Fitna

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Allah, palavra que em árabe equipara-se a Deus.

Fitna (em árabe: فتنة) é uma palavra árabe que se traduz como divisão e guerra civil dentro do Islã. Também tem uma conotação religiosa muito particular, que expressa a ideia de um castigo infligido por Deus aos pecadores, um teste para os muçulmanos em uma situação de divisão da comunidade de crentes. A fitna envolve um julgamento moral e uma interpretação negativa, uma vez que é dever e marca da umma manter-se unida e coesa.

Historicamente, o termo é usado para referir as guerras civis que puseram fim ao primeiro califado (Rashidun; ver Primeira Guerra Civil Islâmica), às lutas de poder no Califado de Damasco, à Revolução Abássida, à Grande Guerra Civil Abássida, bem como à grave crise política e à guerra civil que levaria à queda do Califado de Córdova e à criação das chamadas taifas.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O termo referia-se originalmente à refinação de metal para remover a escória e distinguir o ruim do bom, mas tornou-se um termo religioso e escatológico, adquirindo conotações de castigo, correção, luta entre facções e sedição.

O significado da palavra tem gerado muita confusão. Por exemplo, na Surata 8:39 do Alcorão pode ser traduzida de várias maneiras: "E combate-os até que não haja mais oposição (fitna) e a prática de culto seja inteiramente dedicada inteiramente a Alá" ou " Combate-os até que eles deixem de induzir a apostatar (fitna) e toda a adoração se renda a Alá".

O sentido religioso do termo é ilustrado na literatura apocalíptica de indivíduos sujeitos a um grande stress moral e psicológico cuja fé no Islã é comprometida pela ganância terrena ou preservação das suas vidas. São levados a escolher, por vezes, o que é o bem ou o mal.[1]

Segundo o orientalista Gilles Kepel:

O sentido religioso do termo é ilustrada na literatura apocalíptica de indivíduos sujeitos a um grande estresse moral e psicológico estão comprometidos com sua fé no Islã para seu ganho mundano ou a preservação de sua vida. Faz-lhes escolher, por vezes, sem saber o que é bom e do que o mal.

Fitnas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Gilles Kepel, in «Fitna. Guerre au coeur de l’islam», entrevista no diário El Watan (concernente a seu livro, Fitna. War Inside Islam, traduzido em cinco idiomas).7 de setembro de 2004.
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