Flandres

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Bandeira da Flandres
Línguas oficiais Neerlandês (Flamengo)
Capital Bruxelas (política)
Ministro-presidente Geert Bourgeois
Área
 – Total

 13 522 km²
População
 6 350 765 habitantes
(excetuando-se os flamengos de Bruxelas)
Dia Regional 11 de Julho
Hino De Vlaamse Leeuw (o leão flamengo)
Localização Localização da Flandres no mapa da Bélgica
Províncias As províncias da Flandres

A Flandres (em neerlandês Vlaanderen, em francês Flandre e em alemão Flandern) é a região norte da Bélgica, enquanto a região sul é chamada de Valónia. Nesta parte do país é falado o neerlandês mas a língua é conhecida popularmente por flamengo (Vlaams). Seus falantes são os designados como "flamengos" (Vlamingen).

Não é correto confundir o termo "Flandres" aqui utilizado com o do Condado da Flandres, que não mais existe. Hoje, temos que fazer a diferença entre Flandres Flamenga (usada para se referir à região belga), a Flandres Francesa (no norte da França) e a Flandra Holandesa.

População[editar | editar código-fonte]

A população flamenga é de origem predominantemente neerlandesa de quando a região ainda fazia parte dos Países Baixos, porém, o povo da Flandres também é formado por inúmeros descendentes de imigrantes de diferentes regiões ou pelos próprios imigrantes que buscam na região, hoje, uma vida melhor.

Durante a dominação espanhol sobre a região, muitos protestantes deixaram o país (hoje de maioria católica) para a República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos.

Religião[editar | editar código-fonte]

Historicamente, a região da Flandres não tem religião oficial, mas a religião predominante é o Catolicismo. Porém, devido ao número de imigrantes muçulmanos, o Islão é praticado por 3% de toda a população, sendo que todas as outras religiões não possuem mais que 1% de seguidores. Enfim, uma parte da populaçao é atéista : 16,9%[1] .

Política[editar | editar código-fonte]

A Flandres é uma região administrativa e política belga desde a formação do país. A região flamenga possui governo, parlamento e renda próprios, sendo comumente denominada como a Flandres (as mesmas estruturas encontram-se na região centro em Bruxelas e no sul na Valónia). A Flandres procura ser a mais autónoma possível desde que assumiu a liderança na contribuição para a economia belga, passando a Valónia, região de língua francesa e também a região de Bruxelas.

Oficialmente a cidade de Bruxelas é considerada como capital política da Flandres (presença do Parlemento e do Governo flamengo em Bruxelas), porém se preguntamos a um flamengo qual é a capital da Flandres, a resposta obtida será certamente Antuérpia (Antwerpen), já que Bruxelas é também uma das regiões, que não faz parte da comunidade flamenga, ao contrario da comunidade Valónia-Bruxelas. As leis da Região Flamenga não se aplicam no território da Região de Bruxelas-Capital.

Juridicamente, todas as funções desta região administrativa são desempenhadas pela comunidade flamenga. Desse modo as instituições oficiais tais como o governo e o parlamento flamengos representam não só a população desta região, mas também de todo os Flamengos que residem na Região de Bruxelas-Capital que representam apenas 5,3% da população total em Bruxelas[2] .

A região encontra-se dividida em 5 províncias:

  1. Antuérpia (neerlandês: Antwerpen)
  2. Limburgo (Limburg)
  3. Flandres Oriental (Oost-Vlaanderen)
  4. Brabante Flamengo (Vlaams-Brabant)
  5. Flandres Ocidental (West-Vlaanderen)

Separatismo[editar | editar código-fonte]

A história do início da Bélgica como país contribuiu para a formação de movimentos separatistas de ambos os lados (flamengo e valão). Do lado da Flandres, partidos extremamente conservadores (como o Vlaams Belang, e agora o Nieuw-Vlaamse Alliantie o maior deles) lutam pela separação, alegando que os valões vivem às custas dos flamengos.

Tudo tem base no passado belga, quando a Valónia era a região mais rica e seu povo menosprezava a Flandres e tudo o que vinha dela, pelo fato de eles serem mais "pobres". Nesse período, os flamengos eram oprimidos por falar uma língua diferente do francês, considerada como inferior, e tinham pouco ou nenhum direito civil se comparados aos compatriotas da Valônia. Quando a situação se inverteu, muitos flamengos que se sentiam injustiçados adotaram uma posição radical.

Uma das grandes questões discutidas hoje é que os valões continuam tendo uma posição extremamente conservadora. Apesar de o neerlandês ser uma das línguas oficiais da Bélgica, poucos francófonos fazem questão de aprendê-lo, optando mesmo pelo idioma inglês na hora de se comunicar com o norte. Em contrapartida, os flamengos se esforçam para aprender a língua da Valônia (francês) assim como o alemão, falado em uma pequena parte do país (oficialmente agregada à Valônia). Em pesquisas feitas anualmente na Bélgica, nota-se que os flamengos falam o francês fluentemente, enquanto o número de valões que falam o neerlandês mantém-se ou aumenta pouco. Esses ultimos anos, o inglês esta na primeira posição e on francês é menos estudado[3] Somado a isso, ainda existe um forte sentimento de inimizade de ambas as partes, já que os flamengos não perdoam o que os valões fizeram com eles e nem os valões aceitam a Flandres como região mais importante economicamente para seu país.

Esta situação complexa está na origem da profunda crise política em que a Bélgica se encontra desde 2009, e cujo aspecto mais visível é que não se consegue constituir governo (depois da queda do último, que continua a assegurar a gestão corrente) de 2009 até 2011. Manifesta-se entre os flamengos uma significativa tendência a favor de uma separação da Bélgica, portanto uma independência completa. A maioria parece, no entanto, rejeitar esta solução, sendo a favor de uma autonomia acrescida. Por outro lado, há partes da juventude belga, tanto valona como flamenga, que começou em 2011 a manifestar-se contra o bloqueio político por parte das regiões, ridicularizando o conflito como "guerra das batatas fritas".

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Items ISSP 2008 (2008). Les religions et l'athéisme en chiffres / Religion III (GESIS Study N° 4950) Variable Report, p87. Visitado em 11/10/2014.
  2. Christophe LAMFALUSSY (03/09/2010). 5,3 % de Flamands à Bruxelles La Libre Belgique. Visitado em 11/10/2014.
  3. Olivier MOUTON (09/01/2003). Flandre: français obligé et négligé La Libre Belgique. Visitado em 11/10/2014.
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Províncias e Regiões da Bélgica Bandeira da Bélgica

Região de Flandres:

Províncias: Antuérpia | Brabante Flamengo | Flandres Ocidental | Flandres Oriental | Limburgo

Região da Valônia:

Províncias: Brabante Valão | Hainaut | Liège | Luxemburgo | Namur

Região de Bruxelas-Capital