Feuillants (França)

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Os Feuillants, Folietani, são os membros de uma ordem monástica beneditina da regra de Cister, oriunda da Ordem Cisterciense.

A ordem tomou o nome da abadia cisterciense de Notre-Dame de Feuillant, na antiga diocese de Rieux, próxima a Toulouse (Haute-Garonne). Fundada por volta de 1145, tornada comendatória em 1493 e entregue ao governo de seculares alheios à vida monástica, esta abadia passa em 1562 para as mãos de Jean de la Barrière (1544-1600). Convertido, este decide aí viver como monge (1573) e, tornando-se efetivamente abade (1577), empreende a restauração de seu antigo objetivo. Outras casas adotam sua reforma : eles tinham que ter a cabeça e os pés nus, dormir sobre pranchas, comer de joelhos e impor-se privações sobre-humanas. Com o tempo, a austeridade foi atenuada.

Porém, a oposição a ela é tão grande dentro da Ordem Cisterciense, que é-lhe necessária uma autonomia total. A palavra "Feuillant" dá então nome aos religiosos da ordem criada a partir dessa abadia.

A pedido do Rei Henrique III de França, uma comunidade estabelece-se em Paris, na Rua Saint-Honoré, que se destacará pela parte ativa que estes religiosos adotarão nas guerras civís ao tempo da Liga : Bernard de Montgaillard, dito o Pequeno Feuillant, se fará notar principalmente pela veemência de seus sermões. Terminada a luta, Henrique IV os trata com benevolência.

Em 1630, o papa Urbano VIII separa os "´´Feuillants da Itália", sob o nome de Reformados de São Bernardo, dos "Feuillants da França".

O monastério dos "Feuillants de Paris" conhece então uma fase de grande desenvolvimento. O portal principal foi construído por François Mansart. A igreja, bastante vasta, enche-se de sepulturas ilustres. Esta casa de Paris, fundada em 1587, ocupa o local atual da Rua Castiglione e parte da Rua de Rivoli, que margeia o Palácio das Tulherias.

Os "Feuillants" vestem um hábito branco com capucho também branco.

Em 1789, início da Revolução Francesa, os "Feuillants" contam apenas com cento e sessenta e dois religiosos, distribuídos entre vinte e quatro casas. A ordem foi dissolvida em 1791.

Durante a Revolução Francesa, a Assembléia Constituinte instala seus escritórios no Convento dos Feuillants de Paris e o Clube dos Feuillants, clube político que agrupa moderados e monarquistas constitucionais, também fará dele seu local de reunião.

O monastério abrigará o Rei Luís XVI e os seus de 10 a 12 de Agosto de 1792.

Feuillants célebres[editar | editar código-fonte]

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Nouveau Larousse Illustrée ; Dictionnaire Universel encyclopédique (em francês), publicado sob a direção de Claude Augé, quarto tomo (E-G), edição datada de 1900.
  • Dictionnaire de l'Histoire du Christianisme (em francês), André Duval, editor : Encyclopédia Universalis.
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