Florbela Espanca

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Florbela Espanca, por Carlos Bottelho, 2008

Florbela Espanca (Vila Viçosa, 8 de Dezembro de 1894Matosinhos, 8 de Dezembro de 1930), batizada com o nome Flor Bela de Alma da Conceição, foi uma poetisa portuguesa. A sua vida de trinta e seis anos foi tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos que a autora soube transformar em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização e feminilidade[1].

Índice

[editar] Vida

Filha de Antónia da Conceição Lobo e do republicano João Maria Espanca nasceu no dia 8 de Dezembro de 1894 em Vila Viçosa, no Alentejo. O seu pai herdou a profissão do sapateiro, mas passou a trabalhar como antiquário, negociante de cabedais, desenhista, pintor, fotógrafo e cinematografista. Foi um dos introdutores do “Vitascópio de Edison” em Portugal[2].

Era casado com Mariana do Carmo Toscano[3]. A sua esposa não pôde dar-lhe filhos. Porém, João Maria resolveu tê-los – Florbela e Apeles, três anos mais novo – com outra mulher, Antónia da Conceição Lobo, de condição humilde. Ambos os irmãos foram registados como filhos ilegítimos de pai incógnito[4]. Entretanto, João Maria Espanca criou-os na sua casa e a Mariana passou a ser madrinha de baptismo dos dois. João Maria nunca lhes recusou apoio nem carinho paternal, mas reconheceu Florbela como a sua filha só dezoito anos depois da morte dela[2].

Entre 1899 e 1908 Florbela frequentou a escola primária em Vila Viçosa[4]. Foi naquele tempo que passou a assinar os seus textos Flor d’Alma da Conceição[5]. As suas primeiras composições poéticas datam dos anos 1903-1904[2]: o poema “A Vida e a Morte”, o soneto em redondilha maior em homenagem ao irmão Apeles, e um poema escrito por ocasião do aniversário do pai. Em 1907, Florbela escreveu o seu primeiro conto: “Mamã!” No ano seguinte, faleceu a sua mãe, Antónia, com apenas vinte e nove anos[2].

Flor ingressou então no Liceu Masculino André de Gouveia em Évora, onde permaneceu até 1912[6]. Foi uma das primeiras mulheres em Portugal a frequentar o curso secundário[5]. Devido à Revolução republicana de 5 de Outubro de 1910, os Espanca mudaram-se para Lisboa[2]. Florbela interrompeu os estudos mas aproveitou o tempo para leituras (Balzac, Dumas, Camilo Castelo Branco, Guerra Junqueiro, Garrett)[2].

Em 1913 casou-se em Évora com Alberto de Jesus Silva Moutinho, seu colega da escola. O casal morou primeiro em Redondo[2]. Em 1915 instalou-se na casa dos Espanca em Évora, por causa das dificuldades financeiras[5].

Em 1916, de volta a Redondo, a poetisa reuniu uma selecção da sua produção poética desde 1915, inaugurando assim o projeto Trocando Olhares[2]. A coletânea de oitenta e cinco poemas e três contos serviu-lhe mais tarde como ponto de partida para futuras publicações[7]. Na época, as primeiras tentativas de promover as suas poesias falharam.

No mesmo ano, Florbela iniciou a colaborar como jornalista em Modas & Bordados (suplemento de O Século de Lisboa), em Notícias de Évora e em A Voz Pública, também evorense[2]. A poetisa regressou de novo a esta cidade em 1917. Completou o 11º ano do Curso Complementar de Letras e matriculou-se na faculdade de Direito da Universidade de Lisboa[5]. Foi uma das catorze mulheres entre trezentos e quarenta e sete alunos inscritos[4].

Um ano mais tarde a escritora sofreu as consequências de um aborto involuntário, que lhe teria infectado os ovários e os pulmões[2]. Mudou-se para Quelufes, onde apresentou os primeiros sinais sérios de neurose[5].

Em 1919 saiu finalmente a sua primeira obra, Livro de Mágoas, antologia de poemas. A tiragem (duzentos exemplares[2]) esgotou-se rapidamente[5]. No mesmo ano, sendo ainda casada, a escritora passou a viver com António José Marques Guimarães[5], alferes de Artilharia da Guarda Republicana.

