Feiura

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Obra The Ugly Duchess do pintor Quentin Massys, 1525-30.

Feiura ou fealdade é uma característica de um ser vivo, cuja aparência é desagradável à vista e resulta numa avaliação altamente desfavorável. Ser feio significa que não é atraente, e sim repulsivo, ou ofensivo.[1] Seu oposto é a beleza, e assim como esta, a feiúra envolve um julgamento subjetivo através do "olho de quem a vê." Contudo, há em algumas exceções pessoas que admiram-a, pois conforme um ditado, "há gosto para tudo".[2] Assim, a percepção de feiúra pode adquirir caráter confuso como no conto O Patinho Feio de Hans Christian Andersen.

Feiúra e sociedade[editar | editar código-fonte]

As pessoas consideradas feias são mais discriminadas, recebendo de 10 a 15 por cento a menos por ano do que os trabalhadores similares, e são menos propensos a ser contratado por quase todo o trabalho, mas há uma falta de recurso legal para combater a discriminação.[3]

Para algumas pessoas, a feiúra é um aspecto central de sua personalidade. Jean-Paul Sartre tinha um olho preguiçoso e um rosto inchado e assimétrico, e atribuiu muitas de suas ideias filosóficas na sua luta ao longo da vida para se caracterizar com sua feiura auto-descrita.[4] Sócrates também usou sua feiura como uma questão filosófica, concluindo que a filosofia pode nos salvar de nossa feiura exterior.[4] Famoso em sua época, Abraham Lincoln foi descrito por um contemporâneo: "dizer que ele é feio não é nada, para acrescentar que sua figura é grotesca, não transmite uma impressão adequada. "No entanto, sua aparência provou ser um trunfo em suas relações pessoais e políticas, como William Herndon, escreveu: "Ele não era um homem bonito, por qualquer meio, nem era feio, ele era um homem caseiro, descuidado de sua aparência [...]. Ele não tinha pompa, exibição, ou dignidade, asim chamado. Ele apareceu simples na sua carruagem. Era um homem de aparência triste, sua melancolia chateava enquanto caminhava. Sua tristeza aparente impressionou seus amigos, e criou simpatia por ele em meio a seu grande sucesso".[5]

O escritor Umberto Eco, autor do livro "História da Feiura" afirma que "é divertido buscar a feiúra, porque a feiúra é mais interessante que a beleza. A beleza frequentemente é entediante. Todo o mundo sabe o que é a beleza."[6] Joana de Vilhena Novaes, autora de "O intolerável peso da feiúra: sobre as mulheres e seus corpos", critica a "ditadura da beleza e da magreza". Segundo Joana, as pessoas que não entram nos padrões de beleza do momento são rejeitados e excluídos da sociedade.[7]

Existe no Brasil um concurso chamado de Mister Feiura, em oposição ao de beleza.[8]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Fealdade

Referências

  1. Webster's New World College Dictionary, 3rd edition, 1995.
  2. Feiúra e beleza dividem gosto fantasioso da sociedade na história da cultura. Folha.com (22/11/2010). Página visitada em 28/10/2012.
  3. Hamermesh, Daniel. "Ugly? You May Have a Case", August 27, 2011. Página visitada em August 28, 2011.
  4. a b Martin, Andy. "The Phenomenology of Ugly", The New York Times, August 10, 2010. Página visitada em August 24, 2010.
  5. Carpenter, F. B.. Six Months at the White House with Abraham Lincoln. New York: Hurd and Houghton, 1866. ISBN 1-58218-120-9
  6. Feiúra é mais divertida que beleza, diz Umberto Eco. Folha Online/Reuters (11/10/2007). Página visitada em 28/10/2012.
  7. "O mundo não foi projetado para os gordos!". Editora PUC-Rio. Página visitada em 28/10/2012.
  8. Bragon, Rayder (12/7/2012). Concurso em cidade mineira elegeu o Mister Feiura 2012, que beijou pela 1ª vez. UOL. Página visitada em 28/10/2012.
Ícone de esboço Este artigo sobre sociologia ou um sociólogo é um esboço relacionado ao Projeto Ciências Sociais. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.