Flávio Dino

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Flávio Dino
Presidente do Embratur
Mandato 17 de junho de 2011
até atualidade
Antecessor(a) Mário Augusto Lopes Moysés
Deputado federal pelo  Maranhão
Mandato 1 de fevereiro de 2007
até 31 de janeiro de 2011
Vida
Nascimento 30 de abril de 1968 (46 anos)
São Luís, MA
Dados pessoais
Partido PCdoB
Profissão Juiz, professor

Flávio Dino (São Luís, 30 de abril de 1968) é um advogado, ex-magistrado, professor de direito e político brasileiro filiado ao Partido Comunista do Brasil (PC do B). Em 2006 foi eleito deputado federal pelo Maranhão, exercendo seu mandato até 1 de fevereiro de 2011. Foi diretor da Escola de Direito de Brasília do IDP - Instituto Brasiliense de Direito Público. Atualmente é presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Flávio Dino de Castro e Costa[1] nasceu em São Luís em 30 de abril de 1968, filho de Rita Maria e Sálvio Dino.[2] Cursou o ensino médio no Colégio Marista, onde deu início à vida política como líder estudantil.[2] Em seguida, cursou Direito na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), onde exerceu o cargo de coordenador do Diretório Central dos Estudantes (DCE).[2] Em 1989, foi um dos coordenadores da ala juvenil da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva.[2]

Dino exerceu o cargo de juiz federal no Maranhão por 15 anos, tendo abandonado a carreira profissional em 2006 para ingressar na vida política, se filiando ao Partido Comunista do Brasil (PC do B).[2] É casado e pai de dois filhos.[2] Antes de ingressar na política, exerceu os cargos de secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil e assessor da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) na gestão de Nelson Jobim.[3]

No dia 14 de fevereiro de 2012 seu filho mais novo morre de um ataque de asma no Hospital Santa Lúcia em Brasília. A polícia civil do Distrito Federal é acionada e investiga suposta negligência por parte do hospital.[4]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Deputado federal[editar | editar código-fonte]

Em 2006, Dino foi candidato a deputado federal no Maranhão pelo PC do B. Foi eleito com mais de 120 mil votos (4,3% do total), sendo o quarto candidato mais votado no pleito.[5] Na Câmara Federal, se destacou como um dos redatores do projeto de Reforma Política.[6] Em 2010, Dino foi eleito um dos parlamentares mais influentes do Brasil pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP).[2] [7] Também foi eleito, por quatro anos consecutivos, um dos melhores parlamentares do país pelo site Congresso em Foco.[2] [8]

Eleições 2008[editar | editar código-fonte]

Flávio Dino foi candidato a prefeito de São Luís nas eleições de 2008 pela Coligação Unidade Popular, sendo derrotado no segundo turno pelo ex-governador João Castelo, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que governou o estado de 1979 a 1982, quando era membro do extinto Partido Democrático Social (PDS) e aliado de José Sarney.[9]

Eleições 2010[editar | editar código-fonte]

Dino foi candidato ao governo do Maranhão pela coligação Muda Maranhão, que conta, além do PC do B, com o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Popular Socialista (PPS). O Partido dos Trabalhadores (PT), que decidiu em eleição interna apoiar a candidatura de Dino, foi obrigado pelo Diretório Nacional a apoiar a reeleição da atual governadora Roseana Sarney, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que havia sido líder do governo Lula no Senado Federal.[10] De acordo com reportagem publicada pela revista Veja, emissários da família Sarney tentaram comprar os votos de delegados petistas para que estes apoiassem a coligação com o PMDB, por valores que variaram de R$ 20 mil e R$ 40 mil.[11]

Após ter perdido o apoio do PT, Dino havia cogitado formar aliança com Jackson Lago, mas desistiu a partir da relutância do ex-governador em abrir mão da candidatura própria a favor da aliança com o PC do B.[6] Apesar de ter perdido o apoio do PT, Dino contou com o apoio de figuras célebres do governo em sua campanha, como o Ministro dos Esportes Orlando Silva, o ministro das Relações Institucionais Alexandre Padilha[12] e o ministro da Justiça Luiz Paulo Barreto.[13] Também recebeu o apoio de colegas parlamentares como Luíza Erundina, Cristovam Buarque, Vanessa Grazziotin[12] e Cândido Vaccarezza[13]

