Financiamento
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Financiamento é o ato de uma organização, usualmente uma empresa, que ajuda a pagar um produto ou um serviço de uma pessoa, ou de outra empresa, através de doação de dinheiro ou empréstimo.
Um financiamento pode ser e usualmente é oferecido por uma instituição financeira, que cobrará juros sobre o empréstimo.
O financiamento diferencia-se do empréstimo por estar vinculado a venda de um bem ou serviço.
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[editar] Diagnóstico Financeiro e Financiamento das Empresas
A forma como a empresa gere os seus recursos económicos e financeiros é que lhe permite assegurar a rentabilidade e estabilidade ao longo do tempo. Para isso surgem os pontos fortes e os pontos fracos como resultado do diagnóstico financeiro efectuado.
Os pontos fracos revelam grande importância porque são aqueles que se podem corrigir e evitar que uma gestão financeira desadequada e errada se possa manter “silenciosa”. Seguem-se alguns exemplos desses pontos negativos que podem trazer e originar situações problemáticas às empresas:
1. Prazos médios de cobranças e existências muito elevados e que obrigam à necessidade de financiamento demasiado altos de difícil obtenção e extremamente caros.
2. Estrutura financeira temporal desequilibrada entre activos da empresa e os meios de financiamento utilizados.
3. Capacidade de gerar fluxos de tesouraria baixos, o que irá implicar uma fraca capacidade de investimento e de remunerar os capitais dos accionistas.
Deste modo torna-se de vital importância para as empresas os meios de obtenção de financiamento no curto prazo, que poderemos definir em 6 formas:
1. Empréstimos de curto prazo – financiam operações de prazo reduzido, como as necessidades momentâneas de tesouraria. A instituição empresta ou disponibiliza ao seu cliente um determinado valor de dinheiro e este irá restituí-lo ao banco com juros no final do prazo acordado.
2. Crédito bancário de curto prazo – a instituição coloca à disposição do seu cliente um determinado montante e este irá liquidá-lo em datas fixadas acrescido de juros. Como exemplo, temos o desconto de letras e livranças, que não são mais do que um adiantamento que o banco realiza relativamente à data do seu vencimento; o custo associado é o juro, imposto de selo e portes.
3. Descobertos bancários – são limites de crédito (plafonds) que os bancos permitem que as empresas possam movimentar para fazerem face a dificuldades imediatas de tesouraria. A conta à ordem passa a poder ter saldos negativos até ao tal plafond permitido. Têm custos superiores relativamente às restantes operações de crédito, uma vez que os juros são contados diariamente sobre o saldo devedor.
4. Contas correntes caucionadas – a entidade que financia coloca à disposição do seu cliente um determinado volume de crédito limitado. A taxa de juro depende da avaliação do risco que a instituição faz ao seu cliente. Este pode quando quiser ir repondo partes de capital de modo a reduzir o montante em dívida. Aqui a vantagem, é poder utilizar o crédito em função das necessidades da tesouraria da empresa.
5. Créditos documentários – uma empresa dá uma ordem a um banco para assumir a responsabilidade de liquidar um montante à empresa fornecedora correspondente a um fornecimento concreto. O pagamento é feito à empresa fornecedora contra a entrega da documentação que prova a expedição da mercadoria. Esta operação de crédito documentário é concedida à empresa que o requereu por um determinado prazo. Assim, obtém-se a liquidação imediata do montante do fornecimento à empresa que forneceu e a quem deu a ordem de solicitação, de dispor do montante correspondente ao valor do financiamento.
6. “Factoring” – a empresa que adere ao factoring cede as facturas que tem sobre os seus clientes, à empresa de factoring. Esta administra e cobra os créditos de curto prazo. Na data das facturas vencerem, os devedores liquidarão à empresa de factoring os valores em dívida. Tem associado uma comissão fixa sobre o valor dos créditos cedidos, que engloba a garantia do risco de crédito e o serviço da cobrança. Além de que ainda existe uma taxa de juro acrescida ao montante que se adiantou. Como vantagem, a empresa que aderiu pode utilizar parte dos créditos cedidos ao converter facturas em dinheiro, encurtando os prazos de cobrança. Temos então uma melhoria da liquidez da empresa, uma redução do esforço de cobrança e a disponibilidade quase imediata do montante solicitado. A desvantagem, é que as empresas de factoring obedecem a um critério muito selectivo para os aderentes e exigem valores mínimos de crédito cedido.