Em meados do 1920 abandonou os estudos na faculdade do Direito. No ano seguinte, divorciou-se de Moutinho para casar com o amante. O casal passou a residir no Porto, mas, no ano seguinte, transferiu-se para Lisboa, onde Guimarães se tornou chefe de gabinete do Ministro do Exército[2].

Em 1922, a 1 de Agosto, a recém fundada Seara Nova publicou o seu soneto “Prince charmant...”, dedicado a Raul Proença[2]. Em Janeiro de 1923 veio a lume a sua segunda coletânea de sonetos, Livro de Sóror Saudade, edição paga pelo pai da poetisa. Para sobreviver, Florbela começou a dar aulas particulares de português[2].

Em 1925, após mais um aborto, divorciou-se pela segunda vez[5]. Esta situação abalou-a muito. O seu ex-marido, António Guimarães, abriu mais tarde uma agência, “Recortes”, que coleccionava notas e artigos sobre vários autores. O seu espólio pessoal reúne o mais abundante material que foi publicado sobre Florbela, desde 1945 até 1981. Ao todo são 133 recortes[5].

Ainda em 1925, a poetisa casou com o médico Mário Pereira Lage, que conhecia desde 1921 e com quem vivia desde 1924. O casamento decorreu em Matosinhos, no Distrito do Porto, onde o casal passou a morar a partir de 1926[2].

Em 1927 a autora principiou a sua colaboração no jornal D. Nuno de Vila Viçosa, dirigido por José Emídio Amaro[2]. Naquele tempo não encontrava editor para a coletânea Charneca em Flor. Preparava também um volume de contos, provavelmente O Dominó Preto, publicado postumamente apenas em 1982. Começou a traduzir romances para as editoras Civilização e Figueirinhas do Porto[2].

No mesmo ano, Apeles, o irmão da escritora, faleceu num trágico acidente de avião[2]. A sua morte foi para a autora realmente dolorosa. Em homenagem ao irmão, Florbela escreveu o conjunto de contos de As Máscaras do Destino, volume publicado postumamente em 1931. Entretanto, a sua doença mental agravou-se bastante[5]. Em 1928 ela teria tentado o suicídio pela primeira vez [2].

Em 1930 Florbela começou a escrever o seu Diário do Último Ano, pubicado só em 1981. A 18 de Junho principiou a correspondência com Guido Battelli, professor italiano, visitante na Universidade de Coimbra, responsável pela publicação da Charneca em Flor em 1931[2]. Na altura, a poetisa colaborou também no Portugal feminino de Lisboa, na revista Civilização e no Primeiro de Janeiro, ambos do Porto[2].

Florbela tentou o suicídio por duas vezes mais em Outubro e Novembro de 1930, na véspera da publicação da sua obra-prima, Charneca em Flor[5]. Após o diagnóstico de um edema pulmonar[5], a poetisa perdeu o resto da vontade de viver. Não resistiu à terceira tentativa do suicídio. Faleceu em Matosinhos, no dia do seu 36º aniversário, a 8 de Dezembro de 1930. A causa da morte foi a sobredose de barbitúricos[2].

A poetisa teria deixado uma carta confidencial com as suas últimas disposições, entre elas, o pedido de colocar no seu caixão os restos do avião pilotado por Apeles na hora do acidente[2]. O corpo dela jaz, desde 17 de Maio de 1964, no cemitério de Vila Viçosa, a sua terra natal[4].

[editar] Obra

Autora de contos, artigos na imprensa, traduções, epístolas e um diário, Florbela Espanca antes de tudo foi poetisa. É à sua poesia, quase sempre em forma de soneto, que ela deve a fama e o reconhecimento. A temática abordada é principalmente amorosa. O que preocupa mais a autora é o amor e os ingredientes que romanticamente lhe são inerentes: solidão, tristeza, saudade, sedução, desejo e morte. A sua obra abrange também poemas de sentido patriótico, inclusive alguns em que é visível o seu patriotismo local: o soneto “No meu Alentejo” é uma glorificação da terra natal da autora.

