Ferreira Neto

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Joaquim Antônio Ferreira Netto (São Paulo, 2 de janeiro de 1938 — São Paulo, 4 de agosto de 2002) foi um jornalista brasileiro.

Trabalhou na Folha da Tarde como colunista, e por inúmeras emissoras de televisão nas décadas de 1970, 1980 e 1990, onde apresentava um programa de debates, semanal ou diário, conforme o caso, que levava o seu nome, cujo tema de abertura era a música instrumental Bayou, da banda The Love Unlimited Orchestra.

O Programa Ferreira Netto foi o primeiro da televisão brasileira a fazer um debate televisivo entre os dois principais candidatos ao governo paulista[1] , na eleição de 1982, entre Franco Montoro (PMDB) e Reynaldo de Barros (PDS), depois da abertura política de 1979, no SBT, onde manteve um programa de entrevistas políticas nos finais de noite. Inclusive, no final do debate que deixou o SBT na liderança, o dono do canal, Silvio Santos, antes término, entrou no estúdio e cumprimentou publicamente Ferreira Neto, chegando a confessar que estava com receio de autorizar a realização do referido debate. Ferreira Netto costumava começar a atração conversando por um telefone vermelho com um suposto amigo, chamado de Léo. Usando desse estratagema, criticava e comentava as atualidades da política e da economia.

Ferreira Netto também era um crítico ferrenho do PT e do então presidente José Sarney.

Em 1º de outubro de 1970, invadiu o estúdio da TV Excelsior[2] e anuncia aos telespectadores que o governo havia decretado o fim da Excelsior. Naquele momento, na central técnica da Excelsior, estavam alguns técnicos do DENTEL, que tiraram a emissora do ar naquele momento.

Em 1990, candidatou-se ao Senado pelo PRN do então presidente Fernando Collor, tendo perdido para Eduardo Suplicy (PT). No entanto, ficou à frente de nomes de vulto da política nacional, como o ex-governador Franco Montoro (PSDB) e do empresário Guilherme Afif Domingos (PL).

Mantinha uma coluna com notícias de bastidores da televisão que era veiculada em vários jornais do Brasil, como O Dia, Folha da Tarde de Porto Alegre ou Jornal da Tarde de São Paulo.

Ferreira Netto faleceu em São Paulo, aos 64 anos, às 21h25m do dia 4 de agosto de 2002, por falência múltipla dos órgãos[3] , após três semanas de internação. Seu corpo foi velado no dia seguinte no Palácio 9 de Julho, sede da Assembleia Legislativa de São Paulo e cremado no dia 6 no Cemitério da Vila Alpina[4] .

Referências

  1. Ferreira Netto Memorial da Fama. Visitado em 17 de setembro de 2014.
  2. ANKERKRONE, Elmo Francfort (10 de agosto de 2001). Nos tempos do Canal 9 Sampa Online. Visitado em 17 de setembro de 2014.
  3. Morre o jornalista e apresentador de TV Ferreira Netto Folha Online (5 de agosto de 2002). Visitado em 17 de setembro de 2014.
  4. ALVES JÚNIOR, Dirceu (Agosto de 2002). Aconteceu IstoÉ Gente (ed. 158). Visitado em 17 de setembro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Ferreira Netto
Ícone de esboço Este artigo sobre um(a) jornalista é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.