Fiat 147

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Fiat 147
Construtor Fiat
Produção 1976 - 1986
Classe Compacto Monovolume
Tipo de Carroçaria Hatchback
Informações técnicas
Motor 1.050
1.300
Caixa de velocidades 4 e 5 Marchas
Distância entre os eixos 2225 mm
Comprimento (mm) 3627 mm (76-80)
3745 mm (80-86)
Largura (mm) 1545 mm
Altura (mm) 1359 mm
Peso bruto (kg) 796 kg (76-80)
810 kg (80-86)
Tanque de Combustivel 53 litros
Consumo 13 km/l a 18km/l
Outros modelos
Modelos relacionados Fiat Oggi
Fiat Panorama
Fiat Spazio
Fiat 147 Fiorino
Fiat 147 Pick-Up
Modelos similares Fiat Mille
Cronologia
Último
Último
Fiat Mille
Próximo
Próximo

O Fiat 147 foi um modelo de automóvel produzido pela Fiat do Brasil entre 1976 e 1986 baseado no 127 italiano.

Índice

[editar] Pioneirismo

O 147 marcou seu pioneirismo em várias formas:

  • Primeiro carro da Fiat produzido no Brasil, marcando o início das operações da fábrica de Betim, Minas Gerais;
  • Primeiro carro brasileiro com motor transversal dianteiro;
  • Primeiro carro no Brasil com coluna articulada;
  • Primeiro carro a álcool fabricado em série em todo o mundo (a partir de 1976);
  • O menor carro a diesel da época, sendo vendido na Europa e Argentina;
  • Primeiro carro brasileiro com todas as "variantes": hatch, sedan, perua, furgão e pick-up, faltando apenas as variantes conversivel e utilitaria esportiva;
  • Primeiro carro brasileiro com o estepe junto ao compartimento do motor, ou seja embaixo do capô dianteiro;
  • Primeiro carro brasileiro de pequeno porte com suspensão independente traseira;
  • Primeiro carro no Brasil a utilizar para-choques de plástico polipropileno em larga escala.(no modelo europa em 1980);
  • Primeiro carro brasileiro com desembaçador traseiro.

[editar] História

Primeiro carro produzido pela Fiat do Brasil que abria sua fábrica em Betim (MG), o 147 trazia novo conceito em tecnologia, aproveitamento de espaço e em tempos de crise do petróleo atendia um mercado que exigia um carro economico, e para provar esse aspecto num de seus comerciais de lançamento, a Fiat exibiu um 147 L atravessando a ponte Rio-Niterói (14 km) com apenas 1 L de gasolina. Foi oferecido primeiramente na versão L e GL de motor 1050 e 55cv, posteriormente ganhou versões mais requintadas com motor 1300 61cv; A GlS e o esportivo "Rallye", houve tambem uma série especial chamada "TOP". Em seus quinze anos de produção o Fiat 147 passou por duas reestilizações, sem grandes mudanças na carroceria. Na primeira reestilização ganhou uma frente mais baixa com faróis e grade inclinados, no estilo que a marca chamou "Europa" em 1980 e, mais tarde, em 1983, a segunda que foi chamada Spazio, incorporando para-choques de plástico envolventes no estilo alusivo a modelos contemporâneos da marca como o Fiat Ritmo e o lançamento do ano seguinte Fiat Uno. O Spazio foi oferecido nas versões CL, CLS e o esportivo TR substituindo o "147 Rallye", tinha cambio opcional de 5 marchas.

Teve uma versão picape lançada em 1978, a princípio chamada de Fiat 147 Pick-up. Em 1982, ganhou plataforma igual a da Panorama e passou a se chamar Fiat Fiorino. Na mesma época, foi lançado a versão furgão, que é produzido até hoje, na plataforma do Uno. A perua Fiat Panorama, foi lançada em 1980 e a versão sedã, Fiat Oggi, em 1983. Essas versões tiveram vida curta (apenas até 1986). A versão Hatchback do 147 saiu de linha no Brasil em 1986 sendo substituida pelo Uno, embora o Spazio continuasse sendo montado para exportação até 1993, e o ferramental de produção foi em parte transferido para a Argentina, onde foi montado até 1996. As versões pick-up e furgão (Fiorino) foram substituídos pela plataforma do Fiat Uno em 1988.

Foi eleito pela Revista Autoesporte o Carro do Ano de 1978.

