Flávio Bolsonaro

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Flávio Bolsonaro (Rio de Janeiro, 30 de abril de 1981) é um político brasileiro, deputado estadual pelo estado do Rio de Janeiro desde 2003 e presidente da Comissão Especial de Planejamento Familiar. É filho do deputado federal Jair Bolsonaro.

[editar] Polêmicas

Protesto contra a homofobia realizado em São Paulo, 2009. O Brasil é amplamente reconhecido como um país de altos índices de violência homofóbica.[1][2] Manifestações como as de Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro foram alvo de protestos contra a homofobia em abril de 2011.[3]

Flávio Bolsonaro é conhecido, assim como o pai, por posições polêmicas. Em entrevista dada em abril de 2011, na qual defendia as posições controversas de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro disse que a resposta do pai no programa CQC valorizava conceitos de "família".[4] O deputado é acusado de homofobia, sobretudo por suas declarações recentes, quando disse que "o normal é ser heterossexual" e "duvido que algum pai tenha orgulho de ter um filho gay".[5]

A fala, que reitera a posição de Jair Bolsonaro na televisão, foi repudiada por vários segmentos da sociedade brasileira[6][7][8][9] e, inclusive, pela UNESCO.[10] Marcelo Tas, apresentador do CQC, afirmou que sente orgulho de sua filha homossexual e criticou as posições dos Bolsonaro.[11] Outras declarações homofóbicas foram feitas por Flávio Bolsonaro após as alegações de que seu pai teria sido racista e homofóbico na televisão brasileira.

De acordo com entrevista publicada no Jornal da Tarde, o deputado, que nega as alegações de racismo por parte do pai, endossa a discriminação aos homossexuais[12] O deputado estadual também defendeu a ditadura militar brasileira em entrevista publicada pelo Estadão em abril de 2011. Segundo ele, "Naquele tempo havia segurança, havia saúde, educação de qualidade, havia respeito. Hoje em dia a pessoa só tem o direito de quê? De votar. E ainda vota mal."[5] Embora diga combater a corrupção, Bolsonaro ignora que tenham ocorrido "mordomias" na época da ditadura militar,[13] afirmando que a ditadura brasileira foi "um período de transição para a democracia".[14] Flávio Bolsonaro também é a favor da pena de morte e da diminuição da maioridade penal, embora critique o aborto e se diga "pró-vida".[15]

Como outros membros da família Bolsonaro, Flávio se opõe à demarcação das terras indígenas e outras políticas sociais e de direitos humanos - estes últimos, considerados maquinações midiáticas pelo deputado, de acordo com seu site oficial.[16][17]

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