Folhetim
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O folhetim é uma forma de edição seriada, de obras literárias do gênero prosa de ficção ou romance, publicado em periódicos, jornais e revistas. Muitos autores brasileiros, como José de Alencar, Machado de Assis, Manuel Antônio de Almeida e Lima Barreto, tiveram obras suas publicadas, inicialmente, em folhetins, para depois serem editadas em livros.
O Folhetim, é uma seção de um periódico que ordinariamente ocupa a parte inferior de página e é destinada a artigos de crítica, fragmentos de romance, revista de acontecimentos, de teatros ect, e em geral a artigos de literatura amena. Romance de Folhetim, o que é publicado em episódios pela imprensa, sescitando o interesse do leitor.
Obra romanesca na qual sobressai a intriga, por vezes recambolesca, editada em episódios sucessivos no jornal ou na rádio. Originalmente, o folhetim era um artigo ou crónica sobre literatura, ciência, crítica, publicado na parte inferior e a toda a largura dum jornal. Foi no início do século XIX que surgiu o folhetim Ao publicar a sua crítica dramática como rodapé no Jornal dos Debates, o abade Geoffrey chamou a atenção dos leitores para esta novidade. Todos os jornais quiseram, então, ter o seu folhetim. Tornou-se comum o romance-folhetim, tornado célebre pelo espírito ou invenção de Eugéne Sue, Alexandre Dumas e seus seguidores. O romance-folhetim divertia e prendia o leitor, desempenhando, assim, um grande papel, sobretudo na imprensa popular. Em Portugal, notabilizaram-se como folhetinistas, entre outros, Lopes de Mendonça, Júlio César Machado, Eduardo Coelho, Alberto Pimentel e Mariano Fróis. Alguns romances de Camilo Castelo Branco e de Júlio Dinis vieram pela primeira vez a público sob a forma de folhetim. Eça de Queirós publicou muitos dos seus contos em folhetins; O Mistério da Estrada de Sintra, escrito em colaboração com Ramalho Ortigão, foi também publicado em folhetim.

