Fernando Henrique dos Anjos

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Fernando Henrique
Informações pessoais
Nome completo Fernando Henrique dos Anjos
Data de nasc. 25 de novembro de 1983 (30 anos)
Local de nasc. Bauru (SP),  Brasil
Nacionalidade  Brasileiro
Altura 1,89 m
Destro
Apelido FH, Goleiro de futsal
Paredão Alvinegro
Goleiro Espetáculo
Informações profissionais
Clube atual Brasil América de Natal
Número 12
Posição Goleiro
Clubes de juventude
0000–1998
1998–2000
2000–2002
Brasil Santos
Brasil Fluminense Sub-17
Brasil Fluminense Sub-20
Clubes profissionais2
Anos Clubes Jogos (golos/gols)
2002–2010
2011–2013
2014–atual
Brasil Fluminense
Brasil Ceará
Brasil América de Natal
264 000(0)
172 000(0)
022 0000(0)
Seleção nacional3
2003
2004
Brasil Brasil Sub-20
Brasil Brasil
026 0000(0)
Predefinição:000


2 Partidas e gols totais pelo
clube, atualizados até 14 de agosto de 2014.
3 Partidas e gols da seleção nacional estão atualizados
até 22 de junho de 2011.

Medalhas
Jogos Pan-Americanos
Prata Jogos Pan-Americanos 2003

Fernando Henrique dos Anjos, mais conhecido apenas como Fernando Henrique (Bauru, 25 de novembro de 1983), é um futebolista brasileiro que atua como goleiro. Atualmente, defende o América de Natal.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Foi revelado nas divisões de base do Santos e se profissionalizou em 1998. Logo depois foi para o Fluminense. Também já teve passagens pelas categorias inferiores da Seleção Brasileira, bem como na categoria profissional, jogando uma partida amistosa contra a Seleção Haitiana, no dia 18 de agosto de 2004, onde o Brasil ganhou por 6 a 0. Fernando Henrique foi reserva e entrou no decorrer do jogo no lugar de Júlio César.[1]

Fluminense[editar | editar código-fonte]

Foi de onde o goleiro surgiu e, desde 2002, começou a ser o segundo goleiro, após a saída de Maurício, que antes era o dono da camisa 12, o titular era Murilo, ex-Grêmio. Como reserva foi campeão carioca de 2002. Com a má fase de Murilo, o Fluminense contratou um novo guarda-redes, Kléber, ex-Botafogo e Atlético Mineiro, que conquistou a camisa 1 (titular), deixando Murilo com a 12 (reserva). Em 2003, Kléber firmou-se como titular absoluto, era o goleiro de confiança da torcida, nas partidas que estava contundido, Murilo chegou a atuar, mas depois da partida contra o Fortaleza, válida pelo returno do Brasileirão, sob o comando de Joel Santana, o Flu perdeu por 3 a 1 no Castelão e, depois deste jogo, Murilo não atuou mais nas partidas seguintes em que Kléber estava indisponível. A partir daí, Fernando Henrique foi o goleiro, e não decepcionou sua equipe, mesmo sofrendo derrotas junto com seu time, teve ótima participação, principalmente contra o São Paulo na Copa Sul-Americana de 2003. E no Brasileirão também, mesmo perdendo por 5 a 1 para o Goiás, em Serra Dourada, Fernando Henrique defendeu um pênalti, "prêmio" que foi válido apenas para ele, pois o time goiano minutos depois conseguiu fazer o sexto gol e selar a goleada.

