Fisioterapia manipulativa

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Definição[editar | editar código-fonte]

Segundo definição da IFOMPT (International Federation of Orthopaedic Manipulative Physical Therapists) a Fisioterapia Manipulativa Musculoesquelética ou Terapia Manual Ortopédica é uma área de especialização da Fisioterapia que lida com o manejo de condições neuro-músculo-esqueléticas, embasada no raciocínio clínico, usando abordagens de tratamento altamente específicas incluindo técnicas manuais e exercícios terapêuticos.

A Terapia Manual Ortopédica ou Fisioterapia Manipulativa Musculoesquelética também abrange e é conduzida pelos dados científicos disponíveis, evidência clínica e pelo quadro biopsicosocial de cada paciente.[1]

Evidências Científicas[editar | editar código-fonte]

A Fisioterapia Manipulativa não é a única abordagem em Terapia Manual e Manipulativa, existem outras filosofias de tratamento que não seguem os princípios da Fisioterapia baseada em evidências. Estes métodos seguem os preceitos preconizados pelos seus respectivos criadores tendo uma visão holística de tratamento e não se restringindo apenas ao tratamento de disfunções neuro-músculo-esqueléticas.

Contrariando esta visão o Fisioterapeuta Manipulativo/Musculoesquelético, devido a sua formação eminentemente científica utiliza as técnicas de manipulação e mobilização apenas no tratamento de disfunções neuro-músculo-esqueléticas, onde existe ampla evidência clínica disponível.

Até o presente momento não existem evidências clínicas de que a terapia manual e manipulativa seja eficaz no tratamento de problemas de ordem visceral ou psicosomática como afirmam alguns autores ou filosofias.

Prática Baseada em Evidência[editar | editar código-fonte]

A profissão fisioterápica reconhece a importância da prática baseada em evidências e encoraja ativamente os praticantes a considerar as evidências científicas durante o desenvolvimento e aplicação dos tratamentos. E qual é a evidência para a fisioterapia manipulativa? Pesquisas têm mostrado que os fisioterapeutas manipulativos são altamente hábeis em seu exame, pelo qual eles são capazes de fazer um diagnóstico similar ou até melhor que exames imaginológicos sofisticados.[2] Por exemplo, estudos têm mostrado que os fisioterapeutas manipulativos são hábeis no diagnóstico de articulações facetárias sintomáticas [3] , discos intervertebrais sintomáticos [4] e instabilidade lombar [5] . São inúmeras as evidências da eficácia dos tratamentos físicos providos por esses profissionais. A terapia manipulativa espinhal (tanto a mobilização quanto a manipulação) é eficaz no tratamento da dor lombar [6] . Programas de exercícios elaborados e supervisionados pelos fisioterapeutas manipulativos resultam em menor incapacidade, menor absenteísmo e retorno ao trabalho mais rápido quando comparado a outros tratamentos [7] ,[8] ,[9] ,[10] ,[11] . Estes profissionais também são pioneiros na investigação dos mecanismos que contribuem para a cronificação e recorrência da dor lombar e dos efeitos de programas específicos de exercício para tal condição (estabilização). As evidências que suportam a eficácia destes exercícios têm aumentado [12] . Existem fortes evidências que estes tratamentos são mais eficazes do que o repouso, analgésicos e massagem, comprovação obtida por 6 de 8 estudos recentes[13] . Ainda mais, a combinação da terapia manipulativa espinhal e exercícios específicos têm se mostrado ter grande eficácia no tratamento das dores lombares. [14] ,[15]