Na época seu unico concorrente era o VW Fusca que, tinha um desempenho e consumo inferiores. Porém a mecanica sofisticada do 147 na época demandava mais conhecimentos técnicos para sua manutenção, como a troca mais frequente da correia de distribuição (40.000 Km), acarretando sua "má fama" devido a inobservanicia dos proprietários a esses aspectos. Seu cambio foi criticado por apresentar maior dificuldade para encontrar as marchas em suas primeiras versões, problema que foi em parte solucionado pela Fiat a partir dos modelos de 1984. Porta-malas = 352 litros

[editar] Fiat 147 Standart

O fiat 147 standart era o modelo mais simples da linha 147, muito semelhante ao 147L porém desprovido de alguns opcionais como: desmbaçador traseiro, ventilador, quebra sol do lado direito (do lado do passageiro), e bancos sem encostos reclínaveis. O público alvo do 147 standart eram as frotas comerciais, seu desempenho era bom por ser um carro de apenas 1.050 cm³, pois o 0 a 100 km/h era feito em 21s e a maxima era de 135 km/h, a mesma de um fusca com motor de 1600 cm³ (mais precisamente 1584 cm³) e carburação dupla. O consumo era de 13,04 km/l ótimo para a época.

[editar] Fiat 147 L

O modelo L, poderia vir equipado com alguns opcionais que não dispunham no modelo Standart, como: bancos reclináveis, desembaçador traseiro (primeiro veículo brasileiro com este equipamento), acendedor de cigarros, ventilador, dentre outros.

[editar] Fiat 147 GL

O modelo GL era um modelo mais luxuoso do que as versões standart e L por possuir um acabamento melhorado e alguns opcionais a mais, o acabamento interno podia vir com três opções de cores: azul, bege ou preto, acompanhado por carpete da mesma cor, além do compartimento de bagagem agora também ser acarpetado. O painel passou a possuir termometro de água, e volante reestilzado.

[editar] Fiat 147 GLS

Lançado em 1978 foi o modelo mais luxuoso da linha 147 até então, possui além dos opcionais do modelo GL, motor 1300 cm³ (1297 cm³) e 61 cv, encostos para a cabeça nos bancos traseiros, faróis de neblina, entre outros. O desempenho também melhorou um pouco a velocidade máxima passou de 135 km/h da primeira versão para 138 km/h nessa versão, na aceleração de 0 a 100 km/h o tempo baixou de 21s para 19,5s.

[editar] Fiat 147 Rallye

lançado em 1978 Rallye era o modelo esportivo do 147, a parte externa era personalizada e o motor era mais potente com 1300 cm³ de carburação dupla, podendo chegar a 144 km/h e a aceleração de 0 a 100 km/h era feita em 17,5s por ser muito leve (apenas 796 kg) dava trabalho a chevette GP que possuía motor de 1400 cm³ com 68cv e fazia de 0 a 100 km/h em 20,25s e atingia velocidade máxima de 138 km/h. As principais modificações foram no motor idêntico ao do "GLS" com exceção do carburado que agora passa a ser um Weber de duplo corpo importado e não simples como no "GLS" o que lhe conferiu uma potência de 72 CV ante os 61 CV anterior, e a utilização de escapamento duplo, que proporciona maior vazão aos gases oriundos da combustão. Seu interior se destaca pelos assentos de encosto alto e reclináveis em quatro posições pré-fixadas, com gomos horizontais e formato anatômico. Os cintos de segurança são de três pontos, e o forro das portas, assim como os bancos é de courvin preto, com porta malas e assoalho carpetados.O volante de aspecto esportivo, tem raios metalizados em forma de Y. O painel é provido de conta-giros, velocímetro com hodômetro, termômetro de água, indicador de nível de gasolina. Mais a direita onde nos modelos de 1050cm3 fica o cinzeiro, foram instalados voltímetro e manômetro de óleo.

[editar] Fiat 147 Pickup

Em 1978 foi lançado o 147 Pick-up, o primeiro derivado de um automóvel no Brasil. Um detalhe interessante era a abertura da tampa da caçamba de articulação vertical, como uma porta, o espaço útil era razoável, 650 litros, e carregava 380 kg de peso além do motorista. Se não servia para cargas pesadas, era bastante simpático, com um desenho bem sucedido. Foi o pioneiro de um segmento que hoje é muito importante no mercado brasileiro.

[editar] Fiat 147 Europa L

Em 1980 o pequeno 147 recebia sua primeira reestilização. Na nova frente, denominada Europa, o capô era mais aerodinâmico e inclinado, os faróis passavam a ser retangulares e a grade ganhava ligeira inclinação o motor era o mesmo de 1050 cm³. As luzes de direção estavam nas extremidades, junto das lanternas por isso metade era na cor âmbar e metade incolor. Os pára-choques eram de plástico polipropileno (primeiro carro brasileiro a utilizar para-choques em plástico), em larga escala.

