Fernando Niño de Guevara

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Fernando Niño de Guevara
Cardeal da Santa Igreja Romana
Arcebispo de Sevilha
El Greco, Retrato de cardenal, Nova Iorque, Metropolitan Museum of Art

Título

Cardeal-presbítero de São Martinho nos Montes
Ordenação e Nomeação
Ordenação Episcopal 10 de outubro de 1599
Cardinalato
Criação 5 de junho de 1596, pelo Papa Clemente VIII
Dados Pessoais
Nascimento Espanha Toledo
1541
Falecimento Espanha Sevilha
8 de janeiro de 1609 (68 anos)
Cardeais
Categoria:Hierarquia católica
Projeto Catolicismo

Fernando Niño de Guevara (Toledo, 1541 - Sevilha, 8 de janeiro de 1609) foi um cardeal espanhol, inquisidor geral da Espanha e arcebispo de Sevilha.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho do marquês de Tajares Dom Rodrigo Niño, estudou direito em Alcalá de Henares, de onde foi a Cuenca como Arcediano de Moya na catedral, onde tirou o doutorado in utroque iure em direito canônico e civil. Em 1570 foi oidor em Valladolid e em 1580, passou ao Conselho de Castela e depois, recebeu a presidência da chancelaria de Granada, a convite do rei Filipe II de Espanha.

Cardinalato[editar | editar código-fonte]

Foi criado cardeal no consistório de 5 de junho de 1596 pelo Papa Clemente VIII, recebendo o barrete cardinalício e o título de Cardeal-presbítero de São Brás do Anel em 21 de abril de 1597. Em 8 de janeiro de 1599, mudou de título, para São Martinho nos Montes. Permaneceu morando em Roma até 1599.

Em 3 de dezembro de 1599, é nomeado Inquisidor geral da Espanha e celebrou um auto geral em Toledo e foi testemunha da assinatura do tratado de paz com a França. Foi consagrado arcebispo-titular de Philippi em 10 de outubro de 1599, pelo Papa Clemente VIII e tendo como co-consagrantes os cardeais Camillo Borghese e Alfonso Visconti.

Não há praticamente acontecimentos marcantes, com exceção de um litígio com o jesuítas sobre se Clemente VIII era verdadeiro vigário de Jesus Cristo, em que o Papa proíbe estas discussões, além de instruir o rei Filipe III que destituiu a Niño de Guevara.

Durante seu mandado foram queimados 240 hereges, além de 96 em estátua. Outros 1628 indivíduos foram encontrados culpados e submetidos a penas menores.

Episcopado[editar | editar código-fonte]

Foi feito arcebispo metropolita de Sevilha em 30 de abril de 1601. Durante seu mandato, encarregou um informe sobre as confrarias penitentes, que segundo seu entender, careciam da espiritualidade necessária e praticavam comportamentos irreverentes, incompatíveis com seu caráter religioso.

Segue os passos de Rodrigo de Castro Osorio e organiza outro sínodo em 1604 no que legisla as irmandades e estabelece uma organização clerical de caráter pastoral.

Provavelmente devido ao espírito severo dessa legislação, essa reforma não teria muita aceitação, mesmo assim assentou as bases para a reflexão sobre o espírito em que se celebrava a Semana Santa.

Procedeu à autenticação das relíquias de Santa Justa e Santa Rufina em 1602.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Ippolito de Rossi
Cardeal
Cardeal-presbítero de São Brás do Anel

15971599
Sucedido por
Bonviso Bonvisi
Precedido por
Francesco Cornaro
Cardeal
Cardeal-presbítero de
São Martinho nos Montes

15991609
Sucedido por
Domenico Rivarola
Precedido por
Pedro de Portocarrero
Escudo inquisicion.gif
Inquisidor-geral

15991600
Sucedido por
Juan de Zúñiga
Precedido por
Rodrigo de Castro Osorio
Brasão arquiepiscopal
Arcebispo de Sevilha

16011609
Sucedido por
Pedro Castro y Quiñones