Filtro de linha

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Filtro de linha residencial

Filtro de linha é o nome que se dá, genericamente, no Brasil ao protetor contra surtos na linha da rede elétrica, em geral, destinado à proteção de computadores e eletrônicos.

Uma boa proteção contra surtos contenta dois modos de operação: diferencial e comum. O modo diferencial lida com surtos entre fase e neutro, que são aqueles que estão presentes na rede elétrica o tempo todo. Nesse caso não há uma real necessidade de aterramento. Tais surtos ocorrem quando o liquidificador é ligado, quando a batedeira de bolo é ligada, quando a madeireira da esquina aciona seus motores, etc. Podem danificar equipamentos eletrônicos quando atingem um patamar elevado ou de maior duração.

O modo comum vem das descargas elétricas por ação de raios ou queima de transformadores, e apenas nesse caso há que ter uma via de escoamento, que é o terra. Nem o protetor sozinho dá proteção eficiente contra raio, nem o aterramento dará proteção sem o protetor contra surtos. Na verdade contra raio, um protetor do tipo filtro de linha não será capaz de garantir total proteção.

A filtragem de ruído EMI e RFI na linha de energia é feita por um arranjo de capacitores e indutores. Os capacitores oferecem oposição aos sinais de altas frequências enquanto os indutores oferecem uma moderada oposição aos sinais de baixas frequências. Os sinais interferentes de alta frequência encontram oposição do filtro, não chegando ao aparelho que teria seu funcionamento afetado. Já o corte produzido pelos indutores na linha de tensão é de baixa frequência, e levam em consideração os 60 Hz da rede no Brasil, que desse modo não encontra nenhuma oposição para chegar até o aparelho e alimentá-lo.

Na última década, com o aumento do uso de controladores eletrônicos de potência (como no caso dos chuveiros elétricos com dimmers, por exemplo), aumentou muito a geração de ruído e a consequente poluição das linhas de distribuição de energia. Dessa forma, é cada vez mais necessário o uso de filtros de linha em equipamentos sensíveis.

Além da filtragem de transientes, é esperado que um bom filtro de linha atue também na proteção contra descargas elétricas. Essa proteção no filtro de linha é feita através do uso de componentes como varistores, fusíveis térmicos, dispersores, etc. Os MOVs (varistores) são os componentes principais de proteção. Sua função é direcionar os surtos de tensão para o aterramento. Em caso extremo, os varistores são destruídos, mas protegem o equipamento.

O aterramento (como previsto na norma brasileira NBR 5410, que trata de instalações elétricas de baixa tensão) é importante na lógica interna do computador, por exemplo, e para sua proteção. Um computador sem aterramento está mais sujeito a defeitos e a problemas aleatórios, pois a polarização inadequada da tomada e a falta de um referencial zero confiável podem trazer erros e travamentos inesperados. Ademais o filtro de linha só fará seu trabalho completo se houver o fio terra "efetivo" para onde mandar os excessos de tensão.

O principal problema com os filtros de linha nacionais é que a maioria dos que estão disponíveis no mercado não têm todos os componentes de filtragem necessários para uma boa filtragem de interferências, nem para a absorção/dissipação de surtos de tensão. Muitos são meras extensões. Já no mercado internacional, pode-se encontrar facilmente e por preços semelhantes aos dos filtros brasileiros, proteções que absorvem entre 500 e 3.000 Joules de energia de exceção.