina com a Avenida do Contorno.

Feira de Santana é o segundo maior entroncamento rodoviário do Brasil, perdendo apenas para São Paulo, o município se localiza no entroncamento viário da BR-116, BR-324 e BR-101, e seis rodovias estaduais: BA 052, BA 502, BA 503, BA 499, BA 504 e BA 526, além de outras estradas que dão acesso a cidades próximas, todas essas rodovias (exceto a BR 101 que faz entroncamento com a BR 324) se encontram na Avenida do Contorno da cidade que forma uma circunferência perfeita dentro da sua malha urbana, alem das rodovias, as grandes e largas avenidas da cidade todas cruzam esta avenida, formando uma malha viária organizada e bem planejada. Vale lembrar que as BRs 101 e 116 são as principais e mais extensas do país. A cidade também possui o terminal rodoviário metropolitano.[171] [172]

A partir da década de 1960 quando as rodovias se expandiram pelo país acompanhada pela indústria automobilística, Feira de Santana foi beneficiada com a expansão das rodovias, localizada em um ponto extremamente estratégico, entre o Recôncavo baiano, a Mesorregião do Centro-Norte Baiano, o baixo e médio Paraguaçu, o Nordeste baiano e a região Sisaleira. A cidade é cortada pelas duas maiores e mais importantes rodovias do país as BRs 101 e 116, que se junta a BR 324 e mais varias rodovias estaduais, com uma posição econômica tão estratégica e dispondo de enormes rodovias, o comercio e a industria da cidade cresceu fortemente, tornando Feira de Santana uma das cidades mais importantes do país do ponto de vista econômico e comercial. A expansão das rodovias levou ao sucateamento e desativação da ferrovia que existia na cidade até a década de 1970, e reduziu a atenção do município e do estado em relação ao aeroporto existente na cidade. As rodovias feirenses estão saturadas, a BR 324 Leste mesmo duplicada entre Feira de Santana e Salvador em varias épocas do ano enfrenta grandes engarrafamentos, a BR 116/324 norte que juntas formam a Avenida Transnordestina é duplicada apenas dentro da mancha urbana da cidade, o Anel do Contorno está em processo de duplicação total, uma vez que sua pista simples, e o trafego intenso provoca além de muitos acidentes um transito lento e congestionado, a Avenida do Contorno (antiga Avenida Eduardo Fróes da Mota) já se tornou em grande parte uma avenida urbana. As margens da Avenida do Contorno e da BA 502 se localiza o CIS Tomba, e as margens da BR 324 se localiza o CIS BR 324, e está em estudo a criação do CIS Norte as margens da BR 116 norte.[173] [174]

A BR 116 sul está sendo duplicada entre Feira de Santana e o município vizinho Santo Estevão, o Anel do Contorno está sendo duplicado em seu trecho sul, a previsão é a duplicação total em 2 anos, está em estudo a duplicação da Avenida Transnordestina do bairro Novo Horizonte até o entroncamento com a BR 324 Norte no posto Trevo. Há também em estudo a construção da Perimetral Norte, que sairia da BR 324 Leste no distrito de Humildes contornaria todo lado leste e norte da cidade passando pelo aeroporto e cruzando com importantes avenidas da cidade como a Av. Nóide Cerqueira, Artêmia Pires, Sergio Carneiro, Ayrton Senna e estrada do Papagaio, terminando na BR 116 norte, com a construção da perimetral norte desafogaria parte do trafego do lado leste da Avenida do Contorno.[175] [176] [177]

Ferroviário[editar | editar código-fonte]

Feira de Santana atualmente não dispõe de ferrovias, mas possui muita história em torno dela. Inicialmente faziam parte do ramal de Feira de Santana as estações de Cachoeira, Belém, Serra, Conceição, Pinheiro, Cruz e sub-ramal São Gonçalo, Jacaré, Magalhães, Tapera e Feira. Em 1911, sob a gestão da Compagnie des Chemins de Fer Fédéraux de l'Est Brésilien (1911-1935) o ramal foi reformulado sendo alterado o nome das estações de Serra para Teixeira de Freitas, de Pinheiro para Boa Vista e por fim de Cruz para Dionizio Cerqueira. Em 1919, por determinação do Governo Federal a estação de Dionizio Cerqueira foi desativada e a linha desviada para passar diretamente pela estação de São Gonçalo, extinguindo o sub-ramal, permanecendo com as estações de Cachoeira, Belém, Teixeira de Freitas, Conceição, Boa Vista, São Gonçalo, Jacaré, Magalhães, Tapera e Feira.

