Fernão de Oliveira

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«Grammatica da lingoagem portuguesa» de Fernão Doliveira, 27 de Janeiro de 1536.

Fernão de Oliveira, algumas vezes dito Fernando de Oliveira (Aveiro, 1507  — Aveiro, 1581), foi um frade, gramático, construtor bélico-naval renascentista, foi um dos expoentes renascentistas portugueses.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Foi ordenado frade dominicano. Em virtude de suas posições heterodoxas, logo caiu no desagrado do Tribunal da Santa Inquisição, tendo sido preso várias vezes por determinação daquele tribunal. Com efeito, consta que, em 26 de outubro de 1555, entre tantas outras prisões, "[...] Deu entrada nas masmorras da Inquisição, em Lisboa, o insigne aveirense Padre Fernão de Oliveira, clérigo dominicano e diplomata, escritor e filólogo, marinheiro e soldado, aventureiro e perseguido, «o primeiro gramático da língua portuguesa e porventura o primeiro tratadista naval de todo o mundo» [...]"(Rangel de Quadros, Aveirenses Notáveis, I, fl. 9).

Intelectual amplo, publicou a reputada primeira gramática portuguesa, a conhecida Grammatica da lingoagem portuguesa, editada em Lisboa, em 27 de Janeiro de 1536, e que tem no frontispício o brasão de armas dos Almadas por ele a ter dedicado a D. Fernando de Almada.

Trabalhou ainda em um variado conjunto de atividades, sobressaindo a de piloto. Foi ainda teórico da guerra e da construção naval. Precisamente nestas duas áreas — arte bélica e construção naval — destacou-se sobremaneira.

As suas contribuições aí, com efeito, deram as bases da hegemonia portuguesa em diversos oceanos no século XVI.

Em "Na arte da guerra do mar" (Coimbra, 1555), além do texto teórico, tece considerações morais condenatórias sobre a escravidão, o comércio de escravos e sobre a invenção e utilização de armas de fogo, devido à sua capacidade de destruir vidas humanas.

A "Ars nautica" (1570 [?]) é o primeiro tratado enciclopédico mundial de matérias referentes à navegação, guerra naval e construção de embarcações. O último tema foi substancialmente desenvolvido na obra seguinte, "Livro da fábrica das naus" (1580 [?]), em que fornece regras teóricas para a construção de navios e sublinha, sempre em diálogo com os autores clássicos, nomeadamente Plínio, as significativas contribuições lusitanas para o progresso nos métodos de construção naval.

Pouco antes de falecer, em (1580), defendeu António I de Portugal, Prior do Crato, contra Filipe II, com duas obras historiográficas a sustentarem a legitimidade do candidato português e contestarem a solução da Monarquia Dual, aprovada nas Cortes de Tomar (1581).

Referências

  1. Microsoft do Brasil. Enciclopédia Encarta 2001. São Paulo: Microsoft do Brasil, 2001.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]