Somente duas antologias, Livro de Mágoas (1919) e Livro de Sóror Saudade (1923), foram publicadas em vida da poetisa. Outras, Charneca em Flor (1931), Juvenília (1931) e Reliquiae (1934) sairam só após o seu falecimento. Toda a obra poética de Florbela foi reunida por Guido Battelli num volume chamado Sonetos Completos, publicado pela primeira vez em 1934. Em 1978 tinham saído 23 edições do livro[8]. As peças anteriores às primeias publicações da poetisa foram reconstituídas por Mária Lúcia Dal Farra, que em 1994 editou o texto de Trocando Olhares.

A prosa de Florbela exprime-se através do conto (em que domina a figura do irmão da poetisa), de um diário, que antecede a sua morte, e em cartas várias. Algumas peças da sua correspondência são de natureza familiar, outras tratam de questões relacionadas com a sua produção literária, quer num sentido interrogativo quanto à sua qualidade, quer quanto a aspectos mais práticos, como a sua publicação. Nas diferentes manifestações epistolares sobressaem qualidades que nem sempre estão presentes na restante produção em prosa - naturalidade e simplicidade[1].

António José Saraiva e Óscar Lopes na sua História da Literatura Portuguesa[8] descrevem Florbela Espanca como sonetista de “laivos anterianos”[8] e semelhante a António Nobre. Admitem que foi “uma das mais notáveis personalidades líricas isoladas, pela intensidade de um emotivo erotismo feminino, sem precedentes entre nós [portugueses], com tonalidades ora egoístas ora de uma sublimada abnegação que ainda lembra Sóror Mariana, ora de uma expansão de amor intenso e instável(...)”[8].

A obra da Florbela “precede de longe e estimula um mais recente movimento de emancipação literária da mulher, exprimindo nos seus acentos mais patéticos a imensa frustração feminina das (...) opressivas tradições patriarcais.”[8]

Rolando Galvão, autor de um artigo sobre Florbela Espanca publicado na página electrónica Vidas Lusófonas[1], caracteriza assim a obra florbeliana:

“Como dizem vários estudiosos da sua pessoa e obra, Florbela surge desligada de preocupações de conteúdo humanista ou social. Inserida no seu mundo pequeno burguês, como evidencia nos vários retratos que de si faz ao longo dos seus escritos. Não manifesta interesse pela política ou pelos problemas sociais. Diz-se conservadora. (...) O seu egocentrismo, que não retira beleza à sua poesia, é por demais evidente para não ser referenciado praticamente por todos. Sedenta de glória, diz Henrique Lopes de Mendonça, transcrito por Carlos Sombrio.

Na sua escrita há um certo número de palavras em que insiste incessantemente. Antes de mais, o EU, presente, dir-se-á, em quase todas as peças poéticas. Largamente repetidos vocábulos reflexos da paixão: alma, amor, saudade, beijos, versos, poeta, e vários outros, e os que deles derivam. Escritos de âmbito para além dos que caracterizam essa paixão não são abundantes, particularmente na obra poética. Salvo no que se refere ao seu Alentejo. Não se coloca como observadora distante, mesmo quando tal parece, exterior a factos, ideias, acontecimentos.”[1]

O autor do artigo lembra também a correspondência da poetisa com o irmão, Apeles, e com uma amiga próxima, que apenas viu em retrato. Repara que os excessos verbais da escritora são provocados pela sua imoderação para exprimir uma paixão. A sua exaltação do amor fraternal é considerada fora do comum. Galvão repara que esses limites alargados na expressão do amor, da amizade e das afeições, são na obra florbeliana uma constante[1].

[editar] Bibliografia

[editar] Bibliografia activa

[editar] Poesia

1919 Livro de Mágoas. Lisboa: Tipografia Maurício. (eBook)

1923 Livro de Sóror Saudade. Lisboa: Tipografia A Americana.

1931 Charneca em Flor. Coimbra: Livraria Gonçalves.

1931 ______________ (com 28 sonetos inéditos). Coimbra: Livraria Gonçalves.

1931 Juvenília: versos inéditos de Florbela Espanca. Estudo crítico de Guido Battelli. Coimbra: Livraria Gonçalves.

1934 Sonetos Completos (Livro de Mágoas, Livro de Sóror Saudade, Charneca em Flor, Reliquiae). Coimbra: Livraria Gonçalves.

