Fernandinho Beira-Mar

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Fernandinho Beira-Mar
Nome Luiz Fernando da Costa
Nascimento 4 de julho de 1967 (46 anos)
Rio de Janeiro Duque de Caxias (RJ)
Nacionalidade  brasileiro
Pseudônimo(s) Fernandinho Beira-Mar
Crime(s) Assalto, tráfico de armas e drogas
Pena Em julgamento
Situação Preso

Luiz Fernando da Costa, mais conhecido como Fernandinho Beira-Mar (Duque de Caxias, 4 de julho de 1967), é um criminoso brasileiro, líder da organização criminosa Comando Vermelho.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Fernandinho Beira-Mar foi criado na Favela Sagrado Coração. No início de sua carreira criminosa, Luiz Fernando contava com a ajuda de seu aliado Joel, mais conhecido como 'UO', que praticava assaltos por toda periferia de São Paulo. Joel é acusado de estuprar o estudante de administração Fernando Salviano numa noite muito fria testemunhas ouviram gritos do estudante ao ser perseguido pelo assaltante e estuprador. A policia investiga o caso até hoje e Joel nunca foi julgado pelo crime. Segundo a polícia, Joel será enquadrado na lei Maria da Penha[carece de fontes?].

Aos 20 anos, Fernandinho foi preso por assalto e condenado a dois anos de prisão. Cumpriu a pena e, ao sair, voltou a morar na Favela do sagrado, em Jandira. Ali, aos 22 anos, tornou-se um dos "cabeças" do tráfico local.[1]

É considerado um dos maiores traficantes de armas e drogas da América Latina. Conseguiu adquirir pistolas automáticas (glock) dentro da penitenciária Bangu I e executou o desafeto UÊ lider do ADA o que inspirou a cena no começo do filme Tropa de Elite 2. Está preso desde o ano de 2002. Desde aquela data até 2008 foi sendo transferido constantemente, de presídio em presídio, devido ao fim do regime especial de prisão e de decisões da justiça. Atualmente cumpre pena na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Catanduvas, no Paraná.

Em dezembro de 2010, durante a ocupação do Complexo do Alemão, foram encontradas cartas atribuídas a Beira-Mar, possivelmente enviadas da prisão, em Mato Grosso do Sul. Nessas cartas, o prisioneiro sugere que seus comandados se aliem às milícias do Rio de Janeiro e organizem sequestros de autoridades para trocá-las por milicianos que se encontrem presos. Com base na apreensão das cartas, é possível que Beira-Mar volte a ser enquadrado no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).[2]

Em fevereiro de 2011, Fernandinho Beira-Mar chega ao município de Mossoró, no estado do Rio Grande do Norte, para cumprir pena na Penitenciária Federal de Mossoró. E no dia 2 de Fevereiro de 2012, foi transferido para o Presídio Federal de Rondônia. [3]

Livros e estudos sobre o narcotráfico[editar | editar código-fonte]

O sistema criminoso montado pelo narcotraficante Fernandinho "Beira-Mar" já foi objeto de estudo acadêmico. Encontra-se, ainda, analisado na literatura nacional, por vários autores, como o jornalista Percival de Souza (Narcoditadura: o caso Tim Lopes, Crime organizado e jornalismo investigativo no Brasil, de 2002), a filósofa Alba Zaluar (Integração perversa: pobreza e tráfico de drogas, de 2004) e o bancário Wagner Fonseca Lima (Violência corporativa e assédio moral, Edições Armazém Digital/RJ, de 2005). Também é citado no livro CV PCC – A Irmandade do Crime (ISBN 8501058254).

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Referências

  1. oglobo.globo.com: Conheça a história de Fernandinho Beira-Mar (5 de março de 2007)
  2. midiamax.com: Preso em Campo Grande, Beira-Mar envia cartas para traficantes no RJ, diz polícia (5 de dezembro de 2010)
  3. alagoas24horas.com.br: Fernandinho Beira Mar é transferido para Mossoró (6 de fevereiro de 2011)