Física

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Fisica)
Ir para: navegação, pesquisa

Física (do grego antigo: φύσις physis "natureza") é a ciência que estuda a natureza e seus fenômenos em seus aspectos mais gerais. Analisa suas relações e propriedades, além de descrever e explicar a maior parte de suas consequências. Busca a compreensão científica dos comportamentos naturais e gerais do mundo em nosso torno, desde as partículas elementares até o universo como um todo.[1] [2] Com o amparo do método científico e da lógica, e tendo a matemática como linguagem natural, esta ciência descreve a natureza através de modelos científicos. É considerada a ciência fundamental, sinônimo de ciência natural: as ciências naturais, como a química e a biologia, têm raízes na física. Sua presença no cotidiano é muito ampla, sendo praticamente impossível uma completíssima descrição dos fenômenos físicos em nossa volta. A aplicação da física para o benefício humano contribuiu de uma forma inestimável para o desenvolvimento de toda a tecnologia moderna, desde o automóvel até os computadores quânticos.[nota 1]

Historicamente, a afirmação da física como ciência moderna está intimamente ligada ao desenvolvimento da mecânica, que tem como pilares principais de estudo a energia mecânica e os momentos linear e angular, suas conservações e variações. Desde o fim da Idade Média havia a necessidade de se entender a mecânica, e os conhecimentos da época, sobretudo aristotélicos, já não eram mais suficientes. Galileu centrou seus estudos dos projéteis, dos pêndulos e nos movimentos dos planetas, e Isaac Newton elaborou mais tarde os princípios fundamentais da dinâmica ao publicar suas leis e a gravitação universal em seu livro Principia, que se tornou a obra científica mais influente de todos os tempos. A termodinâmica, que estuda as causas e os efeitos de mudanças na temperatura, pressão e volume em escala macroscópica, teve sua origem na invenção das máquinas térmicas durante o século XVIII. Seus estudos levaram à generalização do conceito de energia. A ligação da eletricidade, que estuda cargas elétricas, com o magnetismo, que é o estudo das propriedades relacionadas aos ímãs, foi percebida apenas no início do século XIX por Hans Christian Ørsted. As descrições físicas e matemáticas da eletricidade e magnetismo foram unificadas por James Clerk Maxwell, e a partir de então estas duas áreas, juntamente com a óptica, passaram a ser tratadas como visões diferentes do mesmo fenômeno físico, o eletromagnetismo. No início do século XX, a incapacidade da descrição e explicação de certos fenômenos observados, como o efeito fotoelétrico, levantou a necessidade de abrir novos horizontes para a física. Albert Einstein publicou a teoria da relatividade geral em 1915, afirmando a constância da velocidade da luz e suas consequências até então imagináveis. A teoria da relatividade de Einstein leva a um dos princípios de conservação mais importantes da física, a relação entre massa e energia, expressa pela famosa equação E=mc². A relatividade geral também unifica os conceitos de espaço e tempo: a gravidade é apenas uma consequência da deformação do espaço-tempo causado pela presença de massa. Max Planck, ao estudar a radiação de corpo negro, foi forçado a concluir que a energia está dividida em "pacotes", conhecidos como quanta. Einstein demonstrou fisicamente as ideias de Planck, fixando as primeiras raízes da mecânica quântica. O desenvolvimento da teoria quântica de campos trouxe uma nova visão da mecânica das forças fundamentais. O surgimento da eletro e cromodinâmica quântica e a posterior unificação do eletromagnetismo com a força fraca a altas energias são a base do modelo padrão, a principal teoria de partículas subatômicas e capaz de descrever a maioria dos fenômenos da escala microscópica que afetam as principais áreas da física.

A física é uma ciência significativa e influente e suas evoluções são frequentemente traduzidas no desenvolvimento de novas tecnologias. O avanço nos conhecimentos em eletromagnetismo permitiu o desenvolvimento de tecnologias que certamente influenciam o cotidiano da sociedade moderna: o domínio da energia elétrica permitiu o desenvolvimento e construção dos aparelhos elétricos; o domínio sobre as radiações eletromagnéticas e o controle refinado das correntes elétricas permitiu o surgimento da eletrônica e o consequente desenvolvimento das telecomunicações globais e da informática, que são indissociáveis da definição de sociedade civilizada contemporânea. O desenvolvimento dos conhecimentos em termodinâmica permitiu que o transporte deixasse de ser dependente da força animal ou humana graças ao advento dos motores térmicos, que também impulsionou toda uma Revolução Industrial. Nada disso seria possível, entretanto, sem o desenvolvimento da mecânica, que tem suas raízes ligadas ao próprio desenvolvimento da física. Porém, como qualquer outra ciência, a física não é estática. Físicos ainda trabalham para conseguir resolver problemas de ordem teórica, como a catástrofe do vácuo,[3] gravitação quântica, termodinâmica de buracos negros,[4] dimensões suplementares,[5] flecha do tempo, inflação cósmica[6] e o mecanismo de Higgs, que prevê a existência do bóson de Higgs, a única partícula ainda não descoberta do modelo padrão que explicaria a massa das partículas subatômicas.[7] Ainda existem fenômenos observados empiricamente e experimentalmente que ainda carecem de explicações científicas, como a possível existência da matéria escura,[8] raios cósmicos com energias teoricamente muito altas[9] e até mesmo observações cotidianas como a turbulência. Para tal, equipamentos sofisticadíssimos foram construídos, como o Large Hadron Collider, o maior acelerador de partículas já construído do mundo, situado na Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN).

História[editar | editar código-fonte]

Aristóteles, considerado um dos maiores filósofos naturais da Grécia Antiga

Antiguidade pré-clássica[editar | editar código-fonte]

As pessoas, desde a Antiguidade, estavam conscientes da regularidade da Natureza.[10] Desde tempos remotos sabia-se que o ciclo lunar era de aproximadamente 28 dias, e que os objetos, na ausência de suporte, caíam.[11] Inicialmente, tentaram explicar tais regularidades usando a metafísica e a mitologia; tais regularidades eram obras de deuses e deusas, que controlavam o mundo ao seu bel prazer.[12] Entretanto, a física, conhecida desde a antiguidade até o século XVIII como filosofia natural, iniciou-se como uma tentativa de se obter explicações racionais para os fenômenos naturais, evitando-se sobremaneira as infiltrações religiosas ou mágicas.[13]

Povos de diferentes partes da Terra começaram a desenvolver ciência, sempre em torno da filosofia natural, em épocas e com ênfases diferentes.[13] Os Indianos já refletiam sobre questões físicas desde o terceiro milênio antes de Cristo.[14] Entre o nono e o sexto século a.C. os filósofos indianos já defendiam o heliocentrismo e o atomismo.[14] No quarto século a.C., os chineses já haviam enunciado o que é conhecido hoje como a Primeira lei de Newton.[15] No primeiro século a.C. os povos maias já haviam elaborado a noção de zero, antes mesmo dos europeus.[16]

Grécia Antiga[editar | editar código-fonte]

As primeiras tentativas ocidentais de prover uma explicação racional para os fenômenos naturais vieram com os gregos.[17] Tales de Mileto foi historicamente o primeiro filósofo ocidental a recusar explicações sobrenaturais, religiosas ou mitológicas para os fenômenos naturais, defendendo que todo evento físico tem uma causa natural.[18] Pitágoras e seus seguidores acreditavam que o mundo, assim como o sistema numérico inteiro, era dividido em elementos finitos, concebendo, assim, as noções de atomismo.[19] Demócrito de Abdera, Leucipo de Mileto e Epicuro, entre o quinto e o terceiro séculos a.C., impulsionaram a filosofia do atomismo, onde propuseram que toda matéria seria constituída de pequenos átomos indivisíveis.[20] Aristarco de Samos foi um dos primeiros defensores do heliocentrismo,[21] embora na Grécia Antiga prevalecesse o paradigma geocentrista. A experiência, assim como todo trabalho braçal, na Grécia Antiga, eram ignorados, pois as explicações sobre o mundo físico eram baseadas em um pequeno número de princípios filosóficos.[22] Arquimedes, entretanto, prezava a experiência: os fundamentos da estática e da hidrostática têm suas origens em Arquimedes. Os princípios do conceito de empuxo foram primeiramente formulados por ele. Tal conceito ficou conhecido como o princípio de Arquimedes.[23]

Aristóteles é considerado um dos principais filósofos naturais da Grécia Antiga. Para ele e seguindo a ideia de Empédocles, o Universo era formado de quatro elementos básicos: o ar, a terra, a água e o fogo, além de um quinto elemento, o éter, elemento perfeito, que preencheria o restante do Universo para além da órbita da Lua. Para Aristóteles, era inconcebível a noção de vácuo e infinito. Cada elemento teria lugar próprio dentro do Universo, sendo que a terra tenderia a permanecer no centro do Universo e o fogo tenderia a fugir dele.[24] No seu livro, física, Aristóteles diz que a causa do movimento é a força atuante; assim que cessa a força, cessa o movimento. A continuação do movimento após a perda de contato com o causador do movimento seria a "tendência" do ar em preencher o vazio que um projétil deixa em seu rastro. Este "preenchimento" resultaria em uma força que impulsionaria o projétil para frente, mas tal efeito não seria perpétuo, findando em algum instante.[25]

Para explicar o movimento planetário, Eudoxo de Cnido, no quarto século a.C., elaborou as primeiras observações quantitativas para montar um modelo matemático dos movimentos planetários. Eudoxo desenvolveu um sistema de esferas concêntricas, sendo que cada esfera carrega um planeta.[26] Este sistema foi se sofisticando ao longo dos séculos, com a crença dos gregos em um sistema geocêntrico.[26] Todas as anomalias observadas, como a regressão aparente dos planetas e até mesmo a precessão do eixo da Terra, descoberta por Hiparco, foi explicada através do aumento da complexidade do sistema de esferas geocêntricas.[27] Ptolomeu, no século II a.C. havia elaborado um sistema esférico dos planetas com mais de 80 esferas e epiciclos e seu trabalho, resumido em uma coleção de 13 livros que ficaram conhecidos como Almagesto, foi utilizado amplamente pelos árabes e europeus até a alta Idade Média.[27]

Idade Média e filosofia natural Islâmica[editar | editar código-fonte]

Estudos de Roger Bacon sobre óptica, no final do século XIV.

Com a queda do Império Romano, no século IV d.C., a maior parte da filosofia natural grega, assim como toda a educação em geral, perde importância.[28] Esta época ficou conhecida como a "idade das trevas" para a evolução do conhecimento natural.[29] Entretanto, o conhecimento natural dos gregos não foi totalmente perdido, migrou para o Oriente Médio e para o Egito. Os árabes, que já viviam naquela região, traduziram a literatura grega para o árabe. Assim, os árabes não só adquiriram o conhecimento grego, mas também o refinaram.[30] Al-Khwarizmi é considerado o fundador da álgebra que hoje conhecemos.[31] O astrolábio, presumidamente inventado por Ptolomeu, foi aperfeiçoado pelos persas.[32]

No século XI, após a reconquista espanhola sobre os árabes, boa parte dos textos gregos que os árabes possuíam começou a ser traduzido para o latim.[33] Assim, a Europa medieval voltou a apreciar a filosofia natural após longos séculos de escuridão.[33] Uma vez traduzidos, todos os documentos foram estudados primeiramente por escolas estabelecidas juntamente a igrejas e catedrais.[33] Tais escolas transformaram-se nas primeiras universidades medievais posteriormente.[34] As universidades de Cambridge e Oxford foram fundadas no século XIII.[35] Apesar de oferecerem ainda um ensino escolástico,[28] tais universidades começaram a dar suporte para os primeiros desenvolvimentos científicos.[36]

Guilherme de Ockham foi um dos mais importantes filósofos naturais da Idade Média. Rejeitou a explicação aristotélica do movimento e a teoria do impetus, desenvolvida ainda na Grécia Antiga e retomada por Jean Buridan. Ockham afirmava que um objeto em movimento, após ter perdido contato com o seu lançador, já não é "portador" de qualquer força, segundo a teoria do impetus, pois não se pode mais distinguir o objeto em movimento: o objeto em movimento pode ser o projétil, sob a perspectiva do lançador, ou o próprio lançador, sob o ponto de vista do projétil.[37] A "Navalha de Ockham" diz que a explicação para qualquer fenômeno deve assumir apenas as premissas estritamente necessárias à explicação deste e eliminar todas as que não causariam qualquer diferença aparente nas predições da hipótese ou teoria.[37]

Renascimento, revolução científica e desenvolvimento do método científico[editar | editar código-fonte]

O renascimento foi a época do redescobrimento do conhecimento na Europa.[38] Vários acontecimentos revolucionaram a forma de pensar da sociedade europeia. Em 1543, Nicolau Copérnico publica De revolutionibus orbium coelestium, apresentando um modelo matemático completo de um sistema heliocêntrico.[39] Galileu Galilei é considerado o fundador da ciência moderna. Segundo Galileu, o cientista não tem o papel de explicar porque os fenômenos acontecem na Natureza, apenas pode descrevê-los.[40] Em uma de suas obras, Galileu não afirmou que estava explicando a queda livre, apenas estava descrevendo-o. Galileu também foi o primeiro a conceber o conceito de inércia na Europa e foi o fundador da física como conhecemos hoje ao empregar a matemática na descrição de fenômenos naturais, que eram endossados pela experimentação. A sua contribuição para o desenvolvimento do telescópio contribuiu para a gradual consolidação do heliocentrismo, com a descoberta dos satélites galileanos.[40]

Os métodos científicos de Galileu já eram uma derivação da nova forma de filosofia que vinha sendo desenvolvida por Francis Bacon e René Descartes, formulando as bases do método científico, que vinha sendo ensaiado desde a "era dourada" da filosofia natural Islâmica. Segundo Bacon, a ciência é experimental, qualitativa e indutiva. Rejeita assunções a priori e se houver uma quantidade suficiente de observações, estas seriam usadas para se induzir ou generalizar os princípios fundamentais envolvidos.[41]

René Descartes propôs uma lógica diferente: em vez de se iniciar as observações com fatos "crus", Descartes acreditava que os princípios básicos que regem a Natureza podiam ser obtidos por uma combinação da pura razão com lógica matemática. Sua abordagem era analítica; os problemas deveriam ser "partidos" e rearranjados logicamente. Os fenômenos podem ser reduzidos e analisados aos seus componentes fundamentais. Se os componentes fundamentais fossem entendidos, o fenômeno também seria.[41] A congruência entre os pensamentos de Bacon e de Descartes, mesmo que entrassem em conflito em certas discussões, dominou as investigações científicas nos três séculos seguintes.[42]

A filosofia cartesiana, ou cartesianismo, rejeita toda e qualquer autoridade na obtenção do conhecimento. Os princípios básicos que regem a Natureza podiam ser obtidos por uma combinação da pura razão com lógica matemática. Em outras palavras, a busca pela verdade está baseada apenas na razão. Desse paradigma os dogmas religiosos, os preconceitos sociais, as censuras políticas e os aspectos fornecidos pelos sentidos são excluídos. A matemática passou a ser o modelo e a linguagem de todo conhecimento relacionado à ciência. Várias correntes de pensamento surgiram da filosofia cartesiana, como o racionalismo e o empirismo, e destas surgiriam o determinismo, o reducionismo e o mecanicismo.[43]

Desenvolvimento da mecânica, termodinâmica e eletromagnetismo[editar | editar código-fonte]

Após Galileu, Isaac Newton foi um dos cientistas mais importantes para o desenvolvimento da mecânica clássica.[44] Suas três leis serviram de base para toda a mecânica até o início do século XX.[45] Sua mecânica tornou-se modelo para a construção de teorias científicas futuras.[46] Em seu livro Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, considerado a publicação mais influente de toda a história,[47] descreveu a universalidade de suas leis[48] e concluiu a primeira grande unificação da História da física, já iniciada por Galileu, ao unir Céus e Terra sob as mesmas leis físicas, a gravitação universal.[49]

A invenção da máquina a vapor, aprimorada por Thomas Newcomen e James Watt, levou a um grande interesse científico no estudo do calor.[50] O francês Sadi Carnot, já no século XIX, formulou as bases para o entendimento de máquinas térmicas.[51] Joseph Black começou a quantificar o calor através da medida da capacidade térmica das substâncias.[52] James Prescott Joule estabeleceu uma equivalência numérica entre trabalho e calor e mostrou que o calor produzido por uma corrente elétrica I em um condutor de resistência R era dado por I²R, conhecido atualmente como Lei de Joule.[53] Os trabalhos de Joule estabeleceram o princípio da conservação da energia,[53] que se tornou a base para a primeira lei da termodinâmica, formulada por Rudolf Clausius e William Thomson (Lord Kelvin).[54] Clausius também formulou o conceito de entropia, que é a base para a segunda lei da termodinâmica.[55] Assim como a mecânica Newtoniana se apoia em três leis fundamentais, as quatro leis da termodinâmica apoiam todo o conhecimento nesta área.