[editar] Prosa

1931 As Máscaras do Destino. Porto: Editora Marânus.

1981 Diário do Último Ano. Prefácio de Natália Correia. Lisboa: Livraria Bertrand.

1982 O Dominó Preto. Prefácio de Y. K. Centeno. Lisboa: Livraria Bertrand.

[editar] Coletâneas

1985/86 Obras Completas de Florbela Espanca. 8 vols. Edição de Rui Guedes. Lisboa: Publicações Dom Quixote.

1994 Trocando Olhares. Estudo introdutório, estabelecimento de textos e notas de Maria Lúcia Dal Farra. Lisboa: Imprensa Nacional/ Casa da Moeda.

[editar] Epistolografia

1931 Cartas de Florbela Espanca (A Dona Júlia Alves e a Guido Battelli). Coimbra: Livraria Gonçalves.

1949 Cartas de Florbela Espanca. Prefácio de Azinhal Abelho e José Emídio Amaro. Lisboa: Edição dos Autores.

[editar] Traduções

1926 Ilha azul, de Georges Thiery. Figueirinhas do Porto.

____ O segredo do marido, de M. Maryan. Biblioteca das Famílias.

1927 O segredo de Solange, de M. Maryan. Biblioteca das Famílias.

____ Dona Quichota, de Georges de Peyrebrune. Biblioteca do Lar.

____ O romance da felicidade, de Jean Rameau Biblioteca do Lar.

____ O castelo dos noivos, de Claude Saint-Jean

____ Dois noivados, de Champol. Biblioteca do Lar.

____ O canto do cuco, de Jean Thiery. Biblioteca do Lar.

1929 Mademoiselle de la Ferté (romance da actualidade) de Pierre Benoit. Série Amarela.

1932 Máxima (romance da actualidade, de A. Palácio Váldes. Coleção de Hoje.

[editar] Algumas reedições

ESPANCA, Florbela. Poemas de Florbela Espanca. Edição preparada pó Maria Lúcia Dal Farra. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

_______. Sonetos Completos. 7ª ed. Prefácio de José Régio. Coimbra: Livraria Gonçalves, 1946.

_______. As Máscaras do Destino. 4ª ed. Prefácio de Agustina Besa Luís. Amadora: Bertrand Editora, 1982.

_______. Contos Completos. 2ª ed. Venda Nova: Bertrand Editora, 1995.

_______. Obras Completas de Florbela Espanca, Lisboa: Publicaçőes D. Quixote, 1992.

_______. Obras Completas – Poesia (1903 - 1917). Coleção Obras Completas de Florbela Espanca. Vol. I. Lisboa: Publicações D.Quixote, 1985.

_______. Poesia Completa. Prefácio, organizaçăo e notas de Rui Guedes. Coleção Autores de Língua Portuguesa – Poesia. Venda Nova: Bertrand Editora,1994.

_______. Sonetos. Prefácio de José Régio. Lisboa: Bertrand Editora, 1982.

[editar] Bibliografia passiva

[editar] Livros

ALEXANDRINA, Maria. A Vida Ignorada de Florbela Espanca. Porto: Edição da Autora, 1964.

ALONSO, Cláudia Pazos. Imagens do Eu na poesia de Florbela Espanca. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1997.

BESSA LUÍS, Agustina. Florbela Espanca. Lisboa: Guimarães, 1984.

_______ . Florbela Espanca - A Vida e a Obra. 3ª ed. Lisboa: Arcádia, 1979.

COELHO, Jacinto do Prado. Dicionário de Literatura. 3ª ed. Vol. I. Porto: Figueirinhas, 1982.

FARRA, Maria Lúcia Dal. Afinado desconcerto (contos, cartas, diário). São Paulo: Iluminuras, 2001.

_______. Florbela Espanca. Rio de Janeiro: Agir Editora, 1994.

_______. ”Florbela inaugural”. In: Literatura portuguesa Aquém-Mar, Annie Gisele Fernandes e Paulo Motta Oliveira, pp. 197-211. Campinas: Editora Komedi, 2005.

_______. “Florbela: um caso feminino e poético”. In: Poemas de Florbela Espanca. São Paulo: Martins Fontes, 1996, pp. V-LXI.

FRANÇA, José Augusto. Os anos vinte em Portugal: estudo de factos sócio-culturais. Lisboa: Editorial Presença, 1992.