Seu melhor ano com a camisa tricolor, foi em 2004, time que tinha Roger, Ramon Menezes, Edmundo e Romário. Do início do primeiro jogo contra o Madureira até a final da Taça Guanabara, contra o Flamengo, Kléber era titular absoluto, mas após duas vezes não tido sorte no gol tricolor contra o Rubro-Negro, Valdir Espinosa ao ter risco de ser demitido em pleno começo da Taça Rio, surpreendeu os torcedores ao escalar Fernando Henrique como titular e deixar o experiente Kléber no banco, sua escolha foi boa, Fernando fez boas defesas e graças à isto seu time conseguiu um empate de zero à zero, após esse empate Valdir Espinosa pediu demissão, daí veio Ricardo Gomes. Ricardo Gomes, que esteve com Fernando Henrique no gol da seleção sub-20, o escalou como titular em quase todos os jogos que esteve como treinador do Fluminense, mas um outro goleiro fora contratado, o bom arqueiro Danrlei. Fernando Henrique ficou até o final na Taça Rio sem perder a titularidade, teve um destino semelhante ao de Kléber, neste segundo turno, sofreu uma goleada na primeira fase jogando contra o Vasco da Gama (4 a 0), e na final de novo contra o Vasco perderam, mas desta vez por um gol de diferença (2 a 1), assim como Kléber foi barrado por este destino, Fernando Henrique também foi, Ricardo Gomes mal podia esperar para ter Danrlei no gol. No estadual de 2004, o Flu não venceu nenhum dos times grandes, mas não perdeu para nenhum dos outros times do Rio, ficou em terceiro lugar, ao ser vice diante do Flamengo na final do primeiro turno, e ficar em segundo lugar no returno ao perder para o Vasco, Flamengo foi o campeão de 2004. Danrlei, desde que chegou no clube, não atuou em nenhuma das partidas do estadual, atuou na Copa do Brasil contra seu ex-clube, e nas duas primeiras partidas do campeonato brasileiro, na terceira que era contra o São Paulo, Fernando Henrique voltou a ser titular, Danrlei aceitou um contrato do Atlético-MG, os torcedores não gostaram da notícia, por este mesmo motivo Ricardo Gomes reelegeu Fernando Henrique como seu guarda-redes número 1. Após sucessivas boas partidas, Carlos Alberto Parreira, que era técnico da Seleção Brasileira na época, estava gostando de sua participação e o convocou para vestir a camisa 12 da seleção, e atuou bem ao entrar no segundo tempo para jogar contra o Haiti. Em 2004 sua equipe ficou em nono lugar (última posição de acesso para a Sul-Americana 2005) no brasileirão, Fernando Henrique por muito pouco não foi o melhor goleiro do torneio, ficou atrás apenas de Rogério Ceni, foi marcante sua conquista de segundo melhor goleiro do Brasileirão 2004.

Em 2005, sob o comando de Abel, retornou ao banco, Kléber teve a felicidade de se redimir com a camisa 1. Mesmo como segundo porteiro viu seu time ter boas conquista, como o título do estadual de 2005, segundo lugar na Copa do Brasil, sexto lugar na Sul-Americana e quinto lugar no Brasileirão. Em 2006 Kléber foi para o Coritiba, o Flu contratou o goleiro Diego, ex-Juventude e Atlético Paranaense, esse mesmo arqueiro foi finalista da Libertadores de 2005 e melhor goleiro do brasileiro de 2002. Com Ivo Wortmann no comando, Diego começou como titular, jogador que foi a melhor contratação do clube em 2006 e era chamado de melhor goleiro do Brasil pelos torcedores, apesar de ter começado muito bem, viu seu time fracassar na Taça Guanabara, por estar contundido não atuou na Taça Rio, Fernando Henrique como titular logo no primeiro jogo do returno, que foi contra o Friburguense, levou um goleada por 4 a 1, nesta época mesmo tendo Dejan Petković, Evando, o zagueiro esquerdo Roger e o lateral Marcelo, a fase do tricolor não estava nada boa, ter sido semifinalista da Copa do Brasil 2006 foi a única conquista de destaque do time. Oswaldo de Oliveira fora contratado para ser o cérebro do tricolor em 2006, não teve muito sucesso, mesmo trazendo a confiança de vencer a Copa do Brasil, tudo foi por água abaixo ao não vencerem o Vasco em nenhuma das duas partidas da penúltima fase. Diego voltou a ser titular com a chegada de Antônio Lopes, com quem esteve junto no Atlético-PR que disputou a Libertadores de 2006. Num jogo de volta contra o Gimnasia y Esgrima, válido pela Sul-Americana, Diego estava machucado, Fernando Henrique atuou, o time argentino venceu por 2 a 0, o primeiro jogo foi no Maracanã, partida que terminou num empate em 1 a 1. Desta partida em diante, Fernando Henrique ficou na maior parte dos jogos como titular. Com a demissão de Antônio Lopes, chega Paulo César Gusmão. PC Gusmão escolheu Fernando Henrique para ser o goleiro com a missão de salvar o time do rebaixamento, mas após sua falha contra o São Caetano, PC barrou Fernando Henrique e escalou Ricardo Berna para ser titular. Sendo titular nas últimas partidas do brasileirão de 2006, e estando num time com o risco de cair para a Série B, Ricardo Berna, mesmo sofrendo um gol do Santa Cruz no penúltimo jogo, não decepcionou sua equipe, e o Fluminense virou a partida para 2 a 1, o que foi o suficiente para manter o tricolor na primeira divisão.