As forças magnética e elétrica já eram conhecidas desde a antiguidade.[56] Entretanto, o estudo científico da eletricidade e do magnetismo foi iniciado no século XVII por William Gilbert, em seu livro De Magnete.[57] Otto von Guericke produziu o primeiro gerador eletrostático.[58] Pieter van Musschenbroek construiu a primeira garrafa de Leiden, que acumula cargas elétricas.[58] Alessandro Volta construiu a primeira pilha voltaica, que podia fornecer uma corrente elétrica contínua.[58]

Benjamin Franklin foi um dos primeiros a propor que os relâmpagos eram uma forma de eletricidade. Também propôs que as cargas elétricas eram divididas em dois tipos, negativa e positiva, com cargas elétricas idênticas se repelindo e cargas contrárias se atraindo.[58] Hans Christian Ørsted argumentou que a corrente elétrica gera magnetismo em torno do fio condutor.[58] André-Marie Ampère forneceu os primeiros apoios matemáticos para o magnetismo em função da corrente elétrica.[58] Michael Faraday postulou que o inverso também era válido, sendo que a variação do campo magnético induz a geração de corrente elétrica. Faraday elaborou um modelo qualitativo de como as forças elétrica e magnética agem.[58] Também elaborou os conceitos de campos magnético e elétrico.[58] James Clerk Maxwell unificou as teorias elétricas e magnéticas de Ampère, Faraday e de Gauss, resultando no nascimento da teoria eletromagnética, resumindo matematicamente o trabalho experimental de seus antecessores em quatro equações, conhecidas como as Equações de Maxwell.[59] Maxwell propôs a existência de ondas eletromagnéticas, e sugeriu que a própria luz seria um exemplo de onda eletromagnética.[59] A existência de tais ondas foi comprovada por Heinrich Hertz, em 1888, e a constatação da luz como onda eletromagnética completou outra grande unificação da física, fundindo a eletricidade, o magnetismo e a óptica dentro da teoria eletromagnética.[60]

Física moderna[editar | editar código-fonte]

No final do século XIX, as teorias clássicas da física estavam firmemente estabelecidas. Restavam aos físicos realizar medidas mais precisas para as constantes universais e aplicar o conhecimento obtido em tecnologias vindouras.[61] Os "fenômenos rebeldes" consistiam um problema, embora fosse "uma questão de tempo" adequá-las às teorias vigentes. Entretanto, tais "fenômenos rebeldes" se tornaram um imenso desafio para física no final do Século XIX e no início do Século XX.[61]

Entre os "fenômenos rebeldes", destacavam-se a radiação de corpo negro,[61] [62] o efeito fotoelétrico[61] [63] e o espectro de raias dos elementos.[61] [64] Max Planck, em 1900, em uma tentativa de dar suporte matemático à radiação de corpo negro, propôs a tese de que havia uma limitação energética na vibração dos osciladores causadores da radiação; um oscilador não poderia vibrar com qualquer energia, mas apenas com algumas energias "demarcadas", ou seja, discretas, sendo que seus valores seriam múltiplos de números naturais. As regiões discretas de energia ficaram conhecidas como quanta de energia. A energia desses quanta seria dada pelo produto de um número natural pela frequência e por uma constante universal, que ficou conhecida como a constante de Planck.[61]

Em 1905, Albert Einstein publica cinco artigos no periódico alemão Annalen der Physik, onde apresenta ao mundo todo o início da relatividade e da mecânica quântica. Alcançando o mesmo resultado para a constante de Planck, Einstein explicou também o efeito fotoelétrico e deu argumentações físicas para a existência dos quanta de energia. Postulou também que a velocidade da luz é constante em qualquer referencial inercial.[65] Dez anos mais tarde, Einstein publicou a sua teoria da relatividade geral, estendendo a relatividade para referenciais não-inerciais e para a gravitação.[65]

Em 1924, Louis de Broglie propõe a dualidade onda-partícula para o elétron,[66] e dois anos mais tarde, Erwin Schrödinger publica a sua equação, que é a base da mecânica quântica moderna.[67] No ano seguinte, Werner Heisenberg defende que não se pode mensurar a posição e a velocidade de uma partícula subatômica ao mesmo tempo, estabelecendo o Princípio da Incerteza.[67] No final da década de 40, Richard Feynman desenvolveu a eletrodinâmica quântica, uma das teorias mais precisas já inventadas pelo homem atualmente. Feynman desenvolveu uma das primeiras teorias quânticas de campo[68] e com a idealização e descoberta dos quarks, a cromodinâmica quântica foi elaborada.[69] A eletrodinâmica e a cromodinâmica quântica são as bases de um conjunto de teorias quânticas de campo chamada de modelo padrão, que descreve três das quatro forças fundamentais da Natureza.[70]

Entretanto, o Modelo Padrão não é capaz de descrever a gravitação, alvo de estudos desde o início da ciência moderna, quando Galileu realizou o experimento da queda livre. A gravitação ainda não tem um suporte teórico-experimental enraizado pela física moderna sobre a sua verdadeira causa.[71] A relatividade geral de Einstein entra em conflito com a mecânica quântica e constitui um dos maiores desafios para os Físicos Teóricos e Experimentais atualmente.[72]

Escopo e objetivos[editar | editar código-fonte]

Fotografia estroboscópica de uma bola de basquete. A energia mecânica da bola ora está sob a forma de energia potencial gravitacional, energia cinética ou energia potencial elástica. A cada quique da bola parte da energia é dissipada na forma de energia térmica e energia sonora

A física estuda a natureza e seus fenômenos em seus aspectos mais essenciais e gerais.[73] Analisa suas relações e propriedades, além de descrever e explicar a maior parte de suas consequências, mas não a sua totalidade, pois a física não é um objeto pronto e acabado, mas sim uma ciência que busca obter respostas para os inúmeros problemas em aberto.[74] Tem como pilares fundamentais o estudo da matéria, energia, espaço e tempo, e deriva destes entes fundamentais e de suas propriedades e relações todo o vasto escopo da física.[75]

Nesta busca por respostas e generalizações, a física tem o apoio do método científico, um conjunto de técnicas e procedimentos com o objetivo de tornar científico o conhecimento produzido, que deve ser validado, corroborado e verificável experimentalmente.[76] Nesse processo há também o apoio da lógica, que permeia o conhecimento produzido e em produção como um conjunto de regras de raciocínio comum a todos e permite que o conhecimento esteja disponível a todos que queiram compreendê-lo e utilizá-lo, validando-o desta forma. O uso da lógica implica o uso de sua linguagem e escrita, a matemática. As regularidades encontradas no conhecimento e fundamentadas pela lógica devem ser expressadas matematicamente, pois os argumentos que as sustentam devem ser corroborados por outros que também utilizam a mesma lógica para a compreensão do conhecimento.[77]

O escopo da física não se restringe às dimensões, pois tudo o que está contido no Universo é seu objeto de estudo, desde as partículas elementares que constroem a matéria até as estrelas, galáxias e o próprio Universo como um todo.[73] Porém, está ciência não é exclusiva na abordagem dos fenômenos naturais, pois suas especificidades e complexidades requerem uma maior atenção de estudo. Os fenômenos mais restritos são geralmente estudados por outras ciências naturais, como a química e a biologia. A física, porém, é conhecida como a ciência fundamental por buscar a essência primordial da natureza e muitas vezes torna-se sinônimo da própria ciência natural.[78]

Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, considerada a obra científica mais influente de toda a história

Constrói modelos científicos que descrevem o funcionamento da natureza e permitem compreender e prever com a precisão requerida os comportamentos e fenômenos naturais. Porém, tais modelos não conseguem descrever e explicar a natureza em toda sua complexidade, fato inerente aos limites do conhecimento humano.[73] Por ser uma ciência com um escopo tão amplo, costuma-se dividi-la em áreas mais restritas. Tais divisões são históricas e muitas vezes uma área desenvolve-se historicamente de forma independente, como a astronomia.[79] [80] Historicamente, a afirmação da física como ciência moderna está intimamente ligada ao desenvolvimento da mecânica clássica, pois desde o advento do Renascimento havia a necessidade de se entender os fenômenos físicos relacionados aos movimentos e forças, e os conhecimentos da época, sobretudo aristotélicos, já não eram mais suficientes. Este panorama começou a ser superado com os estudos de Galileu Galilei e finalizado com a publicação científica mais influente de todas as épocas, o Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, de Isaac Newton.[47] A termodinâmica teve sua origem na invenção das máquinas térmicas[50] e sua consolidação veio com a formulação de seus princípios e a generalização do conceito de energia.[81] A ligação da eletricidade com o magnetismo foi percebida apenas no início do século XIX por Hans Christian Ørsted.[58] As descrições físicas e matemáticas da eletricidade e magnetismo foram unificadas por James Clerk Maxwell,[59] e a partir de então estas duas áreas, juntamente com a óptica, passaram a ser tratadas como visões diferentes do mesmo fenômeno físico, o eletromagnetismo.[59] O início do século XX marca a fronteira entre a física clássica e a física moderna, com as profundas alterações do entendimento científico da época.[82] A incapacidade da descrição e explicação de certos fenômenos observados levantou a necessidade de abrir novos horizontes para a física.[82] Albert Einstein publicou a teoria da relatividade geral em 1915 afirmando a constância da velocidade da luz e suas consequências até então imagináveis. Max Planck, ao estudar a radiação de corpo negro, foi forçado a concluir que a energia está dividida em "pacotes", conhecidos como quanta. Einstein demonstrou fisicamente as ideias de Planck, fixando as primeiras raízes da mecânica quântica, a física que descreve e explica fenômenos de dimensões subatômicas.[65] Mesmo estes campos de atuação são muito amplos e são, por sua vez, subdivididos em áreas mais restritas.[79] [83]

Lâmpada de filamento de carbono, aquecido pela passagem de corrente elétrica (efeito Joule)

Os fenômenos naturais apresentam quase sempre naturezas mais complexas e implicam, portanto, em investigações mais específicas. Surge, então, a necessidade de outras ciências naturais. Tais ciências têm necessariamente a física como ponto de partida, mas o estudo completo das complexidades físicas envolvidas nestes fenômenos torna-se inviável se estas forem abordadas apenas pela física.[84] Por exemplo, a química se dedica ao estudo da matéria e suas mudanças,[85] enquanto a biologia estuda os seres vivos.[86] Para que o estudo de áreas mais específicas fossem aprofundadas, várias ciências mais especializadas se separaram da física com o decorrer dos séculos, para formar campos de estudos autônomos com conhecimentos e metodologias próprios.[87] Embora a física esteja particularmente preocupada com os aspectos da natureza que possam ser entendidos fundamentalmente na forma de leis ou princípios elementares,[73] o advento destas novas ciências não removeu da física o seu objetivo original: entender e explicar a estrutura da natureza e seus fenômenos mesmo em escala de maior complexidade.[73] A teoria da termodinâmica e o consequente desenvolvimento da física estatística é um notório exemplo disto, e conceitos como o de temperatura são indissociáveis ao estudo de qualquer sistema natural, seja complexo ou não.

Um dos principais escopos da física é o estudo das quatro forças fundamentais.[88] Dentro do cotidiano, apenas duas das quatro forças fundamentais são influentes: o eletromagnetismo, que rege praticamente todas as forças que conhecemos e seus respectivos trabalhos, e a gravidade, que age como uma simples força conservativa na superfície terrestre, sendo vertical e apontada para baixo. As forças nucleares forte e fraca praticamente não estão presentes em nosso cotidiano, embora sejam fundamentais para a constituição do próprio Universo.[73] [89] O estudo das quatro forças fundamentais constitui a maior aproximação fundamental para o entendimento da Natureza e de seus fenômenos que a ciência oferece.[73]

Feixes de laser

As divisões clássicas da física foram baseadas em classes gerais de fenômenos naturais para os quais uma determinada metodologia da física aplica-se de forma comum. Estas divisões ainda são atuais e tendem a ser usadas cotidianamente.[79] O ensino de física a nível secundário geralmente inicia-se com o estudo da mecânica clássica, seguindo para termodinâmica e para o eletromagnetismo, embora áreas como a cosmologia, a óptica e a física moderna também sejam tratadas.[75] Por outro lado, as divisões ou ramos da física moderna são feitas em acordo com os tipos particulares de estruturas da natureza com qual cada ramo está preocupado.[90] Costuma-se também dividir a física em aplicada e pura. Enquanto a física pura busca produzir conhecimentos sobre os princípios mais fundamentais da natureza sem a intenção de produzir conhecimentos práticos imediatos,[91] a física aplicada busca dar resposta a problemas práticos.[91] As engenharias se aproximam da física aplicada quando buscam resolver problemas de ordem prática, como na aeronáutica, computação, automação, mineralogia, eletrônica, fotônica, acústica, biofísica, topografia, geociências, resistência dos materiais, telecomunicações, hidráulica, metalurgia, entre outras. Entretanto, as fronteiras entre física pura e aplicada podem não ser claras.[91] Enquanto a biofísica se preocupa em produzir conhecimentos de como o olho humano reconhece e codifica a luz visível, tentando produzir sensores que possam substituir a retina para aqueles que não são mais ou nunca foram capazes de enxergar, produz conhecimentos sobre os comportamentos físicos e biológicos de nanopartículas sem ainda ter, entretanto, alguma utilidade prática.

A física se preocupa com o estudo da matéria, energia, espaço e tempo, buscando sempre uma maior precisão e uma maior profundidade no entendimento dos elementos e princípios fundamentais. Também tem, contudo, o objetivo de construir uma teoria unificada expressada em linguagem matemática precisa e corroborada experimentalmente de forma universal, que apresente uma estrutura e um comportamento que permitam que seus modelos científicos sejam capazes de descrever e prever os fenômenos naturais na maneira mais compreensiva e detalhada possível, sejam estes quais forem.[73] [91] Em sintonia com este objetivo, a física está caracterizada por uma instrumentação e medições altamente precisas.[92] Outras ciências naturais estão preocupadas em descrever e relatar os fenômenos em seus conceitos peculiares restritos às suas próprias disciplinas, mas a física sempre busca entender o mesmo fenômeno como uma manifestação especial de uma estrutura uniforme e superior da natureza como um todo.[73]

Divisões[editar | editar código-fonte]

Um transferidor de plástico observado por uma lente que polariza a luz. Através da luz polarizada pode-se perceber as regiões de tensão do plástico, marcadas em roxo, azul e verde. Nestas regiões o plástico está mais propenso a quebrar. O estudo da luz, que é uma radiação eletromagnética, é abordado pela óptica

O escopo muito amplo da física é abordado por vários campos de estudo que podem se diferir muito entre si. Tais divisões têm fundamentações históricas, e muitas áreas surgiram de forma independente.[79] O próprio início da física clássica, durante a revolução científica está grandemente associada ao início da mecânica clássica.[93]

Existem várias formas de dividir esta ciência tão ampla. Considera-se o início da física clássica e independente os estudos de Galileu Galilei.[93] O paradigma de René Descartes, uma visão mecanicista da ciência onde o mundo natural é uma maquina sem espiritualidade e, portanto, deve ser dominada pela inteligência humana e ser posta a seu serviço, permeou a produção e desenvolvimento científicos até o início do século XX,[94] quando o entendimento científico foi modificado profundamente pelo advento dos fundamentos da relatividade e da mecânica quântica, em um mundo onde o tempo pode se dilatar e as partículas elementares não são mais pontuais e locais e comportam ora como onda, ora como partícula.[95] [96] Esta época delimita a fronteira entre a física clássica e a física moderna.[97]

As divisões clássicas da física, antes do início do século XX, foram baseadas em classes gerais de fenômenos naturais para os quais uma determinada metodologia da física aplica-se de forma comum.[79] É a forma de divisão mais tradicional, pois considera-se as propriedades dos fenômenos estudados: os movimentos e forças são objeto de estudo da mecânica, a curiosidade acerca do calor e suas propriedades criou um plano de fundo para o surgimento da termodinâmica. A eletricidade, o magnetismo e a óptica surgiram de forma independente, mas foram integradas durante meados do século XIX ao serem consideradas apenas visões diferentes de um mesmo fenômeno muito mais amplo, o eletromagnetismo.

As divisões da física moderna são feitas em acordo com os tipos particulares de estruturas da natureza com qual cada ramo está preocupado.[79] As implicações até então imagináveis de afirmações aparentemente simples, como a constância das leis da física para qualquer referencial e a constância da velocidade da luz, são a base da relatividade. A mecânica quântica é a física das dimensões subatômicas.

Ainda existem numerosas divisões interdisciplinares da física. Tem um papel crucial dentro da ciência dos materiais ao fornecer subsídios para o estudo de relações, estruturas, performance, formas de caracterização e processamento dos materiais. A biofísica surge quando a biologia necessita resolver problemas que pertencem ao escopo da física. Da mesma forma a física médica surge quando a medicina necessita da física para resolver problemas, especialmente notáveis em radiologia. Destacam-se ainda a metalurgia, que necessita da física, especialmente da mecânica, na produção de produtos metálicos; a geofísica, que busca o compreensão da estrutura, composição e dinâmica do planeta Terra sob a ótica da física; a físico-química, quando a química necessita de conceitos físicos, como o movimento, energia, força, tempo, termodinâmica, mecânica quântica e física estatística, para a resolução de problemas; a física matemática, quando a física requer a utilização da metodologia da matemática para a aplicação de problemas físicos; e a meteorologia física, a área da meteorologia que investiga os fenômenos atmosféricos do ponto de vista da física, descrevendo-os e explicando-os a partir de teorias e da análise de resultados experimentais.[98]

Física clássica[editar | editar código-fonte]

Mecânica clássica[editar | editar código-fonte]

Animação mostrando um objeto em rotação intermitente. As flechas representam os vetores força, momento linear, posição, momento angular e torque. A mecânica clássica preocupa-se com a descrição do movimento e suas causas

A mecânica clássica descreve o movimento de objetos macroscópicos, desde projéteis a partes de máquinas, além de corpos celestes, como espaçonaves, planetas, estrelas e galáxias. A mecânica clássica em si também é muito ampla e várias especializações são derivadas dela. Referente aos conceitos abordados, pode ser dividida em Cinemática, que estuda os movimentos sem se preocupar com suas causas, a Estática, que aborda sistemas sob ação de forças que se equilibram, e a Dinâmica, que estuda o movimento considerando suas causas, em outras palavras, aborda sistemas sob ação de forças que não se equilibram.[99]

Surgiu durante a revolução científica, juntamente com a consolidação da física como ciência moderna. Galileu Galilei pode ser considerado o marco inicial da mecânica clássica,[93] mas sua consolidação definitiva veio com a publicação dos Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, de Isaac Newton, considerada a obra científica mais influente de todos os tempos.[47] Entretanto, em certos sistemas, a mecânica de Newton passa a ser pouco eficiente para ser usado na resolução de problemas. No final do século XVIII e durante o século XIX a mecânica foi reformulada por Joseph-Louis Lagrange e William Rowan Hamilton, para que abarcasse a resolução analítica de um maior número de problemas com um ferramental matemático mais refinado.[100] [101]

A mecânica não se limita à análise de partículas discretas, mas estuda também meios contínuos. O momento de inércia de um disco rígido com centro de rotação coincidente com o seu próprio centro é diferente de uma partícula isolada que orbita um centro de rotação qualquer.[102] A mecânica de meios contínuos é a mecânica que aborda o estudo dos materiais de massa contínua, em oposição de materiais de partículas discretas ou isoladas. A mecânica dos fluidos e a Dinâmica de corpo rígido são exemplos de divisões da mecânica de meios contínuos.[103]

É considerada a divisão base da física, pois as outras divisões são derivadas dela. Seu escopo continua sendo o estudo dos entes fundamentais da física: espaço, tempo, matéria e energia. De suas relações e consequências, surgem outros conceitos, como as leis de Newton, posição, dimensão, invariância de Galileu, velocidade, aceleração, força, torque, momento linear, momento angular, energia mecânica, trabalho, potência, massa, inércia, momento de inércia, referencial, entre outros.[104]

Ondulatória[editar | editar código-fonte]

Padrão de franjas observado em um anteparo causada pela interferência de dois feixes de laser. A interferência da luz, assim como em qualquer outra onda, é um fenômeno estudado pela ondulatória

A ondulatória, na física clássica, estuda as características e as propriedades das ondas e seus movimentos e relações. A onda consiste-se de perturbações, pulsos ou oscilações ocorridas em um determinado meio, que pode ser material ou não. Transporta energia cinética da fonte para o meio, sendo incapaz de transportar matéria.[105]

Seu estudo clássico também iniciou-se com Galileu Galilei e Isaac Newton inclui seu estudo em seu Principia Mathematica ao analisar a mecânica dos fluidos, a mecânica dos corpos que não possuem rigidez ou volume próprios.[106] A acústica é a parte da Ondulatória que estuda especificamente a propagação das ondas sonoras pelo ar.[107] A luz foi considerada um fenômeno ondulatório a partir da experiência da dupla fenda de Thomas Young.[108] Seus conceitos principais são ondas (transversais e longitudinais) comprimento de onda, oscilação, amplitude, frequência, fase, reflexão, refração, difração, interferência, polarização, efeito Doppler, entre outros.[109]

Termodinâmica[editar | editar código-fonte]

Transferência de calor através da convecção.