FREIRE, António. Florbela Espanca, poetisa do amor. Porto: Salesianas, 1994.

_______. O Amor Lusíada em Florbela Espanca. Vale do Cambra: Câmara Municipal de Vale do Cambra, 1997.

GUEDES, Rui. Acerca de Florbela. Coleção Florbela Espanca. Lisboa: Publicações D. Quixote, 1986.

_______. Fotobiografia. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1985.

MACHADO, Álvaro Manuel. Dicionário de Literatura Portuguesa. Lisboa: Editorial Presença, 1995.

_______. Poesia Romântica Portuguesa. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1982.

MATTOSO, José. História de Portugal. Vol. V (de VIII). Lisboa: Editorial Estampa, 1993.

MOISÉS, Massaud. Literatura portuguesa moderna : guia biográfico, crítico e bibliográfico. São Paulo: Editora Cultrix, Editora da Universidade de São Paulo, 1973.

NEMÉSIO, Vitorino. “Florbela”. In: Conhecimento da Poesia. Baía: Universidade da Baía, 1958.

NORONHA, Luzia Machado Ribeiro de. Entreretratos de Florbela Espanca: uma leitura biografemática. São Paulo: Annablume, 2001.

PAIVA, José Rodrigues de. Estudos sobre Florbela Espanca. Recife: Associação de estudos portugueses Jordão Emerenciano, 1995.

RÉGIO, José. Ensaios de Interpretaçăo Crítica. Coleção Obras Completas. Lisboa: Portugália Editora, 1964.

SARAIVA, António José, LOPES, Óscar. História da Literatura Portuguesa. 9ª ed. Porto: Porto Editora, 1976. pp. 967.

SENA, Jorge de. Florbela Espanca ou a Expressão do Feminino na Poesia Portuguesa. Porto: Fenianos, 1947.

SILVA, Zina Maria Bellodi da Silva. Florbela Espanca: Discurso do Outro e Imagem de Si. São Paulo: Araraquara, 1987.

SIMÕES, João Gaspar. História da Literatura Portuguesa do Século XX. 1959.

SOMBRIO, Carlos. Florbela Espanca. Lisboa: Edições Homo, 1948.

[editar] Artigos

ALMEIDA, Patrícia e ALBERTO, Carlos (fotos). “Mostra Sobre Florbela Viaja de Vila Viçosa para Lisboa”. In: A Capital, 27 de Fevereiro de 1995.

BARBOSA, Graça. “Florbela em pedra de Ançã”. In: Público, 13 de Setembro de 1994.

BATTELLI, Guido, "Florbela - Recordações e impressões críticas". In: A Cidade de Évora: Boletim de Cultura da Câmara Municipal (1ª Série), nº 29, 1952, pp. 409 – 430.

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CORREIA, Dores. “Bela Alentejana de um tempo em flor”. In: Imenso Sul, Janeiro a Março de 1995.

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DOMINGOS, Paulo Costa. “A Flor da Charneca”. In: Expresso, 10 de Dezembro de 1994.

FALCATO, João. “Crónica de Domingo. Florbela Espanca regressa à sua terra da verdade”. In: Diário de Notícias, 31 de Maio de 1964.

FARRA, Maria Lúcia Dal. "[Recensão crítica a 'Contos e Diário', de Florbela Espanca; 'Florbela Espanca - Fotobiografia', de Rui Guedes; 'Contos', de Florbela Espanca]". In: Revista Colóquio/Letras. Recensões Críticas, n.º 92, Júl. 1986, p. 87-90.

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_______. "No centenário de Florbela Espanca (1894-1930). A interlocução de Florbela com a poética de Américo Durão". In: Revista Colóquio/Letras. Ensaio, n.º 132/133, Abr. 1994, p. 99-110.

_______. "A Condição Feminina na Obra de Florbela Espanca". In: A Cidade de Évora: Boletim de Cultura da Câmara Municipal (1ª Série), nº 69, 1986, pp. 51 – 61.

ESPANCA, Túlio Alberto da Rocha. "Dupla Homenagem a Poetas do Alentejo: O cinquentenário da morte de Florbela Espanca; Autobiografia de Celestino David". In: A Cidade de Évora: Boletim de Cultura da Câmara Municipal (1ª Série), nº 63, 1980, pp. 303 – 332.

