Fernando Morais

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Fernando Morais
Fernando Morais no evento "Letras em Lisboa II".
Nascimento 1946 (67–68 anos)
Mariana, Minas Gerais
Nacionalidade  Brasil
Ocupação Jornalista, político e escritor

Fernando Gomes de Morais (Mariana, 1946) é um jornalista, político e escritor brasileiro. Sua obra literária é constituída por biografias e reportagens.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Começou no jornalismo aos quinze anos. Em 1961, trabalhava como office boy na pequena revista de um banco em Belo Horizonte, quando teve que cobrir a ausência do único jornalista da publicação numa entrevista coletiva.

Mudou-se para São Paulo aos dezoito anos e trabalhou nas redações de Veja[1] , Jornal da Tarde, Folha de São Paulo, TV Cultura e portal IG. Recebeu três vezes o Prêmio Esso e quatro vezes o Prêmio Abril.

Na área política, foi deputado estadual[1] durante oito anos e Secretário de Cultura[1] (1988-1991) e de Educação[1] (1991-1993) do Estado de São Paulo, nos governos Orestes Quércia e Luiz Antônio Fleury Filho.

Seu primeiro sucesso editorial foi A Ilha (Livro), relato de uma viagem a Cuba. A partir daí, abandonou a rotina das redações para se dedicar à literatura. Pesquisador dedicado e exímio no tratamento de textos, publicou biografias e reportagens que venderam mais de dois milhões de exemplares no Brasil e em outros países, tornando-se um dos escritores brasileiros mais lidos de todos os tempos.[carece de fontes?]

Em 2003, tentou uma vaga na Academia Brasileira de Letras, mas foi derrotado por Marco Maciel, ex-senador e ex-vice-presidente da República.

Em 2005, um juiz de Goiânia determinou, a pedido do deputado Ronaldo Caiado, a busca e apreensão de edições de seu livro Na toca dos leões.[2] Neste livro, em que conta a trajetória da empresa de publicidade W/Brasil, Morais refere-se de passagem a uma declaração de Caiado, quando candidato a presidente da República, de que, se eleito, mandaria esterilizar todas as mulheres nordestinas. Sob a alegação de serem falsas tais afirmações, Caiado obteve a apreensão judicial da obra, sob pena de o escritor ter que pagar cinco mil reais de multa a cada vez que falasse do assunto. A decisão, favorável ao deputado, foi anulada pelo Tribunal de Justiça de Goiás.[carece de fontes?] Mas a reviravolta não tardou, neste mesmo ano de 2005, a suposta fonte que acusara o deputado, o publicitário Gabriel Zellmeister, declarou à Justiça que nunca ouviu Ronaldo Caiado defender a idéia. (Revista Época, 7 de novembro de 2005) No ano de 2012 a justiça manteve uma decisão já proferida em 2010 contra o escritor. Fernando Morais foi condenado a indenizar Ronaldo Caiado, juntamente com a editora e o publicitário Gabriel Zellmeister, em R$ 1.200.000,00 por danos morais.[3]

Desde 2006, Morais trabalha em dois projetos polêmicos: a biografia do político baiano Antônio Carlos Magalhães e um livro em que o ex-ministro José Dirceu narra sua passagem pelo Governo Lula.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Adaptações para o cinema[editar | editar código-fonte]

Logo após o lançamento da edição americana de Olga, os direitos de filmagem da biografia foram adquiridos por um estúdio de Hollywood. Produtores americanos chegaram a anunciar que Al Pacino faria o papel de Prestes.[carece de fontes?] Mas Olga acabou indo às telas numa produção da Globo Filmes de 2004, dirigida por Jayme Monjardim, com Camila Morgado no papel de Olga e Caco Ciocler, no de Prestes.

Outro livro de Morais, Chatô, acabou por protagonizar um dos capítulos mais controversos da história do cinema brasileiro. Os direitos para o cinema foram adquiridos por Guilherme Fontes, ator sem maior experiência na produção de longas-metragens. As filmagens se iniciaram em 1995 mas foram logo interrompidas por falta de recursos financeiros. Novas captações, autorizadas pelo Ministério da Cultura, foram feitas mas, após Fontes haver consumido R$ 8,6 milhões as filmagens foram definitivamente canceladas, com a recusa do Tribunal de Contas da União em aceitar a prestação de contas do produtor.[carece de fontes?]

Corações Sujos foi vendido para o cineasta Cacá Diegues, mas o projeto de finalizar o filme em 2005 não se concretizou.

Em 2011, foi lançado o filme Corações Sujos,[4] do diretor Vicente Amorim, que conta com o ator Tsuyoshi Ihara (de Cartas de Iwo Jima) no elenco.

Referências

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