Precedendo a termodinâmica pode-se encontrar a Termologia, que é basicamente o estudo do calor, ou seja, o estudo da energia térmica em trânsito, que se diferencia de temperatura, que é o grau de agitação das moléculas. Porém, os conceitos mais arraigados desta área encontram-se na termodinâmica, que estuda as relações entre o calor trocado e o trabalho realizado.[110]

Máquinas térmicas tinham sido inventadas e aperfeiçoadas ao longo dos séculos XVII, XVIII e XIX. No entanto, a atenção científica sobreveio apenas em meados do século XIX com Sadi Carnot. Seus estudos foram aprimorados ao longo daquele século por James Prescott Joule, Lord Kelvin e Rudolf Clausius.[111] Seus princípios ajudaram no estabelecimento da teoria cinética e no consequente desenvolvimento da física estatística.[112] Seus principais conceitos são calor, temperatura, pressão, volume, energia térmica, entalpia, entropia, capacidade térmica, calor específico, entre outros.[113] A Termodinâmica se aplica a uma ampla variedade de tópicos em ciência e engenharia, tais como motores, transições de fase, reações químicas, fenômenos de transporte, e mesmo buracos negros. Os resultados dos cálculos termodinâmicos são essenciais para outros campos da física e da química, engenharia química, engenharia aeroespacial, engenharia mecânica, biologia celular, engenharia biomédica, e ciência e materiais úteis em outros campos como a economia[114] [115]

Lord Kelvin Considerado o pioneiro da Termodinâmica.

Inicialmente, a termodinâmica dos motores térmicos se preocupou principalmente nas propriedades térmicas de seus "materiais de trabalho", tais como vapor. Esta preocupação foi então ligada ao estudo da transferência de energia em processos químicos, por exemplo um estudo, publicado em 1840, por calores de reacções químicas de Germain Hess, que não foi inicialmente explicitado estabelece a relação entre as trocas de energia pelo calor e trabalho. A Química termodinâmica estuda o papel da entropia em reações químicas. Grande parte do conteúdo empírico da termodinâmica está contido em quatro leis. A primeira lei assegura a existência de uma quantidade chamada de a energia interna do sistema, o que é distinguível da energia cinética do movimento de grandes quantidades do sistema e da sua energia potencial em relação ao seu ambiente. A primeira lei distingue as transferências de energia entre sistemas fechados como calor e trabalho.[116] [117] A segunda lei se refere a duas grandezas chamadas de temperatura e entropia. Entropia expressa as limitações resultantes do que é conhecido como irreversibilidade, sobre a quantidade de trabalho termodinâmico que pode ser entregue a um sistema externo, por um processo termodinâmico.[118] Temperatura, cujas propriedades são também parcialmente descritas pela lei zero da termodinâmica, quantifica a direção do fluxo de energia na forma de calor entre dois sistemas em contato térmico e quantifica as noções de senso comum de "quente" e "frio".

Eletromagnetismo[editar | editar código-fonte]

Uma lâmpada de plasma, constituída por um bulbo com gás à pressão baixa. O grande potencial elétrico aplicado ao eletrodo em seu centro excita o gás em seu torno, que passa ao estado de plasma e passa a ser eletricidade. Esses conceitos são abordados pelo eletromagnetismo

O eletromagnetismo é basicamente a unificação da eletricidade, que é o estudo das cargas elétricas, estáticas ou em movimento, com o magnetismo, que é basicamente o estudo dos ímãs. A luz é uma radiação eletromagnética, e seu campo de estudo, a óptica, também faz parte do eletromagnetismo.[119] [120] [121]

William Gilbert foi o pioneiro no estudo do magnetismo e da eletrostática,[57] parte da eletricidade que aborda o estudo das propriedades físicas das cargas elétricas estacionárias, em oposição à eletrodinâmica, que estuda a relação da força eletromagnética entre cargas e correntes elétricas. Otto von Guericke, Benjamin Franklin e Alessandro Volta contribuíram para o desenvolvimento desta área, mas Hans Christian Ørsted foi o primeiro a perceber, em 1820, a ligação entre o magnetismo e eletricidade, até então áreas independentes e sem conexões. Michael Faraday descobriu a indução eletromagnética[58] e James Clerk Maxwell unificou as descrições matemáticas da eletricidade e magnetismo em um grupo de quatro equações, conhecidas como Equações de Maxwell.[59]

Seus principais conceitos são capacitância, carga elétrica, corrente elétrica, condutividade elétrica, campo elétrico, permissividade elétrica, potencial elétrico, resistência elétrica, indução eletromagnética, radiação eletromagnética, campo magnético, fluxo magnético, monopolo magnético, permeabilidade magnética, entre outros.[122]

Embora a maior parte da física clássica esteja englobada na mecânica clássica, Ondulatória, termodinâmica e eletromagnetismo, outras especializações também podem ser consideradas clássicas, pois não utilizam a princípio conceitos modernos, ou seja, conceitos que recorrem à relatividade ou a física quântica, embora não estejam delimitados exclusivamente dentro das concepções clássicas. Destaca-se a teoria do caos nesta área.[123]

Física estatística[editar | editar código-fonte]

Gráfico representando o movimento browniano em três dimensões

A física estatística tem por objetivo o estudo dos sistemas constituídos por "incontáveis" partículas, tão numerosas que se torna impraticável a sua descrição através da consideração de cada uma das suas partículas isoladamente. Tais sistemas não são raros e uma simples amostra de gás confinado em uma garrafa seria um exemplo. As ferramentas para solução dessa questão residem nos conceitos de probabilidade e de estatística.[124]

Surge, então, um problema filosófico em relação ao questionamento sobre a exata definição de probabilidade. Alguns filósofos sugerem que a probabilidade seja a medida da "ignorância" sobre um número real.[125] Entretanto, esta definição é bastante subjetiva e não explica o sentido de probabilidade usada pela física estatística ou pela mecânica quântica. Em termos físicos, a probabilidade ganha um sentido mais concreto. A probabilidade é uma propriedade intrínseca a alguns processos físicos e não depende do "nível de conhecimento" do físico experimental. Um átomo pode decair radioativamente sob certa probabilidade entre 0 e 1 e isso não depende da quantidade de "ignorância" do observador. Isso é fundamental para a própria existência da física estatística, que é a teoria dos processos físicos probabilísticos.[126]

Dentro dos processos probabilísticos está arraigada a noção de entropia, conceito fundamental também em termodinâmica. Ludwig Boltzmann propôs que a direção da "flecha do tempo" é determinada pela entropia.[127] Desde então, os filósofos debatem contra e a favor da tese de Boltzmann. Para alguns, a entropia, em termodinâmica, não pode ser generalizada para eventos universais.[73] É necessário que haja determinismo estrito e pontual, inconcebível dentro da mecânica quântica; a direção do tempo determinado pela entropia não passaria de um ponto de vista metafísico.[128] Entretanto, outros afirmam que é absolutamente possível conciliar as duas teorias e que a direção do tempo é realmente determinada pela entropia.[128] A segunda corrente de ideias está grandemente relacionada ao relacionalismo de Gottfried Wilhelm Leibniz, onde o tempo existiria apenas se existissem objetos e eventos em constante complexidade, que pode ser traduzida como a própria entropia.[129]

Física moderna[editar | editar código-fonte]

No final do século XIX, permeava no pensamento científico a satisfação de que todos os fenômenos naturais poderiam ser descritos pela ciência já desenvolvida até então. Restava apenas a conquista de uma maior precisão do valor das constantes universais e da resolução de alguns "pequenos" problemas. Estes se tornaram uma grande dor de cabeça com o passar dos anos, pois continuariam insolúveis.[61] Entre estes fenômenos "problemas" destacam-se a radiação de corpo negro e a catástrofe do ultravioleta, o espectro de raias dos elementos e o efeito fotoelétrico.[62] [63] [64] As contribuições iniciais de Max Planck e sobretudo Albert Einstein abriram novos campos para a explicação destes fenômenos e abriram margens para descobertas e ponderações até então inimagináveis.[61] [65]

Relatividade[editar | editar código-fonte]

Em 1905, Albert Einstein publicou os fundamentos da relatividade restrita, afirmando constância da velocidade da luz em qualquer referencial inercial e postulando que as leis da física são as mesmas para qualquer referencial. Isso implica efeitos e consequências que não são previstas pela mecânica clássica, como a dilatação do tempo e a contração do comprimento. Dez anos mais tarde Einstein publica a teoria da relatividade geral, que generaliza, através da equações de campo de Einstein, os efeitos descritos pela relatividade restrita para referenciais não-inerciais. Também engloba a mais completa descrição da gravidade disponível atualmente, sendo esta meramente um efeito da curvatura do espaço-tempo provocada pela presença de grande quantidade de massa.[95]

Mecânica quântica[editar | editar código-fonte]

Amplitude de probabilidade correspondente às funções de onda de um elétron em um átomo de hidrogênio

Max Planck, em 1900, durante seus estudos sobre radiação de corpo negro, apresentou uma descrição matemática do fenômeno que coincidia com os resultados experimentais. Esta descrição tentava fugir da descrição clássica, que levava ao que foi conhecido como catástrofe do ultravioleta. Nesta descrição, Planck argumentou que a distribuição energética era discreta, não contínua, como na descrição clássica. Cinco anos mais tarde, Einstein apresentou argumentações físicas para os resultados de Planck, elucidando também o efeito fotoelétrico. Planck e Einstein fundamentaram os princípios da mecânica quântica, que é basicamente a física das dimensões subatômicas. Seu desenvolvimento foi impulsionado, entre outros, por Niels Bohr, Louis de Broglie, Werner Heisenberg e Erwin Schrödinger.[96]

A teoria mais precisa elaborada pela ciência é a eletrodinâmica quântica de Richard Feynman, onde é utilizado as noções da mecânica quântica para a descrição e explicação de campos eletromagnéticos. Feynman elaborou uma das primeiras e a mais famosa teoria quântica de campos e foi sucedido pela elaboração da cromodinâmica quântica, a teoria quântica do campo da força forte, que levou à previsão e a posterior descoberta dos quarks. Após a fusão das descrições da força fraca com o eletromagnetismo em altas energias, três das quatro forças fundamentais são descritas por teorias quânticas de campos. Entretanto, a gravidade ainda não é descrita por nenhuma teoria quântica de campos corroborada experimentalmente.[130]

A física moderna não está limitada apenas à relatividade e à mecânica quântica. Destacam-se também a física das partículas elementares, que estuda as propriedades das partículas elementares que constituem a matéria; a física nuclear, que estuda as propriedades dos núcleos atômicos; a física atômica e molecular, que estuda as propriedades físicas da associação dos núcleos e elétrons; a física da matéria condensada, que aborda o entendimento do comportamento da matéria composta por um grande número de átomos; e a física do plasma, que estuda as propriedades da matéria que exibe um grau de agitação térmica suficiente para que elétrons e núcleos consigam se manter separados (plasma).[131] A óptica, que é uma área da física ligada ao eletromagnetismo, também tem pilares na Mecânica quântica, pois a luz visível, uma faixa de toda a radiação eletromagnética, exibe propriedades duais: comporta-se como ora como partícula ora como onda.[131] As disciplinas físicas da astronomia, como a astrofísica, utilizam grandemente a mecânica clássica em seus estudos, mas a relatividade geral encontra a sua maior aplicação nesta cadeira, especialmente na cosmologia.[132]

Física nuclear[editar | editar código-fonte]

Ernest Rutherford (1871–1937)

A Física Nuclear começou no fim do século passado, a começar pela descoberta dos raios X, pelo alemão Wilhelm Roentgen. No ano seguinte, em 1896, com uma questão que se debateu à volta dos raios X. Na Academia Francesa de Ciências, o grande matemático Henri Poincaré sugeriu que se analisasse a relação dos fenómenos de fluorescência com a radiação X. Se o tubo de raios X ficava fluorescente, talvez outros materiais com a mesma propriedade fossem capazes de emitir a mesma radiação misteriosa. Um físico e académico francês - Henri Becquerel - cujo pai tinha sido também académico- tentou avaliar da correcção da conjectura de Poincaré. Um sal de urânio era conhecido por ficar fluorescente sob a acção da luz solar. Tratava-se agora de saber se era também emissor de raios X. Quis o acaso que ele tivesse deixado o sal de urânio dentro de uma gaveta juntamente com uma chapa fotográfica. Aconteceu então que a amostra, mesmo não exposta aos raios solares, impressionou a chapa fotográfica. Em questões de acaso, não basta ser alvo dele, sendo necessário recebê-lo dignamente: Becquerel deduziu logo que havia uma nova radiação, proveniente do urânio, ainda mais misteriosa que os raios X, e, com tal conclusão, mereceu o Prémio Nobel de 1903.[133]

A pré-história da Física Nuclear ficou marcada, além de Becquerel, por duas outras personagens principais, que com ele por várias vezes privaram: o casal Pierre e Marie Curie. Pierre Curie fez nome na Física antes da sua esposa, que é hoje talvez mais conhecida do grande público. Tinha trabalhado em piezoelectricidade e em magnetismo, antes de se virar para a radioactividade. A origem da radioactividade natural residia nos elementos químicos urânio, tório, polónio e rádio. Se o urânio e o tório já eram conhecidos antes, o polónio e o rádio foram reconhecidos e baptizados pelos Curie (a síntese do rádio foi completada em 1898) .Em 1903, o casal Curie recebeu, em conjunto com Becquerel, o Prémio Nobel da Física e, em 1911, Madame Curie recebia o seu segundo Prémio Nobel, desta vez da Química. Em finais de 1910 realizava-se num laboratório de Manchester a descoberta do núcleo. Esse resultado, embora obtido na prática pelas interpostas pessoas de Geiger e Marsden (o primeiro assistente e o segundo estudante), foi obra do Professor Ernest Rutherford, um neo-zelandês grande e truculento, que tinha trabalhado antes na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e depois na Universidade de McGill, no Canadá. Quando descobriu o núcleo, Rutherford já tinha nome feito na física dos fenómenos radioactivos, tendo recebido o Prémio Nobel da Química em 1908.[134]

Em particular, contribuiu decisivamente para o esclarecimento da natureza da radioactividade. 1932 foi o "annus mirabilis" da Física Nuclear: nesse ano foi construído o primeiro acelerador circular (por Ernest Lawrence, em Berkeley, Califórnia), foi realizada a primeira reacção nuclear num acelerador (por John Cockcroft e Ernest Walton, em Cambridge). A história da fissão do núcleo atômico vai de 1935 a 1945. Enrico Fermi, um professor que de Roma atravessou o Atlântico para se estabelecer em Chicago e um dos espíritos mais brilhantes na Física, foi o intérprete principal dos desenvolvimentos da Física Nuclear. Uma vez descoberto o neutrão, Fermi começou por efectuar numerosas experiências de bombardeamento de outros núcleos por neutrões, desencadeando assim várias reacções nucleares. Ganhou o Prémio Nobel da Física de 1938. Usando ainda colisão de neutrões, os alemães Otto Hahn e Fritz Strassman descobriram em 1938 a cisão do urânio, num laboratório em Berlim. O urânio 235, quando bombardeado com neutrões, dava origem a núcleos de crípton e bário, muito mais leves que o urânio, e libertava neutrões.[135]

O Modelo Padrão de Partículas[editar | editar código-fonte]

O modelo padrão de partículas elementares com bósons intermediadores na coluna da direita.

O Modelo Padrão da física de partículas é uma teoria sobre a força eletromagnética, fracas e fortes interações nucleares, que medeiam a dinâmica das partículas subatômicas conhecidas. Desenvolvido ao longo do médio e final do século 20, o modelo padrão é realmente "uma tapeçaria tecida por muitas mãos", por vezes impulsionados por novas descobertas experimentais, às vezes por avanços teóricos. Foi um esforço de colaboração no sentido mais amplo, abrangendo continentes e décadas.