De 27 de agosto a 17 de setembro, Dino cresceu quase 50% na sondagem realizada pelo IBOPE no estado. Foi de 13% para 21% das intenções de voto, empatando com Jackson Lago em segundo lugar.[14] De acordo com pesquisa do instituto Constat, contratada pelo Jornal Pequeno e realizada entre os dias 23 e 36 de setembro, Dino possui 25% das intenções de voto, tendo mais chances de enfrentar a governadora Roseana Sarney num eventual segundo turno do que Lago.[15] Num cenário onde enfrenta Roseana no segundo turno, Dino seria eleito com 43% dos votos, contra 42% de Roseana.[15] O Constat foi, ao lado do Toledo & Associados, o único instituto de pesquisa que previu a realização de segundo turno em 2006.[15] No entanto, contrariando as pesquisas, Roseana Sarney foi eleita no primeiro turno com 50,08% dos votos válidos.

Eleições 2014[editar | editar código-fonte]

Dino é novamente candidato ao governo do Maranhão, com a coligação "Todos pelo Maranhão". Pela primeira vez a oposição ao grupo Sarney, conseguiu se reunir em torno de uma única candidatura no Maranhão. Sendo assim, a coligação de Dino conta com o apoio do Partido Progressista (PP), Solidariedade (SD), Partido Republicano de Ordem Social (PROS), Partido Social da Democracia Brasileira (PSDB), Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido Trabalhista Cristão (PTC), Partido Popular Socialista (PPS), além do seu próprio partido, o Partido Comunista do Brasil (PC do B). O Partido dos Trabalhadores (PT) chegou a ensaiar no início apoio à candidatura de Flávio Dino, mas essa possibilidade foi posteriormente descartada pela direção nacional e membros da direção estadual por acharem mais importante preservar a aliança com o PMDB, partido que governa o Maranhão com Roseana Sarney, e que resolveu lançar a candidatura de Edison Lobão Filho para suceder Roseana. No entanto, apesar dessa decisão, alguns membros do PT a nível estadual e até mesmo nacional já se declaram favoráveis à Dino, caso do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro. A candidata à vice de Eduardo Campos (PSB), Marina Silva (PSB) declarou apoio à candidatura de Flávio Dino. Os candidatos à presidência Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) também declaram apoio à candidatura dele. A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à releição, preferiu não dar nenhum declaração polêmica de apoio nem a Flávio Dino nem à Lobão Filho; já que formalmente seu partido está coligado com o PMDB no estado, mas nacionalmente o PC do B também é seu aliado. Pesa também o fato de Flávio Dino ter integrado o governo Dilma, presidindo a Embratur, por convite dela mesma. Devido a isso, Dilma evitará fazer campanha no Maranhão, provavelmente nem Lula irá fazer campanha no estado.

Referências

  1. Informações sobre o Deputado Flávio Dino no site da Câmara dos Deputados do Brasil.
  2. a b c d e f g h Biografia no site oficial de campanha.
  3. Perfil no site Voto Certo.
  4. Corpo do filho do presidente da Embratur é enterrado nesta manhã. Correio Braziliense (15/02/2012). Página visitada em 15/02/2012.
  5. Apuração da eleição de 2006 no Maranhão no G1.
  6. a b Perfil de Flávio Dino na Folha de S. Paulo.
  7. "DIAP: Dino entre os 10 parlamentares mais influentes do Congresso". Vermelho. 18 de setembro de 2010.
  8. Bertolino, Osvaldo. "Pelo quarto consecutivo, Flávio Dino é indicado ao Prêmio Congresso em Foco". O Outro Lado da Notícia. 9 de setembro de 2010.
  9. "Ex-governador João Castelo é eleito prefeito de São Luís". G1. 26 de outubro de 2008.
  10. Neto, Manoel Santos. "Dutra diz que Sarney está desesperado e quer a qualquer custo o apoio do PT". Jornal Pequeno. 24 de maio de 2010.
  11. Garrone, Raimundo. "No Maranhão, petistas contrários a aliança com Roseana Sarney apresentam chapa com PCdoB e PSB". O Globo. 24 de maio de 2010.
  12. a b Lima, Wilson. "Luiza Erundina pede votos para Flávio Dino (PCdoB)". Último Segundo. 16 de setembro de 2010.
  13. a b Éboli, Evandro. "Na campanha pelo governo do Maranhão, Roseana deixa de ser Sarney e cola em Lula e Dilma". O Globo. 20 de setembro de 2010.
  14. "Roseana e Jackson caem e Flávio Dino sobe, segundo nova pesquisa do Ibope". Jornal Pequeno. 18 de setembro de 2010.
  15. a b c "". Jornal Pequeno. 28 de setembro de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre um político é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.