Fernando Nobre

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Fernando Nobre
Nome completo Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre
Nascimento 16 de dezembro de 1951 (62 anos)
Luanda, Angola colonial
Nacionalidade  Portugal
Progenitores Mãe: Maria Alice de La Vieter
Pai: José Alves Ribeiro Nobre (1925-1986)
Cônjuge Danièle Focquet (10 de Outubro de 1951),
em segundas núpcias Maria Luísa Ferreira da Silva Nemésio (Coimbra, Santa Cruz, 21 de Fevereiro de 1959)
Filho(s) Alexandre Focquet de La Vieter Nobre (2 de Junho de 1980)
Isabel Focquet de La Vieter Nobre (11 de Maio de 1982)
Leonor Nemésio de La Vieter Nobre (Lisboa, São Sebastião da Pedreira, 9 de Janeiro de 1993)
Gabriela Nemésio de La Vieter Nobre (Lisboa, São Sebastião da Pedreira, 7 de Novembro de 1996)
Ocupação Médico, professor universitário e presidente da AMI - Assistência Médica Internacional
Prémios Medalha de Ouro de Direitos Humanos, da Assembleia da República,
Grande-Oficial da Ordem do Mérito,
Legião de Honra de França,
Real Ordem da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa,
Grã-Cruz da Ordem Diocesana,
de São Tomé,
Ordem Nacional do Leão, do Senegal.
1º prémio da Associação Europeia de Urologia, Copenhague, 1984.
Principais interesses Medicina e voluntariado

Fernando José de La Vieter Ribeiro Nobre GOM (Luanda, 16 de dezembro de 1951) é um médico, activista, professor universitário e político português.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Viveu em Angola até 1964, e no Congo Belga, até 1967. Nesse ano mudou-se para a Bélgica, onde se licenciou e doutorou em Medicina como especialista em Cirurgia Geral e em Urologia, na Universidade Livre de Bruxelas. Iniciou a sua vida profissional no Serviço de Cirurgia Geral e Urologia do Hospital Universitário de Bruxelas, tendo lecionado, como assistente, as disciplinas de Anatomia e Embriologia.

Também na Bélgica, iniciou a sua colaboração com os Médicos Sem Fronteiras, de que foi membro e administrador. Regressado a Portugal, fundou a Assistência Médica Internacional, organização não-governamental, de que é presidente.[1] Através da AMI participou como cirurgião em mais de duzentas e cinquenta missões de estudo, coordenação e assistência humanitária em cerca de setenta países. É professor catedrático convidado da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e noutras universidades privadas. Integra o Conselho Geral da Universidade de Lisboa, é presidente da Assembleia-Geral do Instituto da Democracia Portuguesa[2] , vogal do Conselho Fiscal do Centro de Apoio a Vítimas de Tortura, membro da Sociedade de Geografia de Lisboa e da Comissão de Honra de Homenagem a João XXI.

Foi distinguido com a Medalha de Ouro de Direitos Humanos, da Assembleia da República, é Grande-Oficial da Ordem do Mérito (10 de Junho de 1991),[3] a Legião de Honra de França, a Real Ordem da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, a Grã-Cruz da Ordem Diocesana, de São Tomé, e a Ordem Nacional do Leão, do Senegal. É Cidadão de Honra de Cascais, Cidadão de Mérito de Portimão desde 1993 e Cidadão Honorário de Vila Nova de Gaia.

Fernando Nobre chegou ao 25.º lugar da lista de Os Grandes Portugueses, programa da RTP1.[4]

É Presidente Honorário do MIL: Movimento Internacional Lusófono.

Actividade política[editar | editar código-fonte]

Em 2002 apoiou a candidatura de Durão Barroso às eleições legislativas portuguesas de 2002, por confiança pessoal no candidato[5] e crença na necessidade de mudança de ciclo em relação ao período Guterrista, falando mesmo na Convenção do PSD desse ano.[6] Disse depois depois arrepender-se desse apoio por ter sido decepcionado pela sua prestação como Primeiro-Ministro e saída do cargo para presidir à Comissão Europeia.[5]

Em 2006 foi membro da Comissão Política da candidatura de Mário Soares às eleições presidenciais portuguesas de 2006.[6]

Em 2009 foi mandatário nacional do Bloco de Esquerda, nas eleições parlamentares europeias de 2009[7] [8] , e membro da Comissão de Honra da candidatura de António Capucho, pelo PSD, à Câmara Municipal Cascais, em 2009.[5] Em 2010 apresentou-se como candidato para as Eleições presidenciais portuguesas de 2011. Sem apoios partidários, alcançaria um resultado de cerca de 14%.[9]

Em 2011, a convite do líder do PSD, Pedro Passos Coelho[10] , aceita ser cabeça da lista por Lisboa para as eleições legislativas portuguesas de 2011, e marcadas para dia 5 de Junho de 2011.[11] A página de Facebook de Fernando Nobre[12] foi inundada de comentários a criticar esta decisão, alegando inconsistências com uma declaração anterior, na qual afirmava: "excluí a minha participação política, nem como independente, no âmbito dos partidos existentes, nem em actuais ou futuros governos partidários".[13]