O primeiro passo para o Modelo Padrão foi de Sheldon Glashow Lee com a descoberta em 1960 de uma maneira de combinar o eletromagnético e interação fraca. Em 1967 Abdus Salam incorporou o mecanismo de Higgs na teoria eletrofraca de Glashow, dando-lhe sua forma moderna.[136]

O mecanismo de Higgs é acreditado para dar origem a massa de todas as partículas elementares no modelo padrão. Isto inclui as massas do bósons W e Z, e as massas do férmion s, ou seja, o quark e lépton s. A teoria da interação forte, a que muitos contribuíram, adquiriu sua forma moderna em torno de 1973-74 com contribuições de vários físicos mais em especial Hideki Yukawa, quando experimentos confirmaram que os hádrons eram compostos de quarks fracionários carregados.

Atualmente, a matéria e a energia são melhor compreendidas em termos da cinemática e interações das partículas elementares. A física tem reduzido as leis que regem o comportamento e a interação de todas as formas conhecidas de matéria e energia a um pequeno conjunto de leis fundamentais e teorias. Um dos principais objetivos da física é encontrar o "terreno comum" que uniria todas essas teorias em uma teoria integrada de tudo, do que todas as outras leis conhecidas seriam casos especiais, e de que o comportamento de toda a matéria e energia poderia ser derivado (pelo menos em princípio).[137]

Bóson de Higgs[editar | editar código-fonte]

As interações entre o bosão e campo de Higgs com as partículas elementares do modelo padrão.

O bóson de Higgs ou partícula de Higgs é uma partícula elementar prevista no modelo padrão da física de partículas. A existência do bóson de Higgs tem profunda importância na física de partículas, comprovando a existência do hipotético campo de Higgs, de vários mecanismos propostos para a quebra de simetria eletrofraca, e os meios pelos quais as partículas elementares adquirem massa. A explicação principal é que existe um campo de energia que envolve todo o cosmos(universo) em todos os lugares, e que explicaria como as partículas adquirem massa ao interagir com este campo. O campo de Higgs também explicaria o porquê de certas partículas como o top quark ganharem tanta massa mais que as outras como o fóton. Segundo a teoria do físico Peter Higgs partículas quase sem massa como fótons interagem menos com este campo explicando assim o porquê de terem esta propriedade, já partículas como o top quark ganham mais massa porque interagem mais com o campo de Higgs.

Física pura e física aplicada[editar | editar código-fonte]

A exploração espacial é possível graças à aplicação da física em novas tecnologias

A física pura está preocupada com a obtenção do conhecimento básico e preciso, sem se preocupar com pesquisas que tenham utilidade prática imediata. Almeja a obtenção de conhecimentos para a resolução de problemas de caráter mais geral, embora não tenha um objetivo bem delineado. Busca atender demandas exigidas pela própria comunidade científica, como a necessidade de se propor novas teorias para problemas que são insolúveis para a teoria vigente.[138] Em 1916, Albert Einstein propôs o modelo de emissão estimulada, onde a colisão de um átomo excitado com um fóton de mesma energia provova a emissão de um fóton idêntico ao primeiro, que se propaga na mesma direção e sincroniza sua onda com a do estimulador, somando sua intensidade e aumentando, dessa forma, a intensidade da luz emitida. Este conceito é a base do funcionamento do laser, que viria a ser inventado apenas em 1960.[139]

A física aplicada é o termo geral para pesquisas em física com objetivo de uso particular. Está associada à engenharia. Um físico aplicado, que pode ser ou não um engenheiro, está projetando algo em particular usando a física ou conduzindo uma pesquisa física com o objetivo de desenvolver novas tecnologias ou de resolver problemas.[140] Ela geralmente difere da engenharia em que um físico aplicado pode não estar projetando algo em particular, mas está usando a física ou a realização de pesquisas da física com o objetivo de desenvolver novas tecnologias ou resolver um problema de engenharia. Esta abordagem é semelhante ao da matemática aplicada. Em outras palavras, física aplicada está enraizada nas verdades fundamentais e conceitos básicos das ciências físicas, mas está preocupado com a utilização desses princípios científicos em dispositivos práticos e sistemas.[141]

A abordagem é semelhante à abordagem da matemática aplicada. Os físicos aplicados também podem estar interessados no uso da física para pesquisas científicas no desenvolvimento tecnológico ou em aplicações práticas, que podem não estar relacionados à própria engenharia. Os cientistas que trabalham em um acelerador de partículas buscam desenvolver detectores de partículas mais eficazes para permitir um maior progresso da física teórica,[140] [142] mas podem estar trabalhando na miniaturização de circuitos eletrônicos para que a própria tecnologia avance.

A física é muito usada na engenharia.[140] A estática, uma subdisciplina da mecânica, é muito usada na engenharia civil.[143] A física também pode ser utilizada na interdisciplinaridade em outras ciências, inclusive utilizando seus métodos em ciências não-naturais.[98]

O Engenheiro Nikola Tesla usou conceitos da engenharia elétrica para dar impulso à segunda revolução industrial

Ao contrário de disciplinas tradicionais de engenharia, ciência da engenharia / física não é necessariamente restrita a um determinado ramo da ciência ou física. Em vez disso, engenharia, ciência / física destina-se a fornecer uma base mais completa na física aplicada para uma especialidade selecionada, como a óptica, a física quântica, ciência dos materiais, Mecânica Aplicada, nanotecnologia, microfabricação, engenharia mecânica, engenharia elétrica, biofísica, teoria de controle, aerodinâmica, energia, física do estado sólido, etc.

É a disciplina dedicada à criação e otimização de soluções de engenharia através de um melhor entendimento e aplicação integrada de matemática, princípios científicos, estatísticos e de engenharia. A disciplina também preenche a lacuna entre a ciência teórica e prática da engenharia com ênfase em pesquisa e desenvolvimento, design e análise.

Engenharia física ou graus de ciência de engenharia são respeitados graus académicos conferidos em muitos países. É notável que em muitas línguas o termo para "física" de engenharia seria diretamente traduzido para o português como "física técnica". Em alguns países, tanto o que seria traduzido como "engenharia física" e que seria traduzido como "física técnicas" são disciplinas que levam à formação acadêmica, com o ex-especialista em pesquisa de energia nuclear, e esta mais perto da Engenharia Física.

A Física aplicada também pode estar interessada no uso da física para a pesquisa científica. Por exemplo, o campo da física de aceleradores pode contribuir para a investigação na física teórica de partículas, permitindo concepção e construção de aceleradores de alta energia como o LHC.

Física teórica e física experimental[editar | editar código-fonte]

Grande Colisor de Hádrons (LHC). No interior dos tubos, partículas se movem a velocidades ultrarrelativísticas

Uma teoria física é um modelo de eventos físicos, uma aproximação construída por humanos para descrever a Natureza.[144] É endossado segundo a concordância de suas predições com as observações empíricas.[145] Uma teoria física também é endossada pela sua habilidade de realizar novas previsões que podem ser verificadas através de novas observações.[145] Uma teoria física difere de um teorema matemático; ambos são baseados em axiomas ou postulados, mas aplicabilidade matemática não é baseada com a concordância de resultados experimentais.[146] Uma teoria física envolve uma ou mais relações entre as várias grandezas físicas.[147] Em certas ocasiões, a visão provida por sistemas matemáticos puros podem prover pistas de como um sistema físico deve ser modelado.[148]

Os avanços teóricos existem quando velhos paradigmas são postos de lado;[149] a mecânica Newtoniana foi suplantada pela mecânica relativística, mas a mecânica Newtoniana é um de seus casos particulares.[150] O conjunto de teorias físicas, dentro de um paradigma, é aceito quando é capaz de realizar previsões corretas, embasados pela experimentação, suplantando outro velho conjunto de teorias físicas que já não é capaz de descrever os novos fenômenos observados.[149] O método científico existe para testar as consequências de uma teoria física.[151]

A física experimental está preocupada com a aquisição de dados, seus métodos e conceitualizações detalhados, além da realização de experimentos laboratoriais, em contraste com os experimentos mentais. Está preocupada em obter conhecimentos da Natureza,[152] em contraste com a física teórica, que está preocupada em entender como a Natureza se comporta.[152] Apesar da física experimental e a física teórica terem objetivos distintos, a física experimental depende da física teórica. A maioria dos experimentos elaborados pela física experimental têm o propósito de confirmar ou contradizer as conclusões feitas pela física teórica, que, por sua vez, não pode evoluir sem o conhecimento produzido pela física experimental.[153] Experimentos podem ser formulados para fornecerem fatos completamente novos sobre sistemas nunca estudados ou modelados, mas mesmo nestes casos não se pode negar que o ponto de partida é diretamente influenciado pelas teorias e conhecimentos até a corrente data já produzidos.

Filosofia[editar | editar código-fonte]

A visão mecanicista de René Descartes, onde a natureza não passa de "peças de uma máquina" que pode ser compreendida através de sua "desmontagem" influenciou a ciência até o século XX, onde a complexidade a probabilidade começaram a ganhar espaço

Tendo em consideração que a física sempre esteve associada à filosofia natural desde a antiguidade até o século XVIII, a filosofia da física pode ser considerada a mais antiga disciplina filosófica da história.[84] A reflexão humana sobre o mundo físico precedeu historicamente a reflexão sobre a natureza de nossos próprios pensamentos e nossas interações sociais com outros seres humanos.[129] No entanto, filosofia da física, como disciplina moderna, surge durante o Renascimento e começa a ser aprofundada durante o Iluminismo, tendo um caráter mais epistemológico com o avançar dos séculos.[154]

A filosofia natural é debatida desde a antiguidade pré-clássica. As primeiras reflexões vieram sobre discussões de ordem prática acerca da mecânica, óptica e astronomia. Babilônicos e egípcios eram capazes de prever eclipses solares e lunares. Porém, os debates acerca do mundo natural estavam sempre associados a geometria. Os gregos foram os primeiros a desenvolver uma filosofia natural sem pretensões práticas. Tales de Mileto é às vezes referido como "pai da ciência", pois recusou-se aceitar explicações sobrenaturais, mitológicas e religiosas para os fenômenos naturais. Leucipo de Mileto e posteriormente Demócrito de Abdera desenvolveram o atomismo, onde tudo o que há na natureza é formado por átomos indivisíveis e eternos. Para Aristóteles, as mudanças na natureza podem ser explicadas através de quatro causas: a causa material, aquilo do qual é feita alguma coisa; a causa formal, a coisa em si e o que lhe dá a forma; a causa eficiente, aquilo que dá origem ao processo em que a coisa surge; e a causa final, aquilo para o qual a coisa é feita. Aristóteles foi pioneiro em construir uma teoria altamente coerente e elaborada para a explicação do mundo natural, com base filosófica bem muito bem fundamentada, registrada em seu livro Física. Para ele, os elementos naturais buscavam seu lugar próprio no Universo: a terra buscaria seu centro, onde a Terra está situada, enquanto o fogo tenderia a fugir. Aristóteles também relacionou o movimento como algo provocado por uma força. Embora Aristarco de Samos tenha defendido o heliocentrismo, o auge da astronomia grega vem com o geocentrista, Ptolomeu que aperfeiçoou e complexificou a mecânica celeste grega baseada em esferas e epiciclos para englobar todos os movimentos dos astros observados, incluindo a precessão dos equinócios.

Na visão de vários cientistas atuais, as considerações filosóficas sobre a ciência e a física não influenciam diretamente suas atividades ou métodos de trabalho como cientistas no dia-a-dia,[nota 2] mas a filosofia da física envolve uma combinação de assuntos conceituais, metodológicos, epistemológicos e até mesmo metafísicos.[129] [155] Os filósofos da física colaboram juntamente com os físicos para entenderem os conceitos que empregam em suas pesquisas.[156] Um dos primeiros estudos modernos da filosofia da física foi a reflexão sobre os componentes mais fundamentais do Universo.[84] O Renascimento abalou profundamente as bases filosóficas medievais, fazendo que o ser humano voltasse para si próprio e a busca para uma nova postura diante do mundo precisava de verdades diferentes e de outros modos de reflexão. René Descartes recusava o pensamento tradicionalista medieval e concebia que o pensador tinha por objetivo construir um sistema filosófico semelhante à matemática.[157] Surgia o paradigma cartesiano, com um método de investigação do mundo que rejeitava qualquer conhecimento baseado na sensibilidade, apresentando como critério verídico sua argumentação de que todas as coisas que concebemos são verdadeiras e, portanto, não passíveis de serem contestadas.[157]

Emerge deste pensamento, dessa mentalidade reducionista e mecanicista do Universo levou o ser humano a uma visão fragmentada da verdade, tendo como consequência a quebra da ciência nas várias especialidades, o determinismo científico,[157] onde tudo que existe não passa de partículas e que os movimentos dessas partículas são para sempre determinados quando se mensuram as posições e as velocidades de todas as partículas no momento atual. Em outras palavras, conhecendo-se as posições de todas as partículas do Universo e as suas respectivas velocidades em um dado instante, poder-se-ia conhecer com exatidão todo o passado e o futuro, fosse qual fosse o instante desejado.[158] Esta forma de pensar liga-se diretamente ao reducionismo. Segundo essa linha de pensamento, é possível escrever leis básicas que descrevem completamente o comportamento do Universo. Nestes termos, todo o conhecimento pode ser reduzido a essas leis básicas. Por exemplo, tem-se que todos os fenômenos químicos possam ser deduzidos da mecânica quântica se o número de cálculos envolvidos for viável. O principal objetivo da física seria então encontrar essas leis básicas que regem o Universo. O reducionismo coloca a física na posição de ciência a mais básica de todas pois, a partir dela, seria possível, em princípio, chegar-se ao mesmo conhecimento produzido em todas as outras.[159] Isso não implica o descarte das demais, pois essas tratariam com as suas próprias metodologias os fenômenos naturais mais complexos, consolidando-se em áreas que, por questões práticas, estariam fora do alcance da física.

Diagrama do Sistema Solar heliocêntrico imaginado por Johannes Kepler. O sistema solar seria inicialmente para Kepler perfeito como os sólidos de Platão. Anos mais tarde Kepler concluiu que as órbitas planetárias deveriam ser elípticas, contrariando o seu próprio pensamento inicial

A crise científica no início do século XX, causada pelos seus próprios progressos, abalou o paradigma reducionista-mecanicista cartesiano. O surgimento da relatividade e da mecânica quântica e outras áreas da física moderna redefiniu conceitos como ordem, posição, tempo, espaço, momento, continuidade e separabilidade, referencial e localidade.[157] Os métodos reducionistas já não são compatíveis com novas formas da lógica e a complexidade surge em primeiro plano. O caos, a complexidade, a probabilidade e a incerteza passaram a integrar uma nova forma da percepção da realidade.[157]

Com a física em posição de ciência mais fundamental, certas questões metafísicas, como especulações sobre o tempo, a existência e as origens do Universo, entre outras, deveriam ser enviadas à física para se obter respostas segundo os moldes dessa ciência. Nestes termos, seja qual for a resposta que a física apresente para conceitos como tempo, causa e ação, ou mesmo identidade, estas deveriam ser consideradas em princípio corretas.[160] Entretanto, se as noções tradicionais metafísicas entrarem em confronto com uma física bem enraizada, então essas noções metafísicas deixariam de ter significado ou dever-se-ia questionar a validade dos conhecimentos sobre o mundo físico providos pela física. Para isso, filósofos da física têm se esforçado para investigar qualquer confronto possível entre a metafísica e a física.[129]

A física tem sido considerada historicamente o modelo de ciência para todas as outras ciências, naturais ou não, tanto por filósofos quanto por cientistas.[161] Por exemplo, a Sociologia, ainda nos seus primórdios com Auguste Comte, na primeira metade do século XIX, era chamada de física Social.[162] [163] Dentro da construção do senso comum, a física detém os melhores métodos que a ciência pode conceber.[129] Mas também é argumentável que a física tem os seus próprios métodos, diferentes daqueles de outras ciências, e particularmente aplicáveis à própria disciplina e incomparáveis a outras. Mesmo dentro da física, os métodos podem variar e serem incomparáveis.[164]

Esta ciência ocupa uma posição privilegiada dentre as ciências, já que lida com os mais arraigados conceitos cotidianos. O próprio conceito de cotidiano já foi várias vezes abalado com as mudanças de paradigma da física. Por exemplo, a revolução copernicana, trazendo o heliocentrismo ao primeiro plano, quebrando o paradigma geocentrista defendido pela Igreja Católica na Idade Média, a unificação da física dos Céus e da Terra com a gravitação universal de Newton, a unificação dos conhecimentos de eletricidade e magnetismo por Maxwell. As viagens no tempo e os buracos negros começaram a ganhar espaço dentro do imaginário a partir da relatividade geral de Albert Einstein.[129] [165]

Física, lógica e matemática[editar | editar código-fonte]

Representação de vetores em coordenadas cartesianas, cilíndricas e esféricas. A física utiliza a linguagem matemática para se expressar

A física tem o apoio da lógica, pilar central do conhecimento humano para a sua fundamentação, estruturação e expressão. Está ligada ao pensamento humano e distingue interferências e argumentos falsos e verdadeiros. É basicamente um conjunto de regras rígidas para que argumentações e conclusões pudessem ser aceitas como logicamente válidas. O uso da lógica leva a um raciocínio baseado em premissas e conclusões. Tem sido binária, pois aceita duas assunções, falso ou verdadeiro e nega a existência da simultaneidade de conclusões, como por exemplo, conclusões que ao mesmo tempo são parcialmente verdadeiras e parcialmente falsas.[166] Tal conclusão e suas leis da identidade (X deve ser X), da impossibilidade da contradição (X nunca é Y), e da exclusão do terceiro elemento (X deve ser X e, portanto, nunca deverá ser Y) abordam todas as possibilidades e são a base do pensamento lógico. Define as leis ideais do pensamento e estabelece as regras do pensamento correto, sendo uma arte de pensar. E como o raciocínio é a atividade intelectual que leva a todas as outras atividades humanas, define-se a lógica como a ciência do raciocínio correto. Para tanto, a lógica é necessária para tornar o pensamento humano mais eficaz e ajuda-o a justificar suas atividades recorrendo aos princípios que baseiam a sua legitimidade. A lógica é arte, ciência que nos guia ordenadamente, facilmente e sem erros, dentro dos princípios da razão.[167]

