Fonte do Ribeirão

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Fonte do Ribeirão

A Fonte do Ribeirão está situada num pequeno largo entre as ruas do Ribeirão, das Barrocas e dos Afogados, no Centro Histórico de São Luís e é considerada um dos pontos turísticos mais importantes da cidade.

História e características[editar | editar código-fonte]

Sua construção foi feita em 1796, durante o mandato do governador do Maranhão, Fernando António Soares de Noronha. Este fato é conhecido através de dois ofícios. Em um deles, datado de 13 de fevereiro de 1796, o capitão José Luiz da Rocha, encarregado da inspeção para a construção de uma nova fonte, pede que o governador ordene a compra do quintal da casa de José Gomes Viana e mande entulhá-lo, uma vez que o mesmo era responsável pela poluição da nascente da fonte. Em outro, datado de 13 de agosto do mesmo ano, o capitão solicita uma quantia de Rs. 1:200$000 que ainda faltava para a conclusão da obra, sendo essa quantia usada na aquisição de cantaria para os canos, carrancas para as biqueiras, pedras, cal, tijolos, jornais, etc.[1]

Possui piso em cantaria e um grande frontispício, no topo do qual fica uma estátua do deus romano Netuno. Na parte central da fachada, encontram-se três janelas que dão acesso a galerias subterrâneas. Na parte inferior, existem cinco carrancas esculpidas em cantaria com biqueiras em bronze pelas quais a água escorre.[2] Em 1950, a área da fonte foi tombada pelo SPHAN, do Governo Federal, devido às características coloniais das fachadas das construções, que caracterizam uma área do século XVIII.[3]

Lendas[editar | editar código-fonte]

A fonte do Ribeirão é tema de lendas populares em São Luís. A mais conhecida trata de uma enorme serpente adormecida que cresce aos poucos no subsolo, cuja cabeça se encontra na fonte do Ribeirão e a cauda, abaixo da igreja de São Pantaleão; segundo a lenda, no dia em que a cabeça da criatura encontrar a cauda, o animal acordará e destruirá a ilha de São Luís. Também há estórias que afirmam que os túneis da fonte teriam sido construídos para que os padres se locomovessem em segredo entre as igrejas da cidade, ou que tinham função estratégica de permitir a fuga no caso de uma invasão estrangeira ou revolta popular.[4]

Referências

  1. Marques, César Augusto. Apontamentos para o diccionario historico, geographico, topographico e estatistico da provincia do Maranhão. São Luís: Typographia do Frias, 1864. p. 151. - Google Livros
  2. Universo poético das ruas e praças de São Luís Guesa Errante (19 de abril de 2006). Visitado em 29 de junho de 2013.
  3. Fonte do Ribeirão IPHAN. Visitado em 29 de junho de 2013.
  4. Coelho, Carlos Alberto Lima. Testemunha do Medo. São Paulo: Biblioteca24horas, 2010. p. 25-26. ISBN 978-85-7893-542-9 - Google Livros

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]