Com a finalidade de unir as estradas de ferro na Bahia, em 1923, foi incluida no ramal de Feira de Santana a estação de Afligidos que passou a ser ponta de um ramal que partia da estação de Conceição com a finalidade de alcançar a estação de Santo Amaro da Purificação, pertencente a Estrada de Ferro Santo Amaro. Assim, o ramal de Feira passou a ter novamente um sub-ramal. Em 1929 foi incluida no ramal de Feira uma parada batizada com o nome Angélica, situada entre as estações Jacaré e Magalhães funcionando até a década de 30. Com a união de linhas sob o nome Viação Férrea Federal Leste Brasileiro S/A, entre 1935 e 1939, o ramal de Feira foi reformulado e por volta de 1948, a estação de Conceição passou a ser o marco inicial do ramal e não mais a estação de Cachoeira. Assim, passaram a fazer parte do ramal de Feira de Santana as estações de Conceição, Tupinambá, São Gonçalo dos Campos, Jacaré, Magalhães, Tapera e Feira.

A história ferroviária de Feira de Santana estar dividida em três fases. A primeira surge com a aprovação pela Câmara de Cachoeira de uma representação de iniciativa do Coronel José Ruy Dias d'Affonseca ao Governo da Província sobre a urgência de se construir uma estrada de ferro que, partindo de Cachoeira, alcançasse o sertão. Devido a forte influência exercida pela Sociedade Progresso e por políticos de Cachoeira e São Félix, o Presidente da Bahia solicitou de Dom Pedro II a construção da ferrovia. A resposta veio com o Decreto Imperial n.º 1.242, de 16 de junho de 1865, autorizando "o Governo a contractar com a Companhia, que se organizar, a construção de uma via férrea, que poderá ser pelo systema tram-road, conforme fôr mais conveniente, entre a Cidade de Cachoeira e a Chapada Diamantina na Província da Bahia, com ramal á Villa da Feira de Santa Anna". Por se tratar de uma obra cara e de exigir notável capacidade técnica para executá-la o engenheiro inglês John Charles Morgan foi convencido por políticos não só de Cachoeira e São Félix, assim também, por alguns da capital da Província a assumir o empreendimento. O contrato foi assinado e publicizado no Decreto Imperial n.º 3.590, de 17 de janeiro de 1866, com o privilégio para exploração por 90 anos. Assim, como determinava o contrato a empresa foi organizada em 1867 na Inglaterra sob o nome de Paraguaçu Steam Tram-Road Company Limited e no Brasil sob o nome Estrada de Ferro do Paraguaçu. Contudo, pela dificuldade em captar recursos a empresa faliu em 1870, ficando pronto apenas 25 dos quase 45 quilômetros do ramal.

A segunda inicia quando o engenheiro inglês Hugh Wilson assina, em 26 de setembro de 1872, com o Presidente da Província da Bahia Joaquim Pires Machado Portela, um contrato se comprometendo a assumir a massa falida e organizar uma nova empresa. Tal contrato foi ratificado por Dom Pedro II, conforme redação do Decreto Imperial n.º 5.777, de 28 de outubro de 1874. A empresa foi organizada na Inglaterra com o nome Brazilian Imperial Central Bahia Railway Company Limited e no Brasil com nome Companhia Anonyma da Imperial Estrada de Ferro Central da Bahia, sendo autorizada a funcionar no Brasil por meio do Decreto Imperial n.º 6.094, de 12 de janeiro de 1876. Apesar do ramal ter sido inaugurado em 1876, a primeira estação ferroviária de Feira de Santana só foi concluída e aberta ao público em 1886. Com a entrada em vigor da Lei n.º 652, de 23 de novembro de 1899, e da Lei n.º 746, de 29 de dezembro de 1900, a Estrada de Ferro Central da Bahia foi resgatada e arrendada aos administradores da Estrada de Ferro da Bahia ao São Francisco e em 1911, a Central da Bahia passou a ser administrada pela empresa franco-belga Compagnie des Chemins de Fer Fédéraux de l’Est Brésilien. [178]