[editar] Fiat 147 Europa CL

Em 1982 o modelo L do Fiat 147 recebia sua nova versão, passando a chamar-se CL. Externamente o veículo não recebeu alterações significativas. Internamente recebeu novo quadro de instrumentos, interior monocromático, preto ou marrom; bagagito e bancos reclináveis de série. Substituindo assim a versão L.

[editar] Fiat 147 Europa GL

O 147 GL contava com apoio de cabeça, que apoiavam também os ombros por serem muito largos. O revestimento nesta versão era em tecido. Nos bancos dianteiros os cintos de segurança de três pontos eram retráteis e o volante era de dois raios horizontais.

[editar] Fiat 147 Europa GLS

Assim como na versão GL que dispunha de apoio de cabeça para os ocupantes da frente na versão GLS este equipamento de segurança era fornecido também para os dois ocupantes do banco traseiro, uma inovação na categoria. O revestimento nesta versão era em tecido. Nos bancos dianteiros os cintos de segurança de três pontos eram retráteis e o volante era de dois raios horizontais. O painel era bem completo, com conta-giros, indicador de temperatura de água, manômetro de óleo e relógio a quartzo. O interior era todo acarpetado, o vidro traseiro térmico era de série e todos eram verdes. Para o conforto do motorista, contava ainda com servofreio. No desempenho, uma melhora em relação ao GLS anterior, 0 a 100 km/h em 16,9s e máxima de 140 km/h, isso se dava pela aerodinâmica melhorada.

[editar] Fiat 147 Europa Rallye

O Rallye trazia cinto de segurança de três pontos dianteiros e bancos reclináveis, de encosto alto e gomos horizontais. Volante acolchoado de três raios, o painel era bem completo, com conta-giros, indicador de temperatura de água, manômetro de óleo e relógio a quartzo. O interior era todo acarpetado, o vidro traseiro térmico era de série e todos verdes. Contava também com servofreio. O Rallye trazia nova decoração externa. A tomada de ar sobre o capô era mantida com o defletor em plástico. Abaixo dos pára-choques pretos, na frente do spoiler de mesma cor, vinham faróis auxiliares e o pára-brisa era laminado com faixa degradê. O motor de 1,3 litro contava com carburador de duplo corpo. Andava muito por seu tamanho, a aceleração de 0 a 100 km/h era feita em 15,9s e a máxima era de 151 km/h, ja andava junto de adversários mais potentes e possantes como corcel II GT que possuia motor de 1.6 cm³ com 90cv que fazia de 0 a 100 km/h em 15.9s e atingia a máxima de 152 km/h, passat TS que também possuía motor de 1.6 cm³ de 96cv que fazia de 0 a 100 km/h em 14,8s atingindo 156 km/h, dodje polara GLS que possuia motor de 1.8 cm³ de 93cv fazia de 0 a 100 km/h em 14,9s com a máxima de 153 km/h, nessa versão o 147 Rallye mostrava que era pequeno mas era de briga.

[editar] Fiat 147 Europa Racing

O 147 Racing foi lançado em 1982 para substituir a versão Rallye. O logotipo vermelho indicando a versão chamava a atenção, avisando que se tratava de versão brava. Esportividade e desempenho, spoiler em polipropileno preto na parte superior do teto, coluna de direção rebaixada, volante esporte, espelhos remodelados iguais aos utilizados na versão Spazio, painel equipado com conta-giros eletrônico, voltímetro, manômetro de óleo, velocímetro com hodômetro totalizador, indicador de temperatura da água, além disso possui bancos em veludo.

[editar] Fiat 147 Europa Top

Em 1982 chegava a versão Top, que substituía a GLS. Uma novidade muito bem vinda era a troca dos sincronizadores da primeira e segunda marchas de início só nestas versões com motor 1.300, para aliviar o já tradicional esforço nos engates do câmbio. A versão Top trazia opção de ignição eletrônica, painel e volante desenhados pelo estúdio italiano Bertone, já usados na Panorama CL. Chegava a quase 150 km/h e fazia de 0 a 100 km/h em 16 segundos. Detalhes externos também foram alterados. No Top o que chamava atenção era o teto solar opcional, limpador de para-brisa traseiro, banco traseiro com acento e encosto divididos. Lavador elétrico do para-brisa, servo freio de série, faróis de milha, entre outros.