Fernando Henrique com a equipe do Fluminense em 2007.

Em 2007 após a demissão de PC Gusmão, chegou ao clube o técnico Joel Santana, que colocou Fernando Henrique de volta ao gol, mas Joel ficou no time por pouco tempo, seu sucessor foi Renato Gaúcho. Na Copa do Brasil de 2007, o goleiro foi um dos destaques na campanha vitoriosa do time carioca no nacional de mata-mata. Seguiu como titular no Brasileiro de 2007 e, no ano seguinte, quando disputava a Copa Libertadores da América de 2008, voltou a se destacar nos jogos difíceis.

Em 2008, os torcedores queriam muito a contratação de um goleiro de currículo superior, mas Fernando Henrique na Libertadores provou que o Fluminense não estava precisando de arqueiro. Foi o melhor goleiro da Libertadores daquele ano, suas marcantes atuações foram contra São Paulo e Boca Juniors. Contra a LDU Quito, apesar de ter sofrido 4 gols em Quito, não teve uma má atuação. No Maracanã lutou até o fim para salvar seu time, a vitória de sua equipe por 3 a 1 foi o suficiente para levar o jogo para a prorrogação, e continuaram empatados, contou até mesmo com a sorte no tempo extra, e assim tudo foi definido nas penalidades. Defendeu a cobrança do zagueiro equatoriano Jairo Campos. Se todos os 5 batedores tricolores escolhidos tivessem convertido, essa seria a defesa do título.

Em 2009 num jogo válido pela Taça Guanabara, foi protagonista de um lance inusitado: após cometer um pênalti aos 37 minutos do segundo tempo, o arqueiro tinha tudo para ser o vilão da partida, mas foi para área, sofreu uma penalidade aos 47 minutos, convertida por Darío Conca, e ajudou o time tricolor a vencer o Americano por 2 a 1, no Estádio Godofredo Cruz, em Campos dos Goytacazes. O resultado manteve o clube das Laranjeiras vivo na Taça Guanabara. Ricardo Berna o substituiu em 2009 e conseguiu assumir a camisa 1. No comando de Cuca, nem Fernando Henrique e nem Ricardo Berna foram a preferência do treinador, mas sim Rafael. Neste ano o Flu teve uma importante conquista: a permanência na Série A do Brasileirão, depois de sucessivas derrotas e muitos empates, o Flu se redimiu com vitórias que precisavam ocorrer para engrenar e não cair.

Fernando Henrique completou 250 jogos pelo time principal do Fluminense em 15 de julho de 2010, em jogo contra o Grêmio Barueri, válido pelo Brasileirão daquele ano.

No início de 2011, rescindiu contrato com o Fluminense[2] .

Ceará[editar | editar código-fonte]

Acertou a sua transferência para o Ceará em janeiro de 2011.[3]

No Ceará, Fernando Henrique foi Campeão Cearense de 2011, quando foi eleito o melhor goleiro da competição.

No jogo contra o Figueirense, se machucou e ficou quase 3 meses sem jogar. Após se recuperar, Fernando Henrique pode jogar contra o Internacional, no 2º turno. Ele reestreou no jogo contra o Atlético Goianiense, quando o Ceará empatou por 1 a 1, fazendo ótimas defesas, apesar do resultado.

No dia 23 de junho de 2012, Fernando Henrique vinha sendo muito questionado pela torcida alvinegra, com más atuações e posição ruim do Ceará na tabela. Em um jogo contra o Atlético-PR, pegou um pênalti e evitou o empate. Ao pegar a penalidade, ele dedicou a defesa ao seu amigo Geraldo, que havia perdido a mãe recentemente.