A lógica matemática oferece ao conhecimento humano a capacidade de esclarecer e de argumentar conceitos. Em outras palavras, permite adquirir e transmitir certezas com o propósito da validação de certas afirmações partindo-se do reconhecimento da validação de outras argumentações que são geralmente mais simples. Essa capacidade de esclarecer conceitos, apresentar definições e de argumentá-los através da exibição de demonstrações são a base do raciocínio matemático e da própria matemática e que, por sua vez, oferece o suporte lógico para os conceitos físicos.[168]

A Natureza pode ser entendida por meio de ferramentas matemáticas.[169] [170] As noções de números e outras estruturas matemáticas não precisam da física para serem justificadas.[171] Entretanto, novas afirmações matemáticas podem ser usadas, muito tempo mais tarde, para descrever um fenómeno físico. Os números complexos, que são uma das bases da mecânica quântica, já tinham sido pensados no século XVI.[172] No entanto, a matemática é mais do que uma ferramenta da física, é a sua própria linguagem.[169]

O próprio desenvolvimento da física está intimamente ligado com o desenvolvimento da matemática,[173] sendo a recíproca também certamente verdadeira.[169] Desde que os chamados "Calculatores de Merton College", no século XIV, começaram a descrever a cinemática utilizando a matemática,[174] passando por Johannes Kepler[175] e por Galileu Galilei,[169] esta "simbiose" ocorre. Isaac Newton necessitava de um aparato matemático para dar apoio aos seus estudos em física, e em função desta necessidade, foi um dos criadores do Cálculo, disciplina com inegável relevância na matemática e na física, juntamente com Leibniz.[169]

Método científico e epistemologia[editar | editar código-fonte]

Esquema representando o método científico

Os cientistas em física usam o método científico, um conjunto de técnicas e procedimentos com o objetivo de tornar científico o conhecimento produzido,[76] para validar uma teoria, usando uma aproximação metodológica para comparar as implicações da teoria com as conclusões obtidas de experimentos e observações especialmente conduzidas para testar a teoria.[nota 3] Os experimentos e observações são feitos em princípio com propósito pré-definido, para se coletar e se comparar os dados obtidos por estes com as previsões e teses feitos por um físico teórico, assim ajudando na validade ou não de uma teoria.[176] [nota 4]

Para um cientista moderno, o método de trabalho que ele emprega geralmente apresenta-se bem definido e claro.[nota 5] Nesta visão, o método científico apresenta passos bem delineados e objetivos. A observação e a experimentação são o ponto de partida e o mais importante teste para a formulação das leis naturais. A abstração é o primeiro passo para a compreensão de um fenômeno natural, concentrando-se em seus aspectos mais importantes. Assim que se atinge o estágio durante o desenvolvimento de conceitos e modelos, pode-se procurar através do processo indutivo, a formulação das leis fenomenológicas obtidas diretamente dos fenômenos que foram observados e apresentá-los de forma sintética possível. Decorre então a formulação de leis de teorias físicas, que deve ser capaz de reduzir numerosos fenômenos naturais em um pequeno número de leis simples, que devem ter a natureza preditiva, ou seja, a partir das leis básicas deve ser possível prever fenômenos novos que possam ser comparados com a experiência. Finalmente, determina-se o domínio de sua validade.[177]

Entretanto, a natureza do método científico também é motivo para vários debates filosóficos. Vários filósofos apoiam a ideia da inexistência de um único método científico "inscrito em pedra",[178] e até mesmo a sua inexistência.[179] Portanto, se opõem a qualquer tentativa de estruturação do método científico, que inclui a enumeração rígida dos passos, visto frequentemente na educação de ciências.[180] Alguns filósofos, como Karl Popper, negam a existência do método científico elaborado; para Popper existe apenas um método universal, a tentativa e erro,[179] embora para os defensores do método científico moderno a tentativa e erro fazem parte de sua definição.

Karl Popper, filósofo e epistemólogo da ciência

As hipóteses integrantes de uma teoria que são suportadas por dados confiáveis, geralmente de natureza abrangente e que suportam as várias tentativas de falseabilidade, segundo Karl Popper,[181] são chamadas de leis científicas ou leis naturais. naturalmente, todas as teorias, inclusive aquelas integradas por leis naturais, bem como estas mesmas, podem ser modificadas ou substituídas por outras mais precisas, quando uma anomalia que falsifica a teoria for encontrada.[182] Entretanto, isto não é absolutamente linear. Uma teoria ou um conjunto de teorias podem ser mantidos mesmo que haja anomalias que os invalidem. Segundo Imre Lakatos, um conjunto de teorias, que é chamado por ele de "programas de pesquisa", é mantido mesmo com várias anomalias.[183] Para que o programa de pesquisa se mantenha, tais anomalias são "encaixadas" em um "cinturão protetor" de hipóteses e teses, que podem ser modificados conforme o advento das anomalias encontradas pela física experimental, embora o "núcleo central", ou seja, a tese básica do programa de pesquisa, deve ser mantida integralmente.[183] Um programa de pesquisa é superado apenas quando o cinturão protetor já não é capaz de suportar novas anomalias. Para Lakatos, a substituição de programas de pesquisa coincide com revoluções na história da ciência. Os programas de pesquisa vencedores podem englobar ou não programas de pesquisa superados.[183] A evolução dos "programas de pesquisa" de Lakatos é semelhante à tese de revoluções cientificas associadas a mudanças de paradigma, defendida por Thomas Kuhn, como base do desenvolvimento da ciência.[149] Os paradigmas científicos, que englobam toda uma linha de teorias científicas, métodos e valores, contém convicções científicas que não podem ser explicadas segundo as teorias existentes sobre racionalidade.[184]

Para Kuhn, o paradigma estabelece algumas questões sobre o mundo físico. Estas são então investigadas na tentativa de se obter respostas, mas nunca conseguem responder todas as questões que propõe, pois, para Kuhn, a física e a ciência em geral não é um empreendimento para a construção de respostas. Quanto mais respostas sobre determinado fenômeno são obtidas, mais perguntas surgem, embora não seja exatamente um problema inicialmente. Para esse processo de pesquisas Kuhn chamou de ciência normal, ou seja, o período onde determinados paradigmas são aceitos e investigados.[149] Entretanto, as questões ou anomalias que não podem ser resolvidas com o paradigma estabelecido pode atingir níveis insuportáveis. A partir de então, inicia-se o período conhecido como "crise". Novos paradigmas tentam responder de forma mais eficaz as anomalias que o paradigma vigente não consegue mais responder. O período de crise é marcado pela cisão da comunidade científica entre o paradigma vigente e o paradigma em afloramento. Finalmente o novo paradigma ganha a preferência e substitui o antigo. Este momento Kuhn chama de "revolução científica".[149]

As Leis de Newton, por exemplo, estão embebidas dentro da relatividade, assim como toda a mecânica Newtoniana,[185] e, mesmo que suas aplicabilidades não sejam mais universais, os três princípios de Newton ainda são chamados de "leis" e a mecânica newtoniana ainda é ensinada nas escolas de ensino médio de todo o mundo.[186]

Tempo e espaço[editar | editar código-fonte]

Concepção artística de um buraco negro, formando a lente gravitacional ao alterar o espaço-tempo em seu torno devido a sua imensa força gravitacional

Os filósofos de física discutem os assuntos tradicionais referentes ao espaço e ao tempo com base nas teorias historicamente concebidas, desde Aristóteles à relatividade geral de Einstein.

Segundo Isaac Newton, o espaço é um ente físico separado e independente dos objetos que estão contidos no seu interior. Esse ente físico, com realidade física comparável a de uma substância, determina um referencial absoluto totalmente inercial. Newton também defende que o tempo é contínuo e infinito e existe mesmo com a ausência de objetos e eventos. Newton estabeleceu, assim, a filosofia física do Substantivalismo.[187] No entanto, Leibniz, um dos desenvolvedores do Cálculo ao lado do próprio Newton, argumentava que o espaço contém propriedades estritamente relacionais. Se não existissem objetos, seria impossível a definição de espaço. De modo semelhante, se não existissem objetos ou eventos, também não se poderia definir o tempo. Leibniz desenvolveu, assim, a filosofia física do Relacionalismo.[187] O Relacionalismo ganhou fôlego com o advento da relatividade geral, embora o Substantivalismo ainda tenha seguidores atualmente.[129]

As discussões sobre a natureza do tempo e sobre simultaneidade se iniciaram com a diferença de seus significados dentro da mecânica clássica e da relatividade restrita. Dentro da teoria de Einstein, a simultaneidade deixa de ser absoluta. Os eventos que são simultâneos dentro de sistema de referências podem não sê-lo em outro.[188] Entretanto, o alemão e filósofo da física Adolf Grünbaum argumenta que a simultaneidade dentro da relatividade restrita é apenas fruto de uma convenção, pois a velocidade da luz na relatividade restrita é sempre a mesma, constante quando medida em qualquer referencial inercial, não importando para tal seus estados relativos de movimento; não há referências, portanto, para estabelecer uma velocidade da luz em um referencial absoluto ou específico, que, segundo a teoria de Einstein, não existe: todos os referenciais inerciais são igualmente equivalentes.[188] [189]

Buracos Negros[editar | editar código-fonte]

Representação de um Buraco Negro

A compreensão moderna do buraco negro é baseada na Teoria da Relatividade Geral, completada em 1916 pelo físico Albert Einstein (1879-1955). O buraco negro é formado partir dos restos da explosão de uma estrela com massa dezenas de vezes superior à do Sol. Esse processo ocorre quando a estrela esgota seu combustível termonuclear interno, passando a se contrair e elevar intensamente a temperatura. O resultado é uma grande explosão (a supernova) e resíduos extremamente condensados. Caso essa massa remanescente seja superior duas ou três vezes à massa do Sol, sua densidade passa a crescer indefinidamente. O campo gravitacional criado torna-se tão forte que não deixaria nenhum tipo de radiação escapar, caracterizando o buraco negro.

A absorção de toda a radiação luminosa torna muito difícil a detecção dos buracos negros. Entretanto, essa tarefa é facilitada quando a estrela que dá origem ao buraco negro faz parte de um sistema binário (formado inicialmente por duas estrelas). Nesse caso, o buraco negro pode ser percebido pela matéria que ele extrai da outra estrela desse sistema. Ao entrar em seu campo gravitacional, essa matéria é aquecida a altíssima temperatura, dando origem a uma forte emissão de raios X antes de ser tragada e desaparecer.

Já foram encontradas evidências de mais de dez buracos negros. O primeiro, descoberto em 1972, Cygnus X-1, estaria localizado a cerca de 6 mil anos-luz da Terra. Ele seria um dos componentes de um sistema binário, integrado por uma estrela supergigante azul, catalogada como HDE 226.868.

Os buracos negros ainda representam um mistério no estudo do Universo, porém muito já se conhece sobre suas propriedades. Hoje eles são utilizados como um laboratório de pesquisa para novas teorias do Cosmos, já no século XVIII havia idéias sobre corpos celestes diferentes dos convencionais, como estrelas que, de tão compactas, não deixariam nem mesmo a luz escapar de sua força de gravidade. Estas estrelas seriam os buracos negros. Hoje sabemos que os buracos negros correspondem a fenômenos que ocorrem quando as estrelas estão morrendo. Se uma estrela possui massa aproximadamente quatro vezes a do Sol ou maior, sua atração gravitacional será tão intensa que irá superar a repulsão existente na matéria comum.

A primeira idéia sobre a possibilidade da existência de buracos negros surgiu em 1783, quando John Michell, um astrônomo inglês, propôs que poderiam existir estrelas tão densas que seriam incapazes de emitir luz, na época chamada de estrelas escuras.

Michell argumentou que se atirarmos uma partícula verticalmente para cima sua subida será retardada pela gravidade e cairá. No entanto, se a velocidade inicial for maior que um valor crítico denominado velocidade de escape, a gravidade não terá força suficiente para deter a partícula e ela escapará.

A velocidade da luz (3 . 10-5 km/s) é mais que suficiente para escapar da Terra ou do Sol, cujas velocidades de escape são aproximadamente 12 km/s e 100 km/s respectivamente.[190]

Essas estrelas, com massa superior à do Sol e velocidade de escape superior à velocidade da luz, não poderiam ser vistas, pois qualquer feixe de luz seria puxado de volta pela força da gravidade. A ideia de Michell baseava-se na física newtoniana, onde o tempo era absoluto e independente. Einstein, em sua teoria, equaciona a gravidade com curvatura do espaço-tempo em torno de corpos maciços. Essa curvatura é de grande importância para corpos com grande massa como estrelas e planetas. A força da gravidade, nesses corpos, pode desviar a trajetória de partículas como a luz. A Teoria da Relatividade Geral também prevê que o tempo passa mais devagar em campos gravitacionais intensos.

Formação de Buracos Negros, Oppenheimer, Volkoff e Tolman propuseram, pouco antes da Segunda Guerra Mundial que as estrelas de nêutrons tem massa critica entre 1,5 e 3 massas solares. Núcleos estelares mais encorpado continuarão a se contrair até que sua gravidade fique cada vez mais forte que criará um buraco negro. Foi John Wheeler, em 1969, quem finalmente criou o termo buraco negro. Com a idéia popularizada, em 1970, cientistas americanos colocaram em órbita um novo satélite, o Uhuru que capta fontes de raios X intensos. Em diversas vezes a fonte era uma estrela de nêutrons extraindo gás de sua dupla. Signus X-1 era diferente. Seu sistema era uma estrela azul, quente, imensa e com massa de quase 30 vezes a do Sol, girando ao redor de um objeto invisível com massa de 10 sóis. O objeto invisível deve ser um buraco negro. Primeiro dos muitos que vêm sendo detectados. Apesar de não liberarem luz, os buracos negros continuam exercendo força gravitacional. Um meio de acha-los é observar os fenômenos à sua volta.

Nos sistemas de estrelas duplas, os buracos negros têm uma estrela como companheira. Ambos ficam se orbitando enquanto o buraco negro vai engolindo matéria da companheira até ela sumir.

Entropia do Buraco Negro[editar | editar código-fonte]

Stephen Hawking formulou a famosa equação que explica como os buracos negros emitem a radiação que leva seu nome

Antes de Stephen Hawking introduzir o conceito de radiação de Hawking, a questão dos buracos negros terem entropia foi evitada. No entanto, este conceito demonstra que os buracos negros podem irradiar energia, que conserva a entropia e resolve os problemas de incompatibilidade com a segunda lei da termodinâmica. Entropia, no entanto, implica, por conseguinte, calor e temperatura. A perda de energia também sugere que os buracos negros não duram para sempre, mas sim "evaporam" lentamente. Pequenos buracos negros tendem a ser mais quentes enquanto que os maiores tendem a ser mais frios. Todos os conhecidos buracos negros são tão grandes que sua temperatura é muito inferior ao da radiação cósmica de fundo, então eles estão todos ganhando energia. Eles não irão começar a perder a energia até que um desvio para o vermelho cosmológico de mais de um milhão ser atingida, em vez de mil ou mais desde a radiação de fundo ser formada.

A única maneira de satisfazer a segunda lei da termodinâmica é admitir que os buracos negros têm entropia. Se os buracos negros não tivessem entropia, seria possível violar a segunda lei, jogando a massa para o buraco negro. O aumento da entropia do buraco negro mais do que compensa a diminuição da entropia transportado pelo objecto que foi ingerido.

A partir teoremas provados por Stephen Hawking, Jacob Bekenstein conjecturou que a entropia do buraco negro foi proporcional à área do seu horizonte de eventos dividida pela área de Planck. Bekenstein sugeriu spin (½ em 2) / 4π(pi) como a constante de proporcionalidade, afirmando que se a constante não era exatamente isso, ela deveria ser muito próximo a isto. No ano seguinte, Hawking mostrou que buracos negros emitem radiação térmica Hawking correspondente a uma determinada temperatura (temperatura de Hawking).[191] Usando a relação entre a temperatura termodinâmica, energia e entropia, Hawking foi capaz de confirmar conjecturas Bekenstein e corrigir a constante de proporcionalidade de 1/4 formulando a equação.[192] :

S_{\text{BH}} = \frac{kA}{4\ell_{\mathrm{P}}^2}

Cosmologia[editar | editar código-fonte]

Imagem da Galáxia de Andrômeda

Cosmologia é a disciplina acadêmica que procura entender a origem, evolução, estrutura e destino final do Universo em geral, bem como as leis naturais que o mantém em ordem. [193] A cosmologia moderna é dominada pela teoria do Big Bang, que reúne astronomia observacional e física de partículas. [194]

Embora a cosmologia seja uma palavra recente, o estudo do universo tem uma longa história envolvendo a ciência, a filosofia, esoterismo e religião. Estudos relacionados incluem cosmogonia, que incide sobre a origem do Universo, e cosmografia, que mapeia as características do Universo. Cosmologia também está ligado à astronomia.

Nos últimos tempos, física e astrofísica têm desempenhado um papel central na formação da compreensão do universo através da observação científica e experiência. O que é conhecido como cosmologia física moldada através da matemática e de observação da análise de todo o universo. É geralmente aceito que o universo começou com o Big Bang, seguido quase instantaneamente pela inflação cósmica - uma expansão do espaço a partir do qual o universo é pensado ter surgido ~ 13,7 ± 0,2 × 109 (cerca de 13,7-13.9 bilhão) anos atrás.[195]

Cosmólogos propõem que a história do universo tem sido governado inteiramente pelas leis da física. Entre os domínios da religião e da ciência está a perspectiva filosófica da cosmologia metafísica. Este antigo campo de estudo procura tirar conclusões intuitivas sobre a natureza do universo, o homem, um criador sobrenatural, e / ou as suas relações com base na extensão de um conjunto de presunções emprestadas da experiência espiritual e / ou a observação.

