Fernandinho Beira-Mar
| Luiz Fernando da Costa | |
|---|---|
| Nome | Luiz Fernando da Costa |
| Pseudônimo(s) | Fernandinho Beira-Mar |
| Nascimento | 4 de julho de 1967 (44 anos) Duque de Caxias (RJ) |
| Nacionalidade | |
| Crime | Assalto, tráfico de armas e drogas |
| Pena | Em julgamento |
| Situação | Preso |
Luiz Fernando da Costa, mais conhecido como Fernandinho Beira-Mar (Duque de Caxias, 4 de julho de 1967), é um criminoso brasileiro.
Fernandinho Beira-Mar não conheceu o pai. Foi criado na Favela Beira-Mar, pela mãe, Zelina, que trabalhava como faxineira e morreu atropelada em 1988. Até servir ao Exército, Luiz Fernando era apenas o "bom filho de dona Zelina". Entre os 18 e 20 anos, começou a praticar os primeiros assaltos.[1] Lojas, bancos e até depósito de materiais militares eram seus alvos principais. Foi acusado de furtar armas pesadas do Exército e de vendê-las para traficantes do Rio de Janeiro.
Aos 20 anos, foi preso por assalto e condenado a dois anos. Cumpriu a pena e, ao sair, voltou a morar na Favela Beira-Mar, em Duque de Caxias. Ali, aos 22 anos, tornou-se um dos "cabeças" do tráfico local.[2]
É considerado um dos maiores traficantes de armas e drogas da América Latina. Está preso desde o ano de 2002. Desde aquela data até 2008 foi sendo transferido constantemente, de presídio em presídio, devido ao fim do regime especial de prisão e de decisões da justiça. Atualmente cumpre pena na Cadeia Federal de Mossoró.
Em dezembro de 2010, durante a ocupação do Complexo do Alemão, foram encontradas cartas atribuídas a Beira-Mar, possivelmente enviadas da prisão, em Mato Grosso do Sul. Nessas cartas, o prisioneiro sugere que seus comandados se aliem às milícias do Rio de Janeiro e organizem sequestros de autoridades para trocá-las por milicianos que se encontrem presos. Com base na apreensão das cartas, é possível que Beira-Mar volte a ser enquadrado no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).[3]
Em fevereiro de 2011, Fernandinho Beira-Mar chega ao município de Mossoró, no estado do Rio Grande do Norte, para cumprir pena na penitenciária federal instalada na cidade.[4]
[editar] Livros e estudos sobre o narcotráfico
O sistema criminoso montado pelo narcotraficante Fernandinho "Beira-Mar" já foi objeto de estudo acadêmico. Encontra-se, ainda, analisado na literatura nacional, por vários autores, como o jornalista Percival de Souza (Narcoditadura: o caso Tim Lopes, Crime organizado e jornalismo investigativo no Brasil, de 2002), a filósofa Alba Zaluar (Integração perversa: pobreza e tráfico de drogas, de 2004) e o bancário Wagner Fonseca Lima (Violência corporativa e assédio moral, Edições Armazém Digital/RJ, de 2005). Também é citado no livro CV PCC – A Irmandade do Crime (ISBN 8501058254).
Referências
- ↑ istoe.com.br: Como se faz um traficante (24 de novembro de 2000)
- ↑ oglobo.globo.com: Conheça a história de Fernandinho Beira-Mar (5 de março de 2007)
- ↑ midiamax.com: Preso em Campo Grande, Beira-Mar envia cartas para traficantes no RJ, diz polícia (5 de dezembro de 2010)
- ↑ alagoas24horas.com.br: Fernandinho Beira Mar é transferido para Mossoró (6 de fevereiro de 2011)