Ficar

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Dois jovens beijando-se.

Ficar (português brasileiro) ou curtir (português europeu), nas culturas luso-brasileira, designam uma relação afetiva sem compromisso que, normalmente, não tem associada uma componente de fidelidade, uma vez que a sua natureza é, normalmente, efêmera1 . O ficar (ou uma curte, como é designado em Portugal) pode resumir-se a um encontro de apenas um dia ou uma noite. Este pode implicar somente uma troca de beijos e carícias ou resultar também num envolvimento maís íntimo de carácter sexual, mas que não se prolongará por muito no tempo2 . No entanto, segundo algumas fontes, esta relação passageira não ultrapassará a troca de beijos e carícias3 porque, de um modo geral, os envolvidos não se encontram ainda maduros para a vida sexual4 .

Diferencia-se de namorar pelo fato deste envolver um compromisso afetivo e uma maior tendência à durabilidade. Também diferencia-se do relacionamento aberto pois nesse outro há uma certa relação de compromisso, como no namoro, enquanto a ficada a princípio não é continuativa. Também diferencia-se da amizade colorida pelo fato de os ficantes não serem necessariamente amigos.

Referências

  1. Justo, José Sterza. (2005). "O “ficar” na adolescência e paradigmas de relacionamento amoroso da contemporaneidade". Revista do Departamento de Psicologia -UFF 177 (1): 61-77. Página visitada em 19 de junho de 2009.
  2. Jacqueline Chaves. Ficar com: um novo código entre os jovens. [S.l.: s.n.].
  3. Jesus, Jardel Silva Oliveira de. (junho 2005). "Ficar ou namorar: um dilema juvenil". Psic 6 (1): 67-73. ISSN 1676-7314. Página visitada em 10 de janeiro de 2014.
  4. Icami Tiba. Adolescência o Despertar do Sexo. [S.l.: s.n.], 1994. ISBN 858524799

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