Flávio Lúcio Dextro

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Flávio Lúcio Dextro (em latim: Flavius Lucius Dexter) foi um historiador do século IV d.C. e amigo de São Jerônimo.[1] Era filho de São Paciano, um servidor do Império Romano. A ele foi dedicada a obra De Viris Illustribus, de Jerônimo.[2] Além disso, ele foi um dos biografados por ele na mesma obra (cap. 132).[3]

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Flávio teria sido o autor de uma crônica hoje conhecida como Chronicon de Pseudo-Dexter, que era na realidade um farsa, uma de uma série perpetrada por Román de la Higuera (1538-1611), incluindo uma continuação da "De Viris..." atribuída a Marco Máximo, como concordam hoje os estudiosos. A autoria suspeita já era amplamente reconhecida desde a obra do biógrafo espanhol Nicolás Antônio, Censura de historias fabulosas, publicada em 1742, e dúvidas já existiam sobre estes falsos chronicones antes de 1600, mas a controvérsia continuou até o final do século dezoito.[4] O monge cisterciense François de Bivar (Bivário) publicou um comentário e uma forte defesa da autoria de Flávio em Lyon, em 1627[5] , e referências posteriores ao Chronicon como sendo genuíno foram comuns[6]

Referências

  1. NPNF2-03 Theodoret, Jerome, Gennadius, & Rufinus: Historical Writings (em inglês) Christian Classics Ethereal Library. Visitado em 04/09/2010.
  2. Burns 2000, p. 83
  3. Jerônimo de Estridão século IV, p. cáp. 132
  4. Echevarría 2005, p. 151
  5. Fleury 1853, p. 256
  6. Por exemplo, a sua inclusão parcial no Patrologia Latina, Dionysius the Areopagite, Works (1897) pp.ix-xvi. Preface to the Divine Names. (em inglês) Tertullian.org. Visitado em 04/09/2010.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Burns, Paul. Butler's Lives of the Saints (em inglês). [S.l.: s.n.], 2000.
  • Fleury, Amédée. Saint Paul et Sénèque (em inglês). [S.l.: s.n.], 1853.
  • Echevarría, Roberto González. Cervantes' Don Quixote: A Casebook (em inglês). [S.l.: s.n.], 2005.