No dia 15 de setembro de 2012, diante o Joinville, Fernando Henrique completou 100 jogos pelo Ceará, onde o Ceará vencera por 4 a 3. Fernando Henrique marcou um gol-contra nesse jogo.[4]

No dia 3 de novembro de 2012, Fernando Henrique foi liberado para "férias", pois não estava sendo utilizado e relacionado para reserva ou terceiro goleiro. Depois, se reapresentou para o elenco 2013, já existindo um pré-contrato assinado com o Ceará.[5]

Na reapresentação do elenco, Fernando Henrique marcou presença, acabando de vez as especulações da saída do Vovô e, no dia 10 de janeiro de 2013, jogou um amistoso onde o Ceará venceu, por 5 a 1, o Sindicato dos Atletas Cearenses.[6]

Fernando Henrique foi tricampeão do Campeonato Cearense em 2013 como capitão, e escolhido pelo Troféu Verdes Mares como o melhor goleiro da competição.

Em dezembro de 2013, Fernando Henrique não renovou seu contrato com o Ceará explicando que já era hora de 'procurar novos ares' e que o seu ciclo no Ceará deveria ser fechado, foi o que aconteceu, e ainda mais, muito questionado por uma parte de torcedores alegando que ele falhou em vários lances nas últimas rodadas, e outras partes, defendendo o eterno FH.[7]

América-RN[editar | editar código-fonte]

No dia 21 de fevereiro de 2014, o América de Natal, anuncia Fernando Henrique, ex-Fluminense e Ceará, como o novo reforço do América de Natal para a disputa do Campeonato Potiguar de 2014. à princípio o goleiro chega a Natal neste sábado, e realiza exames médicos antes de assinar o contrato que terá duração até novembro deste ano.[8]

Foi apresentado para a torcida no dia 24 de fevereiro de 2014, antes do duelo contra o ABC.[9]

Cquote1.svg Estava só treinando e esperando o contato. Infelizmente, o Andrey se machucou, e o presidente me ligou perguntando se eu tinha o interesse de vir. De pronto eu agradeci e hoje (domingo) estou aqui com a camisa do América-RN. Eu falei ao presidente que vim para jogar e ajudar o América-RN a voltar para o lugar de onde não deveria ter saído. Vim para ser campeão. Cquote2.svg
Comentou o jogador ao ser apresentado na Arena das Dunas.

Estreou dia 12 de abril de 2014, pelo Campeonato Potiguar de 2014, contra o Potiguar de Mossoró, onde a partida terminou de 1 a 1.[10]

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Após ser conhecido pela torcida do Ceará como baladeiro, pelo motivo de sair muito para baladas, no dia 10 de fevereiro de 2013, Fernando Henrique foi visto no Ginásio Paulo Sarasate com sua namorada Maria Cecília, no Renascer 2013, evento organizado pela Comunidade Católica Shalom, planejando, junto com sua namorada, a ida para a Jornada Mundial da Juventude de 2013 no Rio de Janeiro, que ocorre no período de 23 a 28 de julho de 2013.[11]

Em março de 2013, Fernando Henrique se envolveu em uma situação constrangedora, motivada por uma amizade com uma vizinha do condomínio onde residia, em que o marido desta encontra mensagens enviadas pelo futebolista em redes sociais para ela. O goleiro foi recebido a socos pelo vizinho ao chegar de uma partida no Estádio Presidente Vargas, válida pelo Campeonato Cearense, na qual sofreu derrota para o Guarany de Sobral.[12]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Até 14 de agosto de 2014.

Clube Temporada Campeonato
nacional
Copa
nacional[a]
Competições
continentais[b]
Outros
torneios[c]
Copa do
Nordeste[d]
Jogos
amistosos[e]
Total
Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols Jogos Gols
Brasil Ceará 2011 23 -39 9 -7 0 0 20 -12 - - 1 0 53 -58
2012 23 -32 3 -3 - - 24 -17 - - - - 50 -52
2013 35 -44 3 -3 - - 18 -17 10 -11 3 -1 69 -76
Total 81 -115 15 -13 0 0 62 -46 10 -11 4 -1 172 -186
Brasil América de Natal 2014 14 -21 5 -7 - - 3 -2 - - - - 22 -30
Total 14 -21 5 -7 - - 3 -2 - - - - 22 -30
Total na carreira 95 -136 20 -20 0 0 65 -48 10 -11 4 -1 191 -212

Seleção[editar | editar código-fonte]

Jogos pela seleção[editar | editar código-fonte]

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Títulos[editar | editar código-fonte]

Fluminense


Ceará


América-RN


Seleção Brasileira Sub-20


Prêmios Individuais[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bandeira de BrasilSoccer icon Este artigo sobre um futebolista brasileiro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.