A última se dá com a encampação da Estrada de Ferro Central da Bahia em 1935, por determinação do Presidente Getúlio Vargas, sendo transferido o patrimônio para a recém criada Viação Férrea Federal Leste Brasileiro S/A (VFFLB). A ferrovia percorria a atual rua Papa João XXIII, também conhecida popularmente como rua da linha em toda sua extensão, finalizando na praça Presidente Médice (atual Feiraguai), onde ficava a primeira estação. A grande caixa d'água ficava posicionada onde funcionou uma loja da Casa São Cosme. A primeira estação ainda contava com um virador de locomotivas por se tratar de ponta do ramal e por não existir espaço para a implantação de um triângulo ferroviário como foi feito em Cachoeira. Segundo o pesquisador Ralph Giesbrecht, "Em 1958, a estação foi desativada e uma nova estação foi construída em ponto mais afastado, isolado na época.". O projeto de desviar os trilhos em Feira de Santana com a finalidade de passando por Irará alcançar a Estação Ferroviária de Água Fria e assim ligar a extinta Estrada de Ferro Central da Bahia (atual linha sul) com a também extinta Estrada de Ferro da Bahia ao São Francisco (atual linha centro) foi desenvolvido em 1926, pelo engenheiro José Luiz Baptista para o Plano de Viação do Governo Federal. Tal projeto foi adicionado ao Plano de Viação de 1934 e em outros até que em 1946, iniciou-se as obras na região de Irará ficando concluído os trabalhos sem o assentamento de trilhos por volta de 1956. Já em Feira de Santana a outra frente de trabalho tinham a missão de desviar os trilhos no bairro do Tomba e seguir com eles por onde hoje é a Avenida João Durval, construir uma nova estação a qual foi feita em frente ao Forum da Justiça do Trabalho, sendo inaugurada em 1958. A partir desse ponto a obra seguiu sem trilhos pela João Durval passando pela atual Avenida Ayrton Senna, entre os bairros Antônio Carlos Magalhães e Mangabeira, passando em frente do cemitério São João Batista seguindo até Irará. Por fim, segundo o pesquisador Ralph Giesbrecht, "depois de funcionar por poucos anos e ser desativada juntamente com o velho ramal em 1964, inicialmente serviu de sede para o Funrural, depois de feira e finalmente foi abandonada. Foi demolida mais ou menos no início de 2005. Hoje é um terreno cercado e vazio.". [179]

Feira de Santana hoje com mais de 600 mil habitantes e um poderoso e diversificado polo industrial e comercial, o segundo maior entroncamento rodoviário do país, mas as rodovias feirenses estão evidentemente saturadas com o tráfego intenso, o construção de uma nova ferrovia seria importante para o polo de Logística, assim como o aeroporto, e para o escoamento da produção industrial até um porto mais próximo, uma linha férrea desafogaria as rodovias da região. A linha férrea de Feira de Santana que está sendo estudada, seria uma extensão da ferrovia que liga o Recôncavo a cidade de Conceição da Feira, localizada em sua própria região metropolitana, a nova linha iria passar pelo CIS Tomba, parte do CIS BR 324 e pela BR 101. Há também a ferrovia Belo Horizonte - Salvador, que utilizará partes da atual ferrovia Centro Alântica e passará por Feira de Santana, deve ficar pronta em 2017, a outra que está em estudo é uma malha ferroviária ligando Feira de Santana a cidade portuária de Ipojuca em Pernambuco. Nesse estudo prevê também a viabilização do transporte de passageiros por Trem,[180] [181] já existem projetos da Associação dos Engenheiros da Viação Férrea Federal Leste Brasileiro (Aelb-BA) para uma expansão do Trem suburbano de Salvador até o município vizinho de Conceição da Feira, para meados da década de 2020. Há também um projeto de um veículo leve sobre trilhos metropolitano.[182] [183] Muitos municípios da região metropolitana também já foram incluídos no roteiro do trem regional turístico Transbaião.[184]

Aeroviário[editar | editar código-fonte]

Vista aérea do aeroporto de Feira de Santana

Feira de Santana dispõe do Aeroporto João Durval Carneiro que possui pista atual de 1500 m e 13x31 de cabeceiras, o aeroporto se localiza a nordeste da cidade no bairro Aeroporto, pertencente a zona norte do município, já fora da mancha urbana contínua, suas coordenadas são as seguintes: 12°12'11.00"S de latitude e 38°54'24.00"W de longitude. Ao lado do aeroporto se localiza a fabrica de aviões de pequeno porte Paradise. A principal avenida de acesso é a Av. Sergio Carneiro, a qual liga o aeroporto ao Anel do Contorno no Bairro Santo Antônio dos Prazeres.[185]