Cosmologia metafísica também tem sido descrito como a colocação do homem no universo em relação a todas as outras entidades. Isto é exemplificado pela observação feita por Marco Aurélio do lugar de um homem neste relacionamento:

"Aquele que não sabe o que o mundo é não sabe onde ele está, e aquele que não sabe para que finalidade o mundo existe, não sei quem ele é, nem o que é o mundo.
Marco Aurélio

Cosmologia física[editar | editar código-fonte]

Nicolau Copérnico propôs originalmente o sistema heliocêntrico

Cosmologia física é o ramo da física e astrofísica que lida com o estudo das origens físicas e evolução do Universo. Também inclui o estudo da natureza do universo em suas escalas muito maiores. Em sua forma mais primitiva era o que é hoje conhecido como a mecânica celeste, o estudo dos céus. Os filósofos gregos Aristarco de Samos, Aristóteles e Ptolomeu propuseram diferentes teorias cosmológicas.

Em particular, o sistema geocêntrico de Ptolomeu era a teoria aceita para explicar o movimento dos céus até que Nicolau Copérnico, e, posteriormente, Johannes Kepler e Galileu Galilei propuseram um sistema heliocêntrico, no século 16. Isto é conhecido como um dos mais famosos exemplos de ruptura epistemológica em cosmologia física.

Com Isaac Newton e sua publicação em 1687 Principia Mathematica, o problema do movimento dos céus foi finalmente resolvido. Newton forneceu um mecanismo físico para as leis de Kepler e sua lei da gravitação universal permitiu que as anomalias em sistemas anteriores, causadas pela interação gravitacional entre os planetas, fossem resolvidas. Uma diferença fundamental entre a cosmologia de Newton e aquelas anteriores era o princípio de Copérnico de que os corpos na terra obedecem às mesmas leis físicas como todos os corpos celestes. Este foi um avanço crucial na cosmologia filosófica física.

A cosmologia moderna é geralmente considerada como tendo começado em 1917 com a publicação de Albert Einstein de sua modificação final da relatividade geral no documento "Considerações cosmológicas da Teoria Geral da Relatividade", (embora este documento não estava fora amplamente disponível da Alemanha até o final da Primeira Guerra Mundial).

Em paralelo com esta abordagem dinâmica para a cosmologia, um longo debate sobre a estrutura do cosmos estava chegando ao clímax.

O astrônomo Harlow Shapley defendeu o modelo de um cosmos constituído do sistema Via Láctea numa única estrela, enquanto Heber D. Curtis defendia a ideia de que nebulosas espirais eram sistemas de estrelas em seu próprio sistema de universos insulares. Esta diferença de ideias chegou a um clímax com a organização do Grande Debate na reunião da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, em Washington, em 26 de abril de 1920. A resolução deste debate veio com a detecção de novae (uma estrela que de repente se torna muito mais brilhante e depois, gradualmente, retorna ao seu brilho original ao longo de um período de semanas a anos) na galáxia de Andrômeda por Edwin Hubble em 1923 e 1924. Suas distâncias estabelecidas nebulosas espirais iam muito além da borda da Via Láctea e tinham suas próprias galáxias .

A Modelagem subsequente do universo exploraria a possibilidade de que a constante cosmológica - Lei de Hubble introduzida por Edwin Hubble em seu artigo de 1917 poderia resultar em um universo de expansão, de acordo com o seu valor. Assim, o modelo do Big Bang foi proposto pelo padre belga Georges Lemaître que foi posteriormente confirmado por astrônomos do mundo.

Mecânica quântica[editar | editar código-fonte]

Representação do "gato de Schrödinger", experimento mental que ilustra o entrelaçamento quântico e evidencia questões pertinentes à interpretação de Copenhagen

A evolução da mecânica quântica trouxe consigo inevitáveis considerações sobre a definição de medida e quais são as implicações de seu processo experimental. Considerações científicas e filosóficas importantes levam não só ao "Gato de Schrödinger" quanto a um debate em relação à impossibilidade de simultaneidade de medidas com precisão absoluta para determinadas grandezas na mecânica quântica.[196] Segundo Werner Heisenberg, em 1925, existe uma incerteza na determinação da posição de uma partícula subatômica. O produto da incerteza da posição pela incerteza de seu momento nunca será menor do que uma certa constante numérica. Não se pode, por exemplo, medir a posição e o momento de um elétron ao mesmo tempo; ao se medir a sua posição, comprometemos seu momento, e vice-versa. As relações de incerteza, à primeira vista, parecem derivar da impossibilidade inerente à natureza humana em obter tais grandezas físicas. Entretanto, Heisenberg afirmou que a incerteza é uma propriedade intrínseca à partícula; se não há meios de se definir com precisão uma grandeza física, então tal grandeza não está precisamente definida por natureza.[197]

Isto compromete profundamente o paradigma cartesiano, a mentalidade reducionista e mecanicista do Universo, que levou o ser humano a uma visão fragmentada e demasiadamente simplória da verdade. Segundo o determinismo científico, tudo que existe não passa de partículas pontuais e seus movimentos são para sempre estritamente determinados quando se mensuram as posições e as velocidades de todas as partículas no momento atual. Não considerando a incerteza, é possível conhecer as posições de todas as partículas do Universo e as suas respectivas velocidades em um dado instante e poder-se-ia conhecer com exatidão todo o passado e o futuro, fosse qual fosse o instante desejado.[198] Admitindo-se a incerteza como algo intrínseco às partículas subatômicas, seria impossível saber o passado e o futuro de forma absoluta, quebrando, assim, os pilares de sustentação do reducionismo e do determinismo. A complexidade e a probabilidade deixariam de ser vistos como algo inerente à incapacidade do ser humano em estabelecer grandezas físicas estritamente precisas, mas passariam a ser conceitos válidos e incontestáveis dentro da física moderna.[199]

Werner Heisenberg formulou originalmente o Princípio da Incerteza

Defensores do paradigma cartesiano afirmam que se o Princípio da Incerteza é válido e, portanto, não há mais possibilidades de se obter com precisão estrita a posição e a velocidade, então não há mais condições de afirmar seu estado físico momentâneo. Sem a possibilidade de conhecer seu estado físico, as experiências físicas são incapazes em mensurar qualquer grandeza física, o que põe em cheque todo o conhecimento físico e a própria física. Segundo esse pensamento, portanto, o conhecimento sobre o mundo físico não passa de um simples blefe, abrindo margem para a validação de pseudociências.[200] Porém, esta afirmação, além de radical, é falsa. De fato, o princípio da incerteza impõe restrições às medidas estritamente precisas, mas tal incerteza é observável apenas no mundo subatômico e pode ser desprezada no mundo macroscópico.[197]

Albert Einstein foi um dos defensores do paradigma cartesiano. Embora tenha sido um dos fundadores da mecânica quântica, não aceitava a visão de Heiseberg e a interpretação de Copenhagen, afirmando que a teoria quântica estava incompleta: a incerteza na verdade seria a falta de conhecimento sobre variáveis ocultas.[201] Segundo Einstein, "Deus não joga dados com o Universo".[202] Juntamente com Boris Podolsky e Nathan Rosen, publicaram um artigo, que ficou conhecido como paradoxo EPR, onde afirmavam que: 1) se em um sistema que não for perturbado onde pode-se prever com precisão o valor de uma grandeza física, então existe um elemento da realidade física correspondente a esta grandeza física e 2) dois sistemas não podem influenciar-se mutuamente quando estão grandemente distanciados, todas as interações são portanto "locais".[201] Porém, em um artigo publicado em 1964, John Stewart Bell afirmou que as possíveis "variáveis ocultas" de Einstein, Podolsky e Rosen não são compatíveis empiricamente com a mecânica quântica. Se as possíveis variáveis ocultas fossem verdadeiras, existiria uma série de desigualdades, conhecidas como as desigualdades de Bell. Se a mecânica quântica ortodoxa for verdadeira, tais desigualdades não ocorrem. A discussão sobre a existência de variáveis ocultas determinísticas e locais saiu do campo filosófico e foi passado para o campo experimental, mas tais debates ainda não cessaram.[203]

Deste modo, os filósofos da física encaram questões filosóficas que abordam questões mais gerais, como o paradigma cartesiano e o positivismo. Filosoficamente e historicamente, a mecânica quântica nega o determinismo estrito e pontual, apoiando-se na interpretação de Copenhagen, onde o mensuramento e o determinismo para partículas subatômicas ganham um novo sentido filosófico, não podendo ser generalizados para a física clássica, isto é, para sistemas macroscópicos de partículas, onde a visão mecanicista do mundo ainda vigora e é essencial para a manutenção dos conhecimentos físicos já alcançados.[204] Filósofos mais moderados defendem a continuação das bases da mecânica quântica, mas defendem que as mecânicas clássica e quântica tenham ontologias totalmente independentes, isto é, as ontologias das duas mecânicas devem ser incomensuráveis.[205] Porém, os defensores do paradigma cartesiano e do positivismo sugerem que a própria mecânica quântica encontre uma solução; alguns defendem a superação da Equação de Schrödinger, que é a base fundamental de toda a mecânica quântica moderna, para outra que consiga garantir suas posições filosóficas tanto na mecânica quântica quanto na física clássica, ou seja, a precisão e a certeza nas medidas deveriam ser válidas, seja no mundo microscópico quanto no macroscópico, negando assim a existência do Princípio da Incerteza.[206]

Física experimental[editar | editar código-fonte]

Os filósofos da física tradicionalmente se preocupam com a natureza das teorias científicas, isto devido em grande parte ao papel central que a epistemologia da ciência teve na filosofia, principalmente após o início do século XX.[207] Em vista do advento das teorias modernas na física, foi a partir de então que os filósofos e historiadores de física começaram a ficar mais atentos à física experimental e têm argumentado que o experimento tem seus próprios métodos e práticas, que podem se diferenciar e serem incomensuráveis dentro da diversidade do escopo da física experimental.[208]

Para Thomas Kuhn, a ciência normal é realizada dentro de um determinado paradigma científico praticamente estável, mesmo com a presença de anomalias que contrariam tal paradigma.[149] Analisando-se as revoluções científicas, Kuhn percebeu que estas estão associadas a mudanças de paradigma.[149] Um paradigma não é banido imediatamente quando a física experimental encontra uma anomalia, mas apenas quando o próprio paradigma já não mais suporta a quantidade de anomalias.[149] Segundo Imre Lakatos, que usa um conceito semelhante conhecido como programa de pesquisa,[183] tais mudanças de ponto de visão não ocorrem abruptamente. Consequentemente, não existem experimentos cruciais na História da física.[183] A concepção de Éter, para Lakatos, não foi abandonada abruptamente com a Experiência de Michelson-Morley, mas sim abandonada lentamente e historicamente.[183]

Física e sociedade[editar | editar código-fonte]

Vista aérea da Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN), aos arredores de Genebra, Suíça.

A física e as outras ciências naturais são o motor de propulsão de numerosas instituições científicas de grande importância. Tais instituições, como a Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN) demandam não apenas imensos investimentos,[209] mas também o mais refinado contingente humano que se pode disponibilizar.[210] Os países desenvolvidos e em desenvolvimento aplicam uma significativa parcela de seu produto interno bruto (PIB) na investigação científica em geral.[211] Deste montante, uma parte importante é destinada para a física, suas divisõese e aplicações à Engenharia e à Indústria.[211] Tais países também mantêm um aparelho burocrático para a administração desses investimentos.[212] Tais aparelhos constituem-se de órgãos executivos e de assessoria especializada na condução e organização dos assuntos relacionados à pesquisa científica pura e aplicada.[212] A criação dessa máquina pública foi resultado de uma lentíssima evolução, dependente do amadurecimento de numerosos fatores e demandas que não necessariamente estavam ligados à pesquisa científica, mas sim originados no amplo processo de substituição da cultura durante a revolução científica.[213]

Essa evolução na física ganhou ares de uma revolução autêntica; o sistema heliocêntrico de Copérnico e a introdução do experimento como argumento para provar afirmações, tendo Galileu Galilei como pioneiro, abalaram definitivamente o paradigma aristotélico dominante no pensamento filosófico até a Idade Média.[214] A astronomia tornou-se também uma ciência moderna com a primeira grande unificação da física, quando Isaac Newton uniu a física dos Céus e da Terra sob a gravitação universal[49] e com a considerável evolução na navegação, primeiramente com a utilização do astrolábio[215] e posteriormente com a invenção de relógios mais precisos que marcaram um fim nos problemas da navegação, problema que a filosofia natural Medieval não foi capaz de encontrar uma solução.[216] A destruição do sistema filosófico e religioso herdado da cultura medieval e as conquistas práticas das grandes navegações libertaram a filosofia natural de sua posição de contemplação e especulação, e pavimentaram o caminho para uma era mais moderna em que passou a ter a ciência moderna como instrumento de transformação.[213]

Durante o renascimento italiano, as primeiras universidades ditas modernas foram criadas. Essas universidades abriram a oportunidades para novas atividades intelectuais.[217] Embora o paradigma aristotélico ainda fosse uma herança medieval até meados do século XIX, permitiram a divulgação de obras de grandes pensadores, como Galileu Galilei.[218] As primeiras sociedades científicas são italianas, como a Accademia Nazionale dei Lincei, fundada em 1603 em Roma, e a Accademia del Cimento, fundada em Florença em 1651. Em seguida foi fundada na Inglaterra em 1662 a Royal Society e a Académie des Sciences, na França em 1666. No final do século XVIII, havia aproximadamente duzentas sociedades científicas na Europa.[219]

Membros da Royal Society em 1952

Essas sociedades, ou academias, originaram-se com o intuito de dar à ciência, e sobretudo à física, um novo panorama. Segundo Robert Hooke, em 1663, ao redigir os estatutos da Royal Society, os objetivos da sociedade científica eram o aperfeiçoamento do conhecimento dos componentes da Natureza e de todos os artefatos úteis, produtos e práticas mecânicas, invenções e engenhos por meio da experimentação. Deve-se também observar a não-especulação sobre assuntos referentes a divindades, metafísica, moral, política, gramática, retórica ou lógica.[220] As sociedades científicas tinham por objetivo aprimorar o conhecimento científico, mas eram organizações muito fechadas e excludentes, mantidas por seus membros, que eram pessoas de renda própria e alta posição social. Não havia remuneração ou recompensas financeiras pelo trabalho científico.[213] John Harrison, inventor do relógio mais preciso até então, levou praticamente toda a sua vida para reclamar o prêmio oferecido pela Royal Society para tal feito.[221] Essa situação continuou até a segunda metade do século XIX, quando as universidades começaram a incorporar que forma institucional a ciência. Apenas a partir dessa época o cientista pôde utilizar uma sólida estrutura para a sua formação. Antes disso, praticamente todos os cientistas eram autodidatas.[213]

O Observatório de Paris, fundada como anexo da Académie Royale des Sciences, e o Observatório Real de Greenwich, fundada em 1675, foram as primeiras instituições dedicadas à áreas relacionadas à física e amparadas pelo poder central das respectivas nações. Suas criações dependeram intensamente do crédito científico obtido na solução de problemas de astronomia necessários ao desenvolvimento da navegação.[222] Foram também as primeiras organizações, e as únicas durante muito tempo, a oferecer uma cadeira regular a um especialista de alguma área da física.[213] Entretanto, nos séculos XVIII e XIX, houve a ausência grandes desenvolvimentos na organização social da física. Quase todo o desenvolvimento nesta área está confinada ao século XX, especialmente devido às Primeira e Segunda guerras mundiais, onde era necessário o desenvolvimento de armas sofisticadas que exigiam conhecimentos avançados de física, como na Aerodinâmica, física nuclear, entre outros.[223]

Pesquisas físicas atuais[editar | editar código-fonte]

Efeito Meissner, um magneto suspenso sobre um supercondutor

A pesquisa em física está progredindo continuamente em várias frentes. Na física da matéria condensada, um importante problema em aberto é a supercondutividade a alta temperatura.[224] Na física aplicada, muitos experimentos de matéria condensada estão objetivando a fabricação de aparelhos e computadores magnetoeletrônicos[225] e quânticos.[226]

Na física de partículas, as primeiras evidências experimentais de física além do modelo padrão começaram a aparecer, como a possibilidade do neutrino ter massa.[227] Atualmente, os aceleradores de partículas são capazes de operar em energias da ordem de tera-elétrons-volt.[228] Os físicos teóricos e experimentais, no CERN e no Fermilab, tentam encontrar o bóson de Higgs, a única partícula ainda a ser descoberta segundo o Modelo Padrão.[229] Para tal, equipamentos sofisticadíssimos foram construídos, como o Large Hadron Collider, o maior acelerador de partículas já construído do mundo.[230]

A gravidade representa uma das mais importantes questões abertas na física moderna.[72] As tentativas teóricas de unificar a mecânica quântica e a relatividade geral em uma única teoria da gravitação quântica, um programa de pesquisas que perdura por mais de cinquenta anos, ainda não foi resolvido.[72] Existem modelos matemáticos que tentam conciliá-los, como a teoria das cordas e a gravidade quântica em loop.[72] Muitos fenômenos astronômicos e cosmológicos, a assimetria bariônica, a aceleração da expansão do Universo e o problema da maior velocidade angular das galáxias ainda carecem de descrições satisfatórias.[231] Embora se tenha feito progresso na mecânica quântica de altas energias e na Astrofísica, muitos fenômenos cotidianos ainda são fracamente entendidos, como a turbulência, sistemas complexos e o caos.[232]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikcionário Definições no Wikcionário
Wikiquote Citações no Wikiquote
Commons Categoria no Commons
Wikinotícias Categoria no Wikinotícias
Wikiversidade Cursos na Wikiversidade
Portal A Wikipédia possui o portal:

Notas

  1. A Física é, de facto, uma ciência de extrema importância para todos os avanços tecnológicos que aconteceram e acontecem no nosso Mundo. Ela está presente em quase todos os mecanismos, simples e complexos, que utilizamos no nosso quotidiano. Porém, não foi somente a Física que "criou" a tecnologia, mas sim esta em conjunto com outras diversas áreas como a Química, a Biologia, as Engenharias, etc.
  2. Segundo Richard Feynman: "A filosofia da ciência é tão útil para o cientista quanto a ornitologia para os pássaros." ou, nas palavras de Bertrand Russell: "Ciência é o que você sabe. Filosofia é o que você não sabe."
  3. Teoria, em seu sentido científico estrito, refere-se à união indissociável de um corpo de idéias testáveis e falseáveis frente a fatos naturais e do conjunto de todos os fatos conhecidos; na ausência de contradição, costuma-se especificar apenas o subconjunto de fatos mais relevantes à teoria em questão. Contudo, mesmo entre os cientistas, a palavra teoria é muitas vezes usada como referência ao corpo de idéias apenas, ficando o conjunto de fatos subentendido. Não é difícil identificar o sentido adequado a cada situação. Contudo este não deve nunca perder de vista a definição restrita em suas considerações.
  4. Embora grande parte dos resultados e observações experimentais sejam obtidos a partir de experimentos montados com objetivos pré-definidos, este procedimento está longe de ser um procedimento exclusivo de obtenção dos dados, fatos e respostas necessários à construção e evolução das teorias científicas. A invenção e aplicações decorrentes do laser, a unificação das teorias da eletricidade e o magnetismo via experiência de Ørsted, e mesmo a aplicação do viagra como estimulante sexual são exemplos de "surpresas" e implicações inesperadas de resultados experimentais que não podem ser renegados ao considerar-se possíveis implicações filosóficas da "objetividade pré-definida" do procedimento teórico experimental dentro da ciência.
  5. Respectivamente nas palavras de Jacob Bronowski, Thomas Hobbes e Konrad Lorenz: "O homem domina a natureza não pela força, mas pela compreensão. É por isto que a ciência teve sucesso onde a magia fracassou: porque ela não buscou um encantamento para lançar sobre a natureza"; "ciência é o conhecimento das consequências, e da dependência de um fato em relação a outro."; "A verdade na ciência pode ser mais bem definida como a hipótese de trabalho mais adequada para abrir o caminho até a próxima hipótese. É um bom exercício para um pesquisador livrar-se de uma hipótese favorita todo dia, antes do café da manhã. Isso o manterá jovem."

