Fenômeno de Koebner

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Heinrich Köbner (1838-1904)

O fenômeno de koebner, também chamado de resposta isomórfica, é um dos mais conhecidos na dermatologia. Um trauma em região de pele sã desencadeia, nesta, o surgimento de lesões do mesmo tipo das encontradas em outro local do corpo, nos portadores de doenças como psoríase, vitiligo e líquen plano.[1]

Foi assim chamado por ter sido caracterizado por Heinrich Koebner, renomado dermatologista alemão, em 1872. Este observou o surgimento de lesões de psoríase em local de escoriações devido a coçadura, tatuagens e mordidas de animais.[2]

Este fenômeno dermatológico pode ocorrer em pessoas de qualquer idade.

Desencadeantes[editar | editar código-fonte]

A resposta isomórfica pode surgir em decorrência dos mais diversos traumas: mordedura de animais, lacerações, queimaduras, o uso de giletes ou ceras depilatórias, ou mesmo atrito e dermatite constantes sobre certa região da pele.

Ao surgimento desta reação pressupõe-se que a lesão esteja em sua forma ativa (portadores psoríase instável são particularmente suscetíveis, sendo frequente manifestar-se mesmo em atritos/lesões mais inusitadas, como uso de jóias, óculos e pentes). Foi comprovado como uma reação de "tudo ou nada", que se manifestará em todo local lesado, ou em nenhum.[3]

Temporalmente, é de surgimento variável. Surge principalmente logo após a resolução da lesão, mas há relatos de intervalo de anos até o desenvolvimento da lesão.[3]

Formas atípicas[editar | editar código-fonte]

  • A exposição solar pode levar ao que se chama de reação fotográfica de Koebner.
  • O fenômeno de Koebner invertido ocorre quando uma lesão tem remissão após um trauma local ou doença sistêmica. É bastante incomum.
  • Uma lesão profunda (fratura, artrite) podem originar lesão psoriásica em unhas. Denomina-se fenômeno de Koebner profundo, de ocorrência rara.

Precauções[editar | editar código-fonte]

Arranhões na pele talvez expliquem por que o fenômeno de koebner é mais comum no cotovelo (usado como apoio em mesas), joelho (atrito com a roupa ou mesmo o chão) e couro cabeludo (atrito com escovas e pentes).

Em virtude de seus desencadeantes, a melhor forma de manejo consiste na prevenção ao máximo de lesões e traumas. Isso inclui cudados com unhas (mantê-las curtas), pêlos, exposição ao sol e a produtos químicos. Devem ser evitados, também, tratamentos a laser e cirurgias.

Referências

  1. Crissey JT, Parish LC, Holubar KH. Historical Atlas of Dermatology and Dermatologists. New York: The Parthenon Publishing Group, 2002.
  2. The isomorphic phenomenon of Koebner, Thappa Devinder Mohan, Indian Journal of Dermatology, Venereology and Leprology, 2004
  3. a b KRUEGER, G.G.; EYRE, R.W. - Trigger factors in psoriasis. Dermatologic Clinics, 2: 373-381. 1984.