Atende Feira de Santana e dezenas de cidades circunvizinhas da região metropolitana e área de influência, totalizando mais de 3 milhões de habitantes, o atual terminal de passageiros embora pequeno possui salas de embarque e desembarque, sala vip, balcões de check-in, lanchonete, serviço de proteção de bagagens, serviço de táxi e estacionamento. O Aeroporto de Feira de Santana, tem se consolidado como importante polo no desenvolvimento econômico da cidade, além de ser uma das principais portas de entrada para o chamado Portal do Sertão onde turistas e pessoas de negócios tem acesso ao vasto sertão baiano a leste.

O Aeroporto foi fundado em 1985, mas jamais recebeu voos comerciais até 2013, apenas voos particulares, foi diversas vezes interditado pela ANAC, em 2011 começou os investimentos para modernização e reestruturação e coloca-lo como um aeroporto para voos regionais e de conexões, houve diversas etapas e em 2014 o aeroporto foi reinaugurado por completo e aberto a voos comerciais.

O aeroporto faz voos diretos para Belo Horizonte e Vitória da Conquista, e com conexões através do aeroporto de Salvador para cerca de 50 destinos no Brasil, incluindo diversas capitais e outras cidades do mundo, como Miami, Frankfurt, Madrid e Lisboa, os voos por conexões se torna bastante viável para Feira de Santana.[186]

Comunicações[editar | editar código-fonte]

Central da TV Subaé.
A Nextel, gigante mundial no setor de telecomunicações direcionada ao público corporativo possui operações em Feira de Santana.

Emissoras de televisão[editar | editar código-fonte]

Geradora
Retramissoras

Telefonia fixa[editar | editar código-fonte]

Telefonia móvel[editar | editar código-fonte]

Emissoras de rádio[editar | editar código-fonte]

FM

Conta com os sinais das redes paulistas Jovem Pan 2 FM e Transamérica Hits, além das locais Nordeste, da Rede Nordeste de Comunicação e Princesa FM da Fundação Santo Antônio dos Capuchinhos.

AM

Sites, Jornais e Revistas[editar | editar código-fonte]

  • Jornal Grande da Bahia
  • Correio Feirense
  • Viva Feira
  • Tribuna Feirense
  • Acorda Cidade

Cultura[editar | editar código-fonte]

Obras artísticas que remetem à cultura feirense, desenhadas nas paredes da rodoviária municipal.
Museu Casa do Sertão, Localizado no campus da UEFS.
Sede do Fluminense de Feira, o clube local mais popular da cidade.

Feira é a terra natal de muitos personagens históricos, como a guerreira Maria Quitéria e cangaceiros como Lucas da Feira. Com a instalação do Rotary Clube Feira de Santana[189] e o Lions Clube Feira de Santana, além da expansão das vagas para intercambistas estrangeiros na Universidade Estadual de Feira de Santana, a cidade passou a ser um destino de intercambistas de todo o mundo, inclusive com estas entidades realizando festas e exposições destinadas ao público estrangeiro. Há até monumentos públicos homenageando as agremiações de intercâmbio nas ruas da cidade, como o Relógio do Rotary, inaugurado em 1997, e localizado entre a Avenida Getúlio Vargas e a rua J.J. Seabra.[190]

Também por estar em uma confluência de rodovias federais, a cidade inaugurou em 15 de setembro de 2007 na praça Jackson do Amaury o Monumento ao Caminhoneiro, de autoria do artista plástico Gil Mário.[191]

A cidade é também conhecida por ser a primeira de todo o país a realizar a Micareta, um carnaval fora de sua semana típica.[115] [34]

A cultura mais popular da cidade é a Sertaneja, sem segundo lugar a Afro brasileira e em terceiro lugar a cultura do migrante, que embora tenha sido o principal formador da cultura e da história de Feira de Santana, ainda não possui uma data dedicada e nem comemorações com demonstrações culturais de origem dos diversos migrantes brasileiros que migraram e continuam migrando a cidade.