FERREIRA, António Mega. “As imagens paradas de Florbela”. In: Expresso, 28 de Dezembro de 1985.

FRANÇA, Elisabete, GASTÃO, Ana Marques. “Cem anos: sonetos fora de época”. In: Diário de Notícias, 8 de Dezembro de 1994.

GUSMÃO, Armando Nobre de. "Algumas poesias juvenis de Florbela Espanca". In: A Cidade de Évora: Boletim de Cultura da Câmara Municipal (1ª Série), nº 45, 1962, pp. 235 – 243.

IANNONE, Carlos Alberto. "Bibliografia de Florbela Espanca". In: A Cidade de Évora: Boletim de Cultura da Câmara Municipal (1ª Série), nº 48, 1965, pp. 51 – 64.

LARANJO, Tânia, MOREIRA, Henrique (fotos). “Florbela em Matosinhos cem anos depois”. In: Jornal de Notícias, 3 de Janeiro de 1995.

LOPES, Norberto, “Florbela, escolar de Direito”, in Diário de Notícias, 14 de Novembro de 1981.

LOPES, Óscar. “Florbela a Alentejana Livre”. In: Jornal das Letras no. 631, de 21 de Dezembro a 3 de Janeiro de 1995, pp. 42-43.

LOPES, Silvina Rodrigues. "[Recensão crítica a 'Poesia I (1903-1917) e II (1918-1930)', de Florbela Espanca]". In: Revista Colóquio/Letras. Recensões Críticas, n.º 92, Jul. 1986, pp. 86-87.

MARTINHO, Fernando J. B. "Variante Inédita de "Desejos Vãos" de Florbela Espanca". A Cidade de Évora: Boletim de Cultura da Câmara Municipal (1ª Série), nº 63, 1980, pp. 333 – 338.

MOURÃO, Paula. “Florbela: o ‘Diário’ de 1930”. In: A planície e o abismo: Actas do Congresso sobre Florbela Espanca. Org. Universidade de Évora. Lisboa: Vega, 1997. pp. 109-116.

NUNES, Maria Manuela Moreira. "Florbela Espanca". A Cidade de Évora: Boletim de Cultura da Câmara Municipal (1ª Série), nº 45, 1962, pp. 161 – 234.

OLÍVIA, Maria, VALENTIM, Marques (fotos). “Ser Poeta”. In: Correio da Manhã, 21 de Agosto de 1994.

RÉGIO, José. “Sobre o caso e a arte de Florbela Espanca”. In: Sonetos completos. Coimbra, Livraria Gonçalves, 1946.

ROCHA, Andrée. À procura da Florbela”. In: JL, 5/I/1982: 2-3, repr. in: Temas da Literatura Portuguesa, Coimbra, 1986. pp. 141-148.

ROCHA, Clara. "[Recensão crítica a 'Diário do Último Ano', de Florbela Espanca]". In: Revista Colóquio/Letras. Recensões Críticas, n.º 69, Set. 1982, p. 79-80.

RODRIGUES, Lopes. “Nótulas Florbelianas:. In: Boletim da Biblioteca Municipal de Matosinhos. Matosinhos, 3 de agosto de 1956, pp. 3-53.

SIMÕES, Casimiro. “Estátua de Florbela Espanca assinala cem anos que nasceu”. In: O Dia, 3 de Setembro de 1994.


“Florbela Espanca: a poetisa do amor”. In: O Dia, 15 de Outubro de 1982.

“A vida, o talento e as tendências mórbidas de Florbela Espanca - Revelações inéditas”. In: O Globo, 14 de Março de 1983.

“De mim ninguém gosta, de mim nunca ninguém gostou - Revelações inéditas II”. In: O Globo, 15 de Março de 1983.