Fisioterapia Manipulativa: Um pouco de História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros relatos do uso da manipulação vertebral no ocidente provêm do Grego Hipócrates 400 AC. De lá para cá a Terapia Manipulativa enfrentou momentos de total descrédito contrastando na atualidade, com uma ampla aceitação de sua eficácia no tratamento de problemas musculoesqueléticos. Durante o século XVIII na Inglaterra a terapia manual era praticada apenas por leigos chamados de Bone-setters. A maioria dos Médicos da época era contra o uso indiscriminado da manipulação devido aos resultados desastrosos no tratamento de articulações com patologias infecciosas como a tuberculose. No século seguinte na América do Norte, esse distanciamento entre a terapia manual e a medicina ortodoxa contribuiu para o aparecimento de filosofias alternativas de tratamento como a Quiropraxia e a Osteopatia. Hoje felizmente a utilização da terapia manual no tratamento de disfunções musculoesqueléticas ganhou o devido respeito e isso se deve em grande parte ao empenho dos Fisioterapeutas Manipulativos. Os Fisioterapeutas começaram a praticar a manipulação vertebral no princípio do século XX na Inglaterra. Em 1974 um grupo de Fisioterapeutas pioneiros fundou a IFOMPT (Federação Internacional de Fisioterapeutas Manipulativos Ortopédicos) o que proporcionou um grande impulso ao desenvolvimento da especialidade. Entre estes expoentes estavam nomes como Maitland, Kaltenborn, Paris, Lamb, Muligan, e McKenzie. Mas afinal o que há de tão marcante na visão dos Fisioterapeutas Manipulativos Ortopédicos. O que diferencia a Fisioterapia Manipulativa de outras abordagens em Terapia Manual? Em poucas palavras podemos afirmar que o grande diferencial da Fisioterapia Manipulativa é a utilização do modelo de prática baseada em evidência. Fisioterapeutas manipulativos são encorajados a utilizar o raciocínio clínico aliado à busca por evidências científicas em sua prática clínica diária sem esquecer da importância da abordagem biopsicosocial do paciente. Com essa filosofia de tratamento aliando a arte e a ciência, a Fisioterapia Manipulativa vem contribuindo para a evolução da terapia manual no tratamento de disfunções musculoesqueléticas. [16] [17] . [18] .

Referências

  1. Voted in at IFOMT General Meeting in Cape Town, March 2004
  2. Marinzeck, S. A. Fisioterapeuta manipulativo: quem é este profissional? Disponível em: www.terapiamanual.com.br Acesso em 23/04/2012
  3. Phillips and Twomey (1996): A comparison of manual diagnosis established by a uni-level lumbar spinal block procedure. Manual Therapy 2, 82-87.
  4. Donelson, Aprill, Medcalf and Grant (1997): A prospective study of centralisation of lumbar and referred pain: A predictor of symptomatic discs and annular competence. Spine 22 (10) 115-122.
  5. Avery (1997): The reliability of manual physiotherapy palpation techniques in the diagnosis of bilateral pars defects in subjects with chronic low back pin. MPAA proceedings, 10th Biennial Conference Melbourne November.
  6. Van Tulder, Koes and Bouter (1997): Conservative treatment of acute and chronic nonspecific low back pain. A systematic review of randomised controlled trials of the most common interventions. Spine 22 (18) 2128-2156.
  7. Frost, Moffett, Moser and Fairbank (1995): Randomised controlled trial for evaluation of fitness program for patients with chronic low back pain. British Medical Journal 310 (21): 151-154.
  8. Gundewall, Liljeqvist and Hansson (1993): Primary prevention of back symptoms and absence from work. Spine 18(5) 587-594.
  9. Kellett, Kellett and Nordholm (1991): Effects of an exercise program on sick leave due to back pain. Physical Therapy 71 (4) 283-293.
  10. Mitchell and Carmen (1990): Results of a multicentre trial using an intensive active exercise program for the treatment of acute soft tissue and back injuries. Spine 15(6):514-521.
  11. Moffet, Torgerson, Bell-Syer, Jackson, Llewlyn-Phillips, Farrin and Barber (1999): Randomised controlled trial of exercise for low back pain: clinical outcomes, costs and preferences. British Medical Journal 319: 279-283.
  12. O'Sullivan, Twomey and Allison (1997): Evaluation of specific stabilising exercise in the treatment of chronic low back pain with radiologic diagnosis of spondylolysis or spondylolisthesis. Spine 22: 2959-2967.
  13. Van Tulder, Koes and Bouter (1997): Conservative treatment of acute and chronic nonspecific low back pain. A systematic review of randomised controlled trials of the most common interventions. Spine 22 (18) 2128-2156.
  14. Ottenbacher and Difabio (1994): Efficacy of Spinal Manipulation/Mobilisation Therapy. A meta-analysis. Spine 10 (9) 833-837.
  15. Scheer , Radack and O'Brien (1995): randomized controlled trials in industrial low back pain relating to return to work. Part 1. Acute Interventions. Arch Phys Med. Rehab, Vol. 76, 966-973.
  16. Bracht, M. A. Fisioterapia Manipulativa: Um pouco de História. Disponível em: www.fisiomanipulativa.com.br Acesso em 23/04/2012
  17. Pettman, Erland. A History of Manipulative Therapy: The Journal of Manual & Manipulative Therapy, Vol. 15 No. 3 (2007), 165 -174
  18. David W. Lamb, Freddy M. Kaltenborn and Stanley V. Paris.: History of IFOMPT: Journal of Manual and Manipulative Therapy, Vol. 11, No. 2 (2003) pgs. 73-76

Ligações externas[editar | editar código-fonte]