Literatura[editar | editar código-fonte]

Feira de Santana também é cidade de origem de poetas como Godofredo Filho e o bacharel em direito Eurico Alves, em sua maioria poetas que enalteciam o sertão baiano em suas obras. Além disso, nela também nasceram Juraci Dórea (artística plástico e poeta), o polêmico cordelista Franklin Maxado e o músico Carlos Pita. Muitas obras com origem feirense estão expostas no Museu Casa do Sertão, pertencente à UEFS.[192] Eurico Alves (1909-1974) cantou a cidade em diversos dos seus poemas, como na sua famosa "Elegia para Manuel Bandeira":

Manuel Bandeira, dê um pulo a Feira de Santana
e venha comer pirão de leite com carne assada de volta do curral
e venha sentir o perfume de eternidade que há nestas casas de fazenda,
nestes solares que os séculos escondem nos cabelos desnastrados das noites eternas"

Além de uma considerável produção poética, Eurico Alves escreveu Fidalgos e Vaqueiros, obra inspirada em Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre, na qual busca as origens e as influências do que se costuma chamar "civilização do couro", a civilização sertaneja. Eurico Alves também foi relembrado no ano de seu centenário (1999), quando a cidade sediou o Colóquio Internacional Eurico Alves Boaventura, concentrando as festividades no campus principal da UEFS, no Centro Universitário de Cultura e Arte (CUCA) e no Centro de Cultura Amélio Amorim (CCAA), onde ocorreu encontro de diversos escritores e obras literárias e artísticas especializadas na valorização do sertão nordestino.[193]

Na cultura popular

Feira de Santana é mencionada em trechos de músicas e bordões de alguns programas de Tv como no Programa do Jô onde o apresentador Jô Soares, e Bira, integrante do sexteto musical, sempre menciona a cidade quando um baiano é entrevistado, com a famosa frase " Fica perto de Feira de Santana", ou "Todos os lugares do mundo fica perto de Feira de Santana". No álbum Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum! do cantor Raul Seixas, o pai do rock brasileiro, lançado em 1987, Feira é mencionada na canção "Quando Acabar o Maluco Sou Eu" no trecho "...Eu sou louco mais sou feliz, muito mais louco é quem me diz, eu sou dono, dono do meu nariz, em Feira de Santana ou mesmo em Paris, não bulo com governo, com polícia, nem censura..."

Em 1995 a cidade ficou nacionalmente famosa pelo chamado Caso Feira de Santana ou Roswell brasileiro, onde um objeto voador não identificado caiu na lagoa de Berreca, no distrito de Jaíba, e seres ainda vivos foram capturados pelo fazendeiro da área e pelas forças armadas que atua na cidade, o fato teve grande repercussão na mídia, cerca de um ano depois ocorre outro caso ainda mais famoso, o do ET de Varginha em Minas Gerais. Periodicamente há relatos de aparições de OVNIS no município.

Música[editar | editar código-fonte]

Feira de Santana produz um grande número de músicos que alcançam nível nacional e até mesmo internacional, os bares, casas de shows e eventos, são predominantemente com cantores e bandas feirenses de todos os gêneros musicais, como MPB, Rock, Jazz, Axé, Pagode, Forró, Sertanejo, Arrocha e Samba. Alguns compositores feirenses alcançaram fama mundial, como Os meninos de Seu Zé que compôs a canção Ai Se Eu te Pego interpretada pelo cantor sertanejo Michel Teló. Feira abriga diversos festivais musicas locais que sempre atrai grande público contribuindo para a elevação de vários artistas da cidade. Entre os músicos mais famosos e populares da cidade estão a Pop, Marcia Porto, Marli, a Björk brasileira, e o mentor e criador do Axé Music, Luiz Caldas. Até 2009 a cidade sediou o Festival de Inverno[194] [195] [196]

Culinária[editar | editar código-fonte]

Muitos pratos típicos do estado da Bahia são encontrados nos bares e restaurantes típicos da cidade, como iguarias baseadas em vegetais da região. Alguns exemplos são a feijoada com mandioca,Beiju, palma de cactus (da qual se prepara o caruru da palma do cactus) com milho, e também tradicionalmente, o vatapá (normalmente acompanhado com camarão) e acarajé. Nas ruas da cidade, a céu aberto (fora de estabelecimentos), também é sempre muito comum encontrar vendedoras de acarajé, assim como barracas de caldo de cana.[197] [198] [199] [197]

Esporte[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com um clube de rally e automobilismo, o Trail Clube Bahia (também chamada Trail Clube de Feira de Santana).[200] [201] , a cidade possui também um moderno Kartódromo localizado no parque da cidade[202] .