[editar] Fiat 147 Furgoneta

A Furgoneta se destacava pela ausência dos vidros traseiros o que a tornava ideal para serviços de manutenção, oficinas volantes e unidades de apoio. Foi muito usado por companhias telefônicas. O compartimento de carga era totalmente isolado do motorista.

[editar] Fiat 147 City

Em 1982 o 147 pick-up ganharia a frente Europa. A City, de apelo mais jovem e esportivo. Logo a pick-up passou a utilizar a base da Panorama, ficando mais longo 3,78 metros e com maior capacidade de carga até 570 kg. Rebatizado Fiorino, tinha a versão básica de acabamento, ainda com estilo antigo.

[editar] Fiat 147 Furgão

O furgão Fiorino dispunha de uma variedade de versões nunca mais vista no segmento. Havia o modelo tradicional fechado, para cargas, com o teto após a cabine bem mais alto, e outros bem interessantes como o Settegiorni (sete dias em italiano), para passageiros com bancos traseiros que rebatiam quando se precisasse carregar mais objetos do que pessoas. Outro, o Vetrato (envidraçado), com amplos vidros na parte traseira, como o anterior, mas sem os bancos a carga ficava à mostra. Enfim, o Combinato, com bancos traseiros laterais. Ambos podiam servir como veículo de trabalho e lazer ao mesmo tempo. Contavam ainda com um interessante bagageiro sobre o teto da cabine, de desenho favorável à aerodinâmica, para transporte e acomodação de pequenas cargas. Essas versões do Fiorino anteciparam o que hoje se parece novidade: os utilitários de lazer, como Citroën Berlingo e Renault Kangoo além do novo Fiat Doblo.

[editar] Fiat 147 C

Lançado em 1982, o modelo C veio para substituir o então Standart, até 1985 o modelo C possuía a frente Europa, a partir de 1986 passava a contar com a nova frente do Spazio com exceção dos parachoques que eram de ferro e não de plástico. Possuía motor de 1300cc, movido a álcool ou gasolina.

[editar] Fiat 147 CL/CLS

Dentre as versões do Fiat 147 lançados, a linha Spazio foi a mais sofisticada, nesta linha o 147 foi bastante remodelado, recebendo nova frente e traseira, com para-choques envolventes, grade dianteira com a nova identificação internacional da Fiat com as 5 barras inclinadas a 20º graus. Uma inovação trazida pelo Spazio foi o pedal de embreagem com folga zero, que passou a dispensar o reajuste periódico da folga. Por deixar de haver batente de repouso, não era mais possível a embreagem vir a se auto-acionar e começar a patinar, destruindo-se. O desgaste progressivo e normal do disco era notado pelo pedal que subia em direção ao motorista. Levou algum tempo para que os concorrentes adotassem essa solução.

[editar] Fiat 147 Spazio TR

O modelo TR foi o esportivo da linha Spazio, vinha com faróis auxiliares nos para-choques, na traseira aerofólio no teto e junto a tampa traseira abaixo do vidro, além de um painel mais equipado os bancos eram reclináveis, largos e macios, revestidos em vinil e veludo, câmbio de 5 marchas, entre outros opcionais.

[editar] Fiat Oggi

No imaginário brasileiro nessa época esse tipo de carro, ainda que derivado de hatches compactos, era visto como algo acima da classe a que pertencia. A concorrência já estava acirrada, tendo Chevette e Voyage como as grandes forças da categoria. Era um fiat 147 sedã e o primeiro da sedã da fiat brasileira e seu maior destaque ficava por conta do seu porta-malas de 440 litros, que era o maior entre os carros da sua categoria e superior ao de muitos outros modelos da época.

[editar] Fiat Oggi CSS

O oggi css nasceu das pistas era um oggi muito esportivo, possuía roupagem esportiva e um motor modificado com cabeçote especial o que elevava a cilindrada de 1297 cm³ para 1415 cm³ podendo chegar a 1490 cm³ os de corrida fazendo o desenvolver potência líquida de 78cv (os modelos de rua), rodas de liga leve e suspenção traseira com cambagem bastante negativa dando ao oggi uma estabilidade impressionante, não só a estabilidade mas também o desempenho era muito bom.

[editar] Fiat Panorama

Em 1980 era lançada a perua da linha 147 denominada Panorama, recebendo em 1982 as versões C e CL. Contava com amplas janelas, era mais longa que os outros modelos em cerca de 30 cm. O destaque era o espaço para carga pois transportava 730 litros com o banco traseiro em posição normal (até o teto) e até 1.440 litros com o mesmo baixado. A partir dos assentos dianteiros o teto era ligeiramente mais alto o que proporcionava mais espaço para a cabeça no banco traseiro.

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