Flaviano de Constantinopla

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São Flaviano de Constantinopla
Flaviano de Constantinopla
Arcebispo de Constantinopla, Mártir
Nascimento  ?
Morte 11 de agosto de 449 em Hipaepa, Lídia, Ásia Menor
Veneração por Igreja Católica e Igreja Ortodoxa
Canonização 451 por Concílio de Calcedônia
Principal templo Relíquias são veneradas na Itália
Festa litúrgica 18 de fevereiro
Gloriole.svg Portal dos Santos

Flaviano (em latim: Flavianus ou Phlabianus) foi um Arcebispo de Constantinopla de 446 até 449 d.C. Ele é venerado como um santo pela Igreja Católica e pela Igreja Ortodoxa.

Na Igreja Católica, São Flaviano é comemorado em 18 de fevereiro, a data atribuída a ele no Martirológio romano. Ele não deve ser confundido com Flaviano de Ricina.[1]

Vida e obras[editar | editar código-fonte]

Papa Leão I, grande amigo de Flaviano.
Por Francisco de Herrera, o moço, atualmente no Museu do Prado.

Flaviano era o guardião dos vasos sagrados da grande Igreja de Constantinopla e, de acordo com Nicéforo Calisto Xantópulo, tinha a reputação de levar uma vida santificada quando ele foi escolhido para ser Arcebispo de Constantinopla.

Durante a sua consagração, o imperador romano Teodósio II estava em Calcedônia. Seu eunuco, Crisápio, tentou extorquir um presente de ouro para o imperador, mas como não conseguiu, ele começou a articular contra o novo Arcebispo dando seu apoio ao arquimandrita Eutiques em sua disputa com Flaviano.

Flaviano presidiu sobre um concílio de quarenta bispos em Constantinopla em 8 de novembro para resolver a disputa entre o bispo metropolita de Sardis e dois bispos de sua província. Eusébio, bispo de Dorileia, apresentou seu caso contra Eutiques. O discurso de Flaviano permanece até hoje e termina com um apelo ao bispo de Dorileia: "Deixe sua excelência condescender ao ponto de visitá-lo e discutir com ele sobre a fé verdadeira e se ele se mantiver firme no erro, então ele deverá ser convocado à nossa assembleia sagrada e deverá responder por si mesmo". Eventualmente, o sínodo terminou por depor Eutiques.

Porém, como Eutiques protestou contra este veredito e recebeu o apoio de Dióscoro, Patriarca de Alexandria, o imperador convocou outro concílio em Éfeso. Neste concílio, que se reuniu no dia 8 de agosto de 449, Eutiques e Dióscoro atacaram violentamente o Arcebispo. O concílio então reinstalou Eutiques. Flaviano foi deposto e foi atacado fisicamente, terminando por morrer em seguida, em 11 de agosto, em Hipaepa, na Lídia, por conta dos ferimentos recebidos neste ataque e foi enterrado secretamente.

Resultado[editar | editar código-fonte]

O Papa Leão I, cujos legados foram ignorados no concílio (eles traziam cartas do Papa para Flaviano e para Eutiques), e protestou, primeiro chamando o sínodo de "Latrocínio de Éfeso" ou "Sínodo de Ladrões" e declarando que suas decisões não tinham valor.

Após Teodósio II ter morrido em 450 d.C., sua irmã Pulquéria retornou ao poder, casando com o oficial Marciano, que se tornou o imperador. O novo casal imperial trouxeram de volta para a capital os restos mortais de Flaviano de uma forma que, nas palavras do autor, pareciam mais "um triunfo…que uma procissão funeral". O Concílio de Calcedônia, convocado em 451 d.C., condenou novamente Eutiques, confirmou o "Tomo de Leão" (epístola 28) e canonizou Flaviano como um mártir.

Fontes[editar | editar código-fonte]

Entre os documentos que citam a carreira de Flaviano estão a resposta de Pedro Crisólogo, arcebispo de Ravena, a um apelo de Eutiques e várias cartas de Teodoreto. O Papa Leão I também escreveu uma bela carta para ele antes de saber que ele estava morto.

Outros autores que tratam da vida de Flaviano:

Ver também[editar | editar código-fonte]

Flaviano de Constantinopla
(446 - 449)
Precedido por: Cruz ortodoxa.png
Lista dos patriarcas ecumênicos de Constantinopla
Sucedido por:
Proclo 44.º Anatólio


Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]