Floresta ombrófila densa
Floresta ombrófila densa é uma mata perenifólia, ou seja: sempre verde com dossel de até 50 m, com árvores emergentes de até 40 m de altura. Possui densa vegetação arbustiva, composta por samambaias, arborescentes, bromélias e palmeiras. As trepadeiras e epífitas (bromélias e orquídeas) cactos e samambaias também são muito abundantes. Nas áreas úmidas, as vezes temporariamente encharcadas, antes da degradação do homem, ocorriam figueiras, jerivás (palmeira) e palmitos (Euterpe edulis).
O termo criado por Ellemberg & Mueller-Dombois[1] substituiu Pluvial (de origem latina) por Ombrófila (de origem grega), ambos com o mesmo significado “amigo das chuvas”. Sua principal característica ecológica reside nos ambientes ombrófilos, relacionada com os índices termo-pluviométricos mais elevados da região litorânea e da Amazônia. A precipitação bem distribuída durante o ano, determina uma situação bioecológica praticamente sem período seco (0 a 60 dias no ano).
Pela classificação de Ellemberg & Mueller-Dombois sabemos que este ecossistema é uma:
- classe de formação: floresta
- subclasse de formação: ombrófila - de clima com no máximo 4 meses secos no ano
- subgrupo de formação: densa - fisionomia[2]
Índice |
[editar] Tipos
Tem cinco divisões, com fisionomias diferentes:
- floresta ombrófila densa aluvial: mata ciliar, tanto no rio Amazonas como em outras bacias hidrográficas em todo o Brasil
- floresta ombrófila densa das terras baixas: geralmente costeira, ocorre da Amazônia até o Rio de Janeiro com formação florística diversa da encontrada nos estados mais ao sul
- floresta ombrófila densa submontana: de solo mais seco, apresenta dossel de alto porte, até 50 m na Amazônia e 30 no resto do país
- floresta ombrófila densa montana: dossel uniforme de cerca de 20 m, ocorre de 600 a 2000 m na Amazônia e 500 a 1500 m no resto do país
- floresta ombrófila densa altomontana: mata nebular
Referências
- ↑ ELLEMBERG, H.: MUELLER-DOMBOIS, D. A. Tentative physiognomic-ecological classification of plant formations of the earth. Separata de Ber. Geobot. Inst. ETH, Zurich. 1965/66. apud IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Manual Técnico da Vegetação Brasileira. Rio de Janeiro.92p. (Séries Manuais Técnicos em Geociências, n. 1). 1992.
- ↑ Manual técnico da vegetação brasileira, IBGE
[editar] Fontes
Manual técnico da vegetação brasileira, IBGE