No futebol, após 42 anos sem nenhum time da cidade conseguir primeira colocação no Campeonato Baiano de Futebol (último título até então foi do Fluminense de Feira em 1969), o Bahia de Feira trouxe de volta o título em 2011 para o município, vencendo o campeonato baiano (Baianão) e também o Torneio Início da Bahia. A cidade possui tambem times de outros eportes como vôlei, basquete, e até mesmo de Futebol Americano, o Santana Red Bulls.

Em maio de 2011, um grupo de parlamentares feirenses indicou que o Parque de Exposição João Martins da Silva, localizado na cidade, receba a Expo Copa 2014 – feira de negócios da Copa do Mundo a ser realizada no Brasil em 2014.[203] Entretanto, a cidade não poderá ser uma sub-sede da copa, por falta de aeroporto, uma vez que o aeroporto municipal João Durval Carneiro está atualmente em reformas de revitalização.[204] [205]

Pátios esportivos
Clubes de futebol

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Feira de Santana, Bahia - Histórico do município
  2. a b c História da Cidade, página da prefeitura
  3. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  5. a b ESTIMATIVAS DA POPULAÇÃO DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM DATA DE REFERÊNCIA EM 1º DE JULHO DE 2014 (PDF) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 28 de agosto de 2014.
  6. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 07 de agosto de 2013.
  7. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (2010). Perfil do município de Feira de Santana - BA Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. Página visitada em 4 de março de 2014.
  8. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2011.
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  10. IBGE - Censo Brasileiro 2012 (PDF) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 15 de dezembro de 2012.
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  20. Feira terá campus da UFRB
  21. De olho na Cidade. Ruy Barbosa denominou Feira como Princesa do Sertão
  22. [11]
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  24. [13]
  25. Rodoviária de Feira de Santana oferece acesso a internet, acessado em 21 de setembro de 2011
  26. Primeiro Roteiro Turístico de Feira de Santana, editado pela ACAFS-Associação dos Amigos de Feira de Santana
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  28. Feira de Santana, BA, tem o maior centro de abastecimento do Norte e Nordeste Jornal Nacional acessado em 1 de outubro de 2010
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  30. [16]
  31. Prefeitura de Feira de Santana
  32. Prefeitura de Feira de Santana Acessado em 29 de julho de 2009
  33. http://www.feiradesantana.ba.gov.br/website/cidade.asp#links
  34. a b c http://www.micaretafeira.com.br/conteudo.php?codtipo=3
  35. http://www.feiradesantana.ba.gov.br/website/cidade.asp#links
  36. O RECENTE DESEMPENHO DAS CIDADES MÉDIAS NO CRESCIMENTO POPULACIONAL URBANO BRASILEIRO
  37. Desenvolvimento, Civilização e Modernidade: O sonho da industrialização em Feira de Santana
  38. Vide http://www.achetudoeregiao.com.br/ba/feira_do_santana/historia.htm
  39. Sítio oficial do Centro Industrial de Subaé - acessado em 29 de julho de 2009
  40. Avaliando os problemas do crescimento demográfico Feira de Santana, Bahia
  41. História de Feira do Santana BA
  42. Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Mínima (ºC) - Feira de Santana Instituto Nacional de Meteorologia. Página visitada em 30 de maio de 2014.
  43. Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Máxima (ºC) - Feira de Santana Instituto Nacional de Meteorologia. Página visitada em 30 de maio de 2014.
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  181. Governo quer trem de passageiro ligando Feira de Santana e Salvador
  182. Governo estuda trem de passageiros ligando Salvador e Feira de Santana
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  190. Sobre o Relógio Rotary
  191. Monumento ao Caminhoneiro tem inauguração sábado
  192. Lucas Evangelista, o Lucas da Feira
  193. Colóquio Internacional na UEFS marca o Centenário do poeta Eurico Alves Boaventura
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  198. Bahia em Foco
  199. Brasil Viagem
  200. Trail Clube de Feira de Santana terá equipe forte no 1º Rally Transbahia
  201. Transbahia – Equipe TCBA leva o primeiro título!
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  203. José de Arimatéia indica Feira de Santana para receber evento da Copa do Mundo 2014
  204. Feira de Santana fica de fora da Copa 2014 por falta de aeroporto
  205. Fifa exclui Feira de Santana da Copa de 2014 por falta de aeroporto
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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