Em 13 de Abril de 2011 Nobre declarou que se não tivesse a maioria absoluta dos votos dos deputados para ser eleito presidente da Assembleia da República então iria renunciar ao mandato de deputado e ao lugar na bancada do PSD.[14] O ex-director da campanha para as eleições presidenciais, Artur Pereira, afirmou que Fernando Nobre tinha sido convidado também pelo PS para integrar a lista de candidatos do partido às eleições legislativas. Essa proposta entretanto foi recusada a favor de uma proposta concorrente do PSD, por lhe terem garantido a proposta para presidente da Assembleia da República caso o partido vencesse as eleições.[15]

Em 20 de Junho de 2011, ao ver a sua candidatura ao cargo de Presidente da Assembleia da República ser rejeitada à segunda volta da eleição, Fernando Nobre anunciou a retirada da mesma e disse ser de sua vontade manter o cargo de deputado.[16] No entanto, nunca mais participou no Plenário da Assembleia da República. No dia seguinte à sua retirada da candidatura, Maria da Assunção Esteves foi eleita para Presidente da Assembleia da República com 186 votos a favor, 41 votos em branco e 1 voto nulo.[17]

Em 1 de julho de 2011, por carta enviada à Assembleia da República, renunciou ao cargo de deputado.[18]

Em 6 de janeiro de 2012, em entrevista à SIC, Fernando Nobre assumiu pertencer à grande Loja do Oriente Lusitano, defendendo que os membros das lojas maçónicas se devem assumir como tal.[19]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Humanidade - Despertar para a Cidadania Global Solidária, Círculo de Leitores / Temas & Debates, 2009
  • Imagens Contra a Indiferença, Círculo de Leitores / Temas & Debates, 2008
  • Histórias que contei aos meus filhos, Oficina do Livro, 2008
  • Gritos Contra a Indiferença, Temas & Debates, 2007
  • Viagens Contra a Indiferença, Temas & Debates, 2004

Referências

  1. a b Fernando Nobre Infopédia. Visitado em 11 de Abril de 2011.
  2. Instituto da Democracia Portuguesa. Orgãos do Instituto da Democracia Portuguesa Democraciaportuguesa.org. Visitado em 11 de Abril de 2011.
  3. [1] Presidência da República Portuguesa.
  4. Radio Televisão Portuguesa. Os grandes portugueses Rádio e Televisão de Portugal. Visitado em 11 de Abril de 2011.
  5. a b c Fernando Nobre: Parágrafos de Pensamento Político Quintus, Movimento Internacional Lusófono Movv.org (9 de abril de 2010).
  6. a b Perfil de Fernando Nobre Contra a Indiferença Fernandonobre.blogs.sapo.pt.
  7. Discurso de apoio de Fernando Nobre ao Bloco de Esquerda O Insurgente Oinsurgente.org (10 de abril de 2011).
  8. Fernando Nobre satisfeito com resultado do Bloco de Esquerda Jornal i.
  9. (23 de janeiro de 2011) "Fernando Nobre festeja vitória 'tremenda'". Semanário Sol. Visitado em 20 de junho de 2011.
  10. COELHO, Pedro Passos (10 de Abril de 2011). Convite de Passos Coelho Nota do Facebook. Visitado em 11 de Abril de 2011.
  11. NOBRE, Fernando (10 de Abril de 2011). Declaração de Fernando Nobre Nota no Facebook. Visitado em 11 de Abril de 2011.
  12. NOBRE, Fernando. Página de Fernando Nobre no Facebook Facebook.com. Visitado em 11 de Abril de 2011.
  13. NOBRE, Fernando. Notas de Fernando Nobre no Facebook Facebook. Visitado em 11 de Abril de 2011.
  14. (13 de abril de 2011) "Fernando Nobre ameaça renunciar ao lugar de deputado". Jornal i. Visitado em 20 de junho de 2011.
  15. Luciano Alvarez. (16 de abril de 2011). "Nobre assume que só lhe interessa lugar de presidente da AR, PSD dividido". Jornal Público. Visitado em 21 de junho de 2011.
  16. (20 de junho de 2011) "Nobre desiste da candidatura a presidente do Parlamento". Diário Económico. Visitado em 20 de junho de 2011.
  17. (21 de junho de 2011) "Assunção Esteves é a primeira mulher a presidir a AR". Diário Económico. Visitado em 21 de junho de 2011.
  18. (4 de julho de 2011) "Fernando Nobre renunciou ao mandato de deputado". Jornal de Notícias. Visitado em 4 de julho de 2011.
  19. (6 de janeiro de 2012) "Fernando Nobre assume ser maçom". Diário de Notícias (Portugal). Visitado em 7 de janeiro de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]