Fialho de Almeida

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Fialho de Almeida
Fialho de Almeida por António Carneiro
Nacionalidade Reino de Portugal Portuguesa
Data de nascimento 7 de Maio de 1857
Local de nascimento Vila de Frades
Data de falecimento 4 de Março de 1911 (53 anos)
Local de falecimento Cuba
Ocupação jornalista e escritor
Movimento pós-romantismo

José Valentim Fialho de Almeida, mais conhecido apenas como Fialho de Almeida (Vila de Frades, 7 de Maio de 1857Cuba, 4 de Março de 1911), foi um jornalista e escritor pós-romântico português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Vida pessoal e formação[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Vila de Frades no dia 7 de Maio de 1857, filho de um mestre-escola, e faleceu a 4 de Março de 1911, na localidade de Cuba[1] , aonde foi sepultado.[2]

Realizou os estudos secundários num colégio de Lisboa, entre 1866 e 1871; empregou-se numa farmácia, e formou-se em Medicina, entre 1878 e 1885.[1]

Carreira profissional e artística[editar | editar código-fonte]

No entanto, não seguiu a carreira profissional, tendo-se dedicado ao jornalismo e à literatura; em 1893, voltou à sua terra natal, aonde desposou uma senhora abastada, que faleceu logo no ano seguinte.[1] Tornou-se lavrador em Cuba, mas continuou a publicar artigos para jornais, e a escrever vários contos e crónicas.[1] Entre as suas obras mais notáveis, encontram-se os cadernos periódicos Os Gatos, redigidos entre 1889 e 1894, que seguiram a mesma linha crítica d' As Farpas, de Ramalho Ortigão.[1] A sua carreira literária foi pautada por um estilo muito irregular, baseado no naturalismo; inspirou-se, principalmente, nas sensações reais, mórbidas e grosseiras, com temas repartidos entre os cenários urbanos e campestres.[1] O seu estilo adoptou, nos finais do Século XIX, um espírito mais decadente, em concordância com os ideais em voga nessa época.[1]

Teve colaboração em diversas publicações periódicas, nomeadamente nos jornais humorísticos Pontos nos ii[3] (1885-1891), e A comedia portugueza[4] fundado em 1888, e também nas revistas A Mulher[5] (1879), O pantheon[6] (1880-1881), Jornal do domingo : revista universal[7] (1881-1888), Ribaltas e gambiarras[8] (1881), Branco e Negro[9] (1896-1898), Brasil-Portugal[10] (1899-1914) e Serões[11] (1901-1911).

Homenagens[editar | editar código-fonte]

A Câmara Municipal de Lagos aprovou, em 18 de Fevereiro de 1987, a atribuição do seu nome a uma rua da Freguesia de Santa Maria.[1] Por sua vez, a autarquia de Cuba deu o seu nome a um centro cultural[12] e a um concurso literário, e, em Agosto de 2011, já tinha adquirido a sua antiga habitação naquela localidade, para a futura instalação de uma Casa Museu.[2]

Obras publicadas[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • FERRO, Silvestre Marchão. Vultos na Toponímia de Lagos. Lagos: Câmara Municipal de Lagos, 2002. 358 p. ISBN 972-8773-00-5

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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