[editar] Bibliografia virtual

[editar] Artigos

BARREIRA, Cecília. “Florbela Espanca.” Figuras da cultura portuguesa. Instituto Camões

BRAGA, Thomas J. “Florbela Espanca: The Limbs of a Passion”. Hispania

FARRA, Maria Lúcia Dal.“A Florbela de Augustina”

GALVÃO, Rolando. ”Florbela Espanca”. Vidas Lusófonas

PIRES, Sandra Mendonça. “Enantidromia de Florbela Espanca: um percurso, ao contrário, através da vida e dos lugares da poetisa”. Tinta lusa. Instituto Camões

SILVA, Lígia Michelle de Melo. “O discurso erótico de Florbela Espanca”. Revista Autor

[editar] Ligações externas

Coleção Florbela Espanca. Espólio da Biblioteca Nacional de Portugal

Prahoje. Florbela Espanca

Literatura. Florbela Espanca

As tormentas. Poesia portuguesa. Florbela Espanca

Rua da poesia. Poesia portuguesa. Florbela Espanca

Florbela Espanca no MySpace.com

Mulheres Portuguesas do Século XX. Florbela Espanca

Projeto Vercial. Florbela Espanca

[editar] Outros

Florbela! Flor Bela! Exposição. Vila Viçosa: Biblioteca Florbela Espanca, 1994.

Comemorações do 1º Centenário de Florbela Espanca. Évora: Grupo Pró-Évora, 1996.

A Planície e o Abismo. Congresso Sobre Florbela Espanca. Lisboa: Vega, 1997.

“Nostalgia”, filme documentário da RTP sobre Florbela Espanca. Série Outonos. Dir. Francisco Manuel Manso Gonçalves de Faria. Agosto/Setembro de 1993.

[editar] Florbela Espanca por outros poetas

Florbela Espanca causou grande impressão entre seus pares e entre literatos e público de seu tempo e de tempos posteriores. Além da influência que seus versos tiveram nos versos de tantos outros poetas, são aferidas também algumas homenagens prestadas por outros eminentes poetas à pessoa humana e lírica da poetisa. Manuel da Fonseca, em seu "Para um poema a Florbela" de 1941, cantava "(...)«E Florbela, de negro,/ esguia como quem era,/ seus longos braços abria/ esbanjando braçados cheios/ da grande vida que tinha!»". Também Fernando Pessoa, em um poema datilografado e não datado de nome "À memória de Florbela Espanca", descreve-a como "«alma sonhadora/ Irmã gêmea da minha!»".[9]

[editar] Curiosidades

O grupo musical português Trovante musicou o soneto „Ser poeta”, incluído no volume Charneca em Flor. A canção intitulada “Perdidamente”, com música de João Gil, tornou-se numa das músicas mais populares da banda. Faz parte do álbum Terra Firme, lançado em 1987[10].

Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 Galvão, Rolando “Florbela Espanca” (biobibliografia) no site VidasLusófonas.pt acessado a 22 de julho de 2009
  2. 2,00 2,01 2,02 2,03 2,04 2,05 2,06 2,07 2,08 2,09 2,10 2,11 2,12 2,13 2,14 2,15 2,16 2,17 2,18 2,19 2,20 2,21 2,22 Maria Lúcia Dal Farra. Afinado desconcerto (contos, cartas, diário). São Paulo: Iluminuras, 2001. p. 58.
  3. Genealogia de João Maria Espanca no site Geneall.net acessado a 22 de julho de 2009
  4. 4,0 4,1 4,2 4,3 Cronologia da vida de Florbela Espanca no site PraHoje.com.br acessado a 22 de julho de 2009
  5. 5,00 5,01 5,02 5,03 5,04 5,05 5,06 5,07 5,08 5,09 5,10 5,11 Biografia de Florbela Espanca no site PraHoje.com.br acessado a 22 de julho de 2009
  6. Pires, Sandra Mendonça (2002) “Enantiodromia de Florbela Espanca: um percurso, ao contrário, através da vida e dos lugares da poetisa” no site Tinta Lusa da página do Instituto Camões acessado a 22 de julho de 2009
  7. http://purl.pt/272/2/n1/n10_item9/index.html
  8. 8,0 8,1 8,2 8,3 8,4 António José Saraiva, Óscar Lopes. História da Literatura Portuguesa. 9ª ed. Porto: Porto Editora, 1976. p. 967.
  9. Florbela Espanca, 1894-1930. Poemas de Florbela Espanca / Estudo introdutório, organização e notas de Maria Lúcia Dal Farra - São Paulo : Martins Fontes, 1996. páginas XXV e XXVI. ISBN 85-336-0566-8
  10. Biografia dos Trovante no site Macua.org acessado a 22 de julho de 2009


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