Referências para as notas:[75] [93] [98] [238] [239] [240]

Referências

  1. Feynman, R.P., Leighton; R.B.; Sands, M.. The Feynman Lectures on Physics. [S.l.: s.n.], 1963. I-2 pp. vol. 1. ISBN 0-201-02116-1
  2. Maxwell, J.C.. Matter and Motion. [S.l.]: D. Van Nostrand, 1878. 9 pp. ISBN 0486668959
  3. Adler, Ronald J.; Casey, Brendan; Jacob, Ovid C. (16/11/94). Vacuum Catastrophe: An elementary exposition of the cosmological constant problem (em inglês) San Francisco State University.. Página visitada em 24/07/2011.
  4. Marques, Glauber Tadaiesky (2004). Termodinâmica de buracos negros extremos Universidade Federal do Espírito Santo.. Página visitada em 24/07/2011.
  5. Romero Filho, Carlos Augusto. As dimensões escondidas do Universo Universidade Federal da Paraíba.. Página visitada em 24/07/2011.
  6. Inflação cósmica Universidade Federal do Rio Grande do Sul.. Página visitada em 24/07/2011.
  7. Silveira, G. G.. Geração de Massa das Partículas Universidade Federal do Rio Grande do Sul.. Página visitada em 24/07/2011.
  8. Freudenrich, Craig. Como funciona a matéria escura How Stuff Works.. Página visitada em 24/07/2011.
  9. Auder, Pierre (5/10/98). O que são os Raios Cósmicos? Universidade de Campinas.. Página visitada em 24/07/2011.
  10. Souza, Rainer. A relação do homem com a natureza Brasil Escola. Página visitada em 21/07/2010.
  11. Sônia Elisa Marchi Gonzatti Maria de Fátima O. Saraiva Trieste Freire Ricci. . "Um curso introdutório à astronomia para a formação inicial de professores de ensino fundamental, em nível médio" (PDF). Textos de apoio ao professor de física 19. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. ISSN 18072763.
  12. Neves, Elias Ferreira das ; Neves, Rosália Pereira de Melo. A filosofia do conhecimento da antiguidade grega à era da informação (PDF). Página visitada em 23/12/2010.
  13. a b História da física. Página visitada em 23/12/2010.
  14. a b Ancient Physics - History of Physics (em Inglês). Página visitada em 23/12/2010.
  15. Slavin, Alan J. (08/1994). A Brief History and Philosophy of Physics (em Inglês) Universidade de Trento. Página visitada em 23/12/2010.
  16. Padrão, Darice Lascala. A origem do zero (PDF) Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Página visitada em 23/12/2010.
  17. Gonçalves, Júlio César. Homem-Natureza: uma relação conflitante ao longo da história (PDF) Revista Multidisciplinar da UNIESP. Página visitada em 23/12/2010.
  18. Martins, Luciano Camargo. Tales de Mileto. Página visitada em 23/12/2010.
  19. Vargas, Milton. História da matematização da Natureza (PDF) Scielo. Página visitada em 23/12/2010.
  20. Rocha, Gustavo Rodrigues. A história do atomismo Universidade Federal de Minas Gerais. Página visitada em 23/12/2010.
  21. Silveira, Fernando Lang da. As hipóteses de Aristarco Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Página visitada em 23/12/2010.
  22. Mota, Ronaldo (30/04/2008). O papel da ciência e da Tecnologia no mundo contemporâneo Voy. Página visitada em 23/12/2010.
  23. Pombo, Olga. Grandes nomes da cultura alexandrina: Física - Arquimedes Faculdade de Ciências, Universidade de Lisboa. Página visitada em 28/7/2011.
  24. Aristóteles - VIda, Obras, Moral, Psicologia mundodosfilosofos.com. Página visitada em 23/12/2010.
  25. física Aristotélica (em Espanhol) Cibernous.com. Página visitada em 23/12/2010.
  26. a b Bassalo, José Maria Filardo. Heraclides de Pontos, Apolônio de Perga e Tycho-Brahe: Modelo Geo-Heliocêntrico; Aristarco de Samos e Copérnico: Modelo Heliocêntrico. Universidade Federal do Ceará. Página visitada em 23/12/2010.
  27. a b Oliveira Filho, Kepler de Souza. Astrometria Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Página visitada em 23/12/2010.
  28. a b Manacorda, Mario Alighiero, «4», A História da Educação: da antiguidade aos nossos dias. ISBN 8524901632
  29. "Idade das trevas", período medieval que durou dez séculos UOL Educação. Página visitada em 23/12/2010.
  30. A casa da ciência em Bagdá (PDF). Página visitada em 23/12/2010.
  31. Baumgart, John K.. História da Álgebra. Página visitada em 23/12/2010.
  32. Montes, Miguel; Costa, Alexandre. A astronomia na Idade Média Centro ciência Viva do Algarve. Página visitada em 23/12/2010.
  33. a b c O enciclopedismo medieval Universidade de Lisboa, Faculdade de Educação. Página visitada em 23/12/2010.
  34. A Universidade Medieval Universidade de Lisboa, Faculdade de Educação. Página visitada em 23/12/2010.
  35. Trindade, Hélgio (09/1998). Universidade em perspectiva: sociedade, conhecimento e poder Universidade do Rio Grande do Sul. Página visitada em 23/12/2010.
  36. Durham, Eunice R.. A autonomia universitária: extensão e limites. Página visitada em 23/12/2010.
  37. a b Guilherme de Ockham Projeto Ockham. Página visitada em 23/12/2010.
  38. Renascimento Portal São Francisco. Página visitada em 24/12/2010.
  39. Nicolau Copérnico Portal São Francisco. Página visitada em 24/12/2010.
  40. a b Galileu e o nascimento da ciência moderna Universidade de São Paulo, Centro de Ensino e Pesquisa aplicada. Página visitada em 24/12/2010.
  41. a b O método científico. Página visitada em 24/12/2010.
  42. Rosa, Paulo Cezar; Macedo, Roberto Gondo. A Aplicabilidade do Método Científico e das Hipóteses na ciência da Informação: Uma Contribuição para a Construção Científica do Conhecimento Comunicacional Congresso Brasileiro de ciências da Comunicação. Página visitada em 24/12/2010.
  43. Rebouças, Fernando (4/9/08). Cartesianismo Infoescola.. Página visitada em 14/7/11.
  44. Biografia de Sir Isaac Newton. Página visitada em 24/12/2010.
  45. Lemes, Maurício Ruv, Sbruzzi, Luiz Fernando. Dinâmica - Leis de Newton (DOC) Vestibular1. Página visitada em 24/12/2010.
  46. Florentino, José A.. Da simplicidade à crescente complexidade dos fenômenos do mundo: a necessidade de um pensamento mais complexo (PDF) Universidade Federal do Rio de Janeiro, Revista Eletrônica de ciências Sociais. Página visitada em 24/12/2010.
  47. a b c História da mecânica Universidade de São Paulo.. Página visitada em 2/7/11.
  48. Oliveira, José Renato de (26/08/10). O ensino de ciências e a ética nas escolas: interfaces possíveis (PDF). Página visitada em 24/12/2010.
  49. a b Bastos Filho, Jenner Barretto (10/03/95). A unificiação de Newton da física de Galileu com a astronomia de Kepler à luz da crítica Popperiana à indução Universidade Federal de Alagoas. Página visitada em 24/12/2010.
  50. a b Mais... notáveis. Página visitada em 24/12/2010.
  51. Nicolas Leonard Sadi Carnot mini Web Educação. Página visitada em 24/12/2010.
  52. Joseph Black Portal São Francisco. Página visitada em 24/12/2010.
  53. a b James Prescott Joule Só física. Página visitada em 24/12/2010.
  54. Medina, Márcio Nasser; Nisenbaum, Moisés André. A Primeira Lei da termodinâmica (PDF). Página visitada em 25/12/2010.
  55. Barbarini, Alcenir Tarcisío. Clausius, Rudolf (1822-1888) UNICAMP. Página visitada em 25/12/2010.
  56. Netto, Luiz Ferraz. Interações Magnéticas feiradeciencias.com.br. Página visitada em 25/12/2010.
  57. a b Stern, David P. (20/11/2003). 400 years of "De Magnete" (em Inglês). Página visitada em 25/12/2010.
  58. a b c d e f g h i j Pequena Cronologia do eletromagnetismo Universidade Federal do RIo Grande do Sul. Página visitada em 25/12/2010.
  59. a b c d e Equações de Maxwell. Página visitada em 25/12/2010.
  60. Ondas Eletromagnéticas Portal São Francisco. Página visitada em 25/12/2010.
  61. a b c d e f g h Dionísio, Paulo Henrique. Albert Einstein e a física quântica Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Instituto de física. Página visitada em 25/12/2010.
  62. a b Radiação de Corpo Negro Mundo Educação. Página visitada em 25/12/2010.
  63. a b Gutmann, Friederich; Oliveira, Newton. Efeito Fotoelétrico Universidade Federal da Bahia. Página visitada em 25/12/2010.
  64. a b Bazanini, Gil; Lawall, Ivani T.. Raias espectrais. Página visitada em 25/12/2010.
  65. a b c d A contribuição de Einstein vigillare.com.br. Página visitada em 25/12/2010.
  66. Dualidade Onda-Partícula Universidade Federal do RIo Grande do Sul. Página visitada em 25/12/2010.
  67. a b mecânica quântica fisica.net. Página visitada em 25/12/2010.
  68. Dionísio, Paulo Henrique. (2004) "física quântica: de sua pré-história à discussão sobre o seu conteúdo essencial". Cadernos IHU Idéias 22. ISSN 16790316.
  69. Cromodinâmica quântica. Página visitada em 25/12/2010.
  70. Cromodinâmica e Eletrodinâmica quântica Mundo Educação. Página visitada em 25/12/2010.
  71. Modelo Padrão Universidade Federal de Santa Catarina. Página visitada em 25/12/2010.
  72. a b c d Gravitação quântica Universidade de São Paulo. Página visitada em 25/12/2010.
  73. a b c d e f g h i j Sociedade Brasileira de Física (SBF), «1.2», física para o Brasil: Pensando o Futuro, 18-24, 2004. ISBN 9788588325913
  74. Moreira, Marco Antônio. (2009). "Breve introdução à física e ao eletromagnetismo" (PDF). Textos de apoio ao professor de física 20 (6). ISSN 1807-2763. Página visitada em 2/7/11.
  75. a b c Brasil (2002). Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN+) (PDF). Página visitada em 2/7/11.
  76. a b Barroso, Marta Feijó. O que é método científico? (PDF) Universidade Federal do Rio de Janeiro.. Página visitada em 2/7/11.
  77. Silveira, Fernando Lang da. (1989). "A filosofia de Karl Popper e suas implicações no ensino da ciência" (PDF). Caderno Catarinense de Ensino de física 6 (2): 148-162. Página visitada em 2/7/11.
  78. Hewitt, Paul G., física Conceitual, 9ª edição, 39, 2002. ISBN 853630040X
  79. a b c d e f História e Epistemologia da física: O que é a física? física.net.. Página visitada em 18/12/2010.
  80. Antiguidade pré-clássica - História da astronomia (PDF) Universidade de Brasília.. Página visitada em 2/7/11.
  81. História da termodinâmica (PDF) Universidade de Lisboa.. Página visitada em 2/7/11.
  82. a b Lisboa, Maria Helena Alcântara; Cesar, Mauro Gonçalves (5/07). Os paradigmas na obra de Jung (PDF). Página visitada em 2/7/11.
  83. Ferreira, Moacyr Costa, Edicon, A física: Seu estudo e desenvolvimento, 1997. ISBN 9780000279101
  84. a b c Hewitt, Paul G., física Conceitual, 9ª edição, 16, 2002. ISBN 853630040X
  85. O que é química ColegioWeb.. Página visitada em 2/7/11.
  86. Silva, Jaquelina Cox da (15/03/2006). Introdução à biologia. Página visitada em 2/7/11.
  87. Santos, Boaventura de Souza (1987). Um discurso sobre as ciências (PDF). Página visitada em 19/12/2010.
  88. Pessoa Jr., Osvaldo, Fundamentos da física 1 - Simpósio David Bohm, 27, 2000. ISBN 1271
  89. Lemos, Nivaldo A., mecânica Analítica, 5, 2007. ISBN 8588325241
  90. Pires, Antônio S. T., Evolução das Idéias da física, 1ª edição, 2008. ISBN 9788588325968
  91. a b c d Dantas, Adalmir Morterá. A ciência (PDF) Universidade Federal do Rio de Janeiro.. Página visitada em 2/7/11.
  92. Veit, E.A.; Teodoro, V. D. (3/1/2002). Modelagem no Ensino/Aprendizagem de física e os Novos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio Revista Brasileira de Ensino de física. Scielo. Página visitada em 19/12/2010.
  93. a b c d Lima, Sandro. Galileu Galilei e o nascimento da ciência moderna Universidade Federal do Rio Grande do Sul.. Página visitada em 11/07/2011.
  94. Rodrigues, Maria Eliane Fonseca (2008). O paradigma emergente e a abordagem do ensino com pesquisa: uma proposta de resignificação para o ensino de biblioteconomia e ciência da Informação no Brasil (PDF) Universidade Federal de Minas Gerais.. Página visitada em 10/07/2011.
  95. a b Silva, Marco Aurélio da. Teoria da relatividade Brasil Escola.. Página visitada em 10/07/2011.
  96. a b Piza, A. F. R. de Toledo. mecânica quântica: uma nova visão de mundo (PDF) ciência Hoje.. Página visitada em 10/07/2011.
  97. Mesquita Filho, Alberto (1984). Da física antiga à física moderna Espaço Científico Cultural.. Página visitada em 10/07/2011.
  98. a b c Áreas da física Universidade Federal de Minas Gerais. (27/10/2010). Página visitada em 12/07/2011.
  99. Kitor, Glauber Luciano. mecânica clássica Info Escola.. Página visitada em 10/07/2011.
  100. Lima, Julio Cesar Lima. mecânica Lagrangeana Info Escola.. Página visitada em 10/07/2011.
  101. Lira, Julio Cesar Lima. mecânica Hamiltoniana Info Escola.. Página visitada em 10/07/2011.
  102. Halliday, David; Resnick, Robert; Walker, Jearl. Fundamentos da Física. 7ª ed. [S.l.]: LTC. vol. 1 - mecânica.
  103. Achcar, Nelson. mecânica dos meios contínuos. Página visitada em 12/07/2011.
  104. Kittel, Charles; Knight, Walter D.; Ruderman, Malvin A.. Curso de física de Berkeley. [S.l.]: Blücher. vol. 1 - mecânica.
  105. Ondulatória Mundo Educação.. Página visitada em 10/07/2011.
  106. Oliveira Filho, Kepler de Souza (04/03/06). Sir Isaac Newton Universidade Federal do Rio Grande do Sul.. Página visitada em 10/07/2011.
  107. Marques, Domiciano. acústica Brasil Escola.. Página visitada em 10/07/2011.
  108. Santos, C. A. dos (outubro de 2002). Experimento da dupla fenda de Young Universidade Federal do Rio Grande do Sul.. Página visitada em 10/07/2011.
  109. Crawford Jr, Frank S.. Berkeley Physics Course (em Inglês). [S.l.]: Berkeley University Press. vol. 3 - Waves.
  110. Silva, Marco Aurélio da. Termologia Brasil Escola.. Página visitada em 10/07/2011.
  111. Bisquolo, Paulo Augusto. termodinâmica UOL Educação.. Página visitada em 10/07/2011.
  112. termodinâmica , Teoria Cinética e mecânica Estatística UOL Educação. (16/05/2000). Página visitada em 10/07/2011.
  113. Reif, Frederick. Berkeley Physics Course (em Inglês). [S.l.]: Berkeley University Press. vol. 5 - Statistical Physics.
  114. Smith, J.M.; Van Ness, H.C., Abbott, M.M.. Introduction to Chemical Engineering Thermodynamics. [S.l.]: McGraw Hill, 2005. OCLC 56491111 ISBN 0-07-310445-0
  115. Haynie, Donald, T.. Biological Thermodynamics. [S.l.]: Cambridge University Press, 2001. OCLC 43993556 ISBN 0-521-79549-4
  116. Crawford, F.H. (1963). Heat, Thermodynamics, and Statistical Physics, Rupert Hart-Davis, London, Harcourt, Brace & World, Inc., pp. 106–107.
  117. Haase, R. (1963/1969). Thermodynamics of Irreversible Processes, translated in English, Addison-Wesley, Reading MA, pp. 10–11.
  118. Dugdale, J.S.. Entropy and its Physical Meaning. [S.l.]: Taylor and Francis, 1998. OCLC 36457809 ISBN 0-7484-0569-0
  119. eletricidade Mundo Educação.. Página visitada em 10/07/2011.
  120. magnetismo Mundo Educação.. Página visitada em 10/07/2011.
  121. O que são ondas eletromagnéticas Sua pesquisa.com.. Página visitada em 10/07/2011.
