Fitormônio

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Etileno: uma hormona vegetal

As hormonas vegetais ou fito-hormonas são compostos organicos que atuam em doses muito pequenas e são os principais fatores internos de regulação das reações de desenvolvimento e crescimento das plantas.[1]

Uma planta precisa de diversos fatores, internos e externos, para crescer e se desenvolver, e isto inclui diferenciar-se e adquirir formas, originando uma variedade de células, tecidos e órgãos.

Como exemplos de fatores externos que afetam o crescimento e desenvolvimento de vegetais, podemos citar luz (energia solar), dióxido de carbono, água e minerais, incluindo o nitrogênio atmosférico (fixado por bactérias fixadoras e cianofíceas), temperatura, comprimento do dia e gravidade.

Os principais fatores internos são as chamados hormonas vegetais ou fito-hormonas, substâncias químicas que atuam sobre a divisão, elongação e diferenciação celular.

Geralmente quase todas as hormonas vegetais de uma planta podem ser encontradas na forma conjugada – ou seja, ligadas a outras substâncias como açúcares, aminoácidos, peptídeos ou mesmo proteínas. A hidrólise dos conjugados inativos dos tecidos da plantas libera a forma “livre”, ou ativa da hormona.

Hormonas vegetais são substâncias orgânicas que desempenham uma importante função na regulação do crescimento. No geral, são substâncias que atuam ou não diretamente sobre os tecidos e órgãos que os produzem (existem hormonas que são transportadas para outros locais, não atuando nos locais da sua síntese), ativos em quantidades muito pequenas, produzindo respostas fisiológicas especificas (floração, crescimento, amadurecimento de frutos etc.).[2]

A palavra hormônio vem a partir do termo grego horman, que significa "excitar". Entretanto, existem hormônios inibitórios. Sendo assim, é mais conveniente considerá-los como sendo reguladores químicos. A atuação dos reguladores químicos depende não apenas de suas composições químicas, mas também de como eles são "percebidos" pelos respectivos tecido-alvos, de forma que um mesmo hormônio vegetal pode causar diferentes efeitos dependendo do local no qual estiver atuando (diferentes tecidos e órgãos), da concentração destes hormônios e da época de desenvolvimento de um mesmo tecido.

Tradicionalmente, cinco grupos, ou classes, de hormônios vegetais têm recebido maior atenção: auxina, etileno, giberelina, ácido abscísico e citocinina.

Entretanto, estes não são os únicos hormônios vegetais conhecidos. Os chamados "hormônios secundários" incluem, entre outros:


Auxinas[editar | editar código-fonte]

As auxinas são responsáveis pelos tropismos (foto e geotropismo), pelo desenvolvimento dos frutos, alongamento celular radicular e caulinar e dominância apical do caule. Esse fitormônio é produzido no meristema apical do caule, primórdios foliares, flores, frutos e sementes, e transportado pela extensão do vegetal através do vaso floema. Ainda, inibem o desenvolvimento das gemas laterais.

Etileno[editar | editar código-fonte]

O etileno realiza o amadurecimento dos frutos e indução da abscisão foliar. Esse gás é produzido em diversos locais da planta, difundindo-se entre as células, surgimento de células finas e o seu próprio peso as derruba.

Giberelinas[editar | editar código-fonte]

As giberelinas atuam na floração, promovem a germinação, e o desenvolvimento dos frutos. É sintetizado no meristema de sementes e frutos, transportado pelo xilema, formação de frutos partenocárpicos, alongamento caulinar e quebra da dormencia das plantas.

Ácido Abscísico[editar | editar código-fonte]

o ácido abscísico induz o fechamento dos estômatos, o envelhecimento de folhas, e a dormência de sementes e gemas, inibe o crescimento das plantas. Sua produção ocorre em diversos órgãos da planta: caule, folhas e extremidade da raiz (a coifa). A difusão desse hormônio ocorre através dos vasos condutores de seiva.

Citocinina[editar | editar código-fonte]

As citocininas retardam o envelhecimento das plantas, estimulam as divisões celulares e o desenvolvimento das gemas laterais. É produzido nas raízes e transportado para a planta através do xilema, quebra da senescência

Outros Hormônios[editar | editar código-fonte]

Além desses 5 hormônios tradicionais e mais estudados, existem outras substâncias consideradas como hormônios vegetais. São elas:

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Site Brasil Escola (http://www.brasilescola.com/biologia/hormonios-vegetais.htm)

Annual Reviews Compilations: Plant Hormones

  • Xie X AU, Yoneyama K AU, Yoneyama K TI. The strigolactone story. JF - Annual Reviews Phytopathology (sep/2010)
  • A. Corina Vlot, D'Maris Amick Dempsey and Daniel F. Klessig. Salicylic Acid, a Multifaceted Hormone to Combat Disease (sep/2009)

Referências

  1. TAIZ, Lincoln; ZEIGER, Eduardo. Fisiologia Vegetal. 3 ed. Porto Alegre: Artmed, 2004
  2. RAVEN, P.H., EVERT, R.F., EICHHORN, S.E. Biologia Vegetal, 7ª ed. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A. 2007.
  3. A. Creelman and J.E. Mullett, Biosynthesis and action of jasmonates in plants. Annu. Rev. Plant Physiol. Plant Mol. Biol. 48 (1997), pp. 355–381.
  4. Schumaker, K, Chory, J (2000) "Brassinosteroid signal transduction: still casting the actors." Curr Opin Plant Biol 3: 79-84
  5. Gomez-Roldan, V. et al. Strigolactone inhibition of shoot branching. Nature 10 Aug 2008 (doi: 10.1038/nature07271).
  6. Vlot AC, Dempsey DA, Klessig DF. Salicylic acid, a multifaceted hormone to combat disease. Annual Reviews of Phytopathology 2009;47:177-206.
  7. A. Creelman and J.E. Mullett, Biosynthesis and action of jasmonates in plants. Annu. Rev. Plant Physiol. Plant Mol. Biol. 48 (1997), pp. 355–381.
  8. Schumaker, K, Chory, J (2000) "Brassinosteroid signal transduction: still casting the actors." Curr Opin Plant Biol 3: 79-84
  9. Gomez-Roldan, V. et al. Strigolactone inhibition of shoot branching. Nature 10 Aug 2008 (doi: 10.1038/nature07271).
  10. Vlot AC, Dempsey DA, Klessig DF. Salicylic acid, a multifaceted hormone to combat disease. Annual Reviews of Phytopathology 2009;47:177-206.