Ferreira Neto
Joaquim Antônio Ferreira Netto (São Paulo, 1938 — São Paulo, 4 de agosto de 2002) foi um jornalista brasileiro.
Trabalhou na Folha da Tarde como colunista, e por inúmeras emissoras de televisão nas décadas de 1970, 1980 e 1990, onde apresentava um programa de debates, semanal ou diário, conforme o caso, que levava o seu nome.
O Programa Ferreira Netto foi o primeiro da televisão brasileira a fazer um debate televisivo entre os dois principais candidatos ao governo paulista na eleição de 1982, entre Franco Montoro (PMDB) e Reynaldo de Barros (PDS), depois da abertura política de 1979, na TV Bandeirantes, onde manteve um programa de entrevistas políticas nos finais de noite. Ferreira Neto costumava começar a atração conversando por um telefone vermelho com um suposto amigo, chamado de Léo. Usando desse estratagema, criticava e comentava as atualidades da política e da economia.
Ferreira Netto também era um crítico ferrenho do PT e do então presidente José Sarney.
Em Outubro de 1970 Ferreira Neto invadiu o estudio da TV Excelsior (Canal 2 RJ) (Canal 9 SP) e anúnciou o Fim da TV durante um programa humorístico chamado Adélia e suas Trapalhadas.
Em 1990 candidatou-se ao Senado pelo PRN do então presidente Fernando Collor, tendo perdido para Eduardo Suplicy (PT). No entanto, ficou à frente de nomes de vulto da política nacional, como o ex-governador Franco Montoro (PSDB) e do empresário Guilherme Afif Domingos (PL).
Mantinha uma coluna com notícias de bastidores da televisão que era veiculada em vários jornais do Brasil, como O Dia, Folha da Tarde de Porto Alegre ou Jornal da Tarde de São Paulo.
Ferreira Netto faleceu em São Paulo, aos 64 anos, às 21h25 do dia 04 de agosto de 2002, por falência múltipla dos órgãos. Ele, que apresentou com garra e força o seu programa e esteve no ar de 1965 a 2000, sempre com boa audiência, deixou saudade em todos os seus amigos.