  122. Purcell, Edward M.. Curso de física de Berkeley. [S.l.]: Blücher. vol. 2 - eletricidade e magnetismo.
  123. Aguiar, Marcus A. M. de (11/11/10). Tópicos de mecânica clássica (PDF) Universidade Estadual de Campinas.. Página visitada em 12/07/2011.
  124. Ferreira, António Luís (outubro de 1997). Apontamentos de Física Estatística (PDF) Universidade de Aveiro. Página visitada em 13/08/2011.
  125. Ferreira, Josiane M. P. (Setembro de 2007). Conhecimento Incerto (PDF) Universidade Estadual de Maringá. Página visitada em 22/12/2010.
  126. Tomé, Tânia, Tendências da física Estatística no Brasil, 2003, 171. ISBN 8588325225
  127. Ferrater-Mora, José, Ariel, Dicionário de filosofia (vol. 1 - A - D), 338. ISBN 8434405016
  128. a b Santos, Zanoni Tadeu Saraiva dos (2009). Ensino de entropia: um enfoque histórico e epistemológico (PDF). Página visitada em 22/12/2010.
  129. a b c d e f g Sklar, Laurence, Oxford University Press, Philosophy of Science, 1992. ISBN 0815326998
  130. Pereira, Rodrigo Gonçalves; Miranda, Eduardo (08/05/02). Introdução à Teoria quântica de Campos: do Oscilador Harmônico ao Campo Escalar Livre Revista Brasileira de Ensino de física.. Página visitada em 10/07/2011.
  131. a b Pereira, Rodrigo Gonçalves; Miranda, Eduardo (26/03/09). As divisões da física moderna Centro de Ensino e Pesquisa aplicada, Universidade de São Paulo.. Página visitada em 12/07/2011.
  132. Wuensche, Carlos Alexandre. relatividade geral e cosmologia Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.. Página visitada em 12/07/2011.
  133. http://nautilus.fis.uc.pt/personal/cfiolhais/extra/artigos/histfisnuclear.htm
  134. http://nautilus.fis.uc.pt/personal/cfiolhais/extra/artigos/histfisnuclear.htm
  135. http://nautilus.fis.uc.pt/personal/cfiolhais/extra/artigos/histfisnuclear.htm
  136. F. Englert, R. Brout. (1964). "Broken Symmetry and the Mass of Gauge Vector Mesons". Physical Review Letters 13 (9): 321–323. DOI:10.1103/PhysRevLett.13.321. Bibcode1964PhRvL..13..321E.
  137. "Details can be worked out if the situation is simple enough for us to make an approximation, which is almost never, but often we can understand more or less what is happening." from The Feynman Lectures on Physics, Vol 1. pp. 2–7
  138. Schulz, Peter A.B.; Knobel, Marcelo (10/05/2001). Passado, Presente e Futuro da física quântica: Digressões sobre a Importância da ciência Básica comciencia.com.. Página visitada em 12/07/2011.
  139. Pécora, Jesus Djalma; Brugnera Jr., Aldo (1999). Breve Histórico do Laser Universidade de São Paulo.. Página visitada em 12/07/2011.
  140. a b c Dúvidas - O que é a Física Aplicada? Universidade Estadual de Campinas. Página visitada em 21/07/2011.
  141. Department of Applied Physics / Major in Pure and Applied Physics Waseda University. Página visitada em 10 September 2011.
  142. Applied Physics research Wisew Geek. Página visitada em 26/12/2010.
  143. Estudo geral: modelos de análise estática e dinâmica de estruturas de betão Estudo geral. Página visitada em 26/12/2010.
  144. Duhem, Pierre. Valor da Teoria física lusofonia.net. Página visitada em 25/12/2010.
  145. a b Paty, Michael. (Abril-Junho/2010). "[1]". Scientiae Studia. ISSN 16783166.
  146. Camalan, Mahmut. Hypothesis, Theory, and Theorem: What is the Difference? (em Inglês) ie 499. Página visitada em 25/12/2010.
  147. Duhem, Pierre. Algumas reflexões sobre teorias físicas (DOC) Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Página visitada em 25/12/2010.
  148. Barbosa, Jonei Cerqueira. . "Modelagem e Modelos Matemáticos na Educação Científica" (PDF). ALEXANDRIA Revista de Educação em ciência e Tecnologia,. Universidade Federal de Feira de Santana. ISSN 19825153.
  149. a b c d e f g h Maia, Isabel Mª Magalhães R.L. Santos. O desenvolvimento da ciência em Thomas Kuhn. Página visitada em 23/12/2010.
  150. A velocidade da luz (DOC). Página visitada em 25/12/2010.
  151. Silveira, Fernando Lang da; Peduzzi Luiz O. Q.. Três episódios de descoberta científica: da caricatura empirista a uma outra história. Página visitada em 25/12/2010.
  152. a b Introdução à física experimental Universidade Estadual de Maringá. Página visitada em 25/12/2010.
  153. Laboratório de física geral e Laboratorial Unicamp. Página visitada em 25/12/2010.
  154. Mora, José Ferrater, Ariel, Dicionário de filosofia (vol. 3 - K - P), 427. ISBN 8434405032
  155. Universidade Estadual de Campinas, Centro de lógica, Epistemologia e História da ciência,. (1992). "Manuscrito" 15-16.
  156. Ferrater-Mora, José, Ariel, Dicionário de filosofia (vol. 2 - E - J), 130. ISBN 8434405024
  157. a b c d e Silva, Laura Cristina da; Terra, Marlene Gomes ; Camponogara, Silviamar; Erdmann, Alacoque Lorenzini. (out/dez 2006). "Pensameto complexo: um olhar em busca da solidariedade humana nos sistemas de saúde e educação" (PDF). Revista de Enfermagem da UERJ 14 (4): 613-9. Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
  158. Resende, João Afonso, Universidade Federal de Minas Gerais, O determinismo científico, 1973
  159. Aguiar, Carlos Eduardo M de; Gama, Eduardo A.; Costa, Sandro Monteiro. Física no Ensino Médio (PDF) Ciências da Natureza e Matemática.. Página visitada em 21/07/2011.
  160. Marques, Gil da Costa; Silva, Antônio José Roque da; Dias, Helio; Novaes, Sérgio F., física: Tendências e Perssptivas, 69. ISBN 8588325489
  161. Hewitt, Paul G., física Conceitual, 9ª edição, 222, 2002. ISBN 853630040X
  162. O que é Sociologia? Cultura.pro.br.. Página visitada em 19/12/2010.
  163. Martins, Carlos Benedito, Brasiliense, O Que é Sociologia?, 38ª ed., 16, 1994. ISBN 8511010572
  164. Rocha Filho, João Bernardes, física e Psicologia, 25. ISBN 8574306649
  165. Wittgenstein, Ludwig; Rhees, Rush, University of Chicago Press, Philosophical remarks, 67. ISBN 0226904318
  166. Fontes, Carlos. Evolução e História da lógica sapo.pt.. Página visitada em 14/7/11.
  167. Pensamento e Linguagem absolutamente.net.. Página visitada em 14/7/11.
  168. Machado, Armando (2002). Introdução à lógica matemática (PDF) Departamento de matemática, Faculdade de ciências, Universidade de Lisboa.. Página visitada em 14/7/11.
  169. a b c d e Silva, Marco Aurélio da. A física e a matemática Brasil Escola. Página visitada em 25/12/2010.
  170. A matemática e a Natureza Universidade de Lisboa.. Página visitada em 16/7/11.
  171. Abe, Jair Minoro. A noção de estrutura em matemática e física Scielo. Página visitada em 25/12/2010.
  172. Cerri, Cristina; Monteiro, Martha S. (09/2001). História dos Números Complexos (PDF) Instituto de matemática e Estatística da USP. Página visitada em 25/12/2010.
  173. Moura, Anna Regina Lanner de; Sousa, Maria do Carmo de. O lógico-histórico da álgebra não simbólica e da álgebra simbólica: dois olhares diferentes Unicamp. Página visitada em 25/12/2010.
  174. Kenny, Anthony John Patrick, Oxford University Press, Uma nova história da filosofia ocidental: filosofia medieval, 120. ISBN 0198752741
  175. Johannes Kepler zenite.nu. Página visitada em 25/12/2010.
  176. Hewitt, Paul G., Bookman, física Conceitual, 9ª ed., 9, 2002. ISBN 853630040X
  177. Nussenzveig, Herch Moysés. Curso de física Básica. 2ª ed. [S.l.]: Blücher. 5-10 pp. vol. 1 - mecânica.
  178. Paiva, Rita de Cássia Souza, Gaston Bachelard: a imaginação, na ciência, na poética e na sociologia, 68. ISBN 857419512X
  179. a b Popper, Karl, «Prefácio: Acerca da inexistência do método científico», O realismo e o objetivo da ciência. ISBN 8513009016
  180. Watson, Scott (1/11/2004). The Scientific Method Is Still Useful? (em Inglês). Página visitada em 20/12/2010.
  181. Popper, Karl, A lógica da descoberta científica, 49. ISBN 853160236X
  182. Popper, Karl, A lógica da descoberta científica, 37. ISBN 853160236X
  183. a b c d e f Silveira, Fernando Lang da. A metodologia dos programas de pesquisa: a Epistemologia de Imre Lakatos Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Página visitada em 23/12/2010.
  184. Kuhn, Thomas, UNESP, O caminho desde a estrutura: ensaios filosóficos, 159
  185. Hewitt, Paul G., Bookman, física Conceitual, 9ª ed., 9, 2002. ISBN 853630040X
  186. Popper, Karl, A lógica da descoberta científica, 66. ISBN 853160236X
  187. a b Wüthrich, Christian (5/10/2010). Space, time, and spacetime, part I: from Newton's Bucket to Einstein's Hole (em Inglês) Faculdade de filosofia, Universidade da Califórnia, San Diego.. Página visitada em 20/12/2010.
  188. a b Amoreira, José. Introdução a teoria da relatividade. Página visitada em 20/12/2010.
  189. Martins, André Ferrer P.; Zanetic, João. Tempo: esse velho estranho conhecido. Página visitada em 20/12/2010.
  190. http://www.grc.nasa.gov/WWW/k-12/Numbers/Math/Mathematical_Thinking/how_fast_is_the_speed.htm
  191. "First Observation of Hawking Radiation" from the Technology Review
  192. Majumdar, Parthasarathi. (1998). "Black Hole Entropy and Quantum Gravity". ArXiv: General Relativity and Quantum Cosmology. Bibcode1999InJPB..73..147M.
  193. http://www.newscientist.com/article/dn9988-instant-expert-cosmology.html
  194. http://oxforddictionaries.com/definition/cosmology
  195. (2003) "First Year Wilkinson Microwave Anisotropy Probe (WMAP) Observations". The Astrophysical Journal Supplement Series 148: 175–194. DOI:10.1086/377226. Bibcode2003ApJS..148..175S.
  196. Chibeni, Silvio Seno. Uma breve introdução ao problema da medida na mecânica quântica Fisica.net.. Página visitada em 14/07/2011.
  197. a b Princípio da incerteza de Heisenberg Universidade Federal de Campina Grande.. Página visitada em 14/07/2011.
  198. Silva, Antônio Rogério da. física e o Conhecimento Humano Universidade Federal de Santa Catarina.. Página visitada em 22/12/2010.
  199. Daher, Cláudia Helena; Pobbe, Liliane Wielewski; Fonseca, Maria Ruth Scalise Taques (2006). O processo de ensino-aprendizagem de línguas (PDF) Universidade Estadual de Ponta Grossa.. Página visitada em 14/07/2011.
  200. Lana, Carlos Roberto de. Revolução da incerteza: o fim do determinismo newtoniano UOL Educação. Página visitada em 22/12/2010.
  201. a b Paradoxo EPR. Página visitada em 9 de fevereiro de 2011.
  202. Albert Einstein: "Deus não joga dados" Pensador.info. Página visitada em 14 de julho de 2011.
  203. Tasca, Daniel Schneider (07/2006). Violação da desigualdade de Bell com variáveis espaciais transversais usando transformada de Fourier fracional Universidade Federal do Rio de Janeiro. Página visitada em 9 de fevereiro de 2011.
  204. Paty, Michael. . "Matéria e necessidade no conhecimento científico". Scientiae Studia Out/Dez 2006. Scielo. ISSN 16783166.
  205. SIlva, Vinicius Carvalho da Silva. Desconstrução da ontologia materialista. Página visitada em 22/12/2010.
  206. Albert, David Z., «3», Havard University Press, Quantum Mechanics and Experience. ISBN 0674741137
  207. Abrantes, Paulo César Coelho. naturalizando a epistemologia (PDF) Universidade de Brasília. Página visitada em 22/12/2010.
  208. Azevedo, Hernani Luiz; Francisco Nairon Monteiro Júnior; Thiago Pereira dos Santos; Jairo Gonçalves Carlos; Bruno Nogueira Tancredo. (8/11/2006). "O uso do experimento no ensino de física: Tendências a partir do levantamento dos artigos em periódicos da área no Brasil" (PDF). Encontro Nacional de Pesquisa em Educação de ciências. ISSN 21766940.
  209. Schwartzman, Simon. (2002). "Pesquisa científica e o interesse público". Revista Brasileira de Inovação: 361-396. Página visitada em 15/7/11.
  210. Monteiro, Maria da Graça Miranda de França. (julho de 2006). "O cientista, a imprensa e a comunicação pública da ciência". UNIRevista: 1-12. ISSN 1809-4561. Página visitada em 15/7/11.
  211. a b Kuppermann, Aron. (jan/abr 1994). "Investimentos em ciência e tecnologia". Estudos Avançados 8 (20): 1-12. ISSN 0103-4014. Página visitada em 15/7/11.
  212. a b Gómez, Maria Nélida González de. (2003). "As relações entre ciência, Estado e sociedade: um domínio de visibilidade para as questões da informação". ciência da Informação 32 (1): 60-76. Página visitada em 15/7/11.
  213. a b c d e Organização social da física Estudante de filosofia.. Página visitada em 15/7/11.
  214. Concepções de natureza da Idade Média aruanda.org.. Página visitada em 15/7/11.
  215. Grandes Navegações suapesquisa.com.. Página visitada em 15/7/11.
  216. História do Relógio Portal São Francisco.. Página visitada em 15/7/11.
  217. Leonardo Florentino: uma vida bem empregada Livraria Cultura.. Página visitada em 16/7/11.
  218. Silva, Tagore Trajano de Almeida. Crítica à herança mecanicista de utilização animal: em busca de métodos alternativos compendi.org.. Página visitada em 16/7/11.
  219. Pires Jr., Hugo. (mar/jul 2001). "Avaliação da produção científica: oredem e desenvolvimento do processo" (PDF). Iniciação Científica 3 (1). ISSN 1518-1243. Página visitada em 16/7/11.
  220. Souza e Brito, Armando A.. (2008). "Quem tramou Robert Hooke" (PDF). ciência e Tecnologia dos Materiais 2D (3/4). Página visitada em 16/7/11.
  221. John Harrison Relógios & Relógios.. Página visitada em 21/7/11.
  222. Sobel, Dava. Longitude (PDF). Página visitada em 16/7/11.
  223. Cavagnari Filho, geraldo Lesbat (1993). P & D Militar: situação, avaliação e persperctivas (PDF) schwartzman.org.. Página visitada em 16/7/11.
  224. Teixeira, Bruno Fernando Inchausp. Dualidade na teoria de Landau-Ginzburg da supercondutividade Universidade do Estado do RIo de Janeiro. Página visitada em 26/12/2010.
  225. magnetismo intrínseco do silício pode viabilizar magnetoeletrônica Inovação Tecnológica (31/08/2010). Página visitada em 26/12/2010.
  226. Entenda a computação quântica info Abril.. Página visitada em 26/12/2010.
  227. Massa dos neutrinos guia.heu.nom.br. Página visitada em 26/12/2010.
  228. Em busca do tempo perdido veja.com (27/04/2010). Página visitada em 26/12/2010.
  229. Partícula de Deus - Boson de Higgs Inovação Tecnológica (02/04/2007). Página visitada em 26/12/2010.
  230. The Large Hadron Collider Organização Europeia para a Investigação Nuclear (CERN).. Página visitada em 24/7/11.
  231. Expansão do Universo e forças elementares: geração da assimetria matéria-antimatéria Universidade de São Paulo. Página visitada em 26/12/2010.
  232. Regev, Oged, Cambridge University Press, Chaos and complexity in astrophysics, 366, 12/06/2006. ISBN 0521855349
  233. Singh, Simon. Big Bang. Rio de Janeiro / São Paulo: Editora Record, 2006. 459 pp. ISBN 85-01-07213-3
  234. Conceito de teoria. Página visitada em 16/7/11.
  235. Gedney, Larry (4/11/1985). Unexpected Scientific Discoveries Are Often The Most Important (em Inglês) Alaska Science Forum.. Página visitada em 16/7/11.