Flandres
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| Línguas oficiais | Neerlandês | ||
| Capital | Bruxelas (política) | ||
| Ministro-presidente | Kris Peeters | ||
| Área – Total |
13 522 km² |
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| População | 6 058 368 habitantes (excetuando-se os flamengos de Bruxelas) |
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| Dia Regional | 11 de Julho | ||
| Hino | De Vlaamse Leeuw (o leão flamengo) | ||
| Localização | |||
| Províncias | |||
Flandres (em neerlandês Vlaanderen, em francês Flandre e em alemão Flandern) é a região norte da Bélgica, enquanto a região sul é chamada de Valônia. Nesta parte do país é falado o neerlandês (língua conhecida popularmente por holandês, cuja modalidade local é conhecida como flamengo) (Vlaams). Seus falantes é que são os designados "flamengos" (Vlamingen).
Não é correto confundir o termo Flandres aqui utilizado com o do Condado da Flandres, que não mais existe. Hoje, a palavra Flandres é usada para se referir à região belga.
Índice |
População [editar]
A população flamenga é de origem predominantemente neerlandesa de quando a região ainda fazia parte dos Países Baixos, porém, o povo de Flandres também é formado por inúmeros descendentes de imigrantes de diferentes regiões ou pelos próprios imigrantes que buscam na região, hoje, uma vida melhor.
Durante o controle espanhol sobre a região, muitos protestantes deixaram o país (hoje de maioria católica) em direção aos atuais Países Baixos.
Religião [editar]
Historicamente, a região de Flandres vem mantendo como religião oficial o catolicismo, porém, devido ao número de imigrantes muçulmanos, o Islã é praticado por 3% de toda a população, sendo que todas as outras religiões não possuem mais que 1% de seguidores.
Política [editar]
Flandres é uma região administrativa e política belga desde a formação do país. A região flamenga possui governo, parlamento e renda próprios, sendo comumente denominada de Comunidade Flamenga (o que corresponde à estrutura da região sul, a Valônia). Flandres procura ser o mais autônomo possível desde que assumiu a liderança na contribuição para a economia belga, passando a Valônia, região ao sul de língua francesa. Oficialmente a cidade de Bruxelas é considerada capital política da Flandres, porém se perguntado a um flamengo qual é a capital da Flandres, a resposta obtida será certamente Antuérpia (Antwerpen), já que Bruxelas é considerada também uma região autônoma, que não faz parte nem da comunidade flamenga nem da comunidade valona.
Juridicamente, todas as funções desta região administrativa são desempenhadas pela comunidade flamenga. Desse modo as instituições oficiais tais como o governo e o parlamento flamengos representam não só a população desta região, mas também de todo os Flamengos que residem na Região de Bruxelas-Capital.
A região encontra-se dividida em 5 províncias:
- Antuérpia (neerlandês: Antwerpen)
- Limburgo (Limburg)
- Flandres Oriental (Oost-Vlaanderen)
- Brabante Flamengo (Vlaams-Brabant)
- Flandres Ocidental (West-Vlaanderen)
Separatismo [editar]
A história do início da Bélgica como país contribuiu para a formação de movimentos separatistas de ambos os lados (flamengo e valão). Do lado de Flandres, partidos extremamente conservadores (como o Vlaams Belang, o maior deles) lutam pela separação, alegando que os valões vivem às custas dos flamengos. Tudo tem base no passado belga, quando a Valônia era a região mais rica e seu povo menosprezava Flandres e tudo o que vinha dela, pelo fato de eles serem mais "pobres". Nesse período, os flamengos eram oprimidos por falar uma língua diferente do francês, considerada como inferior, e tinham pouco ou nenhum direito civil se comparados aos compatriotas da Valônia. Quando a situação se inverteu, muitos flamengos que se sentiam injustiçados adotaram uma posição radical.
Uma das grandes questões discutidas hoje é que os valões continuam tendo uma posição extremamente conservadora. Apesar de o neerlandês ser língua oficial da Bélgica, poucos valões fazem questão de aprendê-lo, optando mesmo pelo idioma inglês na hora de se comunicar com o norte. Em contrapartida, os flamengos se esforçam para aprender a língua da Valônia (francês) assim como o alemão, falado em uma pequena parte do país (oficialmente agregada à Valônia). Em pesquisas feitas anualmente na Bélgica, nota-se que cada vez mais flamengos falam o francês fluentemente, enquanto o número de valões que falam o neerlandês mantém-se ou aumenta pouco. Somado a isso, ainda existe um forte sentimento de inimizade de ambas as partes, já que os flamengos não perdoam o que os valões fizeram com eles e nem os valões aceitam Flandres como região mais importante economicamente para seu país.
Esta situação complexa está na origem da profunda crise política em que a Bélgica se encontra desde 2009, e cujo aspecto mais visível é que não se consegue constituir um novo governo (depois da queda do último, que continua a assegurar a gestão corrente). Manifesta-se entre os flamengos uma significativa tendência a favor de uma separação da Bélgica, portanto uma independência completa. A maioria parece, no entanto, rejeitar esta solução, sendo a favor de uma autonomia acrescida. Por outro lado, há partes da juventude belga, tanto valona como flamenga, que começou em 2011 a manifestar-se contra o bloqueio político por parte das regiões, ridicularizando o conflito como "guerra das batatas fritas".