Fenótipo Bombaim

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O Fenótipo Bombaim -, grupo sanguíneo hh, ou grupo sanguíneo de (Bombay phenotype, em inglês) primeiramente descoberto na cidade de Bombaim, Índia, pelo qual indivíduos que possuem genótipo referente aos grupos sanguíneos "A", "B", ou "AB" expressam o grupo sanguíneo "O". Essas pessoas não produzem a enzima ativa (H) que transformaria uma substância precursora em antígeno H. Os antígenos A e B são produzidos a partir desse antígeno. Desse modo, a sua ausência faz com que essas pessoas não apresentem quer o antígeno A, quer o B, nos seus glóbulos vermelhos, mesmo que possuam alelos referentes à síntese dessas substâncias.[1]

A produção dessa enzima é determinada por um gene dominante; não acontece em casos de recessividade desses genes e não possui relação com os genes determinantes dos tipos sanguíneos.[1]

O paciente que receber sangue contendo um antígeno que jamais esteve no seu próprio sangue terá uma reação imune. Assim sendo, os indivíduos com o fenótipo de Bombaim podem doar sangue para qualquer membro do sistema ABO (a não ser que outro fator sanguíneo, como o Rh, seja incompatível), mas não podem receber de nenhum membro do sistema ABO (cujo sangue contém sempre um ou mais antígenos A, B e H); somente recebem sangue de indivíduos com o fenótipo de Bombaim[carece de fontes?]. Os testes costumeiros para o sistema ABO os apontam como integrantes do grupo O, porém incompatibilidades relacionadas a cruzamentos podem evidenciar o falso "O". Por exemplo, um pai e uma mãe, ambos com sangue, supostamente, tipo "O", ao gerar um filho com sangue tipo "A", evidenciam que um dos pais ou os dois possuem pelo menos o antígeno "A" e outros exames de laboratório mais específicos podem confirmar o fenômeno.

Outros nomes[editar | editar código-fonte]

  • "Efeito Bombaim", por haver sido o fenômeno descoberto naquela cidade e também devido à alta incidência na região.[1]
  • "Falso O", já que os alelos responsáveis pela produção dos antígenos "A" ou "B" não têm relação com os responsáveis pela produção da enzima H.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d Sônia Lopes. Bio - Volume único. 1 ed. São Paulo: Saraiva, 2004. 457,458 pp. ISBN 85-02-04796-5
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