Felipe Aquino

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FelipeAquino em 2009

Felipe Rinaldo Queiroz de Aquino, mais conhecido como Prof. Felipe Aquino (Lorena, 25 de setembro de 1949) é um engenheiro mecânico, escritor, professor, apresentador e radialista brasileiro.[1] [ligação inativa]

É conhecido radialista e apresentador das emissoras católicas Rádio Canção Nova e TV Canção Nova. Divulga artigos e notícias no portal de internet dessas emissoras e também no site da Editora Cléofas, que publica seus livros e foi criada por sua esposa, Maria Zila. Estes órgãos de imprensa são ligados à Renovação Carismática Católica.

Leciona História da Igreja no Instituto de Teologia Bento XVI, da Diocese de Lorena.[carece de fontes?]

Escreve livros apologéticos católicos, abordando temas como namoro, casamento, família e espiritualidade. Os livros são divulgados em seus programas de rádio e televisão.

Doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e pelo ITA e mestre na mesma área pela UNIFEI, foi diretor geral da FAENQUIL durante 20 anos.[carece de fontes?]

Em 2012 o Papa Bento XVI concedeu-lhe o título de Cavaleiro de São Gregório Magno.[2]

É viúvo e pai de cinco filhos.[carece de fontes?]

Livro sobre a Inquisição[editar | editar código-fonte]

Felipe Aquino relativiza e minimiza as atrocidades contra os direitos humanos praticadas pela Santa inquisição. Com a aprovação da Igreja Católica (Imprimatur), consequentemente da Congregação para Doutrina da Fé, seu livro Para Entender a Inquisição afirma que:[3] [4]

Cquote1.svg O que desejamos é conhecer a verdade sobre a Inquisição. Quantas pessoas de fato a estudaram a fundo? Cquote2.svg
Páginas 11-12[4]
Cquote1.svg Como vimos, a História desmente que a Inquisição tenha sido vista pelo povo cristão como uma instituição sinistra, perseguidora e opressora do homem humilde, gerando nele o terror, a aversão à religião e o anticlericalismo. Os fatos históricos provam o contrário. Cquote2.svg
Página 289[4]
Cquote1.svg Num ambiente desse, onde a Igreja era apoiada pelo Estado e pelo povo, seria ingênuo imaginar que o povo cristão abdicasse da missão que Cristo lhe confiou de implantar na terra o seu Reino, e fechar os olhos às forças que a queriam destruir e implantar no mundo a heresia. Cquote2.svg
Página 39[4]

No livro Aquino afirma se basear nos documentos produzidos por um Simpósio Internacional sobre a Inquisição ocorrido no Vaticano em 1998, mas não menciona a historiografia sobre a atuação do Tribunal do Santo Ofício no Brasil.[nota 1]

O sítio de venda do livro[5] afirma que ele se baseia em "renomados historiadores", mas ao mesmo tempo nega os "círculos acadêmicos e literários". A maioria das referências bibliográficas utilizadas no livro são relacionadas à Igreja Católica e são omitidos os estudos históricos notórios sobre a presença da Inquisição portuguesa no Brasil.[nota 2]

Além disso, não há nenhuma menção no livro de algum dos condenados pela Inquisição no Brasil: António José da Silva, Branca Dias, Briolanja Fernandes, Filipa de Sousa, Isaac de Castro Tartas, João Corrêa Ximenes, José Corrêa Ximenes e Rosa Egipcíaca.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. Apesar de listado na bibliografia do livro, Francisco Bethencourt[6] não é mencionado no corpo do texto.
  2. A Revista de História da Biblioteca Nacional de outubro de 2011 publicou vários artigos elaborados por historiadores especialistas em inquisição.[7]

Referências

  1. Perfil de Felipe Aquino Livraria virtual Edições Paulinas. Visitado em 20/12/2012.
  2. Vaticano concede título a professor Felipe Aquino Notícias Canção Nova (19 de julho de 2012). Visitado em 30 de outubro de 2014.
  3. Felipe Aquino (5 de maio de 2014). Qual a origem da inquisição? Editora Cléofas. Visitado em 29 de outubro de 2014.
  4. a b c d Aquino, Felipe Rinaldo Queiroz de Aquino. Para entender a inquisição. 7ª ed. Lorena: Editora Cléofas, 2012. 300 p. ISBN 978-85-88158-56-6 Página visitada em 16 de março de 2015.
  5. Livros>Estudo bíblico>LIVRO PARA ENTENDER A INQUISIÇÃO:Loja Virtual Canção Nova. Visitado em 30 de outubro de 2014. Cópia arquivada em 4 de janeiro de 2015. "Nesse livro você poderá conhecer o que dizem os mais renomados historiadores modernos sobre esse polêmico assunto. A realidade é bem diferente do que se propaga em muitos círculos acadêmicos e literários."
  6. Bethencourt, Francisco. História das inquisições: Portugal, Espanha e Itália; séculos XV-XIX. Rio de Janeiro: Rosa dos Ventos, 1991.
  7. Revista de História da Biblioteca Nacional n. 73, outubro de 2011 (5 deJoão Corrêa Ximenesoutubro de 2011). Visitado em 30 de outubro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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